terça-feira, 22 de maio de 2012

População carcerária dobrou, mas cresce menos


Por Robson Pereira*
Se fosse uma cidade, a população carcerária brasileira estaria entre as maiores do país em número de habitantes. Ficaria entre Londrina, no Paraná, e Niterói, no Rio de Janeiro, embora sem o encanto e a relativa tranquilidade das duas. São 496.251 presos, 40% deles provisórios, à espera de julgamento, espalhados pelo território brasileiro. Todas as previsões feitas ao longo da década passada se confirmaram. Entre 2000 e 2010, o número de encarcerados no Brasil simplesmente dobrou de tamanho. A boa notícia é que na segunda metade da década a taxa média de crescimento caiu pela metade.
São presos demais e, a rigor, essa cidade nada fictícia poderia ser maior ainda do que as capitais Aracajú e Cuiabá, pois os números atuais não incluem os mandados de busca expedidos pela Justiça. Ninguém sabe ao certo quantos condenados à prisão estão foragidos. Só em São Paulo seriam 150 mil ordens de captura, mas não são raros os casos de vários mandados expedidos contra a mesma pessoa, uma falha que continuará se repetindo até que o país tenha um cadastro nacional de fugitivos, uma medida, por sinal, incluída na Lei 12.403, sancionada no mês passado.
Com tantos prisioneiros, haja presídios – e dinheiro para construí-los. Entre 2003 e 2009, segundo dados oficiais da Secretaria Nacional de Segurança Pública, o governo investiu mais de R$ 1 bilhãona construção de 97 estabelecimentos penais, além de ter ampliado e reformado outros 37, valor que não inclui equipamentos ou reaparelhamento na área de segurança. Tal esforço resultou em um crescimento expressivo no número de vagas, da ordem de 138%, de 135 mil em 2000 para as atuais 323.265. Mesmo assim, a conta não fecha e o país precisaria de 400 novos presídios para acomodar tantos presos. Ou de uma nova abordagem para o problema.
Antes de investir R$ 1 bilhão, o déficit de vagas no sistema penitenciário era de 60.714. Hoje, está em 140.411, um aumento de 122% - proporcionalmente menor do que a ampliação de vagas (138%), que, por sua vez, foi maior do que o crescimento no número de presos (113%) no período. Lembra um pouco a fábula do cão correndo atrás do próprio rabo. Em mais uma década e com mais alguns bilhões de reais gastos em novos presídios talvez faça sentido.
Além de construir, é preciso manter presos e presídios. Até pouco tempo, o Depen estimava em R$ 1.600 o custo médio mensal, pago pelo contribuinte, para a manutenção de um preso nas penitenciárias brasileiras. Em alguns estados, a conta chega a R$ 3 mil por mês. "É um investimento idiota: gastamos bilhões de reais para tornar as pessoas piores do que elas são", resume o ex-diretor do Departamento Penitenciário Nacional Maurício Kuehne.
Não fossem os mutirões carcerários organizados pelo Conselho Nacional de Justiça, a situação das penitenciárias brasileiras seria ainda mais grave. A marca do 100º mutirão não está longe de ser alcançada. Até o final do ano passado foram realizados 80 em praticamente todos os estados brasileiros. A temporada 2011 está em pleno andamento e o calendário para 2012 já está pronto.
Há quem compare a política de mutirões ao trabalho de secar gelo. Pode até ser, mas os números conseguidos até agora são expressivos. De agosto de 2008 a dezembro do ano passado cerca de 28 mil presos foram libertados – não por generosidade, tampouco com o objetivo de esvaziar presídios, mas por que legalmente não deveriam estar presos. São pessoas que já cumpriram a pena, mas foram esquecidas pelo sistema, ou que nunca foram condenados, mas que mesmo assim foram jogados no mesmo bolo. Vez por outra, um desses aparece no espaço nobre do noticiário.
Diz a prática que mutirões não devem ser analisados apenas sob o ponto de vista numérico. Mais do que isso, representam uma oportunidade única para desvendar os principais gargalos da Justiça criminal brasileira, incluindo a superlotação dos presídios, assim como garantir o devido processo legal. Em outras palavras, apontar onde o sistema não está funcionando e propor melhorias para que mutirões como esses sejam cada vez menos necessários. Parte da radiografia está pronta e exposta nos primeiros relatórios divulgados pelo CNJ sobre o trabalho realizado em 13 estados mais o Distrito Federal. O diagnóstico revela que os problemas não são poucos e aponta quem não está fazendo o dever de casa.
É possível que o balanço do sistema penitenciário brasileiro da década recém iniciada apresente resultados bem diferentes e que julho de 2011 venha a ser considerado um divisor de águas. Assim como acertaram nas previsões e análises feitas até agora, não são poucos os que apostam na Lei 12.403 (entra em vigor em poucas semanas) como um dos principais instrumentos das mudanças esperadas para os próximos anos.
O texto relaciona nove medidas cautelares, incluindo o monitoramento eletrônico e a prisão domiciliar também no decorrer da ação penal, que devem ser consideradas prioritariamente, em caso de crimes com previsão de pena de reclusão inferior a quatro anos, antes que o juiz decrete uma prisão preventiva – que passa a ser uma exceção e não mais a norma, como demonstram as estatísticas penitenciárias. Os números da década passada mostram que encher prisões não é a saída e que é no mínimo questionável a sensação de que fazer justiça é prender. Existem outras formas de punir mais adequadas à sociedade, sem que isso signifique impunidade. A bola está com o Judiciário.
*Robson Pereira é jornalista

