Em 1996,
cinquenta e sete cidades do país deixavam de lado a cédula de papel e passavam
a usar a urna eletrônica para registrar os votos dos brasileiros. Vinte anos
depois, todas as regiões do país contam com o voto informatizado. Nesta semana,
hackers tentam encontrar vulnerabilidades antes que possíveis falhas ou fraudes
manchem o histórico da urna criada por cinco “ninjas”, apelido dado pela origem
oriental de três integrantes que criaram o sistema de segurança do equipamento.
Será
que o teclado da urna digita mesmo os números que o eleitor aperta?
A urna
é preparada para emitir áudio do voto? E se ele vaza?
E
se um aplicativo mal intencionado modificasse a destinação da escolha popular?
Perguntas como
as listadas acima motivam cinco planos de investigação selecionados para o
Teste Público de Segurança (TPS), organizado pelo Tribunal Superior Eleitoral
(TSE). Em sua terceira edição, o evento reúne dez especialistas até esta
quinta-feira (10), ávidos por testar suas teses e, quem sabe, achar falhas no
sistema antes de oportunistas.



