O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse hoje (11) que o governo antecipará para 2015 o desligamento do sinal analógico de televisão nas grandes cidades. Além disso, prorrogará para 2018 o final do desligamento nos municípios do interior. O cronograma anterior previa que o desligamento total da TV analógica, que será substituída pela digital, seria concluído em 2016. Segundo o ministro, a presidenta Dilma Rousseff já autorizou a mudança, e um decreto será publicado nos próximos dias oficializando a alteração no calendário.
terça-feira, 11 de junho de 2013
Desembargador diz que existe um clamor público pela redução da maioridade penal
Comissão de Constituição e Justiça do
Senado realizou segunda das três audiências públicas que debatem aumento da
criminalidade e redução da maioridade penal. Brasil tem 500 mil presos'
Opiniões
divergentes sobre a redução da maioridade penal predominaram na segunda
audiência pública realizada ontem pela CCJ do Senado (Comissão de Constituição
e Justiça). Mais uma audiência será realizada na próxima segunda-feira
(17).
Quatro
desembargadores foram ouvidos, Nelson Calandra, presidente da Associação dos
Magistrados Brasileiros; Marco Antônio Marques da Silva, do Tribunal de Justiça
de São Paulo; João Kopytowski, desembargador aposentado do Tribunal de Justiça
do Paraná; e José Muiños Piñeiro Filho do Tribunal de Justiça do Rio de
Janeiro.
Kopytowski,
rejeitou a alegação de que se trata de cláusula pétrea e defendeu a redução da
maioridade para 15 ou 16 anos. Ele lembrou que existe um “clamor público” pela
redução.
Já o
desembargador Nelson Calandra destacou a falência do sistema prisional
brasileiro, com mais de 500 mil presos, além de 160 mil mandados de prisão a
cumprir. “Não é possível tomar uma medida, como a redução da maioridade para
botar mais gente dentro desse sistema”.
Após os três
encontros será colocado em votação relatório do senador Ricardo Ferrraço
(PMDB), sobre projeto do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), que defende a redução
em casos específicos. O paulista é autor de uma proposta de emenda à
Constituição (PEC 33/2012) que prevê a imputabilidade penal de maiores de 16
anos e menores de 18 anos.
Para Aloysio
Nunes, sua proposta é um “caminho do meio”. Um juiz fará a avaliação, mediante
exames criteriosos e laudos técnicos de especialistas, se a pessoa que cometeu
o ato infracional tinha pleno discernimento para julgar o caráter criminoso do
que fez.
Para Ferraço,
o problema é complexo. E o que mais atormenta a sociedade é a impunidade:
"O certo é que as coisas não podem ficar como estão", disse.
Maioridade
penal no mundo
7anos - Austrália, Kuwait,
Bangladesh, Índia, África do Sul, Paquistão,
Myanmar (ex-Birmânia),
Tailândia, Nigéria, Sudão, Tanzânia, Suíça e Trinidad e Tobago;
8 anos - Líbia, Quênia,
Indonésia e Escócia.
9 anos- Iraque, Etiópia e
Filipinas No Irã, 9 anos para mulheres e 15 anos para homens.
10 anos- Inglaterra e País de
Gales, Malásia, Nepal e Ucrânia.
11 anos - Turquia.
12 anos - Equador, Uganda,
Israel, Marrocos, Coreia do Sul, Líbano, Grécia, Canadá e Holanda.
13 anos - Israel, Nova
Zelândia, Uzbequistão, Argélia, Espanha, França e Polônia.
14 anos - Áustria, Rússia,
Alemanha, China, Japão, Vietnã, Itália e Armênia.
15 anos - Dinamarca, Noruega,
Egito, Suécia e Finlândia (Nesses países, adolescentes entre 15 e 18 anos estão
sujeitos a um sistema judicial voltado para os serviços sociais, sendo a pr
isão o último recurso).
16 anos - Argentina, Chile,
Cuba e Portugal, a maioridade.
17 anos - Polônia
18 anos - Brasil, Colômbia,
Peru e Luxemburgo
6 e 12 anos - Estados Unidos,
varia de acordo com a legislação vigente em cada estado.
6 e 12 anos - México, mesma
situação, conforme o estado.
Agencia Congresso
Se eleições fossem hoje, Dilma venceria no primeiro turno
Se as eleições
ocorressem hoje, a presidenta Dilma Rousseff teria 52,8% dos votos e venceria
no primeiro turno, mostra pesquisa feita pelo Instituto MDA e divulgada hoje
(11) pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT).
Na disputa
presidencial, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) aparece com 17% dos votos,
seguido pela ex-ministra Marina Silva e o governador de Pernambuco, Eduardo
Campos, com 12,5% e 3,7%, da preferência da população, respectivamente.
Governo Dilma tem 54,2% de aprovação, mostra pesquisa
O governo da
presidenta Dilma Rousseff teve aprovação de 54,2% da população, aponta pesquisa
feita pelo Instituto MDA e divulgada hoje (11) pela Confederação Nacional dos
Transportes (CNT). O número é inferior aos 56,6% registrados no último
levantamento, em agosto de 2012.
Além disso, o
levantamento mostra que 73,7% dos entrevistados avaliam como positivo o
desempenho pessoal da presidenta. O percentual é inferior aos 75,7% registrados
na última pesquisa. No total, 20,4% desaprovam a gestão de Dilma.
CCJ do Senado faz audiência pública para discutir diminuição da maioridade penal
A Comissão de
Constituição e Justiça do Senado (CCJ) recebeu hoje (10) mais um grupo de
especialistas para discutir propostas relacionadas à diminuição da maioridade
penal. Foi a segunda audiência pública de uma série de três para tratar do
assunto. Vários projetos sobre o tema transitam atualmente na comissão, um
deles, do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), propõe o aumento das penas
para menores de idade e a redução da idade mínima de responsabilização penal
para 16 anos.
Amado Batista e a síndrome de Estocolmo
Nota do Editor de Direto da Redação .
A propósito
da participação do cantor Amado Batista no programa de Marilia Gabriela,
quando afirmou "que mereceu ser torturado durante a ditadura
militar", objeto do artigo “Amado Batista e a Tortura”,
de Urariano Mota, publicado aqui em 27 de maio último (confira aqui),
recebemos do médico psicoterapeuta Meraldo Zisman, algumas considerações sobre
a chamada Síndrome de Estocolmo. Leia a seguir.
A
Síndrome de Estocolmo (Stockholmssyndromet, em sueco) é um distúrbio mental
apresentado por pessoas que foram vítimas de seqüestro ou de torturas.
Expressão foi cunhada pelo psiquiatra e criminologo Nils Bejerot, que ajudou a
polícia durante o assalto ao Banco Kreditbanken, ocorrido em 1973, em
Estocolmo, na Suécia.
Neste sentido,
pela primeira vez, conseguiu-se registrar como o “Eu” da pessoa vitimada
buscava se moldar a algumas características do sequestrador/torturador, como um
mecanismo de defesa, ou, segundo explica a Psicologia, como uma expiação de
culpas inconscientes.
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