Pela internet, adeptos da tática já fizeram doação de sangue e organizaram ajuda para vítimas de enchentes
Em vez do tradicional Papai Noel, jovens mascarados e vestidos de preto entregando presentes para crianças e distribuindo alimentos para famílias carentes. Foi assim que alguns adeptos da estratégia black bloc passaram a véspera do Natal em São Paulo, na Praça da Sé, região central da cidade. Taxados de violentos, os adeptos da polêmica estratégia de manifestação, que consiste em destruir símbolos do capitalismo e do Estado durante os protestos, têm organizado e apoiado ações solidárias para ajudar as classes menos favorecidas. Consequentemente, parecem tentar romper com as críticas de que são apenas “vândalos”, segundo a professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Esther Solano Gallego.
“Acho muito relevante o assunto das ações sociais. É interessante ver como tentam se posicionar perante a sociedade de outra forma, tirar o estigma de ‘vândalos-depredadores’”, explica a pesquisadora, que foi em inúmeros protestos e entrevistou vários dos adeptos dessa estratégia.
Black blocs entregam presentes na praça da Sé em São Paulo