BALANCE CAPIXABA 22/05/2012

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BALANCE CAPIXABA 22/05/2012
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Ex-ministro José Dirceu não acredita que CPMI terminará em pizza 
O ex-ministro de Lula, José Dirceu, defendeu em sua coluna os trabalhos dos parlamentares que integram a CPMI do Cachoeira. 
De acordo com Dirceu, a postura da mídia de que havia uma espécie de acordo entre PT-PMDB-PSDB para que governadores citados em esquema com o contraventor não fossem convocados pela Comissão. 
"A mídia adotou uma linha equivocada ao insistir que houve um acordão entre PT-PMDB-PSDB na CPMI, de não convocar os governadores até agora citados. Pretende-se vender a falsa ideia de que algo que mal começou teria terminado em pizza. Minha avaliação é outra. Entendo que o roteiro adotado é correto e objetivo: estudar todos os autos e áudios, convocar os auxiliares dos governadores e da Delta para depois decidir, com base nas informações colhidas, sobre o prosseguimento dos trabalhos. Se a CPMI seguir seu roteiro e der transparência a todas as informações, nada do que a mídia está prevendo acontecerá. Ao contrario, será uma das CPIs mais importantes dos últimos 30 anos e cumprirá um papel extraordinário na vida política do país", disse José Dirceu. 
Para o ex-ministro, só após a Comissão ouvir os delegados responsáveis pelas operações Vegas e Monte Carlo será possível saber a necessidade da convocação dos governadores Marconi Perillo (PSDB-GO), Agnelo Quei­roz (PT-DF) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ), além de procuradores e jornalista citados em grampos telefônicos. 
"A CPMI deve ouvir os delegados responsáveis pelos inquéritos, convocar os auxiliares dos governadores e da Delta. É o caminho certo para decidir se, em seguida, convoca ou não os três governadores, como quer o PSDB, ou apenas Marconi Perillo, como querem PT e PMDB. Isso vai permitir, também, que se tome decisões sobre a convocação ou não de procuradores e jornalistas. Se se investiga ou não a revista VEJA e sua relação com o esquema Carlos Cachoeira-Demóstenes Torres", afirmou José Dirceu. 
Para o ex-ministro, o fato da CPMI não ter convocado ainda os governadores não significa que não esteja cumprindo o seu papel e que os últimos acontecimentos, como o torpedo enviado pelo deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP) ao governador do Rio, não podem ser utilizados para definir os trabalhos feitos pela Comissão. 
"Não podemos e não devemos nos deixar levar por incidentes como o da não convocação dos governadores nesta semana e o torpedo do deputado Cândido Vaccarezza para o governador Sérgio Cabral – um incidente incapaz de definir o destino de uma CPMI. É um erro confundir tais incidentes com indícios, provas e elementos para investigar o crime organizado e suas ramificações nos três poderes do país", disse José Dirceu. 
Para ele, os principais indícios de corrupção caem sobre o senador Demóstenes Torres (GO) e é um erro comparar as relações entre o governador de GO e Cachoeira com a de Cabral com a Delta. 
"Há indícios sim, e são muito fortes, sobre a participação decisiva no esquema criminoso de um senador que foi líder do DEM e da oposição. Um senador que foi membro do Ministério Público e que se apresentava como representante das demandas corporativas dos procuradores e do Judiciário, seja junto ao Legislativo, seja diante do Executivo. Também são ridículas as tentativas de apresentar a relação do governador de Goiás com Carlos Cachoeira no mesmo nível das do Governador do Rio com o controlador da Delta. Em Goiás o crime organizado capturou o Estado e, neste caso, os elementos, indícios e provas já existentes mais do que justificam um investigação pela CPMI", disse José Dirceu.
Com informações do Blog do Zé Dirceu | Fonte: www.agenciacongresso.com.br
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Governo do ES ampliará sistema de abastecimento em Guarapari
VITÓRIA - O município de Guarapari vai receber do Governo do ES, por meio da Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan), obras para ampliar o sistema de abastecimento de água do município. 
As obras estão previstas para começar ainda no primeiro semestre deste ano, e com duração de aproximadamente dois anos. Serão atendidos 58 bairros, beneficiando 128 mil habitantes. 
O valor total do investimento é de R$ 23,7 milhões, com recursos provenientes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 
Serão implantados 10,9 mil metros de adutora, 11,4 mil metros de redes de distribuição e adquiridas 12 ventosas de alto desempenho. 
Também serão realizadas melhorias nas estações elevatórias de água bruta, e construído um reservatório com capacidade para 5,2 milhões de litros de água. Com a conclusão dessas obras, o volume de água captada do Rio Benevente passará de 280 para 480 litros/segundo, em 2014. 
Além disso, o município vai receber um novo reservatório de água localizado na parte alta do Bairro Perocão, conhecido como Morro do Araquém. 
A Companhia já contratou, por meio de licitação, a empresa que vai realizar as obras. O valor do investimento é de R$ 3,5 milhões. 
O novo reservatório terá capacidade para armazenar 2,4 milhões de litros de água. Também serão construídos 570 metros de adutora de água tratada. 
O objetivo é melhorar o abastecimento para toda a região norte do município, que compreende os bairros de Portal, Jabaraí, Perocão, Santa Mônica, Setiba, Una, Paturá e Elza Nader. 
Após a conclusão dessas obras, a Cesan pretende desativar três elevatórias de água tratada existentes, proporcionando, além da redução no consumo de energia elétrica, um abastecimento contínuo e com pressões mais uniformes, reduzindo o índice de vazamentos em virtude de variações bruscas de pressão. 
“Será disponibilizado um serviço de melhor qualidade aos nossos clientes, independente da época do ano, principalmente nas regiões mais elevadas”, disse o gestor do Polo de Água de Guarapari, Marcos Oliveira. |  Com informações do governo do ES 
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Camilo Cola pede prioridade para projeto que dá autonomia às Defensorias Públicas

O ex-deputado federal Camilo Cola (PMDB-ES) pediu, em Brasília, prioridade para aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/11, que assegura às defensorias públicas dos estados os recursos necessários para a sua organização. 
Pela proposta, que altera a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/00), os estados poderão destinar até 2% da despesa corrente líquida para a Defensoria Pública.
Camilo Cola que é o primeiro suplente de deputado federal, participou do encontro do PMDB onde pediu à vice-presidente da Câmara, a deputada Rose de Freitas (PMDB), apoio para aprovação da proposta. 
A deputada aproveitou a presença dos parlamentares do partido no encontro e solicitou ao líder do PMDB, senador Henrique Eduardo Alves, que prometeu ajudar. 
O projeto desvincula o orçamento das defensorias do orçamento do Executivo, para que elas possam exercer sua autonomia. Para assegurar o percentual de até 2% para as defensorias, a proposta reduz de 49% para 47% o limite de despesas do Executivo estadual com o pagamento de pessoal. 
No dia 08 de maio, os líderes da Câmara aprovaram em acordo a urgência para votação da proposta. Mas a pauta da Casa está trancada por seis MPs (Medidas Provisórias). 
O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), afirmou que a votação das MPs será prioritária nas próximas duas semanas. 
A intenção é não realizar reuniões extraordinárias na próxima semana, com exceção para a PEC do Trabalho Escravo, que deve ser votada na terça-feira (22), conforme acordo da semana passada. 
fonte www.agenciacongresso.com.br
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Depoimento de Cachoeira à CPMI paralisa o Congresso 
Um forte esquema de segurança foi montado hoje no Senado para viabilizar o depoimento do contraventor Carlos Cachoeira à CPMI que investiga as atividades do bicheiro com agentes públicos. 
O contraventor chegará escoltado pela Polícia do Senado, depois de ser conduzido à Casa por policiais federais desde o presídio da Papuda. A saída de Cachoeira do presídio está marcado para às 12h. 
No depoimento, Cachoeira deverá ficar calado por orientação de seu advogado, já que ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo. 
Algumas reuniões das Casas estão sendo remarcadas em função do depoimento do bicheiro. 
A reunião da Comissão dos Royalties que seria realizada às 14h, foi cancelada a pedido do relator do projeto, deputado Carlos Zarattini (PT-SP). 
Mesmo os jornalistas credenciados só terão acesso à sala da Comissão mediante um passe exclusivo. 
O relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), afirmou que preparou mais de 100 perguntas para fazer a Cachoeira. Segundo Cunha, o foco será o elo do contraventor com políticos e a construtora Delta. 
A reunião da Comissão poderá ser acompanhada pela Rádio Senado e pelos canais da TV Senado na internet. 
Por determinação do Regimento Interno do Senado, a TV Senado está obrigada a transmitir a Sessão Plenária, que acontece no mesmo horário. | Com informações da Agência Senado
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Câmara pode votar hoje ou amanhã renegociação de dívida do ES
A Câmara Federal pode votar nesta terça, ou amanhã, uma emenda apresentada pela coordenadora da bancada do ES, deputada Rose de Freitas (PMDB), que reduz em 50% um débito do governo do estado do Espírito Santo com a União, de R$ 820 milhões. 
Segundo Rose, o ministério da Fazenda já aceitou reduzir a dívida em 50%. 
Mas queremos mais. Esse tipo de negociação é comum e o Espírito Santo já foi por demais penalizado", afirmou, citando o fim do Fundap (Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias). 
A dívida deve-se a falta de pagamento do PIS/PASEP, de servidores do ES, de governos anteriores ao de Renato Casagrande (PSB). 
A emenda da deputada capixaba será apresentada à MP 556, medida provisória do governo federal, cujo relatório está pronto e pode ser aprovado a qualquer momento: 
"O relator desta MP só terá que refazer seu relatório para acatar essa emenda, conforme entendimento feito com o ministro Guido Mantega",disse Rose. 
A emenda de Rose, que tem o apoio de toda a bancada capixaba, propõe ao governo federal a redução das multas, juros e encargos. Os parlamentares pedem ainda o parcelamento do valor em 180 meses. 
O governo federal já sinalizou pela aprovação do texto, em reunião realizada semana passada com o secretário executivo do ministério da Fazenda, Nelson Barbosa. 
De acordo com a justificativa da emenda, a multa e os encargos cobrados pela União não devem incidir, uma vez que o estado não solicitou refinanciamento da dívida por falta de notificação tanto por parte da União como da justiça. 
"O prazo de 180 meses permitirá ao ES quitar a sua dívida de forma responsável, já que o pagamento de forma integral é inviável". 
A justificativa cita ainda que a quitação do valor determinaria a insolvência do estado, que vem sofrendo a perda significativa de diversas receitas e prejudicaria ao povo capixaba. 
De acordo com o texto, a aprovação da proposta representa um importante instrumento para a manutenção dos investimentos em infraestrutura, um dos maiores gargalos para o desenvolvimento do estado. 
"Pelo que ficou acordado, a dívida já teria sido reduzida à metade. Mas vamos tentar avançar", concluiu a deputada. | Fonte www.agenciacongresso.com.br
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Secretário de Casagrande lança Audifax para o Senado com apoio do PDT
A Serra, um dos principais municípios do ES, será palco - nas eleições municipais deste ano - de um embate duro entre o atual prefeito, Sérgio Vidigal (PDT), e o deputado Audifax Barcelos (PSB). 
Aliado de primeira hora do prefeito Vidigal, o secretário do governo Casagrande, Iranilson Casado (Saneamento,Habitação e Desenvolvimento Urbano) fez hoje na Câmara uma proposta ao deputado: 
Que ele deixe a PMS e concorra ao Senado em 2014 com o apoio do PDT. Audifax já foi prefeito da Serra com apoio de Vidigal, principal líderança pedetista no ES. 
Eu ouvi bem, o PDT vai me apoiar", brincou Audifax, após abraçar Casado.Os dois se cumprimenteram civilizadamente mas Ajudifax descartou o projeto para o Senado. 
Ele disse que vai manter sua candidatura a prefeito e disse que "tem fé em Deus que vai ganhar", afirmou. 
O secreário esteve em Brasília para cobrar a liberação de recursos para concçusão de barragem no municipio de Pinheiros. | Foto M.Rosetti/ Por acaso:Casado, Audifax, Rafael e o prefeito de Pinheiros

