Nota do Editor de Direto da Redação .
A propósito
da participação do cantor Amado Batista no programa de Marilia Gabriela,
quando afirmou "que mereceu ser torturado durante a ditadura
militar", objeto do artigo “Amado Batista e a Tortura”,
de Urariano Mota, publicado aqui em 27 de maio último (confira aqui),
recebemos do médico psicoterapeuta Meraldo Zisman, algumas considerações sobre
a chamada Síndrome de Estocolmo. Leia a seguir.
A
Síndrome de Estocolmo (Stockholmssyndromet, em sueco) é um distúrbio mental
apresentado por pessoas que foram vítimas de seqüestro ou de torturas.
Expressão foi cunhada pelo psiquiatra e criminologo Nils Bejerot, que ajudou a
polícia durante o assalto ao Banco Kreditbanken, ocorrido em 1973, em
Estocolmo, na Suécia.
Neste sentido,
pela primeira vez, conseguiu-se registrar como o “Eu” da pessoa vitimada
buscava se moldar a algumas características do sequestrador/torturador, como um
mecanismo de defesa, ou, segundo explica a Psicologia, como uma expiação de
culpas inconscientes.