sábado, 22 de junho de 2013

Imprensa mundial destaca promessa de Dilma e pressão da Fifa por segurança

Com os olhares atentos ao Brasil por conta da disputa da Copa das Confederações, a imprensa mundial prestou grande atenção ao pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, na noite da última sexta-feira. A promessa mais destacada foi a da capacidade do País fazer uma "grande Copa do Mundo", em meio a pressões da Fifa sobre a segurança dos eventos.


Nos Estados Unidos, além de destacar o discurso de Dilma, o jornal New York Times analisou o enfraquecimento do futebol no Brasil, visto pelas críticas gerais a Pelé e Ronaldo, dois dos maiores jogadores brasileiros, durante as manifestações. Já o USA Today deu ênfase à "prisão" da Itália no hotel de Salvador por conta dos protestos.

Observando de perto os acontecimentos do País, publicações da América do Sul opinaram sobre as consequências das manifestações. O argentino Olé definiu que o Brasil está diante de um desafiador "caos Mundial", fazendo trocadilho com a Copa do Mundo. Já o El País, do Uruguai, lembrou a pressão da Fifa, que já teria um "plano B" para as finais da Copa das Confederações.

Vaticano afirma que segue "com atenção" protestos no Brasil

​"A Santa Sé segue com atenção o que está acontecendo no Brasil", disse neste sábado Ciro Benedettini, subdiretor da sala de imprensa do Vaticano, perante a situação de protestos no país. Benedettini fez esta afirmação em resposta à pergunta de um jornalista sobre as manifestações no Brasil.

FHC: partidos não conseguirão se aproveitar dos protestos

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou em entrevista à Folha de S.Paulo que há uma "instatisfação genérica" nos protestos pelo País e que é difícil que os partidos consigam se aproveitar das manifestações. "não sei se os partidos vão ter capilaridade para sentir tudo isso e transformar ao menos sua mensagem e a ligação com fenômenos como as mídias sociais", afirmou FHC.

Protestos ampliam incertezas de investidores na economia

21 de junho - Vidraças são quebradas em concessionária de veículos no Rio de Janeiro
Ainda é cedo para avaliar os impactos da recente onda de protestos na economia brasileira e nos investimentos no País. Mas analistas e especialistas ouvidos pela BBC Brasil ressaltam que investidores não costumam ser lá muito afeitos a incertezas - e a única certeza desses protestos é que ninguém sabe ao certo como e em que condições vão terminar.

Eduardo Campos elogia discurso de Dilma: "população estava esperando"

O governador de Pernambuco e potencial candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), elogiou a postura de Dilma Rousseff em seu pronunciamento sobre os protestos e atos de violência registrados nas maiores cidades brasileiras nos últimos dias.

Governador de Pernambuco é potencial candidato nas
 eleições presidenciais - Foto: Tiago Archanjo / Divulgação
"Foi importante ela ter falado. A população estava esperando a palavra dela", declarou. 

Campos afirmou que telefonou imediatamente para a presidente para cumprimentá-la pela iniciativa.

“A disposição para o diálogo com os poderes, governos locais e população foi importante”, comentou o governador, acrescentando que foi convidado para uma reunião em Brasília, na próxima segunda-feira (24/06), para discutir o assunto.

Protesto contra 'cura gay', Feliciano e ato médico reúne 4 mil em SP

Manifestação teve apoio de profissionais da saúde, que também pediram o veto ao chamado "ato médico"
Manifestação teve apoio de profissionais da saúde, que também pediram o veto ao chamado "ato médico"

Manifestantes protestam contra a aprovação da cura gay na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, na Praça Roosevelt, centro de São Paulo - Foto: Gabriela Biló / Futura Press
Ao menos 4 mil manifestantes participaram, na noite desta sexta-feira, de um protesto pacífico para pedir a derrubada do projeto de lei que ficou conhecido como "cura gay", proposta que autoriza aos psicólogos a promover tratamentos com o objetivo de "curar" a homossexualidade, e foi aprovada na última terça-feira pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, presidida pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP). O texto ainda precisa passar por duas comissões da Câmara antes de ser votada em plenário, mas o avanço do projeto preocupou militantes LGBT (lébicas, gays, bissexuais e transgêneros), que convocaram a passeata para pedir a saída de Feliciano da presidência da comissão.

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