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Silêncio de Cachoeira foi uma ameaça a seus aliados, diz Foletto
O deputado federal Paulo Foletto (PSB-ES), membro da CPMI do Cachoeira não gostou da sessão de hoje que ouviu o contraventor. Cachoeira se negou a responder perguntas formuladas pelos parlamentares e se manteve calado durante toda a audiência. 
O bicheiro afirmou aos parlamentares que só falará na presença do juiz, em audiência. "Por enquanto ficarei calado como manda a Constituição", disse, no início da reunião. 
Para Foletto, foi uma perda de tempo a CPMI convocar o bicheiro, considerando que foi garantido a ele o direito constitucional de permanecer calado. 
"O silêncio de Cachoeira foi uma ameaça à aqueles com os quais ele manteve negócios. Ele disse que tem muito a dizer, mas não disse nada. Manteve uma postura arrogante e obedeceu às instruções de seu advogado que já foi ministro da Justiça. Tudo isso é muito ruim para toda a sociedade"' disse o deputado. | Fonte www.agencia ingresso.com.Br.
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Projeto organiza 10 mil processos no Espírito Santo
Após duas semanas de trabalho, cerca de 10 mil processos foram revisados nas Varas de Execução Penal de Cariacica e de Vila Velha
Após duas semanas de trabalho e cerca de 10 mil processos revisados nas Varas de Execução Penal (VEPs) de dois municípios capixabas, o Projeto Eficiência deixou o Espírito Santo na última sexta-feira (18). Receberam o projeto, as VEPs de Cariacica e de Vila Velha. O projeto do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reorganiza processos e rotinas produtivas de VEPs para melhorar o serviço prestado pela justiça criminal brasileira.
Ao chegar na VEP de Vila Velha, no último dia 10 de maio, a equipe do Eficiência encontrou um quadro desolador: volumes de processos de execução penal amontoados em uma sala pequena, com vários perdidos em meio à desorganização. Isso tornava uma tarefa hercúlea descobrir, por exemplo, quanto tempo de pena um condenado ainda teria a cumprir. Além disso, pouco tempo antes da chegada da equipe do Projeto Eficiência, ocorreu a saída do escrivão responsável pelo cartório, o que deixou o setor acéfalo.
"Nenhum servidor sabia precisamente o que fazer com os processos", afirma a coordenadora do projeto, Silvia Fraga. Em uma semana, uma equipe de seis servidores do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (DMF/CNJ) e de três tribunais revisou os sete mil processos da VEP de Vila Velha (os outros três mil processos foram revistos na vara de Cariacica). "Analisamos os processos, um a um, para ver que providência precisava ser tomada", afirmou a coordenadora.
Em seguida, os processos foram reordenados em uma nova sala mais ampla. Lá foram colocados em estantes, separados por ano. Na capa de cada pasta de processo, foram inscritos o mês e o ano em que o sentenciado referente ao processo deveria progredir de regime – do fechado para o semiaberto, por exemplo. "Agora, um mês antes da data prevista para a progressão de regime, o servidor já pega a pasta de cada sentenciado e começa a realizar os procedimentos exigidos, como solicitar à direção da casa prisional um atestado de bom comportamento carcerário, por exemplo", explica Silvia Fraga.
O choque de gestão já começou a trazer resultados visíveis. Na última quarta-feira (16/5), uma fila de familiares e amigos de presos formou-se em frente ao balcão da VEP, em busca de informações sobre seus entes presos. "Como a VEP reorganizada, os servidores conseguiram atender a todos que estavam ali, esclarecendo todas as dúvidas. Em dez minutos, a fila desapareceu", diz.
Em 60 dias, o Projeto Eficiência voltará às duas varas capixabas para verificar se o novo modelo de gestão continua a ser adotado. Os próximos estados a receber o Eficiência são Tocantins e Maranhão. Em Tocantins, o trabalho começou na segunda-feira (21/5).
Leia também: Projeto organiza 10 mil processos no Espírito Santo
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BALANCE CAPIXABA 22/05/2012
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Caso Alexandre: blefe armado por Rodney Miranda transformou Paulo Hartung de suspeito a aliado
Depois do estardalhaço em torno da suposta ligação do assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, morto em março de 2003, a uma “pessoa importante” no Estado, a postura do então secretário de Segurança, o atual deputado estadual Rodney Miranda (DEM), mudou radicalmente ao sabor das conveniências de ocasião. Entre a queda do cargo após o escândalo do grampo na Rede Gazeta e o retorno ao governo, pouco mais de um ano depois, Rodney contou com a amizade do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) para se manter blindado no Estado.
Apontado pela personal trainer do juiz, Julia Eugênia Fontoura, como um dos possíveis interessados na morte de Alexandre Martins, o ex-governador trabalhou para evitar qualquer desgaste ao atual parlamentar. Além de promover o retorno após uma passagem mal-sucedida no início do governo, Hartung também movimentou seus aliados para afastar qualquer tipo de implicação do ex-secretário com a polêmica do grampo.
Rodney caiu do cargo em dezembro de 2005 após o escândalo se tornar público e retornou em maio de 2007, mesma época em que a polêmica em torno das escutas ilegais voltou a ganhar força com a notícia do desaparecimento de autos da Comissão Parlamentar de Inquérito, batizada como CPI do Grampo, na Assembleia Legislativa. 
Apesar das manobras atribuídas ao ex-governador para acabar com os trabalhos, o que culminou até mesmo com o encerramento da CPI sem a leitura do relatório final, em janeiro de 2006, o sumiço dos autos da CPI trouxe novamente o caso à baila, porém, o caminho para colocar uma pedra sobre o assunto veio justamente por parceiros do ex-governador.
Principal interessada no esclarecimento do desaparecimento dos autos da CPI, a deputada Aparecida Denadai (PDT), eleita no palanque de oposição, acabou contribuindo ao enviar, em setembro daquele ano, as investigações para o Ministério Público Estadual (MPES), instituição que compôs o arranjo institucional montada pelo governador para garantir a governabilidade.
Com o engavetamento das investigações no Ministério Público, o caminho ficou livre para que o “fenômeno” Rodney Miranda saísse do gabinete do ex-governador para o restante do Estado. Graças à exposição das atividades na pasta, Rodney ganhou visibilidade com a realização de grandes operações policiais na Grande Vitória e nos municípios do interior, classificadas como “ações midiáticas” pelo ex-deputado federal Capitão Assumção (PSB). 
Mesmo sem cumprir a promessa de redução nos índices de violência, Rodney forjou a imagem de superdelegado, ao passo que ganhou notoriedade após o lançamento do livro “Espírito Santo”, em 2009. Na publicação, o demista constrói a narrativa do crime de mando do juiz Alexandre sem envolver a suspeição lançada por ele próprio sobre o possível envolvimento do ex-governador com o crime.
Pelo contrário, Rodney se coloca ao lado de Hartung como protagonista no combate ao crime organizado no Estado. Dessa aliança surge o nome do demista como candidato a uma vaga na Assembleia. Em maio de 2010, Rodney deixou a pasta novamente, desta vez, para disputar as eleições. Explorando o prestígio junto ao então governador, Rodney se tornou o deputado mais bem votado da atual legislatura, com 65.049 votos.
Em seu site, o deputado atribui a vitória ao “reconhecimento da população capixaba perante a sua atuação na Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesp)”. No mesmo local, Rodney faz apenas uma menção rápida ao nome do ex-governador, onde cita o convite para assumir o desafio de ser secretário em um “Estado dominado pelo crime organizado e pela corrupção”.
Pode até ser que esse quadro não tenha sido alterado desde então, como aponta a recente “Operação Lee Oswald”, que revelou a formação de um novo crime organizado nas prefeituras capixabas. Mesmo assim, os planos são audaciosos: o demista quer ser prefeito de Vila Velha, maior eleitorado do Estado. Para a nova empreitada, o ex-secretário já conta com um importante amigo e aliado, o ex-governador Paulo Hartung. | Nerter Samora | SD
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PT só bate martelo sobre candidatura de Iriny depois de definição de Hartung
Embora não seja seu perfil político, o ex-governador deverá dar o primeiro passo na discussão sobre um consenso entre aliados em Vitória. Comenta-se nos meios políticos que ele deve anunciar até o fim desta semana sua posição na eleição da Capital, se vai ou não disputar.
Esse posicionamento do ex-governador dará o direcionamento do PT de Vitória para o encontro dos delegados, que só deve acontecer na próxima semana.
O presidente do diretório municipal, Cacau Merçon, em entrevista ao jornal A Tribuna, afirmou que o partido aguarda a Resolução da Executiva Nacional do PT para realizar o encontro, que deve ser marcado na próxima semana. Mas, para os meios políticos, o partido só deve se reunir após a definição de Hartung.
Se o ex-governador confirmar a participação no pleito, o grupo que defende o recuo da candidatura da deputada federal Iriny Lopes em favor de uma candidatura de consenso em torno de Hartung terá a justificativa para defender essa tese.
O grupo que defende a candidatura própria vem alegando que não é possível se falar em recuo em favor de Hartung, porque além do projeto do partido no Estado, o ex-governador não confirmou até o momento sua participação na eleição.
Dos 185 delegados que debaterão o posicionamento do PT, a maioria é do grupo do prefeito João Coser, um dos maiores defensores dentro do partido da adesão ao palanque de Hartung. Embora a definição sobre a eleição seja definida pelas municipais, a Resolução da Executiva Nacional pode ser um ponto a favor da candidatura própria, já que o partido tem interesse nas capitais, nos municípios com mais de 200 mil eleitores e nas cidades em que o PT governa. Vitória, no caso, se encaixa em todos esses pré-requisitos.
Com base nessa ideia, uma reportagem do jornal Valor Econômico desta terça-feira (22) aponta que em Vitória e em Goiania o partido tem chances de alcançar vitória nas eleições deste ano. | Renata Oliveira 
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BALANCE CAPIXABA 22/05/2012
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PT e PSDB se juntam nos bastidores para derrotar PMDB

