segunda-feira, 8 de abril de 2013

‘Ninguém afronta Deus e sobrevive', diz Feliciano sobre morte de John Lennon

Pastor disse que gostaria de estar presente no dia da morte do músico e dizer que os tiros foram dados 'em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo'

Um novo vídeo de um culto evangélico presidido pelo deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) começou a ganhar espaço nas redes sociais desde a noite deste domingo. Publicado ontem, o vídeo mostra (AQUI) Feliciano comentando sobre a morte do ex-Beatle John Lennon,  um dos maiores nomes da cultura pop de todos os tempos. Segundo a versão de Feliciano, Lennon teria sido morto a tiros após ter afrontado Deus em algumas de suas declarações.

“John Lennon um dia chegou diante das câmeras, bateu no peito e disse: ‘Os Beatles são mais populares do que Jesus Cristo’ - Jesus não pop star como ele, mas sim o mestre de uma grande religião”, disse Feliciano. Em seguida, ele citou outra declaração que o músico teria dado, que teria sido o estopim para a “vingança divina” sobre Lennon. “John Lennon estava olhando para as câmeras e disse: 'Nós Beatles somos uma nova religião’. A minha bíblia diz que Deus não recebe esse tipo de afronta e fica impune”, completou.

Seguindo a sua linha de raciocínio, Feliciano relacionou o atentado cometido por um fã do ex-Beatle a uma providência divina, que culminou na morte de John Lennon. “Passou algum tempo depois desta declaração, está ele (Lennon) entrando em seu apartamento, quando ele abre a porta e escuta alguém chama-lo pelo nome, ele vira e é alvejado com três tiros no peito. Eu queria estar lá no dia em que descobriram o corpo dele. Ia tirar o pano de cima e dizer: ‘me perdoe John, mas esse primeiro tiro é em nome do Pai, esse é em nome do Filho e esse é em nome do Espírito Santo", falou o pastor, enquanto os fiéis ovacionavam a pregação de Feliciano.

Petrobras conclui limpeza de praias em Caraguatatuba atingidas por vazamento de óleo


São Paulo – A limpeza das três praias de Caraguatatuba atingidas por um vazamento de óleo, após acidente no píer do Terminal Almirante Barroso (Tebar), já está concluída, informou a Petrobras Transporte (Transpetro), por meio de nota divulgada no começo da tarde de hoje (8).
O vazamento, que ocorreu no final da tarde da última sexta-feira no litoral norte de São Paulo atingiu primeiro as praias de São Sebastião. Lá, a limpeza das praias Deserta, Pontal da Cruz, Ponta do Lavapés e Olaria foi concluída ontem. Já as praias Cigarras e Ponta do Arpoador continuam sendo monitoradas.
Em Caraguatatuba, as três praias atingidas – Capricórnio, Massaguaçu e Cocanha, devem permanecer também sob monitoramento para que sejam dispersados eventuais resíduos trazidos pela maré.
De acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), o vazamento ocorreu em uma linha do Tebar, em São Sebastião, durante operação de abastecimento de um navio no píer. “O problema ocorreu numa válvula em uma tubulação, que apresentou defeito. O óleo vazado, de consistência densa, em volume ainda não estimado, é conhecido como marine fuel 380, utilizado como combustível em navios”, diz a nota da companhia.
 Agência Brasil

Trajetória e postura de Feliciano são preconceituosas e excludentes, diz conselho da Seppir


O Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Cnpir), órgão vinculado à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir), divulgou hoje (8) noDiário Oficial da União moção em repúdio à eleição do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM). O líder do PSC, deputado André Moura (SE), disse que a manifestação não muda em nada a decisão tomada pela comissão e pela Câmara.

No documento, assinado pela ministra Luiza Helena Bairros, que preside o conselho, o órgão se manifesta publicamente contrário à eleição de Feliciano. “Tal indicação contraria os propósitos da referida Comissão, assim como os princípios básicos dos direitos humanos, uma vez que a trajetória e a postura do deputado em relação à população LGBT [lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais] e à população negra se revelam preconceituosas e excludentes, causando insatisfação aos mais diversos segmentos sociais”, diz trecho da moção.

