Há quatro anos, a publicitária Karla Souza, de 35 anos, não se definia como uma pessoa feliz. Não praticava exercícios físicos, tinha uma alimentação sem regras e quando decidia fazer dieta, acabava comendo com menos qualidade. Mas o aparecimento de alguns problemas de saúde fizeram com que ela mudasse radicalmente a rotina, e deu tão certo que hoje, com 12 kg a menos - que perdeu nos primeiros três meses de dieta - e a alimentação regrada, ela compartilha tudo o que aprendeu em uma página na internet. "Passei a me amar mais, e a mulher mais bonita é a mulher que se ama. Quando a gente se coloca em primeiro lugar, as coisas fluem com mais facilidade", garantiu.
Às
vezes somos traídos por nossas convicções, e isso ocorre sempre que nos
deixamos levar por nossas emoções, deixando de lado uma conselheira que seria bem
melhor, que é a razão, e é exatamente esta que ignoramos que
deveria, eu ‘disse’ deveria ser a norteadora de todas as nossas atitudes.
Quem
de nós nunca foi injusto pelo menos uma vez na vida, julgando que algo fosse de
uma forma, quando na realidade era o oposto daquilo? Somos meros seres humanos,
logo, estamos sujeitos aos equívocos que as situações do dia-a-dia nos impõem.
Dias
desses deparei-me numa dessas situações que, guardadas as quilométricas proporções
poderiam ser comparada a essa guerra idiota entre judeus e palestinos.
Estando
assistindo a um documentário no canal Net Geo Wild, onde um cinegrafista
acompanhava de perto o dia a dia de um determinado grupo de leões fui pego numa
dessas situações onde a emoção se sobrepõe à razão, mas naquele momento eu
tinha uma justificativa razoável, afinal, eu estava presenciando uma cena aonde
uma leoa aproximou-se sorrateira e abocanhou um inofensivo filhote de gnu que
acabará de nascer, fiquei observando aquela cena e mesmo sabendo que esta é a
lei da sobrevivência onde o mais forte se sobrepõe ao mais fraco, não me
permitia concordar com aquelas fortes imagens. Pois bem, na sequencia do
programa, a leoa que havia devorado o filhote de gnu, e que por sua vez também
tinha sua própria cria, por algum motivo acabou se
afastando da proteção do grupo levando seus filhotes, ela se distanciou o suficiente que permitiu que fossem atacados por um
bando de hienas, o ataque resultou na morte dos filhotes da leoa e os pequenos foram
prontamente devorados por seus algozes. E foi naquele momento de selvageria que
eu fui traído, pois, enquanto as hienas devoravam os pequenos leõezinhos eu
senti uma sensação boa, parecia que ali a justiça se fazia presente, afinal a
leoa estava sentindo a mesma dor que a mãe do filhote que ela devorou havia
sentido, ou seja, olho por olho.
Mas
não demorou muito e aquela sensação de justiça que eu sentia foi interrompida
por minha razão, e foi naquele momento que percebi que os filhotes da leoa que estavam
sendo devorados, eram tão culpados quanto o filhote de gnu pelo qual eu me
compadeci no inicio do programa.
E
assim é na nossa vida, onde alguns ainda que inconscientemente concordam com
a guerra entre Israel e Palestina, afinal o HAMAS também atacou as bases militares
de Israel, e pouco importa a morte de milhares de crianças palestinas. Suas
mortes são justificadas pelo olho por olho.
Pode
parecer algo inacreditável para os mais novos, já nascidos na chamada “era
digital”, mas há menos de 25 anos a internet era um sonho, algo desconhecido
para a maioria da população mundial, que não poderia imaginar, nem de longe, o
quanto essa novidade iria impactar em suas vidas e transformar as relações
humanas.
O
embrião do que se conhece hoje como internet surgiu durante a Guerra Fria, na
década de 60, para fins militares, por razões estratégicas. Segundo relatos, o
surgimento da internet se deu em vista da necessidade dos Estados Unidos
descentralizarem as informações, evitando assim a sua perda no caso de um
ataque, além de manter a comunicação, através desta rede.
Os
chanceleres dos Estados Unidos, do Reino Unido, da França, da Alemanha, da
Itália, além do Catar e da Turquia pediram hoje (26) a ampliação da trégua de 12 horas em vigor na Faixa de Gaza entre
Israel e o movimento islâmico Hamas. Desde o início do cessar-fogo temporário,
às 8h do horário local (2h, no horário de Brasília), foram retirados dos
escombros mais de 80 corpos de palestinos. A trégua humanitária deve terminar
às 20h (14h, no horário de Brasília).
Um ataque israelense a uma escola das Nações Unidas, em Beit Hanun, Norte da Faixa de Gaza, causou a morte de, pelo menos, 15 palestinos que se refugiaram no local. Entre os mortos estão crianças e funcionários da Organização das Nações Unidas (ONU).