A deputada federal Iriny Lopes (PT-ES) disse nesta terça-feira na Câmara, que manterá sua candidatura à prefeitura de Vitória, mesmo se o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) anunciar que vai concorrer. Parte do PT capixaba quer Hartung como candidato e o PT na vice: "Vou manter minha candidatura até o fim, mesmo se Hartung anunciar que vai disputar. O PT que tem que decidir quem vai apoiar", disse a deputada. Iriny afirmou ainda que a coerência do partido é apoiá-la, já que o PT nacional anunciou que deverá manter candidaturas próprias em todas as capitais. "Sou uma pessoa coerente e a coerência do partido é disputar todas as prefeituras, sobretudo as que já governamos", afirmou. A deputada disse ainda que o fato de alguns líderes da sigla dizerem que têm maioria dos delegados do PT - que irão escolher o candidato do partido - não a assusta: "O debate sobre essa questão não acabou. Tem gente que não sabe como votar", disse, se referindo a pessoas ligadas ao prefeito João Coser, que apoia a candidatura de Hartung. "O número de delegados ligados às diferentes correntes do PT capixaba não reflete a decisão final do partido. O debate não está concluído, vou manter a minha candidatura até o partido confirmar ou não apoio ao meu nome", disse Iriny. César Colnago, presidente do PSDB capixaba, conversou demoradamente com Iriny no plenário (foto). Ao ser procurado pela Agência Congresso disse apenas que PSDB tem candidato, e que está discutindo a candidatura do ex-deputado Luiz Paulo com as siglas que estão em seu campo de alianças. Nesse aspecto o PT está fora. Mas nos bastidores tucanos e petistas debatem o processo de modo a neutralizar ações do ex-governador Hartung, que não conseguiu remover as duas principais candidaturas, de Iriny e Luiz Paulo. Diante desse cenário, mesmo que venha a anunciar sua candidatura à PMV, Hartung não terá "céu de brigadeiro nas eleições de outubro", podendo até perder a eleição. 

Fonte www.agenciacongresso.com.br
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BALANCE CAPIXABA 22/05/2012
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Grupo de ‘notáveis’ da Ufes quer arbitrar  idade penal e impor castigos a infratores - Lívia Francez 

Desembargador Álvaro Bourguignon 

Um grupo de professores da área de Direito da Ufes, que tem o desembargador Álvaro Bourguignon entre os integrantes, vai sugerir ao Congresso Nacional mudanças na legislação penal que possibilitem ao juiz adotar medidas mais amplas do que as existentes na legislação atual. O estudo está sendo elaborado e deve ser entregue à bancada capixaba no Senado e na Câmara dos Deputados depois de finalizado.

As proposições já divulgadas pelo grupo corroboram com ideia da predileção pelo encarceramento recorrente na Justiça capixaba. Uma delas é o encarceramento de adolescentes abaixo de 18 anos em delitos específicos. O desembargador Álvaro Bourguignon defende a criação de um mecanismo na lei que permita ao magistrado avaliar a maturidade de um criminoso, quando se tratar de um adolescente. 

Em um Estado em que os crimes cometidos por adultos, reiteradas vezes, não são apurados com profundidade por falta de efetivo nas delegacias de Polícia Civil e o sistema socioeducativo funciona precariamente, também com carência de recursos humanos, o magistrado defende um estudo criterioso, com a ajuda de psicólogos e assistentes sociais para avaliar a maturidade de um jovem que comete um delito grave. 

Em um hipotético, um adolescente que comete um crime de grave potencial ofensivo, depois de passar pela junta que vai avaliar sua maturidade, pode ir para o sistema prisional, em vez de ser encaminhado para uma unidade para adolescentes, como ocorre hoje.

A outra proposição diz respeito à adoção de penas alternativas aplicadas pelos Juizados Especiais Criminais. O grupo do qual o desembargador faz parte propõe que, além do cumprimento da pena alternativa, o apenado também passe, pelo menos, uma semana no presídio, como “castigo”, para vivenciar a realidade. 

Caso a pessoa que seja submetida à pena alternativa passe uma semana de “castigo” em um presídio, aumentará população flutuante dos presídios já superlotados no Estado, além de estar exposto à violência e ao risco ao cumprir uma pena a que não tem direito.

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BALANCE CAPIXABA 22/05/2012
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Ida de Max Mauro para a Assembleia mexe nas eleições de três municípios
A perda do mandato do deputado estadual José Carlos Elias (PTB), que dá posse na Assembleia ao ex-governador Max Mauro (PTB), vai mexer com as eleições em três grandes colégios eleitorais do Estado. Diretamente, a mudança na Assembleia tira Elias do páreo em Linhares, norte do Estado, que era um dos favoritos na disputa. 



