segunda-feira, 19 de junho de 2017

Presidente de Portugal pede que esforços se voltem agora para combate ao fogo


O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, fez um apelo hoje (19) para que todos os esforços se concentrem agora em combater o incêndio que castiga o centro do país. Ele pediu que deixem para mais adiante a investigação das causas e possíveis responsabilidades.

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"Vamos enfrentar o que temos, o combate é difícil", disse o presidente no Centro de Controle instalado em Avelar, perto de Pedrógão Grande, onde no sábado (17) teve início o incêndio, que já deixou 62 mortos e 62 feridos e que continua ativo.

A situação agora é crucial, com "desafios imediatos" aos quais é preciso dar respostas, afirmou o presidente. "Depois, teremos todo o tempo do mundo" para falar de causas, de reflexões, de análise, discutir as condições meteorológicas, da natureza e de tudo o que faz falta".

Rebelo de Sousa visitou vários comandos, organizados por setores, que desde hoje operam em Avelar com uma estrutura mais sólida que a do primeiro posto de emergência estabelecido em Pedrógão Grande.


Ainda que não tenha sido encerrada a primeira fase da tragédia, a do combate, o presidente explicou que já foi aberta uma segunda, "a de acolhimento, de reinserção comunitária" dos afetados que ficaram sem lar ou que perderam seus familiares na tragédia.

Sobe para 79 número de mortos ou desaparecidos em incêndio de Londres


A Polícia Metropolitana de Londres confirmou nesta segunda-feira (19) que 79 pessoas "morreram ou estão desaparecidas, presumivelmente mortas" em consequência do incêndio da semana passada em um bloco de apartamentos em Londres. A informação é da Agência EFE.

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O comandante Stuart Cundy disse que esse número ainda pode variar, mas não tão significativamente como nos últimos dias. Dessas 79 pessoas, cinco foram formalmente identificadas até agora.

Cundy contou que é difícil descrever a devastação causada pelo fogo em algumas partes do edifício, de 24 andares e 120 apartamentos", situado no bairro de North Kensington, a oeste da capital, enquanto continua a operação de busca das equipes especiais a fim de recuperar mais corpos.

"Tristemente, muitas famílias perderam mais de um integrante e esses são momentos angustiantes para todos eles", afirmou o policial.

A prioridade agora é identificar todos os mortos, ao mesmo tempo em que prossegue a operação de busca, em colaboração com a Brigada de Bombeiros de Londres, o Serviço de Ambulâncias e a Polícia Especializada nesse tipo de fato, para recuperar "o mais rápido possível os corpos daqueles que morreram".

Cundy reconheceu que a espantosa realidade do ocorrido no imóvel acidentado e a devastação provocada pelo fogo em algumas partes do edifício podem fazer com que não seja possível identificar todas as pessoas que morreram na Torre Grenfell.
Segundo ele, o importante será encontrar respostas durante a investigação, que abrangerá ampla série de assuntos.

Cinco pessoas consideradas desaparecidas após a tragédia foram encontradas "sãs e salvas", disse Cundy, que pediu aos cidadãos que conseguiram escapar que entrem em contato com a polícia.


Segundo os últimos dados oficiais divulgados pelo Serviço Nacional de Saúde (NHS England), 17 feridos em consequência do incêndio continuam recebendo atendimento médico em quatro hospitais da cidade, dos quais nove estão "em estado crítico".

Quase 2 mil bombeiros combatem incêndio no centro de Portugal


Quase 2 mil bombeiros continuam combatendo o fogo, nesta segunda-feira (19), no centro Portugal, em um incêndio que já causou 62 mortes, segundo os últimos números da Defesa Civil do país.

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Foi impossível controlar durante a noite o fogo, que afeta os distritos de Leiria - onde começou o incêndio no sábado (17) e onde se concentram mais meios de combate -, Coimbra e Castelo Branco, todos no centro do país.

Os últimos dados oficiais atualizaram para 62 o número de mortos e 62 o de feridos, dois dos quais permanecem em estado grave.

Espera-se que ao longo da manhã cheguem mais dois aviões procedentes da Espanha, além de ajuda da França, para controlar a situação.


A causa mais provável do incêndio foi a queda de um raio em uma árvore, segundo disseram fontes da Polícia Judicial à Agência EFE.

domingo, 18 de junho de 2017

TSE lança campanha nas redes sociais para acabar com mitos eleitorais

Júlia Buonafina*
Com o objetivo de esclarecer questões sobre o processo de votação, opções de voto e o resultado de uma eleição, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lança neste domingo (18) em suas redes sociais a campanha Mitos Eleitorais. O primeiro tema a ser abordado na fanpage, no Facebook e no perfil do tribunal no Twitter será "Votar nulo anula uma eleição?".

