sábado, 24 de novembro de 2012

DESTAQUES DO DIA 24/11/2012


Domingo, dia 25 de novembro, é comemorado o Dia Nacional do Doador de Sangue, porém, faltam doadores aos bancos de sangues no Espírito santo. Muitas pessoas ainda têm medo de doar, preocupados com contaminação ou desconhecimento. Ao longo da próxima semana serão realizadas ações para conscientizar a sociedade da importância da doação. Leia mais...
O ex-braço direito do goleiro Bruno, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, de 27 anos, foi condenado ontem a 15 anos de prisão pela morte e pelo sequestro de Eliza Samudio, ex-amante do atleta. Já a ex-namorada Fernanda de Castro foi condenada a 5 anos por sequestro e cárcere privado. A juíza Marixa Fabiane Lopes, em sua sentença, destacou que não há dúvidas do crime, que apresenta "detalhes sórdidos, de impiedade e de perversidade". No entanto, ela levou em consideração a confissão em plenário de Macarrão. Por isso, aplicou a pena mínima para homicídio qualificado, de 12 anos, acrescida de 3 anos pelo seqüestro. Leia mais...
A chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Novoa de Noronha, e o advogado geral da União adjunto, José Weber Holanda Alves, braço direito do advogado geral da União, Luís Inácio Adams, são os dois principais alvos da Operação Porto Seguro da Polícia Federal (PF), deflagrada nesta sexta-feira, 23, em Brasília e São Paulo. O objetivo é desarticular uma organização criminosa infiltrada na máquina federal para a obtenção de pareceres técnicos fraudulentos em benefício de interesses privados. Leia mais...
A atuação do Banco Central (BC) no fim da manhã desta sexta-feira por meio de um leilão de swap cambial fez o dólar abandonar o território positivo e passar a registrar perdas em relação ao real. A medida do BC, tomada quando o dólar estava perto de atingir R$ 2,12, fez vários analistas citarem que um novo teto para a moeda americana foi estabelecido. Antes da autoridade monetária entrar no mercado, o dólar renovava máximas reagindo a declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o câmbio "não está em posição totalmente satisfatória". Leia mais...
A Ambev, maior empresa de bebidas do país, lança a primeira garrafa de PET 100% reciclado — e com isso tem a ambição de mudar o status do plástico no Brasil
Quando o assunto é reciclagem no Brasil, não há disputa em relação a um fato: a latinha de alumínio é a estrela. Mais de 98% do que se consome dela no país volta para a indústria. Um feito que é impulsionado, sobretudo, por seu valor: 1 tonelada de alumínio prensado vale hoje 3 100 reais. Leia mais...
Dados foram divulgados pelo Instituto Jones dos Santos Neves.
Estado capixaba ficou atrás somente de Tocantis, com 14,8%.
O Espírito Santo foi o segundo estado brasileiro com maior crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil, segundo dados divulgados pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), nesta sexta-feira (23). Com um valor de R$ 82,1 bilhões referentes ao ano de 2010, o crescimento corresponde a 13,8% se comparado com o ano anterior. O estado capixaba ficou atrás somente de Tocantis, que teve um aumento de 14,2 %. Leia mais...

ES tem 2º maior crescimento do PIB no país em 2010, diz governo


Dados foram divulgados pelo Instituto Jones dos Santos Neves.
Estado capixaba ficou atrás somente de Tocantis, com 14,8%.

O Espírito Santo foi o segundo estado brasileiro com maior crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil, segundo dados divulgados pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), nesta sexta-feira (23). Com um valor de R$ 82,1 bilhões referentes ao ano de 2010, o crescimento corresponde a 13,8% se comparado com o ano anterior. O estado capixaba ficou atrás somente de Tocantis, que teve um aumento de 14,2 %.

Os dados são calculados numa parceria entre o IJSN e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tendo como base o valor total do que é produzido no território capixaba. O setor que favoreceu esse crescimento foi o secundário, representado pelas indústrias. "A principal atividade desse setor é o extrativismo mineral, em especial de petróleo e minério, que impulsionou esse crescimento no volume da produção, uma vez que a demanda externa foi aquecida após o fim da crise na economia mundial em 2009. Em relação ao petróleo, especificamente, o incentivo veio da exploração do Pré-Sal", pontuou o economista do IJSN, Vitor Januário.

Para quem mora no Espírito Santo, esse crescimento no PIB reflete diretamente na qualidade de vida. "Surgem mais vagas de emprego, há um consumo maior de bens e o capixaba vive melhor", observa Januário. Em uma visão nacional, o economista destaca que a segunda posição de crescimento no Brasil torna o estado convidativo para novos investimentos e incentiva a migração.

