sábado, 24 de novembro de 2012
ES tem 2º maior crescimento do PIB no país em 2010, diz governo
Dados
foram divulgados pelo Instituto Jones dos Santos Neves.
Estado capixaba ficou atrás somente de Tocantis, com 14,8%.
Estado capixaba ficou atrás somente de Tocantis, com 14,8%.
O Espírito Santo foi o segundo
estado brasileiro com maior crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no
Brasil, segundo dados divulgados pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN),
nesta sexta-feira (23). Com um valor de R$ 82,1 bilhões referentes ao ano de
2010, o crescimento corresponde a 13,8% se comparado com o ano anterior. O
estado capixaba ficou atrás somente de Tocantis, que teve um aumento de 14,2 %.
Os dados são calculados numa
parceria entre o IJSN e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), tendo como base o valor total do que é produzido no território
capixaba. O setor que favoreceu esse crescimento foi o secundário, representado
pelas indústrias. "A principal atividade desse setor é o extrativismo
mineral, em especial de petróleo e minério, que impulsionou esse crescimento no
volume da produção, uma vez que a demanda externa foi aquecida após o fim da
crise na economia mundial em 2009. Em relação ao petróleo, especificamente, o
incentivo veio da exploração do Pré-Sal", pontuou o economista do IJSN,
Vitor Januário.
Para quem mora no Espírito Santo,
esse crescimento no PIB reflete diretamente na qualidade de vida. "Surgem
mais vagas de emprego, há um consumo maior de bens e o capixaba vive
melhor", observa Januário. Em uma visão nacional, o economista destaca que
a segunda posição de crescimento no Brasil torna o estado convidativo para
novos investimentos e incentiva a migração.
Entre os maiores PIBs per capita do
país, o Espírito Santo manteve o sexto lugar alcançado em 2009, pois os demais
estados a frente também mantiveram o patamar de crescimento, como comenta Vitor
Januário. "O crescimento do Espírito Santo não foi suficiente para superar
os demais, que também tiveram números melhores que o ano anterior",
pontuou. O PIB per capita estadual foi de R$ 23.379 em 2010, apresentando crescimento
de mais de 13%, também superior à média brasileira R$ 19.766.
Ano base
A base do Sistema de Contas
Nacionais, que tem como referência o ano de 2002, está sendo revista pelo IBGE.
Devido às mudanças na estrutura da economia nacional, o instituto passará a
tomar como base o ano de 2010. Assim sendo, toda a série histórica do PIB dos
anos de 2010, 2011 e 2012 será reapresentada tendo novo ano base será divulgada
pelo instituto federal apenas em 2014.
A estreia do PET verde
A Ambev, maior empresa de bebidas do
país, lança a primeira garrafa de PET 100% reciclado — e com isso tem a ambição
de mudar o status do plástico no Brasil
| Supermercado no Rio de janeiro: as garrafas de guaraná Antarctica agora são 100% verdes |
Quando o assunto é reciclagem no
Brasil, não há disputa em relação a um fato: a latinha de alumínio é a estrela.
Mais de 98% do que se consome dela no país volta para a indústria. Um feito que
é impulsionado, sobretudo, por seu valor: 1 tonelada de alumínio prensado vale
hoje 3 100
reais.
Outros materiais, porém, não têm o mesmo
status. Um exemplo são as embalagens de plástico PET. Seu índice de reciclagem é
de 57%. Por esse motivo, um volume enorme do material ainda vai parar em lixões
ou é simplesmente descartado em terrenos baldios e rios.
No início de novembro, no entanto, a Ambev,
maior fabricante de bebidas do país e também uma das maiores consumidoras de
PET, deu um passo com a intenção de conferir ao plástico, no médio prazo, a
mesma atratividade que atualmente tem a lata de alumínio. A empresa começou a
introduzir no mercado o guaraná Antarctica de 2 litros em uma garrafa de PET
que é 100% reciclado.
Ou seja, se até então essas garrafas
de guaraná já eram verdes na cor, agora elas ficaram verdes mesmo, porque serão
feitas de embalagens de PET descartadas.
