sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Bélgica aumenta alerta de terrorismo para nível máximo


A Bélgica aumentou para o nível máximo o alerta de terrorismo, que significa “ameaça iminente”, anunciaram hoje (20) as autoridades belgas.

“Após a última avaliação, o gabinete de crise aumentou o alerta para o nível 4, o que significa uma séria ameaça na região de Bruxelas”, diz o comunicado divulgado uma semana após os ataques do Estado Islâmico em Paris, que fez 130 mortos.

“A análise que foi efetuada demonstra uma ameaça séria que requer medidas específicas de segurança assim como a divulgação de recomendações especiais junto da população”, acrescenta o gabinete de crise que depende do Ministério do Interior.


Conselho de Segurança da ONU autoriza "todas as medidas" contra Estado Islâmico


O Conselho de Segurança das Nações Unidas adotou hoje (20) uma resolução que autoriza todos os países com capacidade a utilizarem “todas as medidas necessárias” para atuar contra o grupo extremista Estado Islâmico na Síria e no Iraque. A resolução, aprovada por unanimidade, foi apresentada pela França em resposta aos atentados do  dia 13 em Paris, que provocaram pelo menos 130 mortos.

O texto propõe “aumentar e coordenar” a luta antiterrorista e manifesta a intenção de reforçar as sanções contra cidadãos e entidades relacionados com o grupo extremista Estado Islâmico. O documento pede ainda para que seja feito um maior esforço para deter o fluxo de combatentes estrangeiros que viajam para o Oriente Médio.

Jumentice do dia


O jumento do dia vai para Felipe Porto, líder de acampamento no Congresso que promete 'carnificina' em caso de eles serem retirados de onde estão acampados.

No gramado, aliás, deve ser o gramado que os prende por ali, em frente ao Congresso há pelo menos quatro grupos distintos acampados, a maioria pedindo a saída da presidente Dilma Rousseff.

Um dos líderes do acampamento que está em frente ao Congresso Nacional e que defende a deposição do governo e a "intervenção popular", Felipe Porto, afirmou nesta quinta-feira, (19/11) que não há chances de que o movimento deixe o local de forma pacífica. "Vamos resistir. Estamos armados e se houver isso (retirada) vai ter uma carnificina aqui", afirmou. 




O grupo a que Felipe pertence, denominado "Ocupa Brasília", é composto majoritariamente por ex-militares e ex-policiais. Por isso, afirmam, estão armados legalmente.


Porto diz que o objetivo do grupo é fazer uma "deposição total dos Três Poderes". "Não defendemos a intervenção militar e sim a intervenção popular", afirmou. Questionado sobre como funcionaria essa deposição, Porto disse que com o apoio do Exército. 


O grupo de Porto é o mesmo responsável pela manifestação de domingo, dia 15 de novembro, para "defender a pátria". O protesto, entretanto, teve baixa adesão.

Porto disse que apesar de poucos adeptos o grupo tem condições de "chamar reforço armado" caso haja confronto. "O cenário de guerra está armado", ameaçou. 

Sequestro em hotel no Mali acaba com 27 reféns e dois jihadistas mortos


Fontes da Organização das Nações Unidas (ONU) disseram que o sequestro do Hotel Radisson em Bamako, capital do Mali, terminou com 27 reféns e dois jihadistas mortos. O hotel foi retomado hoje (20) por forças de segurança especiais francesas após ser invadido pela manhã por homens armados que mantinham 125 clientes e 13 funcionários reféns.

Leia também:

Os grupos terroristas Al Qaeda, no Magrebe Islâmico, e Al Murabitun assumiram a autoria do "ataque conjunto" de hoje.

A autoria do ataque foi informada por telefone à agência de notícias privada da Mauritânia, Al Ajbar, que mantém contato com grupos jihadistas da região do Sahel. Esta é a primeira vez que as duas organizações jihadistas declaram ter operações conjuntas. O Al Murabitun, liderado pelo argelino Mokhtar Belmokhtar, é um dos grupos mais ativos na região do Sahel.