Entre os maiores PIBs per capita do país, o Espírito Santo manteve o sexto lugar alcançado em 2009, pois os demais estados a frente também mantiveram o patamar de crescimento, como comenta Vitor Januário. "O crescimento do Espírito Santo não foi suficiente para superar os demais, que também tiveram números melhores que o ano anterior", pontuou. O PIB per capita estadual foi de R$ 23.379 em 2010, apresentando crescimento de mais de 13%, também superior à média brasileira R$ 19.766.

Ano base
A base do Sistema de Contas Nacionais, que tem como referência o ano de 2002, está sendo revista pelo IBGE. Devido às mudanças na estrutura da economia nacional, o instituto passará a tomar como base o ano de 2010. Assim sendo, toda a série histórica do PIB dos anos de 2010, 2011 e 2012 será reapresentada tendo novo ano base será divulgada pelo instituto federal apenas em 2014.


A estreia do PET verde


A Ambev, maior empresa de bebidas do país, lança a primeira garrafa de PET 100% reciclado — e com isso tem a ambição de mudar o status do plástico no Brasil

Supermercado no Rio de janeiro: as garrafas de guaraná Antarctica agora são 100% verdes
Quando o assunto é reciclagem no Brasil, não há disputa em relação a um fato: a latinha de alumínio é a estrela. Mais de 98% do que se consome dela no país volta para a indústria. Um feito que é impulsionado, sobretudo, por seu valor: 1 tonelada de alumínio prensado vale hoje 3 100 reais.

Outros materiais, porém, não têm o mesmo status. Um exemplo são as embalagens de plástico PET. Seu índice de reci­clagem é de 57%. Por esse motivo, um volume enorme do material ainda vai parar em lixões ou é simplesmente descartado em terrenos baldios e rios.

No início de novembro, no entanto, a Ambev, maior fabricante de bebidas do país e também uma das maiores consumidoras de PET, deu um passo com a intenção de conferir ao plástico, no médio prazo, a mesma atratividade que atualmente tem a lata de alumínio. A empresa começou a introduzir no mercado o guaraná Antarctica de 2 litros em uma garrafa de PET que é 100% reciclado.

Ou seja, se até então essas garrafas de guaraná já eram verdes na cor, agora elas ficaram verdes mesmo, porque serão feitas de embalagens de PET descartadas. 

A corrida da Ambev para lançar a garrafa PET 100% reciclado começou em 2009, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), depois de oito anos de discussões, permitiu que o PET reciclado fosse usado em embalagens de alimentos e de bebidas. A Coca-Cola, sua principal concorrente, conseguiu fazer barulho primeiro ao lançar, em 2011, uma embalagem produzida com 20% de PET pós-consumo.
A Ambev demorou mais tempo para encontrar fornecedores aptos a dar conta do desafio. Até o final deste ano, 12% das embalagens PET de 2 litros do guaraná Antarctica serão 100% recicláveis. Para 2013, a meta é chegar a 20%.

Isso significa reintroduzir no mercado 66 milhões de garrafas PET descartadas — ou sete piscinas olímpicas do material prensado que poderia ser destinado a aterros. “Com isso, vamos aumentar a demanda pelo PET e estimular a reciclagem desse material”, diz Ricardo Moreira, vice-presidente de refrigerantes e não alcoólicos da Ambev.

Não há questionamentos no mercado quanto ao mérito ambiental da nova embalagem da Ambev. Além de contribuir para uma geração menor de lixo, a fabricação de uma garrafa PET reciclada demanda 70% menos energia e 20% menos água do que a de uma garrafa feita de material virgem.

As dúvidas pairam sobre quanto a iniciativa pode realmente influenciar a cadeia de reciclagem do material. Afinal, diante do volume total de PET consumido atualmente no país — foram 514 000 toneladas no ano passado —, as sete piscinas olímpicas da Ambev perdem impacto.

Para Auri Marçon, presidente da Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), a empresa terá de usar um volume bem maior de PET reciclado se quiser realmente fazer a diferença no setor. Além disso, há o fato de que, hoje, o gargalo na cadeia de reciclagem do plástico não está na falta de destinos para o material pós-consumo, ainda que a descoberta de mais um deles seja vista com bons olhos.

