Agência Brasil
- A presidenta do Tribunal de Justiça do Rio, desembargadora Leila Mariano,
cassou ontem (16) a liminar que suspendia os efeitos das sessões da Câmara
Municipal do Rio que aprovaram no dia 1º de outubro, a lei que criou o Plano de
Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR) do magistério municipal. Com a decisão,
o plano aprovado pelos vereadores em três sessões, no mesmo dia, e homologado
pelo prefeito Eduardo Paes na mesma noite, volta a valer. A suspensão de
execução da sentença foi requerida pelo município do Rio de Janeiro.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Marina Silva, a deformação política e ideológica de uma caricatura
“Com o tempo,
Marina Silva mergulhará cada vez mais fundo no direitismo e seus valores, nos
quais o ódio e a vingança são as máximas expressões. É uma triste caricatura,
não apenas do que foi no passado, mas daquilo que podia ter sido”
Por ALESSANDRO MELCHIOR no congresso em foco
Uma boa
maneira de entender uma pessoa não é por suas atitudes passadas, elas demarcam
um perfil condicionado também pelo contexto. Melhor é tentar equacionar essas
referências anteriores com as atitudes hodiernas, os novos círculos, os novos
caminhos.
Nesse sentido,
a Marina Silva que afirmou lutar contra o chavismo no PT não é a Marina Silva
garota pobre do interior do Acre, amiga de Chico Mendes. Definitivamente, não.
Trata-se de uma pessoa forjada por outras trajetórias. É como quando nos
lembramos de anos anteriores como outra vida.
Essa é a
Marina Silva que vem trilhando o caminho do rancor, do mundo onde não existem
sociedades, apenas indivíduos. Indivíduos com seus sentimentos e instintos mais
primitivos. Ao contrário da evolução, é uma adaptação. Como criacionista, ela
não percebe a triste ironia.
Marina Silva
saiu do PT em 2009. Um ano antes havia pedido demissão do Ministério do Meio
Ambiente. Caiu não por grandes embates ideológicos. Nunca teve estatura
política para isso. Nem pelos tímidos (pra ser generoso) resultados de sua
gestão (como a elevação do desmatamento, por exemplo). A decisão foi tomada
após uma crise sobre a piracema de bagres nas águas do Rio Madeira.
O elemento
central de sua saída deveria ter servido de sinal de seus novos caminhos e
aliados. Muitos, no entanto, preferiram acreditar que ela poderia seguir outra
trajetória. Continuou pouco mais de um ano no Partido dos Trabalhadores. Tinha
possibilidade de disputar as prévias internas. Ganhando ou perdendo, teria
fortalecido sua trajetória ligada aos movimentos e princípios de esquerda. O
individualismo não está entre eles. Por isso mesmo se sentiu mais confortável
entrando em uma barriga de aluguel, o Partido Verde (PV), que lhe garantiu uma
legenda para o pleito do ano seguinte.
Jogou por
terra toda e qualquer coerência, seja com sua história, ou com seu discurso na
época. O PV é tão ambientalista quanto o PSDB é social-democrata. Perdoem a
ironia.
Marina cumpriu
em 2010 o papel desempenhado por Heloisa Helena em 2006. A também ex-senadora
foi na ocasião inflada pela direita midiática, mais competente que seus
partidos, como alavanca ao segundo turno. Cumprido seu papel no jogo, foi
devolvida pela imprensa ao interior de Alagoas. E lá permanece, em um
irrelevante e isolado mandato na Câmara Municipal de Maceió.
Ao final das
eleições de 2010, com seu saldo de 20 milhões de votos, formados por um misto
de moralismo de classe média antiesquerda, por conservadores de diversos
matizes e sonháticos que não precisam de outra definição além do termo, Marina
tomou uma decisão fundamental na sua nova trajetória. Declarou neutralidade
entre um projeto que sempre combateu e aquele de que fez parte até há pouco
tempo.
Fique
registrado que Marina nunca apresentou posições divergentes à linha geral do
governo Lula durante os anos em que permaneceu na Esplanada. O governo Lula foi
marcado por uma elevada democracia interna, ministros falavam, davam
entrevistas, a Esplanada tinha uma vida política e ideológica ativa. Tinha.
Marina nunca surpreendeu com qualquer idéia relevante, mesmo naquela época.
Saiu,
portanto, trilhando o caminho do rancor. Jogava na vala comum da sua
neutralidade seus anos de dedicação àquele projeto e sua história de combate ao
neoliberalismo representado pelo PSDB e pela pior direita que a ele tem se
agregado.
Nada mais
próximo a um direitista do que um ex-comunista, nos diz a história. E nada
pior. O Brasil é claro, está cheio deles. Fernando Gabeira, Ferreira Goulart,
Roberto Freire, José Serra, Cândido Vaccarezza… Marina, ao contrário dos que
citei, já vinha com um pacote bem mais completo. Nunca se reconheceu como não
branca. Em seu discurso esse elemento nunca se fez presente. Não é algo irrelevante.
A conversão
para a ideologia neoliberal que viria depois já encontrava também um terreno
fértil no conservadorismo moral que era exibido com mais ênfase após sua saída
do PT com suas – poucas – amarras regimentais e programáticas. O criacionismo
em toda sua mediocridade teórica ganhou força. Nesse diapasão, o endurecimento
de suas posições sobre aborto, direitos civis de homossexuais.