A corrida da Ambev para lançar a
garrafa PET 100% reciclado começou em 2009, quando a Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa), depois de oito anos de discussões, permitiu que
o PET reciclado fosse usado em embalagens de alimentos e de bebidas. A Coca-Cola,
sua principal concorrente, conseguiu fazer barulho primeiro ao lançar, em 2011,
uma embalagem produzida com 20% de PET pós-consumo.
A Ambev demorou mais tempo para
encontrar fornecedores aptos a dar conta do desafio. Até o final deste ano, 12%
das embalagens PET de 2 litros do guaraná Antarctica serão 100% recicláveis.
Para 2013, a meta é chegar a 20%.
Isso significa reintroduzir no
mercado 66 milhões de garrafas PET descartadas — ou sete piscinas olímpicas do
material prensado que poderia ser destinado a aterros. “Com isso, vamos
aumentar a demanda pelo PET e estimular a reciclagem desse material”, diz
Ricardo Moreira, vice-presidente de refrigerantes e não alcoólicos da Ambev.
Não há questionamentos no mercado
quanto ao mérito ambiental da nova embalagem da Ambev. Além de contribuir para
uma geração menor de lixo, a fabricação de uma garrafa PET reciclada demanda
70% menos energia e 20% menos água do que a de uma garrafa feita de material
virgem.
As dúvidas pairam sobre quanto a
iniciativa pode realmente influenciar a cadeia de reciclagem do material.
Afinal, diante do volume total de PET consumido atualmente no país — foram 514 000
toneladas no ano passado —, as sete piscinas olímpicas da Ambev perdem impacto.
Para Auri Marçon, presidente da Associação
Brasileira da Indústria do PET (Abipet), a empresa terá de usar um volume bem
maior de PET reciclado se quiser realmente fazer a diferença no setor. Além
disso, há o fato de que, hoje, o gargalo na cadeia de reciclagem do plástico
não está na falta de destinos para o material pós-consumo, ainda que a
descoberta de mais um deles seja vista com bons olhos.
A indústria têxtil, por exemplo, é
responsável por 39% do volume reciclado. “O problema da reciclagem do PET é a
falta de coleta seletiva”, afirma Marçon. “Por causa disso, em algumas épocas
do ano, as recicladoras chegam a ficar com ociosidade de 30%.”
A direção da Ambev afirma que a
estratégia de criar uma nova demanda para o PET pós-consumo vai ajudar a elevar
o preço desse material no mercado e estimular a coleta. Atualmente, a tonelada
da resina PET vale cerca de 1 600 reais.
Moreira também não teme que a
empresa sofra com a falta do material, uma vez que espera receber parte
importante do volume necessário diretamente das 134 cooperativas de catadores
que apoia.
Quando o assunto é o aumento nos
percentuais do material pós-consumo usado depois de 2013, porém, as declarações
do executivo são vagas. “Queremos expandir a garrafa PET reciclada para todo o
portfólio de guaraná Antarctica até 2014”, diz ele. A Ambev é uma empresa
conhecida por ter metas agressivas para absolutamente tudo e por se esmerar em
cumpri-las. Espera-se que a regra valha também para a PET verde.
BC segura dólar e mercado fala em novo teto para moeda
Quando moeda estava perto de R$ 2,12,
BC anunciou leilão de swap cambial e dólar passou para campo negativo
A atuação do Banco Central (BC) no
fim da manhã desta sexta-feira por meio de um leilão de swap cambial fez o
dólar abandonar o território positivo e passar a registrar perdas em relação ao
real. A medida do BC, tomada quando o dólar estava perto de atingir R$ 2,12,
fez vários analistas citarem que um novo teto para a moeda americana foi
estabelecido. Antes da autoridade monetária entrar no mercado, o dólar renovava
máximas reagindo a declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o
câmbio "não está em posição totalmente satisfatória".
