quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Luiz Paulo afirma que gesto é “enrolation”


Os direitos de respostas e o tom mais agressivo tomaram o horário eleitoral gratuito, em Vitória, por conta da guerra travada entre os candidatos Luciano Rezende (PPS) e Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB).



No rádio, em crítica ao “gesto da mudança” de Luciano – que virou mania no primeiro turno –, o tucano lançou a vinheta do “enrolation”, na qual o narrador alerta o eleitor a não votar no “candidato da enrolação”. Já na TV, tornaram-se diários os direitos de resposta.

O programa de Luciano alfinetou o adversário dizendo que “um candidato não deve usar seu programa eleitoral para mentir e desacatar seus concorrentes”.
Em seguida, a propaganda do tucano acusou o adversário de espalhar “ofensas e calúnias” e criticou o seu slogan: “E Vitória continua perguntando: que mudança é essa, Luciano?”.

Os efeitos já chegam na Justiça: Luiz Paulo conseguiu, na 56ª Zona Eleitoral, a devolução, por parte de Luciano, de um minuto de seu programa. Luciano não teria utilizado o direito de resposta para defender-se.

Na TV, o deputado esclareceu que foram arquivadas as acusações de que teria assediado Gustavo De Biase (Psol) para boicotar a campanha de Luiz Paulo. “Fica provado que Luiz Paulo mente para os eleitores de Vitória ”, disse o narrador.

Ontem à noite, o tucano contra-atacou usando imagens para mostrar que Luciano, enquanto secretário de Estado de Esportes, prometeu fazer uma obra em três anos, mas, ao final do prazo, não havia cumprido.

Luciano fecha com PSD e nega apoio de Coser


O candidato do PPS à Prefeitura de Vitória, deputado Luciano Rezende, ganhou um novo partido no seu leque de alianças: o PSD. O anúncio deve ocorrer amanhã.

“A Executiva estadual decidiu apoiar a candidatura de Luciano, passando essa recomendação para a municipal”, explicou o presidente do partido no Estado, Enivaldo dos Anjos.

O partido estava na base de Iriny Lopes (PT) no primeiro turno. Como a candidata não vingou, migrou para a base de Luciano.
Enivaldo explicou que não ficaria na base do candidato Luiz Paulo Vellozo Luvas (PSDB). “Tivemos uma conversa com ele no começo. Chegamos a fazer convenção juntos, e ele nos abandonou quando recebeu a sinalização do PMDB. Deu a vice sem conversar com o PSD”, explicou Enivaldo.

Mas um complicador é que o presidente municipal do PSD, Max da Mata, é ligado a Luiz Paulo. Sobre isso, Enivaldo afirmou:
“Os filiados têm duas possibilidades, ou seguem ou se rebelam. Se seguirem, o partido fica alegre. Mas, caso se rebelem, o partido toma providências”. Max, por sua vez, não quis se manifestar.

O PTdoB também fechou apoio a Luciano.

RESPOSTA
Para responder à afirmação de que recebeu patrocínio do prefeito João Coser (PT) na campanha, Luciano entrou com outro pedido de resposta, ontem, na 56ª Zona Eleitoral. A juíza Débora Ambos Corrêa da Silva intimou as partes. A sentença deve ser dada esta semana.

“O PPS está de olho no Espirito Santo”

A afirmação é do presidente do partido, Roberto Freire, que comemorou o resultado alcançado no 1º turno em Vitória e Cariacica


Luiz Fernando Brumana (A Tribuna)
Na sua segunda visita ao Estado este ano, o presidente do PPS nacional, deputado federal Roberto Freire, veio com a missão de reforçar as candidaturas do partido na Grande Vitória.
Chegou a conversar com o governador Renato Casagrande (PPS) sobre as disputas.
A preocupação com o Espírito Santo tem justificativa. O PPS reserva ao Estado toda a esperança de comandar uma capital. Afinal, disputa em Vitória com o deputado estadual Luciano Rezende.

“O PPS nacional está com os olhos voltados para o Espírito Santo. Sem dúvida é o estado onde temos, em toda a nossa história, resultado bastante expressivo no primeiro turno”, explicou Freire.
Além de Vitória, o partido concorre no segundo turno de Cariacica com Geraldo Luzia Júnior, o Juninho. Nas duas cidades, os candidatos do PPS saíram em primeiro lugar das urnas, no último dia 7.

“Todos aguardam que o resultado se repita no segundo turno, na capital e no terceiro colégio eleitoral do Espírito Santo”, ressaltou.
Belém, capital do Pará, era outra aposta do partido. Mas o candidato Leny May da Silva Campelo perdeu no primeiro turno.