A indústria têxtil, por exemplo, é responsável por 39% do volume reciclado. “O problema da reciclagem do PET é a falta de coleta seletiva”, afirma Marçon. “Por causa disso, em algumas épocas do ano, as recicladoras chegam a ficar com ociosidade de 30%.”

A direção da Ambev afirma que a estratégia de criar uma nova demanda para o PET pós-consumo vai ajudar a elevar o preço desse material no mercado e estimular a coleta. Atualmente, a tonelada da resina PET vale cerca de 1 600 reais.

Moreira também não teme que a empresa sofra com a falta do material, uma vez que espera receber parte importante do volume necessário diretamente das 134 cooperativas de catadores que apoia.
Quando o assunto é o aumento nos percentuais do material pós-consumo usado depois de 2013, porém, as declarações do executivo são vagas. “Queremos expandir a garrafa PET reciclada para todo o portfólio de guaraná Antarctica até 2014”, diz ele. A Ambev é uma empresa conhecida por ter metas agressivas para absolutamente tudo e por se esmerar em cumpri-las. Espera-se que a regra valha também para a PET verde.

André Vialli, de 

BC segura dólar e mercado fala em novo teto para moeda


Quando moeda estava perto de R$ 2,12, BC anunciou leilão de swap cambial e dólar passou para campo negativo

A atuação do Banco Central (BC) no fim da manhã desta sexta-feira por meio de um leilão de swap cambial fez o dólar abandonar o território positivo e passar a registrar perdas em relação ao real. A medida do BC, tomada quando o dólar estava perto de atingir R$ 2,12, fez vários analistas citarem que um novo teto para a moeda americana foi estabelecido. Antes da autoridade monetária entrar no mercado, o dólar renovava máximas reagindo a declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o câmbio "não está em posição totalmente satisfatória".

Ao fim da sessão, o dólar à vista mostrou queda de 0,67% no balcão, cotado a R$ 2,083. Na máxima, o dólar no balcão atingiu R$ 2,117 e, na mínima, durante a tarde, a moeda marcou R$ 2,082. Da máxima para a mínima, a moeda oscilou -1,65%. Pouco depois das 16h30, o giro financeiro à vista somava US$ 1,365 bilhões (US$ 1,307 bilhões em D+2). Na BM&F, o dólar pronto fechou em baixa de 0,45%, a R$ 2,0865, com 14 negócios. Às 16h37, o dólar para dezembro de 2012 era cotado a R$ 2,087, com baixa de 1,00%, após marcar durante o dia máxima de R$ 2,1200.

Pela manhã, ao participar da 32ª Reunião do Fórum Nacional da Indústria, em São Paulo, Mantega também afirmou que o Brasil tem "quatro ou cinco meses de câmbio acima de R$ 2,00 e isso mostra que veio para ficar". Os comentários do ministro impulsionaram o dólar ante o real, em movimento contrário ao verificado no exterior, onde a moeda americana caía em relação a outras divisas.

Quando a moeda se aproximou dos R$ 2,12 no balcão, o BC decidiu agir, convocando um leilão de swap cambial tradicional - equivalente à venda de dólares no mercado futuro - das 11h45 às 11h55. Na operação, o BC vendeu 32.500 contratos para 3 de dezembro de 2012, em um total de US$ 1,620 bilhão. Com isso, o BC liquidou antecipadamente 51,75% dos US$ 3,1 bilhões do próximo vencimento de swap cambial reverso - que representa a compra de dólares no mercado futuro - marcado também para 3 de dezembro.

O BC já havia sinalizado na semana passada a intenção de não rolar os vencimentos de swap reverso de 3 de dezembro e de até mesmo antecipar a não rolagem, por meio de leilão de swap normal. Nos últimos dias, os investidores vinham pressionando o BC a, de fato, atuar, impulsionando o dólar nos mercados futuro e à vista. Hoje, com o dólar próximo do patamar de R$ 2,12 no balcão, o BC agiu.

"O piso estava definido, mas o teto ainda não, porque o patamar (dos últimos dias) não era testado há três anos. Hoje, parece que o teto ficou claro", afirmou o gerente de câmbio da TOV Corretora, Fernando Bergallo, que esperava a entrada do BC no mercado apenas quando a moeda americana se aproximasse dos R$ 2,15.