Ao fim da sessão, o dólar à vista
mostrou queda de 0,67% no balcão, cotado a R$ 2,083. Na máxima, o dólar no
balcão atingiu R$ 2,117 e, na mínima, durante a tarde, a moeda marcou R$ 2,082.
Da máxima para a mínima, a moeda oscilou -1,65%. Pouco depois das 16h30, o giro
financeiro à vista somava US$ 1,365 bilhões (US$ 1,307 bilhões em D+2). Na
BM&F, o dólar pronto fechou em baixa de 0,45%, a R$ 2,0865, com 14
negócios. Às 16h37, o dólar para dezembro de 2012 era cotado a R$ 2,087, com
baixa de 1,00%, após marcar durante o dia máxima de R$ 2,1200.
Pela manhã, ao participar da 32ª
Reunião do Fórum Nacional da Indústria, em São Paulo, Mantega também afirmou
que o Brasil tem "quatro ou cinco meses de câmbio acima de R$ 2,00 e isso
mostra que veio para ficar". Os comentários do ministro impulsionaram o
dólar ante o real, em movimento contrário ao verificado no exterior, onde a
moeda americana caía em relação a outras divisas.
Quando a moeda se aproximou dos R$
2,12 no balcão, o BC decidiu agir, convocando um leilão de swap cambial
tradicional - equivalente à venda de dólares no mercado futuro - das 11h45 às
11h55. Na operação, o BC vendeu 32.500 contratos para 3 de dezembro de 2012, em
um total de US$ 1,620 bilhão. Com isso, o BC liquidou antecipadamente 51,75%
dos US$ 3,1 bilhões do próximo vencimento de swap cambial reverso - que
representa a compra de dólares no mercado futuro - marcado também para 3 de
dezembro.
O BC já havia sinalizado na semana
passada a intenção de não rolar os vencimentos de swap reverso de 3 de dezembro
e de até mesmo antecipar a não rolagem, por meio de leilão de swap normal. Nos
últimos dias, os investidores vinham pressionando o BC a, de fato, atuar,
impulsionando o dólar nos mercados futuro e à vista. Hoje, com o dólar próximo
do patamar de R$ 2,12 no balcão, o BC agiu.
"O piso estava definido, mas o
teto ainda não, porque o patamar (dos últimos dias) não era testado há três
anos. Hoje, parece que o teto ficou claro", afirmou o gerente de câmbio da
TOV Corretora, Fernando Bergallo, que esperava a entrada do BC no mercado
apenas quando a moeda americana se aproximasse dos R$ 2,15.
Para João Paulo de Gracia Corrêa,
gerente de câmbio da Correparti Corretora, de Curitiba, a atuação do BC já era
esperada. "Havia um piso de R$ 2,03 e temos também um novo teto, de R$
2,12", comentou.
A percepção de um novo teto para a
moeda, no entanto, não é unânime. Alguns profissionais entenderam que o BC
somente atuou nesta sexta-feira porque o ritmo de alta tem sido intenso. Por
este raciocínio, ainda haveria espaço para a continuidade da apreciação da
moeda americana, mesmo que de forma mais lenta. Os movimentos na semana que
vem, no entanto, dependerão do cenário externo e da própria disputa entre
comprados e vendidos no fim de novembro.
PF apreende documentos no escritório da Presidência da República em SP
A chefe de gabinete da Presidência
da República em São Paulo, Rosemary Novoa de Noronha, e o advogado geral da
União adjunto, José Weber Holanda Alves, braço direito do advogado geral da
União, Luís Inácio Adams, são os dois principais alvos da Operação Porto Seguro
da Polícia Federal (PF), deflagrada nesta sexta-feira, 23, em Brasília e São
Paulo. O objetivo é desarticular uma organização criminosa infiltrada na
máquina federal para a obtenção de pareceres técnicos fraudulentos em
benefício de interesses privados.
A PF apreendeu documentos do
gabinete do número dois da AGU, que fica no mesmo andar da sala de Adams,
em Brasília, e no escritório da Presidência em São Paulo, localizado no 17.ª
andar do prédio do Banco do Brasil, na Avenida Paulista. Holanda já prestou
depoimento. A PF imputa a ele e a Rosemary crime de corrupção ativa.