Elias vinha trabalhando um palanque muito bem posicionado contra o atual prefeito Guerino Zanon (PMDB), com o trânsito em julgado da sentença, o deputado perde os direitos políticos por oito anos. 
Nos bastidores, a suspeita de que a defesa teria propositalmente deixado de pagar as custas do recurso, de apenas R$ 133,00, movimentou o cenário político na região e, a manobra, se existiu, foi creditada ao atual prefeito. Mas a situação em Linhares não é tão simples, afinal, Guerino Zanon (PMDB) tem sete processos, apenas no que se refere à improbidade administrativa e chegou a ser afastado do cargo por irregularidades na concessão de bolsas de estudos. 
Além de Linhares, outro município que pode sofrer influência por conta da mexida na Assembleia é Vila Velha, o maior colégio eleitoral do Estado. O suplente de Elias, o ex-governador Max Mauro, retorna ao Legislativo em um momento em que o filho, o ex-prefeito Max Filho (PSDB), está no páreo como um dos favoritos para a eleição à prefeitura, prevista para ser disputada em dois turnos. Como pai e filho têm uma ligação política muito forte com à população, o mandato do pai dá visibilidade ao grupo, o que acaba fortalecendo o filho. 
Mas o foco dos meios políticos vai ficar mesmo em Vitória, isso porque o ex-governador Max Mauro é desafeto político declarado do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), que tenta costurar um palanque de consenso para se eleger prefeito da Capital. 
Apesar de constrangido pelas circunstâncias em que chega à Assembleia, o ex-governador já deixou claro que pretende fazer um mandato crítico à submissão da Casa ao Executivo. Embora não tenha sido eleito dentro da base do governador Renato Casagrande, o recado não é direcionado ao governador e sim ao seu antecessor. Daí o problema para a campanha de Hartung. O discurso de Max Mauro na Assembleia pode enfraquecê-lo no período eleitoral.
Quanto a Casagrande, o interesse do grupo de Max Filho em firmar aliança com o PSB, pode deixar o governador blindado das críticas do ex-governador na Assembleia. 
Seis mudanças em menos de um ano
A chegada de Max Mauro à Assembleia movimentará mais uma vez o plenário da Casa, que já passou por outras cinco mudanças na sua composição desde a eleição de 2010. As mexidas no plenário começaram antes mesmo da posse, por conta da confusão causada pela Lei Ficha limpa na eleição estadual. 
O deputado estadual Nilton Baiano (PP) perdeu a vaga para Solange Lube (PMDB), depois que os votos do ex-deputado Luiz Carlos Moreira (PMDB) foram validados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ainda no início do mandato, Nilton Baiano entrou na Assembleia com a licença de Vandinho Leite (PR), que assumiu a Secretaria de Esportes do governo do Estado. 
No início deste ano, a indicação do então presidente da Assembleia Rodrigo Chamoun (PSB) provocou nova dança das cadeiras. O secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Coelho (PT) era o primeiro suplente, e diante da indefinição do PMDB em ocupar a vaga da coligação, ele passou duas semanas na Assembleia, depois disso deixou a cadeira, que foi ocupada pelo vereador de Vitória, Esmael Almeida (PMDB). 
Recentemente a validação dos votos do ex-deputado Gilson Gomes (PSDC) provocou nova mudança no plenário, tirando a vaga do deputado Wanildo Sarnáglia (PTdoB), que foi ocupada pela deputada Aparecida Denadai (PDT). 
Com as eleições municipais, novas mudanças devem acontecer em 2013, afinal, metade do plenário está cotada para disputar as eleições de outubro próximo: Theodorico Ferraço (DEM) e Glauber Coelho (PR), em Cachoeiro de Itapemirim; Solange Lube (PMDB), em Viana; Roberto Carlos (PT), na Serra; Sandro Locutor (PV), Lucia Dornellas (PT), Aparecida Denadai (PDT) e Marcelo Santos (PMDB), em Cariacica; Marcelo Coelho (PDT), em Aracruz; Gildevan Fernandes (PV), em Pinheiros; Luciano Rezende (PPS) e José Esmeraldo (PR), em Vitória; Luciano Pereira (DEM), em Barra de São Francisco; Rodney Miranda (DEM) e Hércules Silveira (PMDB), em Vila Velha; Henrique Vargas (PRP), em São Gabriel da Palha; Josias Da Vitória (PDT), em Colatina.Renata Oliveira | Foto capa: Arquivo SD 

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BALANCE CAPIXABA 22/05/2012
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segunda-feira, 21 de maio de 2012

BALANCE CAPIXABA 21/05/2012

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BALANCE CAPIXABA 21/05/2012
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PMDB vai lançar três mil candidatos a prefeito este ano
A meta do PMDB para as eleições municipais deste ano é dobrar o número de prefeitos nas capitais. Em todo o país o partido lançará três mil candidatos próprios.
A promessa é do senador Valdir Raupp (RO), presidente nacional do PMDB. Ele concedeu entrevista após encerrar "II Fórum Nacional - o PMDB e as eleições municipais 2012", no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, quinta-feira. 
O evento foi marcado por críticas a sigla feitas pelo ex-ministro Nelson Jobim, que causaram constrangimento aos líderes presentes, incluindo o vice-presidente da República, Michel Temer; o próprio Raupp, e a vice presidente da Câmara Federal, deputada Rose de Freitas (ES). Jobim cobrou firmeza do partido. 
Mas Raupp está de olho no crescimento do partido. Ele diz o PMDB vai tentar eleger 1300 prefeitos nos 5.566 municípios brasileiros, para manter a posição de maior partido do Brasil: 
" Tenho feito uma verdadeira cruzada pelo país para lançar candidaturas próprias. Acompanho de perto a situação no ES. Sei que Hartung seria uma candidatura vitoriosa, mas ele não está completamente decidido a concorrer. Se ele não sair teremos outros nomes, como o do senador Ferraço, com quem já conversei". 
O senador citou também o nome do deputado federal Lelo Coimbra, outro pré-candidato peemedebista: "Nome para ganhar em Vitória o PMDB tem", completou. 
Apesar das declarações de Raupp, o senador capixaba, Ricardo Ferraço, tem dito que não pretende abandonar seis anos de mandato no Senado - ele foi eleito em 2010 - para governar Vitória. 
Camilo apóia Iriny 
Também presente ao II Fórum do PMDB, o suplente de deputado federal Camilo Cola - pré candidato a prefeito de Cachoeiro - disse não acreditar que o ex-governador Hartung se disponha a concorrer na capital. 
E anunciou seu apoio a pré-candidata do PT, iriny Lopes. Explicou que não a apoia porque assumiria o mandato na Câmara, caso ela seja eleita prefeita “Mas porque a candidatura de Hartung não está posta". 
E lembrou que na condição de primeiro suplente da coligação PT/PSB/PMDB, assumirá na vaga de qualquer deputado dessas legendas que venha a ser eleito, citando as pré candidaturas de Paulo Foletto (Colatina) e Audifax Barcelos (Serra). 
"A Iriny ainda não me procurou, mas se procurar terá meu apoio", afirmou. Camilo é presidente do PMDB em Cachoeiro. Mês passado outra deputada do PMDB, Rose de Freitas, também declarou apoio a candidatura do ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), por não acreditar que o PMDB venha a concorrer com candidato próprio na capital. Via: www.agenciacongresso.com.br 


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Bancada do ES propõe diminuir dívida de R$ 820 milhões do estado
A coordenadora da bancada do ES, deputada Rose de Freitas (PMDB), articula na Câmara a aprovação de uma proposta de diminuição de uma dívida do estado no valor de R$ 820 milhões. 

A dívida deve-se a falta de pagamento do PIS/PASEP de servidores do ES no governo de Paulo Hartung. 

A bancada capixaba propõe ao governo federal a redução das multas, juros e encargos, já que o valor inicial do débito era de R$ 420 milhões. 
Eles pedem ainda o parcelamento do valor em 180 meses. A proposta seria incluída nesta semana como emenda à Medida provisória 556/2011. 
A expectativa é de que a proposta seja incluída em alguma MP essa semana. O governo federal já sinalizou pela aprovação do texto devido ao fim do Fundap (Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias). 

De acordo com a justificativa da emenda, a multa e os encargos cobrados pela União não devem incidir, uma vez que o estado não solicitou refinanciamento da dívida por falta de notificação tanto por parte da União como da justiça. 

Além disso, o prazo de 180 meses permitirá ao ES quitar a sua dívida de forma responsável, já que o pagamento de forma integral é inviável. 
Citam ainda que a quitação do valor determinaria a insolvência do estado, que vem sofrendo a perda significativa de diversas receitas e prejudicaria ao povo capixaba. 

De acordo com o texto, a aprovação da proposta representa um importante instrumento para a manutenção dos investimentos em infraestrutura, um dos maiores gargalos para o desenvolvimento. 