A ideia da campanha, que será veiculada este mês e em julho, é desmistificar alguns temas e esclarecer o eleitor brasileiro. Para isso, foram criados nove vídeos de curta duração, animados, com infográficos para as redes sociais.

Os demais temas da campanha são "Voto em branco vai para quem está ganhando?", "Voto em branco é igual a voto nulo?", "É eleito sempre o candidato que possui mais votos?", "Quem não votou na última eleição não pode votar na próxima?", "Depois da eleição é possível saber em quem o eleitor votou?", "Quem é convocado para ser mesário, será convocado sempre?", "Ninguém pode ser preso no dia da eleição?" e "O eleitor pode votar usando a camiseta do seu partido?".

No Twitter do tribunal, o eleitor também pode participar de um jogo para testar seus conhecimentos. 


* Júlia Buonafina é estagiária

Ministro português convoca reunião para tratar de incêndio


O ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural de Portugal, Capoulas Santos, convocou uma reunião interna para avaliar as medidas de apoio à região atingida pelo incêndio em Pedrógão Grande, distrito de Leiria. O incêndio florestal de grandes proporções teve início na tarde desse sábado (17) e já há mais de 60 mortes.

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“Capoulas Santos esteve hoje no terreno, acompanhado pelo secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, e convocou uma reunião interna para analisar a situação e abordar possíveis medidas de apoio, bem como a respectiva implementação, tendo em conta a evolução dos acontecimentos”, segunda nota do ministério, sem especificar, no entanto, a data do encontro.

De acordo com o comunicado, o ministro manifestou pesar pela tragédia. “O ministro lamenta profundamente as mortes dos cidadãos na sequência do incêndio e manifesta total solidariedade para com as famílias enlutadas, municípios afetados por esta catástrofe e os bombeiros que combatem as chamas”.

No início da tarde de hoje (final da tarde em Portugal), o combate às chamas mobilizava mais de 830 agentes, 260 veículos e dez meios aéreos. O governo português chegou a divulgar que 62 pessoas haviam morrido, mas o número foi atualizado pelo secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes. Até o momento, são 61 mortos.

Alemanha oferece ajuda
O presidente alemão Frank-Walter Steinmeier afirmou hoje em uma mensagem enviada ao chefe de Estado português que a Alemanha partilha o luto de Portugal pelas vítimas do incêndio no distrito de Leiria e já colocou o seu apoio à disposição.


“Nós alemães partilhamos o luto perante esta terrível catástrofe, partilhamos a dor dos familiares e amigos das vítimas, bem como de todas as portuguesas e portugueses”, completou Steinmeier.

Incêndio florestal deixa ao menos 62 mortos em Portugal


Um incêndio florestal de grandes proporções, iniciado na tarde desse sábado (17), já deixou 62 mortos no distrito de Leiria, na região central de Portugal, informou hoje (18) o Secretário de Administração Interna de Portugal, Jorge Gomes. Ao menos 54 pessoas estão feridas. O governo português decretou três dias de luto nacional.

O primeiro-ministro, António Costa, visitou a região atingida e disse que "seguramente é a maior tragédia nacional" dos últimos anos no país. 

O maior número de vítimas foi registrado na vila de Pedrogão Grande, mas o fogo se alastrou também pelas de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera. Segundo Jorge Gomes, o incêndio tem quatro frentes ativas, duas das quais de "extrema violência". Balanços tem sido divulgados de hora em hora e o número de vítimas pode aumentar. 

Ao todo, 687 bombeiros e 224 viaturas foram acionados para tentar controlar as chamas, mas segundo o governo português há outros incêndios florestais no país que impedem o emprego integral das forças.

O governo espanhol foi acionado e enviou equipes para auxiliar no combate ao fogo. Por meio do Mecanismo de Proteção Civil, a União Europeia enviou três aviões para ajudar nos trabalhos de controle do incêndio.

A Polícia Judiciária de Portugal ainda investiga as causas das chamas, mas informou não considerar o incêndio como tendo origem criminosa, sendo o mais provável que tenha se iniciado com um raio caindo sobre alguma árvore seca e posteriormente espalhado pelos fortes ventos que atingem a região.

Os incêndios florestais em Portugal são comuns durante o verão europeu. No sábado, uma onda de calor elevou as temperaturas a patamares acima dos 40 graus Celsius.

A primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, e o primeiro-ministro da Espanha, Manoel Rajoy, ligaram para o primeiro-ministro português, António Costa, para prestar solidariedade e oferecer ajuda.


* Com informações da Agência Lusa. Título alterado às 11h46 para correção de informação. A região atingida pelo incêndio fica no centro de Portugal, e não no nordeste do país. 

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