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, informou hoje (24), em comunicado, a morte de funcionários no ataque israelense contra a escola e condenou o ato. “Existem numerosos mortos, incluindo mulheres e crianças, e também funcionários da ONU”, declarou Ban em Ebril, Norte do Iraque, segundo um comunicado das Nações Unidas, publicado em Nova York.
Ban declarou-se “consternado” pelo ataque, “cujas circunstâncias ainda não estão esclarecidas”. O chefe das Nações Unidas emitiu um novo apelo “a todas as partes para respeitarem as suas obrigações nos termos das leis humanitárias internacionais, a respeitar a vida dos civis, a inviolabilidade dos edifícios da ONU e as suas obrigações face aos trabalhadores humanitários”.
O porta-voz adjunto da ONU, Farhan Haq, disse que a organização está tentando determinar o número exato de vítimas. “Não sabemos quem atacou o local”.O ataque à escola mostra "a urgência de se fazer cessar as matanças e de acabar de imediato”, acrescentou Ban Ki-moon, que tem mediado um cessar-fogo em Gaza.
O Exército israelense prometeu uma “investigação” e “não exclui” a possibilidade de um foguete ter sido disparado por combatentes do movimento islâmico Hamas. A porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Jen Psaki, disse que os Estados Unidos estão “profundamente entristecidos e inquietos por causa do incidente” e voltou a apelar a “todas as partes que redobrem os esforços para proteger os civis”.
* Com informações da Agência Lusa - Edição:Carolina Pimentel
Flávia Albuquerque e Bruno Bocchini – da Agência BrasilEdição: Nádia Franco
Chanceler reage a críticas israelenses e diz que Brasil não é anão diplomático Antonio Cruz/Agência Brasil
O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, defendeu hoje (24) a posição do governo brasileiro que, em nota divulgada ontem (23), condenou “energicamente o uso desproporcional da força” por Israel em conflito na Faixa de Gaza.
“Condenamos a desproporcionalidade da reação de Israel, com a morte de cerca de 700 pessoas, dos quais mais ou menos 70% são civis, e entre os quais muitas mulheres, crianças e idosos. Realmente, não é aceitável um ataque que leve a tal número de mortes de crianças, mulheres e civis", disse o ministro. "E é sobre esse fato que essa nova nota fala”, ressaltou Figueiredo, após participar, em São Paulo, de evento na Fundação Getulio Vargas.
O ministro lembrou que, na semana passada, o Itamaraty já havia divulgado nota condenando o movimento islâmico Hamas pelos foguetes lançados contra Israel, e também Israel pelo ataque à Faixa de Gaza. “Israel se queixa que, na última nota, não repetimos a condenação que já tínhamos feito. A condenação que já tínhamos feito continua somos absolutamente contrários ao fato de o Hamas soltar foguetes contra Israel. Isso se mantém. Não há dúvida. Não pode haver dúvida disso”, afirmou Figueiredo.
Ele acrescentou que a última nota do Itamaraty não omite nada que foi dito antes. "Ao contrário,a gente pede o cessar-fogo imediato. Cessar-fogo quer dizer o quê? [Cessarem] os ataques das duas partes. Não há cessar-fogo unilateral, não é isso que a gente pede. A gente pede que as duas partes parem os ataques. Isso permanece.”
Figueiredo rebateu ainda afirmação do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor, que, segundo o jornal The Jerusalem Post, classificou o Brasil de "anão diplomático", apesar de sua posição econômica e cultural. “O que eu li é que o Brasil é um gigante econômico e cultural, e é um anão diplomático. Eu devo dizer que o Brasil é um dos poucos países do mundo, um dos 11 países do mundo, que têm relações diplomáticas com todos os membros da ONU [Organização das Nações Unidas]. E temos um histórico de cooperação pela paz e ações pela paz internacional. Se há algum anão diplomático, o Brasil não é um deles, seguramente”, reagiu o chanceler.
Segundo Figueiredo, as declarações do porta-voz da Chancelaria israelense não devem, porém, estremecer as relações de amizade entre os dois países. “Países têm o direito de discordar. E nós estamos usando o nosso direito de sinalizar para Israel que achamos inaceitável a morte de mulheres e crianças, mas não contestamos o direito de Israel de se defender. Jamais contestamos isso. O que contestamos é a desproporcionalidade das coisas”, destacou.
O chanceler também defendeu a posição brasileira assumida no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. O Brasil votou favoravelmente à condenação da atual ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza e à criação de uma comissão internacional para investigar todas as violações e julgar os responsáveis.
“A maioria apoiou, inclusive a América Latina inteira. Nós estamos junto da nossa região e apoiamos, neste caso, uma investigação internacional independente para determinar o que aconteceu, o que está acontecendo. Eu acho razoável haver essa investigação internacional independente, e foi a favor disso que nós nos manifestamos.”
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