* Com informações das agências Lusa e Ansa


Forças de segurança francesas retomam hotel no Mali; 18 mortos são encontrados


Forças de segurança especiais francesas retomaram hoje (20) o Hotel Radisson, em Bamaco, capital do Mali, invadido pela manhã por homens armados que mantinham 125 clientes e 13 funcionários reféns. Dentro do edifício, já não havia mais reféns, mas foram encontrados 18 mortos.


As forças especiais enviadas de Ouagadougou, no vizinho Burkina Faso, estão no interior do hotel e “participam nas operações ao lado dos malianos”. Estas informações foram divulgadas depois de o ministro da Segurança maliano, coronel Salif Traoré, ter anunciado que o grupo armado já não mantinha mais reféns. As forças de segurança do Mali haviam cercado o local após o ataque, do qual participaram “dois ou três homens”, segundo um porta-voz.

“Eles já não têm neste momento nenhum refém nas mãos e as forças estão a persegui-los”, disse o ministro em uma entrevista à imprensa.

Os grupos terroristas Al Qaeda, no Magrebe Islâmico, e Al Murabitun assumiram a autoria do "ataque conjunto" de hoje contra o hotel, que provocou 18 mortes e deixou vários feridos.

A autoria do ataque foi informada por telefone à agência de notícias privada da Mauritânia, Al Ajbar, que mantém contato com grupos jihadistas da região do Sahel. Esta é a primeira vez que as duas organizações jihadistas declaram ter operações conjuntas.

O Al Murabitun, liderado pelo argelino Mokhtar Belmokhtar, é um dos grupos mais ativos na região do Sahel.

Fontes da segurança disseram que os homens armados são ‘jihadistas’ que chegaram ao hotel por volta das 7h, hora local, em um carro com placa diplomática, entraram e começaram a disparar armas automáticas.
* Com informações da Agência Lusa


Sobe para 130 o número de mortos em atentados em Paris


O número de mortos nos atentados ocorridos há uma semana em Paris subiu para 130, anunciou hoje (20) o primeiro-ministro francês, Manuel Valls. “Os terroristas mataram sem misericórdia, destruindo 130 vidas”, declarou Valls, no Senado francês. a intervenção diante dos senadores franceses em defesa do prolongamento do estado de emergência em vigor no país desde os ataques.

O gabinete do primeiro-ministro confirmou à agência France Presse que o número foi atualizado depois da morte, na quinta-feira, de um ferido que estava hospitalizado. O balanço anterior contabilizava 129 mortos.

Os atentados de 13 novembro deixaram cerca de 350 pessoas feridas. “Muitas lutam ainda contra a morte”, afirmou Valls, ao destacar a prorrogação do estado de emergência em vigor no país desde os ataques.

“O estado de emergência é uma resposta imediata, poderosa, eficaz, para proteger os nossos cidadãos, para deter os indivíduos fanáticos, os criminosos que querem atacar o nosso país, os seus valores, atacar a nossa democracia”, declarou o primeiro-ministro.

Na quinta-feira, o projeto de lei sobre o estado de emergência foi aprovado quase por unanimidade pelos deputados franceses. O texto estabelece a prorrogação, por um período de três meses, do estado de emergência, a partir de 26 de novembro.

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou no sábado, em comunicado, a autoria dos atentados de 13 de novembro na capital francesa.

Os ataques – que tiveram a participação de pelo menos oito terroristas, sete dos quais morreram, – ocorreram em vários locais de Paris, entre eles uma sala de espetáculos e o Estádio de França, onde ocorria um jogo de futebol entre as seleções da casa e da Alemanha.

A França decretou o estado de emergência e restabeleceu o controle de fronteiras após os atentados, classificados pelo presidente François Hollande como "ataques terroristas sem precedentes no país".

Em uma operação policial no bairro de Saint Denis, ao norte de Paris, as autoridades mataram Abdelhamid Abaaoud, apontado como o mentor dos ataques.

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