De olho em postos maiores, Freire ressaltou que a tendência, com os bons resultados neste pleito, é refletir na eleição de 2014, quando serão disputados os cargos de governador, deputados e senadores. “Estamos nos preparando para as eleições parlamentares e vamos discutir o que fazer na eleição de governadores”, explicou.
Depois de caminhar pela região São Pedro, em Vitória, com Luciano, Freire elogiou a estratégia de seu candidato. “O gesto da mudança é o mesmo que tem nos esportes. Vitória está anunciando, com o gesto, que a mudança se dará”, exa l t o u .
Depois de reforçar o corpo a corpo, seguiu junto com Juninho para o Palácio Anchieta, onde conversou com o governador.
Sobre a conversa com Casagrande, com quem atuou na Câmara Federal, o presidente teria voltado a tratar e elogiar a neutralidade do governo estadual na disputa, assunto já tratado na primeira visita dele este ano, em maio.
Freire voltou a Brasília no início da noite de ontem.


O QUE FREIRE DISSE SOBRE...



“Aqui, o resultado do partido foi o melhor”


Câmara
 “Voltamos a ter vereador em Vila Velha e ampliamos a bancada na capital com extraordinária votação do Fabrício Gandini e do Professor Vinícius.”
Resultado
“Aqui no Espírito Santo, o resultado do partido foi o melhor. Tivemos mais prefeitos em outros estados, mas não com o peso político daqui.”

Gastos
“Não temos condições de ajudar, porque o Fundo Partidário é pequeno.
Uma coisa que vi é que estamos conseguindo fazer uma boa campanha e enfrentando outras milionárias.”

Ataques
“O adversário está sendo penalizado pela Justiça e perdendo tempo de TV com o direito de resposta para Lucia no. Isso não é bom para o adversário.”

“A Câmara dá preferência às religiões cristãs”, diz deputado


Segundo o deputado federal Jean Wyllys, a Câmara dos Deputados estaria discriminando os cultos e as religiões não cristãs


Amanda Previdelli | Exame
“Acabo de passar pelo culto religioso que a bancada evangélica realiza periodicamente no Plenário 1 ou 2 da Câmara, conduzido por um fervoroso deputado”. É assim que começa a legenda da foto postada ontem pelo deputado Jean Wyllys em seu perfil oficial do Facebook.

O post, que teve quase oito mil compartilhamentos e mais de dois mil comentários, reclamava que “apenas a bancada evangélica goza do privilégio de realizar cultos religiosos nos plenários da Câmara”.

Na verdade (ou pelo menos nos papéis), não é bem assim. Segundo a assessoria de imprensa da Câmara dos Deputados as reservas dos plenários podem ser feitas por quaisquer frentes parlamentares e parlamentares da Câmara.

De acordo com as informações da assessoria, não há nenhuma restrição de caráter religioso, mas também não há registro de nenhum pedido para a realização de reunião ou atividade de entidade ligada a religiões afro descendentes.

A declaração oficial da assessoria da Câmara dá conta de que a política é de atender todos os pedidos sem discriminação de ordem religiosa, mas, para o deputado Jean Wyllys, isso é “o argumento técnico da Câmara”: “quando lançamos a Frente Parlamentar em Defesa dos Povos Tradicionais de Terreiro houve um pedido à mesa diretora para que as mães e os pais de santos levassem tambores e ele foi negado. O lançamento dessa frente teve de ser no restaurante”.

Wyllys admite, porém, que não foi feita uma requisição formal. “Mas sempre que fazemos um pedido informal a desculpa é a mesma: ‘Os plenários estão lotados’. Há sempre argumentos para negar os cultos diferentes. A Câmara vai se desculpar nesse tecnicismo de que a bancada evangélica fez o pedido, mas a verdade é que tacitamente ela se fecha aos cultos diferentes e dá preferência às religiões cristãs”, critica.

Para comprovar sua tese, o deputado promete mudar de abordagem: “Vou testar a tolerância da Câmara enviando um pedido formal”, diz.

Barbosa condena réus por formação de quadrilha


Barbosa reafirmou que José Dirceu "era quem comandava o chamado núcleo político” e que ele não se afastou das funções do PT quando assumiu a chefia da Casa Civil

Heloisa Cristaldo, da Ag. Brasil 
O ministro Joaquim Barbosa, relator da Ação Penal 470, no Supremo Tribunal Federal (STF), indicou hoje (18) que os réus do núcleo político do processo do mensalão devem ser condenados por formação de quadrilha. Integram esse grupo o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-tesoureiro da legenda Delúbio Soares.

