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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Transtornos mentais são terceira maior causa de afastamento do trabalho












Por Dag Vulpi • Abril de 2017

Categoria: Saúde Pública, Economia do Trabalho, Direitos Sociais | Tempo de Leitura: ~3 min

Nota editorial: Texto originalmente veiculado pela Agência Brasil e publicado no Blog Dag Vulpi em em 27 de abril de 2017 para enriquecer o próprio conhecimento e difundir a conscientização coletiva. Formatado e revisado em HTML para integrar o acervo de reflexões do blog.


Os dados fazem parte de uma pesquisa produzida pela pasta em parceria com a Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda, que trata dos benefícios concedidos por incapacidade temporária e definitiva[cite: 1]. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o estresse pode causar alterações "agudas e crônicas" no comportamento dos empregados, principalmente "se o corpo não consegue descansar e se recuperar" das atividades trabalhistas[cite: 1].

As informações foram detalhadas pelo Ministério do Trabalho, que não revelou quais são a primeira e a segunda causas de afastamento no trabalho tendo como base o boletim[cite: 1]. O Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes de Trabalho foi lembrado na sequência[cite: 1].


1. O Impacto das Enfermidades Físicas: O Panorama do INSS

Já outro estudo divulgado com base nos auxílios-doença concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) revela que a dor nas costas é a doença que mais afastou os funcionários de empresas em 2016, em especial no setor público[cite: 1]. Fraturas de perna, tornozelo, punho e mão figuram entre as principais causas subsequentes de afastamento[cite: 1].

Frequentemente ocasionadas por atividades repetitivas e sobrecarga, essas dores acabam afastando mais funcionários de órgãos públicos do que de empresas privadas, seguindo-se por trabalhadores de atividades relacionadas ao comércio varejista, como supermercados, e do setor hospitalar[cite: 1].

Nos últimos quatro anos, transtornos mentais e comportamentais, como altos níveis de estresse, foram a terceira maior causa de afastamento dos trabalhadores brasileiros. Mais de 17 mil casos de concessão do auxílio-doença e da aposentadoria por invalidez foram registrados entre 2012 e 2016 com este motivo, segundo o Boletim Quadrimestral sobre Benefícios por Incapacidade, divulgado parcialmente nesta quarta-feira (26) pelo governo federal. Dos 2,5 milhões de afastamentos do emprego registrados pelo INSS no ano passado, 116 mil tiveram a dor nas costas como motivação, e 108 mil decorreram de fraturas na perna ou no tornozelo.

Leia também no Blog:

  • Transtorno Obsessivo Compulsivo - TOC
  • Desafio do autista é transmitir ao mundo o que sente
  • INSS vai fazer "pente-fino" para revisar mais de 2 milhões de benefícios

terça-feira, 2 de abril de 2013

Desafio do autista é transmitir ao mundo o que sente


Se você sente fome, frio ou dor e precisa de ajuda, o que fazer? Imagine você impossibilitado de dizer o que quer, o que precisa? Se conseguiu imaginar, então entendeu um pequeno fragmento do mundo de  uma pessoa com autismo.


“O autismo me prendeu dentro de um corpo que não posso controlar”, disse Carly Fleishmann. A menina canadense quebrou uma espécie de barreira invisível e descobriu, aos 10 anos de idade, como mostrar aos pais o que queria. Mesmo sem ter aprendido a escrever, Carly encontrou no teclado de um computador a voz que lhe faltava.