Para João Paulo de Gracia Corrêa, gerente de câmbio da Correparti Corretora, de Curitiba, a atuação do BC já era esperada. "Havia um piso de R$ 2,03 e temos também um novo teto, de R$ 2,12", comentou.
A percepção de um novo teto para a moeda, no entanto, não é unânime. Alguns profissionais entenderam que o BC somente atuou nesta sexta-feira porque o ritmo de alta tem sido intenso. Por este raciocínio, ainda haveria espaço para a continuidade da apreciação da moeda americana, mesmo que de forma mais lenta. Os movimentos na semana que vem, no entanto, dependerão do cenário externo e da própria disputa entre comprados e vendidos no fim de novembro. 

PF apreende documentos no escritório da Presidência da República em SP


A chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Novoa de Noronha, e o advogado geral da União adjunto, José Weber Holanda Alves, braço direito do advogado geral da União, Luís Inácio Adams, são os dois principais alvos da Operação Porto Seguro da Polícia Federal (PF), deflagrada nesta sexta-feira, 23, em Brasília e São Paulo. O objetivo é desarticular uma organização criminosa infiltrada na máquina federal para a obtenção de pareceres técnicos fraudulentos em benefício de interesses privados. 

A PF apreendeu documentos do gabinete do número dois da AGU, que fica no mesmo andar da sala de Adams, em Brasília, e no escritório da Presidência em São Paulo, localizado no 17.ª andar do prédio do Banco do Brasil, na Avenida Paulista. Holanda já prestou depoimento. A PF imputa a ele e a Rosemary crime de corrupção ativa.

Desde o início da manhã, Adams está reunido com sua equipe para avaliar o impacto da operação na pasta. A AGU ainda não se manifestou sobre o caso e deve soltar uma nota em breve. A Presidência da República ainda não se pronunciou.

A operação da PF, coordenada pela Superintendência de São Paulo, realizou buscas e apreensões em seis órgãos públicos em Brasília e apreendeu, no total, 18 malotes de documentos. Entre os órgãos devassados estão a Agência Nacional de Águas (ANA), onde atua desde 2010 o diretor Paulo Rodrigues Vieira, indicado para integrar o colegiado do órgão pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Apontado como uma das cabeças do esquema de compra de pareceres técnicos sobre negócios milionários no governo, Vieira foi recolhido à carceragem da PF após prestar depoimento por mais de duas horas.O diretor foi preso em sua residência, em Brasília, pouco depois das 6 horas da manhã desta sexta e não ofereceu resistência. A defesa informou que pediu acesso aos autos do inquérito para poder se posicionar.

Os demais órgãos públicos que sofreram buscas foram o Ministério da Educação (MEC), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Na capital federal, a PF cumpriu três mandados de prisão e duas conduções forçadas, e realizou buscas em 18 endereços. Os agentes apreenderam discos rígidos de computador, mídias digitais e documentos, que passarão por análise técnica. Foram apreendidos também dois veículos, entre os quais um Land Rover. Em São Paulo, foram cumpridos 26 mandados de busca, nas cidades de Dracena, Cruzeiro e Santos, além da capital paulista.

Denúncia. Segundo o delegado Roberto Troncon, superintendente regional da PF em São Paulo, a investigação teve início em março de 2011, quando um servidor do TCU procurou a PF para denunciar o esquema de compra de pareceres técnicos de diversos órgãos públicos. Tais pareceres técnicos serviam para favorecer empresas que mantinham algum tipo de contrato com órgãos públicos e que dependiam dessa documentação.

O servidor do TCU que denunciou o caso à PF contou que foi procurado por um empresário que lhe ofereceu R$ 300 mil por um parecer. Ele aceitou parte do dinheiro, R$ 100 mil, mas depois se arrependeu, devolveu o dinheiro e delatou o caso à PF. Troncon disse que a investigação logo constatou que não se tratava de um caso isolado.
"Constatamos que havia um grupo que contava com dois servidores de agências reguladoras. Este grupo prestava serviços para empresários que tinham interesse em agilizar processos mediante pagamento e favorecimento dos servidores públicos, até mesmo a elaboração de pareceres técnicos sob medidas, contratos para favorecerem interesses privados", declarou. Segundo Troncon, a investigação deve ser concluída em 60 dias.

No total, foram indiciadas 18 pessoas pelo esquema, entre servidores, empresários e advogados, acusados de corrupção ativa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, falsidade ideológica, falsificação de documento particular e tráfico de influência.

