sexta-feira, 18 de março de 2016

Cunha marca para esta quinta-feira eleição da comissão especial do impeachment

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), marcou para amanhã (17) a eleição da comissão especial que analisará o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. A decisão foi tomada após o Supremo Tribunal Federal (STF) concluir o julgamento dos embargos e depois da reunião que Cunha teve com os líderes partidários para deliberar sobre o rito de tramitação do processo.

Cunha convocou sessão extraordinária da Câmara para amanhã, às 10h, e deu prazo aos líderes partidários até 12h  para indicar os nomes dos parlamentares para a comissão especial. A eleição será iniciada logo após atingir o quorum de 257 deputados no plenário. Segundo Eduardo Cunha, a eleição do presidente e do relator da comissão será realizada amanhã mesmo. "Será eleita a comissão especial, instalada e eleitos o presidente e relator”, disse ele.

Petistas reagem à divulgação da conversa de Dilma com Lula

Com a edição extra do Diário Oficial da União na mão, com a publicação da nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro chefe da Casa Civil, o líder do PT, deputado Afonso Florense (BA), disse que o telefonema na tarde de hoje (16) da presidenta Dilma Rousseff ao ex-presidente foi “um ato estritamente administrativo”, onde a presidenta conversava com Lula sobre as providências para a publicação do ato de nomeação. A conversa foi gravada pela Polícia Federal e divulgada pela imprensa.

O líder criticou a atitude da oposição que, no Salão Verde e no plenário da Câmara, protestou contra a nomeação do ex-presidente, pediu a prisão dele e a renúncia da presidenta Dilma Rousseff e provocou a obstrução da votação de uma medida provisória que estava em discussão no plenário. Ele pediu serenidade de todos e cautela nessa situação.

Wagner diz que divulgação de conversa entre Dilma e Lula é arbitrariedade

O novo ministro-chefe do gabinete pessoal da Presidência, Jaques Wagner, criticou a divulgação de conversa telefônica entre a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, grampeada pela Operação Lava Jato. Segundo ele, o "vazamento de conversa com a presidenta da República extrapolou os limites".

Conforme a Casa Civil, Jaques Wagner afirmou que os diálogos estão sendo interpretados fora de contexto para criar "fato político negativo". Ainda segundo a pasta, o novo ministro repete a explicação dada há pouco por Dilma sobre a conversa entre ela e Lula, de que enviou o termo de posse caso ele não conseguisse comparecer à cerimônia.

Sérgio Moro determina envio de processo de Lula ao STF

O juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, determinou hoje (16) que a investigação que envolve o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito da Operação Lava Jato seja remetida ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A decisão do juiz foi tomada após a nomeação de Lula como ministro da Casa Civil. Por assumir o cargo, Lula terá foro por prerrogativa de função e terá que responder às acusações no STF e não mais na primeira instância da Justiça Federal.

Planalto explica conversa com Lula e diz que divulgação viola a lei

O Palácio do Planalto divulgou hoje (16) nota em que explica o teor da conversa telefônica entre a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente e agora ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, gravada pela Operação Lava Jato e divulgada após o juiz federal Sérgio Moro retirar o sigilo do processo. A nota afirma que a conversa teve "teor republicano", repudia "com veemência" a divulgação e diz que a Presidência vai adotar medidas para reparar o que classificou como "flagrante violação" da lei e da Constituição Federal.

De acordo com a Presidência, o termo de posse de Lula como novo ministro-chefe da Casa Civil foi encaminhado para que ele assinasse caso não pudesse comparecer à cerimônia, marcada para esta quinta-feira (17).

quinta-feira, 17 de março de 2016

Moro divulga grampo telefônico de Lula e Dilma e retira sigilo da Lava Jato

Somente uma interrogativa: Em algum tempo houve sigilo na operação Lava Jato? Dito isso vamos à reportagem.

O juiz Sérgio Moro, que coordena os processos da Operação Lava Jato, divulgou hoje (16) conversas gravadas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O juiz decidiu ainda retirar o sigilo do processo referente à Lula e disse que remeterá todo o material referente ao presidente Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF) assim que ele tomar posse como ministro da Casa Civil.

Uma delas, em que Lula conversa com a presidenta Dilma Rousseff, aconteceu na tarde desta quarta-feira (16), às 13h32, após o anúncio de que Lula assumiria o cargo de ministro. O diálogo consta no relatório de inteligência da Polícia Federal. A PF identificou Lula por suas iniciais (LILS).

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