Ao retomar o voto iniciado ontem (17), Barbosa reafirmou que José Dirceu "era quem comandava o chamado núcleo político” e que ele não se afastou das funções do PT quando assumiu a chefia da Casa Civil. Barbosa ainda lembrou o episódio em que a ex-esposa de Dirceu, Angela Saragoça, foi beneficiada pela venda de um imóvel a Rogério Tolentino, sócio do publicitário Marcos Valério.

Para Joaquim Barbosa, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares era o principal elo entre o núcleo político e o núcleo publicitário e tinha a tarefa de indicar os valores beneficiários ao grupo. "Ele era o braço operacional do núcleo político", disse, ao citar a proximidade de Delúbio com o publicitário Marcos Valério no período eleitoral de 2002.

“Foi desse contexto que Delúbio Soares, na companhia de Marcos Valério e José Genoino, atuou em contrato no valor de R$ 10 milhões no Banco Rural e foi renovado mais de dez vezes, mesmo sem ter patrimônio”, analisou Barbosa. Segundo o ministro, o banco prestava informações falsas ao Banco Central sobre os empréstimos, que eram usados para lavar dinheiro.

“É fantasioso o que diz Delúbio que não havia uma prova de formação de quadrilha. Os laudos apontam o contrário. Há provas que Delúbio além de funcionar como braço do núcleo político, era o principal elo entre o núcleo político e o publicitário. Genoino era o interlocutor político. Cabia a ele formular os acordos com os líderes de governo”, argumentou Barbosa.

O ministro ainda disse que, apesar de ser presidente do PT na época do esquema, Genoino não tinha autonomia para “bater o martelo nos acordos do partido."

ES será um dos primeiros estados brasileiros a fazer parte do Programa Nacional de Banda Larga



Espírito Santo será um dos primeiros estados brasileiros a fazer parte do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). A iniciativa contribuirá para a massificação do acesso à Internet de alta qualidade e velocidade em todo o Estado. O Termo de Cooperação Técnica que firmará a parceira entre o Governo do Estado e Telebrás será assinado nesta sexta-feira (19) pelo governador Renato Casagrande, o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes) Anilton Salles Garcia e o presidente da Telebras Caio Bonilha.

A parceria também irá permitir o desenvolvimento de projetos e estudos conjuntos, principalmente os de pesquisa e desenvolvimento tecnológico de redes e suas aplicações para expansão das infraestruturas e capacidades de telecomunicações.
“Essa assinatura integra as nossas ações da Semana da Ciência e Tecnologia e reforça o compromisso do Espírito Santo com o desenvolvimento sustentável, com a democratização das tecnologias, com o fomento à inovação e, acima de tudo, com a qualidade de vida da população capixaba”, destaca o governador.

O diretor-presidente da Fapes, Anilton Salles Garcia, afirma que a assinatura do termo de cooperação com a Telebras é um grande avanço, que contribuirá para o desenvolvimento do Programa ES Digital, permitindo que seja oferecido em menor tempo o acesso à banda larga em todos os municípios do Estado.

“Essa parceria fortalece a atuação e a rede presente no Estado, de modo que será possível intensificar a implantação do Programa ES Digital, tendo como reflexo de curto prazo a implantação da MetroGVix. Esse acordo proporciona o intercâmbio de conhecimentos técnicos, de informações e apoio nas ações de compartilhamento de espaços físicos e de infraestrutura e serviços de telecomunicações”, afirmou Garcia.

Capixabas de todo o Estado, inclusive do interior, terão acesso à Internet banda larga de alta qualidade, além de instituições de ensino superior e de pesquisa, escolas, hospitais, postos de atendimento de saúde, telecentros comunitários e outros pontos de interesse público.

Além disso, a cooperação entre o Governo e a Telebras proporcionará, por meio das ações da Fapes, a capacitação de recursos humanos no Estado do Espírito Santo e a melhoria da gestão pública, ampliando o uso de tecnologia da informação e de sistemas corporativos.

“Estamos muito satisfeitos com essa parceria para a implantação do PNBL no Espírito Santo. Com isso, aumentamos ainda mais a adesão ao programa, que já beneficia milhões de cidadãos brasileiros, sendo o responsável pelo aumento de 31,15% de novos assinantes de internet de 2010 a 2011”, afirmou o presidente da Telebras, Caio Bonilha.
O Governo do Estado tem investido na infraestrutura de comunicação multimídia, visando o aumento da eficiência da gestão pública, a permissão de acesso pleno em todos os níveis da sociedade e a expansão dos serviços disponibilizados à população. A implantação da rede Metro ES, da rede MetroGVix, a criação do Programa ES Digital são exemplos da atuação do Governo neste setor, tanto que o Espírito Santo é um dos primeiros estados a firmar parceria com a Telebras.
(Comunicação Fapes)

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