quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Educação a distância cresce mais que a presencial

A educação a distância (EAD) cresceu mais que a educação presencial de 2011 a 2012. Em um ano, houve um aumento de 12,2% nas matrículas da EAD, enquanto a educação presencial teve um aumento de 3,1%. Apesar do crescimento, o ensino a distância ainda representa 15,8% das matrículas. Os dados são do Censo da Educação Superior de 2012, divulgados hoje (17) pelo Ministério da Educação (MEC).

O índice do ensino fora de sala de aula ainda é baixo, segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. "Quando olha para a OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico], quase a metade das vagas é a distância. Temos espaço para crescer". Ele ressalta que é preciso garantir a qualidade do ensino. A intenção é ampliar a oferta nas instituições federais. De acordo com o censo, a maior parte das matrículas em EAD está na rede privada (83,7%) e é oferecida por universidades (72,1%). 

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

'Rã-voadora' aparece em lançamento de foguete da Nasa

O batráquio apareceu em várias fotos feitas pela agência espacial dos Estados Unidos, na semana passada

NASA/Wallops Flight Facility/Chris Perry
Rã é impulsionada para os ares por conta da pressão do lançamento do foguete

Um grande passo para o homem e um enorme salto para uma rã: foi exatamente isso que aconteceu no lançamento da missão LADEE (Explorador da Atmosfera e Poeira Lunar, em tradução livre) da Nasa, que explorará a atmosfera lunar. A rã-voadora (à esquerda, na foto) foi registrada no momento em que o foguete não-tripulado se desprendia da sua base, na Virginia, Estados Unidos.

Dilma despreza 'pibinho': 'crescer sem emprego não adianta'

PIB deixa de ser o norte da política de governo; agora, Dilma afirma que crescimento sem emprego é inútil

A presidente Dilma Rousseff durante cerimônia de sanção da lei que destina recursos dos royalties do petróleo para educação e saúde, no Palácio do Planalto
Dilma vai a Uberlândia para formatura de alunos do Pronatec (Celso Junior/Reuters)
Se alguns anos atrás a presidente Dilma Rousseff costumava usar o crescimento econômico como principal norte de seu governo - inclusive para justificar políticas protecionistas, expansionistas e falta de ajuste fiscal -, agora o PIB (que não brilha tanto como em anos anteriores) parece já não importar tanto. Diante do crescimento econômico frustrante dos últimos trimestres e da forte desaceleração na criação de vagas de trabalho, a presidente resolveu acertar o seu discurso.

Garotinho diz que pedirá anulação de sessão sobre vetos de royalties

O deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) anunciou nesta sexta-feira que irá pedir a anulação da votação que derrubou, no Congresso, os vetos da presidente Dilma Rousseff à lei que regula a distribuição dos royalties que serão oriundos da produção de petróleo e gás do País. 
Para o parlamentar, a comprovação, por parte da PolíciaLegislativa, de que a assinatura de seu companheiro de bancada, Zoinho (RJ), foi falsificada na lista de votação justifica a anulação. 
“Fizemos a conferência naquele dia, e estranhamos a presença do Zoinho. Logo, comuniquei o fato, e pedi investigação. Diante desse resultado, vou pedir a anulação da votação. Sendo anulada, prevalece o veto”, afirmou Garotinho.

Polícia Legislativa confirma fraude em sessão que derrubou vetos de Dilma

A Polícia Legislativa da Câmara confirmou que houve fraude na sessão do Congresso Nacional que derrubou, em março deste ano, os vetos da presidente Dilma Rousseff à lei dos royalties. Segundo a assessoria de imprensa da Casa, o inquérito concluído nesta semana comprovou que a assinatura do deputado Zoinho (PP-RJ) foi falsificada. O inquérito - que não conseguiu identificar o responsável pela adulteração - foi encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), que decidirá se as investigações terão prosseguimento.
As informações haviam sido antecipadas pelo site Congresso em Foco, que apontava que Zoinho estava em viagem no momento da votação. Segundo o site, o parlamentar apresentou um cartão de embarque cujo horário demonstrava que ele estava em pleno voo enquanto o Congresso derrubava os vetos de Dilma.
A lei dos royalties foi aprovada em 2012 pelo Congresso e redistribuía os recursos provenientes dos direitos de exploração do petróleo, de forma que os Estados produtores passariam de 26,25% a 20% do dinheiro, beneficiando Estados e municípios não produtores. Em novembro, porém, a presidente Dilma Rousseff vetou cinco pontos da lei, atendendo às reclamações dos Estados produtores, como Rio de Janeiro e Espírito Santo. Entretanto, em 6 de março, o Congresso se reuniu para votar os vetos de Dilma, que foram derrubados. Pouco mais de uma semana depois, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a votação por liminar.
Diante das suspeitas de fraude, o líder do PR na Câmara, Anthony Garotinho (RJ), apresentou, ainda em março, um requerimento à Mesa Diretora do Congresso, solicitando cópia da relação dos deputados que votaram na urna que contava com o voto creditado a Zoinho. "Isso é um desrespeito à Constituição e ao Regimento Interno do Congresso. Quem nos assegurará de que não houve votação em nome de outros deputados? Portanto a sessão deverá ser nula porque votaram em nome de um deputado que não estava presente. O presidente Renan Calheiros não tem autoridade para descumprir a Constituição Federal", reclamou Garotinho.
Portal Terra

Congresso não vai anular sessão que derrubou vetos dos royalties

A sessão do Congresso Nacional que derrubou os vetos presidenciais ao projeto de lei da distribuição dos royalties do petróleo não será anulada, mesmo com a fraude ocorrida na votação: a assinatura e o voto de um deputado que, naquele dia, estava no Rio de Janeiro.
A informação foi dada nesta sexta-feira pela Secretaria-Geral da Mesa do Congresso. De acordo com a secretaria, a sessão está mantida, porque a fraude não foi na sessão do Congresso, como um todo, mas no voto do deputado Zoinho (PR-RJ). Um voto apenas não fará diferença no resultado da votação, em que os vetos foram derrubados por um grande número de parlamentares, ressaltou a secretaria.
Investigação da Polícia Legislativa da Câmara constatou a fraude na votação do dia 6 de março de 2013, em que foram derrubados os vetos presidenciais. 
Em nota distribuída por sua assessoria, o parlamentar informou que estava no Rio naquela data e que, portanto, não participou da sessão. “Apresentei meu cartão de embarque, que comprova que eu estava viajando. Confio no trabalho da Polícia Legislativa e espero que apurem e punam o responsável pela fraude. Sou o maior interessado em que tudo fique esclarecido e espero que seja o mais breve possível”.
De acordo com a Secretaria-Geral da Mesa da Câmara, no dia seguinte à votação, em ofício ao líder do PR, Anthony Garotinho (RJ), Zoinho comunicou que não tinha votado naquela sessão porque estava viajando. Garotinho encaminhou, então, ofício à Polícia Legislativa, em que anexou o comunicado de Zoinho, e pediu investigação. A Secretaria-Geral da Câmara verificou a assinatura e atestou que não era a do deputado.
Agência Brasil

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