Desde o início da manhã, Adams está
reunido com sua equipe para avaliar o impacto da operação na pasta. A AGU ainda
não se manifestou sobre o caso e deve soltar uma nota em breve. A Presidência
da República ainda não se pronunciou.
A operação da PF, coordenada pela
Superintendência de São Paulo, realizou buscas e apreensões em seis órgãos
públicos em Brasília e apreendeu, no total, 18 malotes de documentos. Entre os
órgãos devassados estão a Agência Nacional de Águas (ANA), onde atua desde 2010
o diretor Paulo Rodrigues Vieira, indicado para integrar o colegiado do órgão
pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Apontado como uma das cabeças do
esquema de compra de pareceres técnicos sobre negócios milionários no governo,
Vieira foi recolhido à carceragem da PF após prestar depoimento por mais de
duas horas.O diretor foi preso em sua residência, em Brasília, pouco depois das
6 horas da manhã desta sexta e não ofereceu resistência. A defesa informou que
pediu acesso aos autos do inquérito para poder se posicionar.
Os demais órgãos públicos que
sofreram buscas foram o Ministério da Educação (MEC), a Agência Nacional de
Aviação Civil (Anac), a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, a
Advocacia-Geral da União (AGU) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários
(Antaq).
Na capital federal, a PF cumpriu
três mandados de prisão e duas conduções forçadas, e realizou buscas
em 18 endereços. Os agentes apreenderam discos rígidos de computador,
mídias digitais e documentos, que passarão por análise técnica. Foram
apreendidos também dois veículos, entre os quais um Land Rover. Em São
Paulo, foram cumpridos 26 mandados de busca, nas cidades de Dracena,
Cruzeiro e Santos, além da capital paulista.
Denúncia. Segundo o delegado Roberto
Troncon, superintendente regional da PF em São Paulo, a investigação teve
início em março de 2011, quando um servidor do TCU procurou a PF para denunciar
o esquema de compra de pareceres técnicos de diversos órgãos públicos.
Tais pareceres técnicos serviam para favorecer empresas que mantinham algum
tipo de contrato com órgãos públicos e que dependiam dessa documentação.
O servidor do TCU que denunciou o
caso à PF contou que foi procurado por um empresário que lhe ofereceu R$ 300
mil por um parecer. Ele aceitou parte do dinheiro, R$ 100 mil, mas depois se
arrependeu, devolveu o dinheiro e delatou o caso à PF. Troncon disse que a
investigação logo constatou que não se tratava de um caso isolado.
"Constatamos que havia um grupo
que contava com dois servidores de agências reguladoras. Este grupo prestava
serviços para empresários que tinham interesse em agilizar processos mediante
pagamento e favorecimento dos servidores públicos, até mesmo a elaboração de
pareceres técnicos sob medidas, contratos para favorecerem interesses
privados", declarou. Segundo Troncon, a investigação deve ser
concluída em 60 dias.
No total, foram indiciadas 18
pessoas pelo esquema, entre servidores, empresários e advogados, acusados de
corrupção ativa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, falsidade
ideológica, falsificação de documento particular e tráfico de influência.
A Empresa Brasileira de
Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), embora investigada, não foi alvo de
buscas, conforme havia sido informado inicialmente por fontes policiais.
Via Estadão
Confissão faz Macarrão pegar 15 anos por sequestro e morte de Eliza
O
ex-braço direito do goleiro Bruno, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, de
27 anos, foi condenado ontem a 15 anos de prisão pela morte e pelo sequestro de
Eliza Samudio, ex-amante do atleta. Já a ex-namorada Fernanda de Castro foi
condenada a 5 anos por sequestro e cárcere privado. A juíza Marixa Fabiane
Lopes, em sua sentença, destacou que não há dúvidas do crime, que apresenta
"detalhes sórdidos, de impiedade e de perversidade". No entanto, ela
levou em consideração a confissão em plenário de Macarrão. Por isso, aplicou a
pena mínima para homicídio qualificado, de 12 anos, acrescida de 3 anos pelo
sequestro.