Sem a garantia do parcelamento muitos destes projetos jamais poderão sair do papel, pelos necessários recursos que demandam e pela dificuldade de novas captações.
  Via: www.agenciacongresso.com.br | Foto: M.Rosetti 



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Capixaba suspeito de homicídio depõe na CPMI do Cachoeira na quinta-feira

O empresário José Olímpio de Queiroga Neto, apontado como membro da quadrilha de Carlos Cachoeira, depõe na próxima quinta-feira, 24 de maio, na CPMI que investiga a relação do contraventor goiano com agentes públicos e privados . 

Em seguida, serão ouvidos Gleyb Ferreira da Cuz, Lenine Araújo de Souza, e Idalberto Matias de Araújo. Existe uma grande expectativa ainda em relação ao depoimento nesta terça-feira, de Carlos Cachoeira. 

A defesa do contraventor tenta mais uma vez adiar o seu depoimento. O advogado de Cachoeira, Márcio Thomaz Bastos, entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele só compareça à comissão nas próximas três semanas 

José Olímpio e seu irmão, Francisco Marcelo Queiroga, são velhos conhecidos da justiça. Francisco Queiroga, apontado pela Polícia Federal como chefe de uma quadrilha que explora o jogo ilegal no entorno do Distrito Federal, teve seu indiciamento pedido pela CPI do Narcotráfico, da Câmara, no ano 2000. 

Segundo a CPI, ele era sócio de José Carlos Gratz, então presidente da Assembleia Legislativa do ES e acusado de comandar o jogo ilegal no estado. E teria, ainda de acordo com a CPI do Narcotráfico, ligações com o Cartel de Cali, na Colômbia. 

O inquérito da operação Monte Carlo afirma que a família Queiroga está envolvida "há anos" com a exploração de jogos de azar. Teria se mudado do Espírito Santo para Goiás e Distrito Federal. 

A quadrilha estaria envolvida em esquemas de corrupção de funcionários públicos, policiais militares e civis de Goiás. 

Além disso, os dois irmãos, de acordo com o inquérito, foram detidos em 2004 pela suposta participação em duplo homicídio na cidade de Vila Velha, dos irmãos Wismar e Wisman Branardo da Silva, ocorrido em 18 de fevereiro de 1999. 

De acordo com o documento, os irmãos assassinados "foram encontrados mortos a tiros em uma estrada de terra em Praia Sol, na ponta da fruta, em Vila Velha, quatro dias após um assalto ao apartamento de Marcelo Queiroga". 

O inquérito aponta ainda que Marcelo Queiroga ficou detido de 08 de agosto a 10 de outubro por suspeita de desvio de dinheiro de contas do Banestes para financiar atividades de bingos no ES. 

De acordo com Ministério Público Estadual, Marcelo Queiroga, junto com os irmãos Raimundo Washington Queirogae José Olimpio Queiroga junto com os sócios Elyon Álvares Moreira e Ederson Marcelo Lemos teriam desviado cerca de R$ 140 mil de contas particulares e mais de R$ 300 mil de verbas públicas do Banestes para financiar atividades de bingo televisivo no estado. 

A CPI do Narcotráfico da Câmara também sugeriu ao MP o indiciamento de Marcelo Queiroga por prática de crime organizado e sonegação de impostos. 

Além de José Olímpio a CPMI ouve nos dias 22 e 24 de maio outros supostos integrantes da quadrilha: Gleyb Ferreira da Cruz, Geovani Pereira da Silva, Wladimir Henrique Garcez, Lenine Araújo de Souza, Idalberto Matias de Araújo, Jairo Martins e outros. 

Procurador-geral 

A comissão deve receber nesta semana as respostas do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, dos questionamentos feitos pelos parlamentares na quinta-feira. 

Em um primeiro momento, deputados e senadores queriam a convocação de Gurgel, mas limitaram-se a enviar duas perguntas a ele: em que data e circunstâncias chegaram à Procuradoria Geral os inquéritos das Operações Vegas e Monte Carlo e quais foram as providências adotadas por ele. 

A decisão de não convocar o procurador foi tomada após um acordo feito entre os parlamentares, que não votaram também requerimentos para convocar governadores. 

Gurgel passou a ser questionado a partir do momento em que o delegado Matheus Mella Rodrigues disse, em depoimento à CPI, que a Operação Monte Carlo foi desencadeada para acabar com caças-níqueis em Valparaíso de Goiás, motivada pela Operação Vegas – que teve a mesma finalidade –, realizada em 2009, cujo processo estava parado na PGR. Via: www.agenciacongresso.com.br


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Caso Alexandre: ex-comandante da PM revela
detalhes da montagem da farsa do crime do juiz

Nerter Samora

Uma das principais figuras por trás das investigações do assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, morto em março de 2003, o comandante-geral da Polícia Militar na época, coronel Júlio César Lugato (hoje na reserva), também reforça a suspeitas da montagem de uma farsa para atribuir a tese de crime de mando ao caso. Em carta distribuída aos oficiais da corporação, o coronel Lugato conta detalhes sobre os bastidores do crime e a “grande surpresa” diante da construção da tese de mando, na calada da noite, pelo então secretário de Segurança, Rodney Rocha Miranda.

No texto com cinco páginas, obtido com exclusividade pela reportagem de Século Diário, o ex-comandante da PM corrobora com o depoimento de outra peça-chave na trama, o autônomo Robson Silveira, primo de 2º grau do ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Robinho, como é mais conhecido, negou ter qualquer relação com um dos executores do crime, Odessi da Silva Martins, o Lumbrigão, como apontado no auto da prisão em flagrante do executor – principal peça que ligaria o suposto mando da morte ao ex-governador.

Lugato afirmou ter conhecimento da morte do juiz momentos após o crime (ocorrido por volta das 7h40 do dia 24 de março em frente à academia que Alexandre Martins freqüentava, em Vila Velha). Antes mesmo de ser convocado às pressas para uma reunião de emergência no Palácio Anchieta, o comandante da PM, à época, assegurou a utilização de toda a força policial à disposição para atuar nas investigações.

O ex-chefe da corporação relatou que durante o primeiro depoimento da personal trainer do juiz, Julia Eugênia Fontoura, a testemunha descreveu a pessoa que fez o disparo contra o magistrado e de imediato o então chefe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Danilo Bahiense, associou a descrição com uma possível semelhança com o sargento Heber Valêncio, ocasião no qual perguntou ao coronel (presente no depoimento) sobre o fornecimento de uma fotografia do militar.

Após a personal trainer apontar “verta semelhança” entre a fotografia de Valêncio e o suposto atirador, Lugato determinou ao então chefe do Departamento de Inteligência da PM, o tenente-coronel Marco Aurélio Capita (atual coronel da reserva), que procurasse o sargento para conduzi-lo à delegacia para participar de um reconhecimento.

Entretanto, no intervalo entre a localização e condução de Valêncio à delegacia, as equipes das policias Civil e Militar localizaram três pessoas ligadas ao crime (Giliarde Ferreira de Souza, um dos executores; André Luiz Tavares, que emprestou a motocicleta utilizada na ação; e Leandro Celestino de Souza, que repassou uma pistola 7.65, usada por Giliarde).

Na sede da DHPP, a personal trainer teria reconhecido Giliarde na hora, segundo relato de Lugato. O suspeito também teria confessado participação no crime. Fato que retiraria o sargento da cena do crime, tanto que o ex-oficial da PM relatou que Valêncio e a esposa que o acompanhava – além do sargento Ranilson, que estava com o militar durante toda aquela manhã do crime – ficaram “o tempo todo sentados em um sofá aguardando o desenrolar dos fatos”.

Até aquele momento, restava apenas a prisão do outro executor do crime, Lumbrigão, que já havia sido identificado nas investigações. Os depoimentos dos acusados presos davam conta de que a morte do juiz Alexandre se tratava de uma tentativa desastrada de roubo, terminando com um latrocínio (roubo seguido de morte) frustrado.

Em depoimento, os acusados repetiram a tese que endossa o pedido de federalização do caso feito pela Associação de Mães e Familiares Vítimas da Violência (Amafavv) ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Nos relatos, Giliarde e os comparsas falam da tentativa frustrada de assalto a uma caminhonete (parecida com o modelo utilizado pelo juiz), em um posto de gasolina, momentos antes de se depararem com o magistrado estacionando o veículo próximo à academia.