Anos depois
Marina veio a público defender o deputado racista e homofóbico Marco
Feliciano, questionando a relação entre as críticas a ele dirigidas
e a confissão religiosa do pastor-parlamentar. Nada tão cotidiano na vida dos
sem idéias do que o foco central nas pessoas e suas relações.
Nessa
conversão, Marina foi realmente adotada no seio da Casa Grande. Dos jatinhos
particulares e sua aproximação com a Natura na campanha de 2010, Marina passou
a frequentar os salões de Neca Setúbal, herdeira do Itaú. A mesma que abriga um
partido clandestino à direita do PSDB, dirigido por um de seus quadros.
Na hipocrisia
de Marina e seus sonháticos, a crítica às fontes de financiamento dos partidos
tradicionais encontra ressalva na relação com os bancos, grandes aliados e
sustentáculos do desenvolvimento sustentável (sic). Peço aos amigos
leitores que encontrem um intelectual com densidade que possa provar que as
indústrias de tabaco ou de armas provocaram menos males à humanidade do que o
sistema bancário. Mas no grupo de Marina não há intelectuais, mesmo usando a
profundidade de um pires como critério de corte.
Agora, Marina
nos surpreende após sua tentativa inócua de criar um partido. Algo feito sem
muitas dificuldades por um ex-vereador desconhecido do Entorno do Distrito
Federal e pelo bastião da ética paulista, o deputado Paulo Pereira da Silva.
Surpreende não apenas por sua pressão antidemocrática e antirrepublicana ao
Tribunal Superior Eleitoral para validar um partido sem apoio popular e sem
requisitos legais. Marina defendeu que o TSE cometesse um crime eleitoral. Ao
seu individualismo, alia-se um autoritarismo que faz mal à República.
Mas Marina
surpreende pela decisão e pela motivação recente de se filiar ao PSB de Eduardo
Campos. À necessidade de ser a estrela do espetáculo, Marina sobrepôs seu
rancor e desejo de vingança. Declarou a aliados que sua briga é “contra o PT e
o chavismo que se instalou no Brasil”. Dispensável registrar aqui a tolice
representada por tal raciocínio, que não encontra qualquer respaldo na
realidade. Infelizmente.
Marina Silva
pode ser vice na chapa de Eduardo Campos. Poderá ainda ser candidata a
presidente pelo PSB. De suas bandeiras, pouco restará além da mesquinharia
expressa nesse pensamento. Grandes idéias? Nunca as apresentou, dificilmente o
faria agora. Não se enganem, o horizonte mostra apenas continuidade. Com o
tempo, Marina Silva mergulhará cada vez mais fundo no direitismo e seus
valores, nos quais o ódio e a vingança são as máximas expressões. É uma triste
caricatura, não apenas do que foi no passado, mas daquilo que podia ter sido.
As peças do jogo no discurso velho-novo de Marina Silva
Por Luis Nassif no GGN
Na grande disputa pela política econômica, existem três personagens distintos:
· partidos políticos
· grupos econômicos
· escolas de pensamento.
O estudo da política exige que os três grupos sejam analisados de forma independente. Em cada momento histórico, há uma confluência de interesses possibilitando alianças mais ou menos duradouras. Mas todos os grupos preservando suas próprias características.
Programa de inclusão social diminui em até 90% internações em hospitais
Agência Brasil
- Pesquisa recente da universidade norte-americana de Georgetown mostrou que um
programa brasileiro voltado para famílias carentes com filhos com doenças
crônicas contribuiu para a redução em mais de 90% do tempo de internação dessas
crianças em hospitais públicos no Rio.
Durante três
anos, os pesquisadores acompanharam 299 famílias carentes do estado com
crianças nessa situação, sendo que 127 haviam tido acesso ao programa
desenvolvido pela organização não governamental (ONG) Associação Saúde Criança.
Foi constatado que o tempo de internação caiu de 62 para nove dias para aquelas
que fizeram parte do programa. Além disso, as crianças ficaram 11% menos
propensas a cirurgias ou a tratamentos clínicos do que as que não tiveram
acesso ao programa. Entre os casos crônicos registrados havia doenças
infecciosas, câncer, cardiopatia e anemia falciforme.
Advogados de oito réus entram com novos recursos no processo do mensalão
Oito réus
condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão, entraram com novos
recursos no Supremo Tribunal Federal (STF) contra as condenações. O prazo para
que 13 réus apresentem os segundos embargos de declaração, recursos para
corrigir omissões ou contradições no acórdão (texto final do julgamento)
terminou à meia-noite. A segunda fase de análise dos recursos não tem data para
começar. A primeira fase começou no dia 14 de agosto e terminou em 18 de
setembro.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Eike Batista vende controle de porto da MMX
Jornal
GGN - O empresário Eike Batista oficializou um acordo em que passa 65% do
capital social da MMX Porto Sudeste para a Impala, divisão da Trading
Trafigura, e Mubadala, por um total de US$ 996 milhões. Segundo fato relevante
divulgado ao mercado financeiro, a transação contempla um investimento total no
porto de US$ 400 milhões, por parte da Impala e Mubadala. As dívidas da MMX
Sudeste Mineração, no valor de R$ 1,3 bilhão, serão transferidas para a MMX
Porto Sudeste.
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