Postagem indicada pela leitora Elizabeth Bispo
Nossa. Que
jeito à queima roupa de começar esta conversa. Mas não tem outro. Os tempos
hoje são tuiterísticos, acelerados e diretos, como registra, aliás, a famosa
piada do coelhinho, em pleno desfrute de seu harém “tá bom, não foi?” (note-se:
essa frenética interpelação às orelhudas e macias parceirinhas, sempre ecoa
quase uma centena de vezes, antes de a piada acabar de ser contada.)
Ou aquele
chiste, no qual uma impaciente namorada termina por DM (direct message, no
twitter) seu último e deletável relacionamento. “Ai, gato, foi legal enquanto
durou. #partiumudanças.”
Assim, a seco.
Como rapadura sem caldo de cana, telegrama sem abraço ou pão dormido sem
manteiga. Vai um sexo aí, rima com anúncio de sandubas naturebas, vendidos por
ambulantes roucos e sudorentos, nas sempre lotadas praias cariocas.