Com o transcorrer das horas, o coronel Lugato disse que após o crime ter sido “praticamente esclarecido” foi para a casa à noite, porém, antes de sair, falou com os dois sargentos a respeito do que estava ocorrendo e pediu que aguardassem apenas pela liberação do chefe da DHPP, dando a entender que a libação dos PMs era apenas uma questão de tempo. Enquanto Lugato retornava para a casa com a certeza de elucidação do crime em tempo recorde, a trama do caso deu uma reviravolta.

Na manhã do dia seguinte ao crime, Lugato contou que foi convocado para uma entrevista coletiva à imprensa do então secretário de Segurança, Rodney Miranda (atual deputado estadual pelo DEM). Ladeado também pela Chefe da Polícia Civil na época, Selma Couto, Rodney surpreendeu a todos – inclusive ao ex-comandante-geral da PM, de acordo com o relato – com a notícia da transformação do caso em três inquéritos e a afirmação de que o crime era de mando.

Durante a coletiva, Rodney apontou pela primeira vez a suposta ligação do coronel Walter Gomes Ferreira (hoje na reserva) e de uma “pessoa muito importante no Estado”, fazendo menção velada ao então governador, com base no depoimento de Julia Fontoura, que revelara a preocupação do juiz na intenção de Hartung em matá-lo. A justificativa para o suposto atentado estaria no fato de o magistrado deter fitas que comprovavam indícios de corrupção na gestão de Hartung à frente da prefeitura de Vitória (1993 a 1996).

A partir deste momento, o relato de Lugato caminha no sentido contrário a tese formulada por Rodney, naquele momento, próximo de deixar o governo após arbitrariedades cometidas na condução da pasta. O ex-comandante da PM cita passagens que não foram explicadas nas apurações, como a utilização de uma arma da corporação pelo juiz morto e a série de atos “insanos e questionáveis” por parte do então subsecretário da pasta, Fernando Franceschini (hoje deputado federal pelo estado do Paraná, filiado ao PSDB).

Sobre a arma que estava em poder de Alexandre, o comandante da PM afirma que o secretário havia solicitado dez pistolas calibre ponto 40 (idêntica à que estava em poder do juiz) e 500 munições, cerca de um mês antes do crime. Lugato afirmou que negou o pedido pela impossibilidade de tal cessão, fato que foi levado ao conhecido do então chefe da Casa Militar, coronel Luiz Sérgio Aurich (hoje na reserva) e do governador do Estado, após pedidos sucessivos de Rodney.

Uma semana antes do crime, após uma reunião, ex-secretário teria “dado um soco na mesa” exigindo o armamento. Lugato afirmou que solicitou um pedido formal da Secretaria de Segurança Pública (Sesp) para a liberação das armas. Expediente que chegou em suas mãos no mesmo dia, por meio de um capitão que atuava como emissário de Rodney. O portador chegou a perguntar se poderia levar as armas de imediato, pleito atendido após as cautelas de práxe.

No entanto, o ex-comandante-geral da PM declarou nunca mais ter conhecimento do destino das armas, apenas depois do crime, quando descobriu que uma das armas era a que estava em poder de Alexandre Martins no dia da sua morte. Tal pistola foi utilizada por Lumbrigão para dar o “tiro de misericórdia” – atingindo o braço do juiz, de acordo com o laudo cadavérico – e entregue ao ex-secretário durante a coletiva pelo então chefe do Departamento de Inteligência da PM, que preferiu não tecer qualquer comentário sobre a arma ao ser questionado pelos jornalistas presentes.

Além do episódio da arma, Lugato trouxe à tona os episódios envolvendo Franceschini, como o sequestro de um policial do Departamento de Inteligência da PM pela chamada “tropa de elite” do ex-governador (composta também pelo cabo Cláudio Hackbart Azambuja da Silva, que comandou a captura de Lumbrigão, quase um mês após o crime e onde surge o nome de Robinho, primo do ex-governador) e do tiroteio no bairro Vale Encantado, em Vila Velha, que acabou com a morte de Rudi do Carmo Vieira, crime atribuído à “Era de violência” durante a passagem do subsecretário.

Em entrevista concedida logo após a mudança na área de Segurança Pública, Rodney declarou que tinha dificuldades de entendimento com o ex-comandante. “Fizemos algumas tentativas, mas foi difícil”, disse em um dos trechos da reportagem publicada no dia 14 de outubro de 2003. Na ocasião, o subsecretário também admitiu o descontrole de Franceschini: “Ele chegou aqui se achando o super. Isso antes da tragédia com o juiz Alexandre. Depois daquela morte de forma estúpida, ele se descontrolou. A família ainda ficou pressionando temendo que ele fosse morto".

Coincidentemente, logo após a ocorrência destes eventos, Hartung exonerou Franceschini do cargo. O próprio governador também promoveu a saída dos coronéis Aurich, da Casa Militar, e o próprio Lugato, do comando da corporação. Após o governador fortalecer o secretário no cargo, a tese de mando também sofreu um revés com o desaparecimento do suposto envolvimento do governador.

Para isso, as investigações apontaram, em março de 2005 – isto é, quase dois anos após a morte –, para a suposta participação de membros do Judiciário, o que desencadeou no surgimento do nome do juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira entre os mandantes do crime.

Rodney seguiu atuando como a figura do “supersecretário” de Segurança até o dia 13 de dezembro daquele ano, quando o escândalo do grampo ilegal à Rede Gazeta – durante as investigações da morte do juiz – lhe custou o cargo. Apesar de não ter logrado êxito na redução da criminalidade no Espírito Santo e na cidade de Caruaru, em Pernambuco, onde cumpriu “exílio”, após a polêmica do grampo, o ex-governador voltou a nomear Rodney no cargo em maio de 2007, surpreendendo o mercado político local.
Rodney permaneceu na pasta até maio de 2010, ainda assim sem conseguir reverter os números da violência, quando saiu para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa com o apadrinhamento do então governador. Neste intervalo, Rodney foi um dos coautores do livro “Espírito Santo” onde dá vazão a tese de mando no crime do juiz, inclusive, sob contestação de militares citados de forma indireta (com nomes trocados) na obra classificado como de “ficção”, lançado em 2009. | Foto capa: Fábio Nunes / Divulgação Câmara Municipal de Guarapari (destaque) 

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Hércules Silveira avisa que não sobe no palanque com Neucimar
 O deputado Hércules Silveira (PMDB) aguarda um posicionamento o mais rápido possível do seu partido em Vila Velha para definir seu papel na disputa deste ano. Embora tenha um capital competitivo para a disputa, o PMDB municipal quer uma aliança com o prefeito Neucimar Fraga (PR). Hércules defende a candidatura própria com uma aliança com o PT, do vereador João Batista Babá (PT). 
No lançamento da candidatura do petista, o vereador também apontou a indisponibilidade de subir no palanque de reeleição do prefeito. A candidatura de Hércules é a única alternativa para uma aliança segundo os petistas. Isso porque além dele, os outros nomes na disputa Max Filho (PSDB) e Rodney Miranda (DEM) estão, nacionalmente, em campos opostos ao do PT 


Segundo Hércules, sua candidatura continua colocada e ele espera que a ata do PT Estadual, que apoia sua candidatura em Vila Velha, valha para garantir seu nome na disputa. Enquanto aguarda o posicionamento do PMDB, o deputado continua conversando com lideranças, mas sabe que o tempo é escasso e espera que a decisão seja tomada logo.

“Há quem diga que o cavalo está passando arreado. O PT tem um montante de votos que giram em torno dos 10%. Seu eu tenho essa preferência hoje, tenho muito mais chance, com certeza”, afirma Hércules Silveira.

Hércules acredita que a partir da definição do PMDB, vai conseguir alinhavar um bom leque de alianças para sua candidatura. “Tenho conversado com alguns partidos, sim. Conversei com o PDT, com Amarildo Lovati. Não se pode excluir ninguém do debate, os votos são iguais. Tenho conversado com o presidente do PPS, deputado Luciano Rezende. Nessa sexta-feira estive com Arnaldo Borgo, do PMN. 