Os comportamentos típicos do autismo continuavam, entre eles gritar, balançar os braços violentamente e realizar movimentos repetitivos. No entanto, esse comportamento passou a ter uma explicação: “Se não fizer isso, parece que meu corpo vai explodir. Se pudesse parar, eu pararia, mas não há como desligar. Sei o que é certo e errado, mas é como se estivesse travando uma luta contra o meu cérebro”, disse.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Transtorno Obsessivo Compulsivo - TOC

Por Dag Vulpi • Março de 2012

Categoria: Psiquiatria, Saúde Mental, Ensaios Clínicos | Tempo de Leitura: ~3 min

Nota editorial: Texto publicado no Blog Dag Vulpi para divulgação e conhecimento próprio por considerar o tema relevante. Autoria original: Prof. Dr. Mario Rodrigues Louzã Neto (Psiquiatria e Psicanálise). Formatado e revisado em HTML para integrar o acervo de reflexões do blog.


O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) caracteriza-se fundamentalmente por dois tipos de manifestações clínicas:

  • 01 - As obsessões ou ideias obsessivas: Ideias ou imagens que invadem a mente da pessoa de forma repetida e independente de sua vontade.
  • 02 - As compulsões ou rituais compulsivos: Atos ou rituais que o indivíduo se vê obrigado a executar para aliviar ou evitar as obsessões.

1. A Natureza das Obsessões e das Compulsões

As obsessões ocorrem mesmo quando o indivíduo tem plena consciência de que são pensamentos sem sentido, tornando-se incapaz de evitá-los. São frequentes as temáticas relacionadas a:

  • Religião e moralidade
  • Conteúdos sexuais
  • Dúvidas persistentes e contaminação
  • Agressão (como a ideia repetida de que as mãos estão contaminadas por tocar em objetos considerados sujos)

Por sua vez, as compulsões surgem como uma tentativa de neutralizar o mal-estar gerado pelas obsessões. Caso o ato compulsivo não seja executado, a ansiedade atinge níveis intensos. Esses rituais são repetidos inúmeras vezes, apesar da percepção racional de sua inutilidade.

Dentre as compulsões mais comuns, destacam-se: lavar as mãos excessivamente, verificar repetidamente se portas estão trancadas ou registros de gás fechados, questionar informações exaustivamente, executar sequências rígidas de atos para prevenir danos a terceiros, além de contagens ou falas silenciosas.

2. Impacto Cotidiano e Perfil de Incidência

Tanto as obsessões quanto as compulsões consomem uma parcela significativa do tempo diário, gerando prejuízos expressivos na rotina e nas relações sociais. Como o próprio portador reconhece o caráter irracional de suas manifestações, é comum o esforço para disfarçar os sintomas, evitando o diálogo sobre o tema e retardando a busca por auxílio psiquiátrico.

O transtorno obsessivo-compulsivo manifesta-se tipicamente no final da adolescência, por volta dos 20 anos de idade, acometendo cerca de 2 em cada 100 pessoas, podendo surgir também na infância. A evolução costuma alternar períodos de melhora e piora; embora a cura completa seja pouco frequente, o tratamento adequado proporciona um controle satisfatório dos sintomas.

Pesquisas recentes indicam que o TOC envolve o funcionamento excessivo de determinadas áreas cerebrais e alterações no neurotransmissor serotonina. A predisposição individual, somada a reações exageradas ao estresse, alimenta pensamentos obsessivos que geram ainda mais tensão, consolidando um verdadeiro círculo vicioso.

3. Comorbidades e Abordagem Terapêutica

Muitos pacientes com TOC apresentam comorbidades, tais como fobia social, depressão, transtorno do pânico e alcoolismo. Condições correlatas — a exemplo da tricotilomania (hábito de arrancar pelos ou cabelos), do transtorno dismórfico corporal (preocupação obsessiva com supostos defeitos físicos) e da síndrome de Tourette — também guardam proximidade clínica com o espectro do TOC.

O manejo clínico do transtorno baseia-se na associação entre farmacoterapia e psicoterapia:

  • Medicamentos: Utilização de antidepressivos, habitualmente em doses elevadas e por períodos prolongados.
  • Psicoterapia: Ênfase na terapia comportamental, que estimula o paciente a confrontar e controlar pensamentos obsessivos e rituais, além de abordagens de apoio para o manejo da ansiedade associada.

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