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), embora investigada, não foi alvo de buscas, conforme havia sido informado inicialmente por fontes policiais.
Via Estadão

Confissão faz Macarrão pegar 15 anos por sequestro e morte de Eliza



O ex-braço direito do goleiro Bruno, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, de 27 anos, foi condenado ontem a 15 anos de prisão pela morte e pelo sequestro de Eliza Samudio, ex-amante do atleta. Já a ex-namorada Fernanda de Castro foi condenada a 5 anos por sequestro e cárcere privado. A juíza Marixa Fabiane Lopes, em sua sentença, destacou que não há dúvidas do crime, que apresenta "detalhes sórdidos, de impiedade e de perversidade". No entanto, ela levou em consideração a confissão em plenário de Macarrão. Por isso, aplicou a pena mínima para homicídio qualificado, de 12 anos, acrescida de 3 anos pelo sequestro.

A mãe de Eliza, Sonia Samudio, ajoelhou-se na frente do plenário no momento em que a juíza anunciou a pena. E se disse "aliviada". Já o promotor afirmou estar "feliz" com a sentença, mas ressaltou que não houve vitória, uma vez que uma pessoa (Eliza) está morta. O advogado Lúcio Adolfo, que representa o goleiro Bruno, estuda pedir a suspensão da juíza "por tudo o que ela fez no processo". Os réus ainda podem recorrer da sentença.

Macarrão está preso há 2 anos, 4 meses e 17 dias. Pela sentença de ontem, terá de cumprir até 12 anos em reclusão. Já Fernanda ficará em liberdade. A juíza destacou que a ré é primária e tem bons antecedentes.

À tarde, durante a sustentação oral e os debates, o advogado Leonardo Diniz já pedia uma "condenação justa" para Macarrão. E destacava que ele apenas cumpria ordens de Bruno, de quem era amigo desde a adolescência e a quem, de acordo com o advogado, "idolatrava" por ter alcançado o sonho de infância de ambos, que era se tornar jogador de futebol. "Que seja aplicada uma reprimenda. Mas que essa reprimenda seja justa, de acordo com sua participação (no homicídio)", afirmou Diniz. "E que seja absolvido do crime de ocultação de cadáver, porque não pode responder pelo corpo dela."

O júri, formado por seis mulheres e um homem, só absolveu seu cliente pela ocultação de cadáver. Com relação ao homicídio, o próprio réu assumiu, em depoimento de mais de cinco horas no Tribunal do Júri, nesta semana, que a jovem foi morta, mas alegou que não conhece o homem a quem entregou Eliza para ser executada, a mando do goleiro, em 10 de junho de 2010. Segundo a juíza Marixa, "a confissão foi fundamental para que o conselho de sentença tivesse certeza da morte de Eliza".

Promotoria. Depois de se manter tranquilo na maior parte dos cinco dias do julgamento, o promotor Henry Wagner Vasconcelos, encarregado da acusação, foi incisivo em sua apresentação oral. Vasconcelos classificou todos os acusados como "horda de bandidos" e chamou de "facínora" o jogador, que acusa de ter tramado o assassinato da ex-amante. O promotor afirmou que réus e testemunhas mentiram na maior parte do tempo.

Vasconcelos foi incisivo e não poupou os dois réus de ataques virulentos, criticando até mesmo a confissão feita por Macarrão, que resultou na condenação menor.

O promotor considerou "inteligentemente planejada" pela defesa do réu a admissão de culpa nesse ponto. "O Ministério Público não precisava da confissão. A verdade não veio da confissão. Pelo contrário."

Segundo o promotor, o acusado confessou "não porque ele é bonzinho nem porque sua defesa entende que ele deveria realizar um gesto de generosidade" com a Justiça. "Justamente porque a prova é firme e não haveria como negá-la é que o réu, orientado por sua defesa, dispôs-se a confessar. E a confessar a seu modo, porque o réu floreia e oculta. Essa é a natureza de quem está com a corda no pescoço", ressaltou Vasconcelos. "Ele não foi mero cumpridor de tarefas. É um dos coarticuladores do crime."

Novo julgamento. Após uma série de manobras de advogados, houve o desmembramento do processo em relação a Bruno, ao ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola (suposto executor), e à ex-mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo. Foram julgados no Fórum de Contagem só o ex-braço direito do jogador e a ex-namorada. Bruno e os demais só serão julgados a partir de 4 de março, ao lado de Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, e Elenílson Vítor da Silva, também acusados do sequestro e cárcere privado da criança de Eliza.

Sobre o Blog

Bem‑vindo ao Blog Dag Vulpi!

Um espaço democrático e apartidário, onde você encontra literatura, política, cultura, humor, boas histórias e reflexões do cotidiano. Sem depender de visões partidárias — aqui prevalecem ideias, conteúdos e narrativas com profundidade e propósito.

Visite o Blog Dag Vulpi