Na hora que o pessoal perceber que Neucimar não vai para o segundo turno (eu posso ir para o segundo turno, Max Filho pode ir para o segundo turno, mas Neucimar não vai para o segundo turno), todo mundo vai pular fora do barco”, disse. | Renata Oliveira | Foto capa: Gustavo Louzada 


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Paralisia no debate de Vitória prejudica o PT e cidade, afirma Iriny


 Mesmo não tendo maioria no PT de Vitória, a deputada federal Iriny Lopes acredita no debate democrático dentro do partido. Em entrevista à Rádio CBN Vitória na manhã desta segunda-feira (21), a pré-candidata do partido quer uma definição rápida do PT sobre a eleição, para que possa dar uma resposta às conversas que vem alinhavando com possíveis aliados na disputa. 

Sobre a provocação de que o diretório de Vitória estaria esperando uma definição do ex-governador Paulo Hartung para se definir, a deputada afirmou que não acredita nessa manobra, e sim, que a demora está ligada ao fato de o partido estar em busca de um consenso interno antes do encontro. 

Ela criticou a paralisia das articulações na Capital, alegando que isso é prejudicial para o PT, para a prefeitura e para a população. Iriny não acredita que os demais municípios em que o PT disputa sejam prejudicados pela candidatura própria em Vitória. “Acho que nos outros municípios esse debate esteja mais avançado que em Vitória”, afirmou, lembrando que as candidaturas e as articulações para as proporcionais já estão colocadas. 

Sobre a posição do presidente do Nacional do partido, Rui Falcão, de que a definição será da municipal, Iriny afirmou que esse posicionamento é o esperado, porque respeita as deliberações nacionais. Ao contrário do grupo do prefeito João Coser, que levou à Nacional a proposta de recuo, Iriny afirmou que tem o apoio da maioria dos membros da Nacional e que não procurou o presidente Rui Falcão, porque além do apoio já explicitado pela Nacional, a parlamentar leva para sua candidatura a deliberação do partido pela defesa de candidatura em municípios em que o PT governa, cidades com mais de 200 mil eleitores e capitais. 

É com esse discurso que Iriny pretende convencer os delegados do partido na Capital. Definido o posicionamento do PT de Vitória, a deputada afirmou que não vai resistir, acatando a decisão do partido
  | Renata Oliveira | Foto capa: Gustavo Louzada  |

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Luiz Paulo rechaça geopolítica e não recua com pedido de Hartung
 Enquanto aguarda o posicionamento do PT de Vitória sobre a candidatura da deputada federal Iriny Lopes, o ex-governador Paulo Hartung atua do outro lado. Ele tenta reunir os antigos aliados em um palanque para a disputa. Mas também, na oposição, não tem encontrado espaço. Em reunião com o ex-prefeito de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), Hartung teve negado o pedido de recuo do tucano. 

Depois de apresentar o plano de governo e mobilizar a militância do partido rumo às convenções do próximo mês, o ex-prefeito parece mais que decidido a disputar a eleição. Tanto que nos próximos dias vai deixar o cargo que ocupa no governo do Rio de Janeiro para se dedicar à campanha eleitoral. 

Apesar de ser aliado de Hartung, o ex-prefeito não aceita o discurso da geopolítica, o que ficou explicitado já em 2010. Procurado pelo então governador Paulo Hartung para recuar da candidatura em favor do nome palaciano, Luiz Paulo criticou o que chamou de política bonapartista e confirmou sua candidatura ao governo. 

Mesmo não assumindo uma postura oposicionista ao governo, já que o PSDB fazia parte da base, não deixou de disputar a eleição. Para manter o projeto, diante do impasse com o aliado PPS, que também busca viabilizar a candidatura a prefeito, com o deputado estadual Luciano Rezende, o PSDB estuda a possibilidade de lançar uma chapa puro sangue, indicando o deputado federal César Colnago como vice de Luiz Paulo. 

A posição de Luiz Paulo dificulta ainda mais o projeto de Hartung de formar um palanque de consenso em Vitória. O PSDB era simpático ao projeto, mas a entrada do PT, que na disputa nacional rivaliza com o ninho tucano, inviabilizou a união.

Expectativa no Judiciário 
Nesta segunda-feira (21), a 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, julga a apelação cível interposta pelo Ministério Público Estadual (MPE) contra o ex-prefeito de Vitória, Luiz Paulo Velloso Lucas. O desembargador Maurílio Almeida de Abreu é o relator do processo, que trata de ação civil por atos de improbidade, julgada improcedente pelo juiz de primeira instância Cristóvão de Souza Pimenta, da Vara da Fazenda Pública Municipal de Vitória.

Se, o TJES considerar procedente o recurso, o ex-prefeito será enquadrado na lei Ficha Limpa, já que a condenação será de colegiado. O Ministério Público Estadual alega que a ação de improbidade trata de repasses de verba pública para a Santa Casa de Misericórdia de Vitória, Associação de Pais e Portadores de Fissuras Labiopalatais do Espírito Santo e Caixas Escolares, somando, segundo registros do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCEES), o montante de R$ 4.453.787,61. 

A defesa de Luiz Paulo alegou a ilegitimidade da responsabilidade pela transferência dos recursos, uma vez que existe a descentralização de competências na estrutura administrativa do município. O MPE, entretanto, defende que os repasses de verba foram realizados através da Lei municipal 5.804/02, e não existe lei específica para a transferência, portanto, fica ausente a autorização legal para justificar o valor e nem constou na lei orçamentária do município.

PPS se mantém 

Na próxima segunda-feira (29) o deputado estadual Luciano Rezende (PPS) vai fortalecer sua disposição para a disputa em Vitória com a vinda a Vitória do presidente nacional do partido, deputado federal Roberto Freite (SP), para um encontro com a militância. 

O evento, que será na Câmara de Vitória, é mais uma demonstração da dificuldade do ex-governador em reunir os antigos aliados em seu palanque. Hartung também já teria procurado Rezende para discutir o recuo. Mesmo não se negando a conversas com as lideranças, o deputado estadual vem apostando no retrospecto com o eleitorado para viabilizar sua candidatura. 

Aliado a esse movimento está a defesa do presidente do partido da candidatura própria em Vitória. Recentemente, Freire criticou a geopolítica, recorrendo a Nelson Rodrigues ao afirmar que “toda unanimidade é burra”. Renata Oliveira | Foto capa: Arquivo SD |


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Posicionamento de Casagrande em favor de Hartung prejudica aliados
 O posicionamento do governador Renato Casagrande (PSB) em favor da candidatura de seu antecessor, Paulo Hartung (PMDB) à prefeitura de Vitória causou burburinho nos meios políticos. O socialista, que havia garantido não interferir no processo deste ano para não criar incompatibilidades na base aliada que conta com 16 partidos, acaba desestabilizando com esse posicionamento as conversas não só em Vitória, mas em todo o Estado. 

A brecha aberta com o posicionamento em favor de Hartung pode gerar uma ação em cadeia entre os aliados, que vai influir em todo o processo. O PSB de Casagrande é o partido que mais se prejudica com essa ingerência do governador, afinal é um partido pequeno, que precisa crescer em 2012 até para garantir o palanque de reeleição do socialista. 

Um exemplo disso é Colatina, onde o candidato do partido dele, o deputado federal Paulo Foletto é favorito na eleição contra o atual prefeito Leonardo Deptulski (PT). Com a brecha aberta em Vitória, o PT pode cobrar com mais intensidade do que já vem cobrando do governador, uma adesão no município à geopolítica. 

Em Vitória, além de esse procedimento tirar do páreo o vereador Serjão Magalhães, do PSB, outros partidos da base como o PDT e PR, que já colocaram pré-candidaturas a prefeito, também ficam de fora do acordo entre Hartung e Casagrande. 

Mas não é apenas no sentido eleitoral que o governador se compromete ao entrar em campo para salvar a candidatura de Hartung. Envolto em denúncias de irregularidade na concessão de benesses a grandes empreendimentos durante seu governo, Hartung pode sofrer um desgaste em sua imagem se as apurações confirmarem as irregularidades. 

Casagrande já havia movimentado o mercado político nesse sentido ao tentar evitar no Ministério da Justiça a vida de uma força-tarefa para investigar as denúncias que envolvem o governo Paulo Hartung, a partir das fraudes em licitação apuradas no município de Presidente Kennedy. 

Além de passar por cima de um dos elos do arranjo institucional, o Judiciário – já que o pedido da vinda da força-tarefa partiu do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Pedro Valls Feu Rosa – o governador corre o risco de sair com a imagem desgastada se as manobras para evitar a investigação não vingarem.
 | Renata Oliveira | Foto capa: Gustavo Louzada 



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