terça-feira, 26 de novembro de 2013
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
STF envia cópia de processo do mensalão para o Banco do Brasil
O STF (Supremo Tribunal Federal)
atendeu a um pedido do Banco do Brasil e enviou cópia do processo para a
instituição. Após análise do material o departamento jurídico poderá formular
uma ação para tentar reaver recursos desviados pelo esquema.
De acordo com os autos do mensalão,
R$ 73,8 milhões da cota do banco no Fundo Visanet foram repassadas para o
operador do esquema Marcos Valério. Parte dos recursos, de acordo com o STF,
foram usados para a compra de apoio parlamentar no primeiro governo de Luiz
Inácio Lula da Silva.
A cópia do processo foi enviada ao
Banco do Brasil em três DVDs.
Cena memorável do filme - Vendo ou Alugo –
Um pastor evangélico portando uma Bíblia e uma mala cheia de
dinheiro, mala essa que àquela altura ainda tinha o seu conteúdo desconhecido, adentra
num cafofo que está a venda num dos morros pacificados do Rio de Janeiro. Analisando
cômodo por cômodo do imóvel eis que o santo homem chega à sala. Sentadas à
mesa, quatro inocentes velhinhas jogam carteado enquanto saboreiam taças de vinho, fumam suas inocentes cigarrilhas e entre uma talagada e outra sonoras
gargalhadas recordam os tempos em que ainda eram moçoilas, dos amores e
desamores vividos, quando de repente são severamente repreendidas pelo puritano
e volumoso senhor.
- “Isso é coisa do
canhoto, e vocês estão repreendidas em nome do Senhor”. As quatro octogenárias
senhoras não entenderam nada, mas a conduta do gorduroso fez com que elas o
fitassem de imediato, foi quando duas daquelas senhoras, apesar da avançada
idade e do vinho já bebericado naquela adorável tarde não titubeassem em aponta-lo
como sendo o autor de um assalto que elas sofreram há alguns dias. De imediato
o pastor, e agora também acusado de assalto vendo não haver outra alternativa,
disparou:
- “Vocês estão certas
irmãs, mas fui preso e já paguei os meus pecados, e tenho que agradecê-las,
pois foi atrás das grades pagando por meus erros que eu conheci Jesus, e agora
estou aqui para dar-lhes o testemunho”, foi quando instintivamente uma das
quatro senhoras disparou: “O que é isso moço, você está me dizendo que até Ele foi
preso?”.
Veja iguala Joaquim Barbosa à própria lei
Criticado por juristas como Celso
Bandeira de Mello e Dalmo Dallari por ter conduzido de forma ilegal e
arbitrária as primeiras prisões da Ação Penal 470, o presidente do Supremo
Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, é resgatado mais uma vez por Veja, que o
transforma em sinônimo da própria lei; é mais um capítulo de uma marcha
perigosa que tenta transformar um herói atual da publicação – que, no passado,
teve registrado seu passado de agressor nas páginas da própria revista – em
plenipotenciário da Justiça no Brasil, nem que, para isso, seja necessário
suprimir direitos e garantias constitucionais.
247 - Há poucos dias,
intelectuais, representantes da sociedade civil e juristas de peso, como Celso
Bandeira de Mello e Dalmo Dallari, assinaram um manifesto contra Joaquim
Barbosa, questionando seu preparo e sua boa fé (leia aqui).
O motivo: na visão dessas pessoas, o presidente do Supremo Tribunal Federal
cometeu ilegalidades ao executar as primeiras penas dos condenados na Ação
Penal 470.
Juiz escolhido por Barbosa é filho de dirigente tucano
O plenipotenciário presidente do
Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, já decidiu: vai tirar das mãos do
juiz da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, Ademar Vasconcelos, a
condução das prisões da Ação Penal 470, para entregar o caso ao substituto
Bruno Ribeiro. O problema: Bruno é filho de Raimundo Ribeiro (foto),
ex-deputado distrital pelo PSDB, dirigente tucano no Distrito Federal e
apresentador de um programa, o Tribuna Livre, onde, regularmente, ataca os réus
da Ação Penal 470; presidente do STF parece decidido a matar ou morrer.
Brasília 247 - Aos poucos, Joaquim Barbosa se converte em dono
do Poder Judiciário no Brasil. Neste fim de semana, a revista Veja o retrata
como sinônimo da própria lei (leia aqui). E ele, animado com esta condição de plenipotenciário
da Justiça, avança cada vez mais o sinal. Reportagem de ontem do jornal Estado
de S. Paulo informa que Barbosa decidiu substituir o juiz titular da Vara de
Execuções do Distrito Federal, Ademar de Vasconcelos, por considerá-lo
benevolente com os presos (leia aqui).
É exatamente aí que começa o
problema. Barbosa quer trocar Vasconcelos pelo juiz substituto Bruno Ribeiro,
que, na sua visão, seria mais rígido. Há, no entanto, uma ligação política que
torna essa troca ainda mais polêmica. Bruno Ribeiro é filho de Raimundo
Ribeiro, dirigente do PSDB no Distrito Federal, ex-deputado distrital e
apresentador do programa Tribuna Livre, onde um de seus esportes prediletos era
justamente atacar os réus da Ação Penal 470. Caso se torne efetivamente o juiz
responsável pelos casos de José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, Bruno
Ribeiro será questionado sobre o caráter de suas decisões: se técnicas, ou
políticas.
Curiosamente, foi para ele que, no
dia 15 de novembro, Joaquim Barbosa mandou as ordens de prisão. Bruno Ribeiro
estava de férias e isso fez com que réus condenados ao regime semiaberto
ficassem mais tempo presos em regime fechado.
Essa ilegalidade, em tese, poderia
ensejar um pedido de impeachment do próprio presidente do Supremo Tribunal
Federal, segundo afirma o jurista Claudio Lembo, de perfil
conservador. "Nunca houve impeachment de um presidente do STF. Mas
pode haver, está na Constituição. Bases legais, há. Foi constrangedor, um
linchamento. O poder judiciário não pode ser instrumento de vendetta", diz
ele (leia mais aqui).
Um manifesto assinado pelos
juristas Celso Bandeira de Mello e Dalmo de Abreu Dallari também condena as
arbitrariedades do presidente Joaquim Barbosa e pede que os demais ministros
reajam para que o STF não se torne refém de seu presidente (leia aqui).
Via 247
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