A
mãe de Eliza, Sonia Samudio, ajoelhou-se na frente do plenário no momento em
que a juíza anunciou a pena. E se disse "aliviada". Já o promotor
afirmou estar "feliz" com a sentença, mas ressaltou que não houve
vitória, uma vez que uma pessoa (Eliza) está morta. O advogado Lúcio Adolfo,
que representa o goleiro Bruno, estuda pedir a suspensão da juíza "por
tudo o que ela fez no processo". Os réus ainda podem recorrer da sentença.
Macarrão
está preso há 2 anos, 4 meses e 17 dias. Pela sentença de ontem, terá de
cumprir até 12 anos em reclusão. Já Fernanda ficará em liberdade. A juíza
destacou que a ré é primária e tem bons antecedentes.
À
tarde, durante a sustentação oral e os debates, o advogado Leonardo Diniz já
pedia uma "condenação justa" para Macarrão. E destacava que ele
apenas cumpria ordens de Bruno, de quem era amigo desde a adolescência e a
quem, de acordo com o advogado, "idolatrava" por ter alcançado o
sonho de infância de ambos, que era se tornar jogador de futebol. "Que
seja aplicada uma reprimenda. Mas que essa reprimenda seja justa, de acordo com
sua participação (no homicídio)", afirmou Diniz. "E que seja
absolvido do crime de ocultação de cadáver, porque não pode responder pelo
corpo dela."
O
júri, formado por seis mulheres e um homem, só absolveu seu cliente pela
ocultação de cadáver. Com relação ao homicídio, o próprio réu assumiu, em
depoimento de mais de cinco horas no Tribunal do Júri, nesta semana, que a
jovem foi morta, mas alegou que não conhece o homem a quem entregou Eliza para
ser executada, a mando do goleiro, em 10 de junho de 2010. Segundo a juíza
Marixa, "a confissão foi fundamental para que o conselho de sentença tivesse
certeza da morte de Eliza".
Promotoria. Depois
de se manter tranquilo na maior parte dos cinco dias do julgamento, o promotor
Henry Wagner Vasconcelos, encarregado da acusação, foi incisivo em sua
apresentação oral. Vasconcelos classificou todos os acusados como "horda
de bandidos" e chamou de "facínora" o jogador, que acusa de ter
tramado o assassinato da ex-amante. O promotor afirmou que réus e testemunhas
mentiram na maior parte do tempo.
Vasconcelos
foi incisivo e não poupou os dois réus de ataques virulentos, criticando até
mesmo a confissão feita por Macarrão, que resultou na condenação menor.
O
promotor considerou "inteligentemente planejada" pela defesa do réu a
admissão de culpa nesse ponto. "O Ministério Público não precisava da
confissão. A verdade não veio da confissão. Pelo contrário."
Segundo
o promotor, o acusado confessou "não porque ele é bonzinho nem porque sua
defesa entende que ele deveria realizar um gesto de generosidade" com a
Justiça. "Justamente porque a prova é firme e não haveria como negá-la é
que o réu, orientado por sua defesa, dispôs-se a confessar. E a confessar a seu
modo, porque o réu floreia e oculta. Essa é a natureza de quem está com a corda
no pescoço", ressaltou Vasconcelos. "Ele não foi mero cumpridor de tarefas.
É um dos coarticuladores do crime."
Novo
julgamento. Após uma série de manobras de advogados, houve o
desmembramento do processo em relação a Bruno, ao ex-policial civil Marcos
Aparecido dos Santos, o Bola (suposto executor), e à ex-mulher do goleiro,
Dayanne Rodrigues do Carmo. Foram julgados no Fórum de Contagem só o ex-braço
direito do jogador e a ex-namorada. Bruno e os demais só serão julgados a
partir de 4 de março, ao lado de Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, e
Elenílson Vítor da Silva, também acusados do sequestro e cárcere privado da
criança de Eliza.
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