O conselho considera ainda “inaceitável” a permanência do pastor à frente da CDHM: “Considerando os avanços do Brasil no campo dos direitos humanos, o Cnpir entende como inaceitável a permanência do deputado Marco Feliciano na presidência da Comissão dos Direitos Humanos, visto que afronta os princípios de liberdade, respeito e dignidade da pessoa humana, que devem ser assegurados, independentemente, do pertencimento racial e da orientação sexual”.

Vazamento de óleo em São Sebastião atinge também praias de Caraguatatuba


Além de São Sebastião, o vazamento de combustível naval detectado na última sexta-feira (5) atingiu pelo menos três praias de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo. A Petrobras Transporte (Transpetro) informou, por meio de nota, que cerca de 100 pessoas foram mobilizadas para o recolhimento das pelotas de óleo, que foram vistas nas praias de Capricórnio, Massaguaçu e Cocanha, em Caraguatatuba.
De acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), o vazamento ocorreu em uma linha do Terminal Almirante Barroso (Tebar), em São Sebastião, durante a operação de abastecimento de um navio no píer.
“O problema ocorreu numa válvula em uma tubulação, que apresentou defeito. O óleo vazado, de consistência densa, em volume ainda não estimado, é conhecido como marine fuel 380, utilizado como combustível em navios”, diz a nota da companhia.
Segundo a Transpetro a operação de limpeza da Praia de Cigarras, em São Sebastião (SP), já foi concluída e equipes de contingência ainda monitoram eventuais resíduos trazidos pela maré. Após sobrevoo feito ontem, a Cetesb e a Transpetro concluíram que as praias Deserta, Pontal da Cruz, Ponta do Lavapés e Olaria, além da região do píer, em São Sebastião, já estavam limpas e não necessitavam mais de monitoramento.
Agência Brasil

Copom deve manter Selic em 7,25% ao ano na reunião desta semana, preveem analistas

Analistas do mercado financeiro não esperam elevação da taxa básica de juros, a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), marcada para os dias 16 e 17, quando será anunciada a decisão do colegiado.
Atualmente a taxa básica está em 7,25% ao ano. Apesar da expectativa de manutenção da Selic na reunião deste mês, o mercado financeiro, consultado todas as semanas pelo BC, acredita que a taxa encerrará 2013 em 8,5% ao ano. Essa é a mesma projeção para o final de 2014.
Com a alta dos preços, os analistas acreditam que o Banco Central terá que elevar a Selic, usada para influenciar a atividade econômica, e por consequência, calibrar a inflação. As projeções para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), estão acima do centro da meta (4,5%). Essa meta tem ainda margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
A projeção dos analistas para o IPCA, este ano, passou de 5,71% para 5,70%. Para 2014, a estimativa foi ajustada de 5,68% para 5,70%.
A pesquisa do BC também traz estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que passou de 5,26% para 5,16%, neste ano, e foi mantida em 5%, em 2014.
A expectativa para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi ajustada de 4,83% para 4,87%, em 2013, e de 5,14% para 5,18%, no próximo ano.

Mineradora brasileira recebe prêmio de pior empresa do mundo


A mineradora Vale - antiga Companhia Vale do Rio Doce - foi eleita a pior empresa do mundo por causa do seu histórico de violações dos direitos socioambientais, credenciais que a colocam no status de "Inimiga Número Um da Humanidade" e verdadeiro tsunami ambiental do planeta.

Por Antonio Carlos Lacerda
O prêmio Public Eye Awards foi entregue pessoalmente ao presidente da Vale, Murilo Ferreira, pela Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale, pelas numerosas violações dos direitos socioambientais que a Vale promove nas regiões onde estão instalados seus projetos, bem como acusações de evasão fiscal e dívidas bilionárias.

A Vale foi indicada e ganhou o prêmio de pior empresa do mundo por violar direitos fundamentais no Brasil e em mais 39 países, provocando danos aos seres humanos e ao meio ambiente. Ela teve 25.043 votos, no site da Public Eye Awards, concorrendo com as empresas Tepco - responsável acidente nuclear de Fukushima - (24.245), Sansung (19.014), Barclays (11.107), Syngenta (6.052) e Freeport (3.308).

Ao receber o prêmio, o presidente da Vale afirmou não considerar a premiação, por envolver organizações estrangeiras, que, na opinião de Murilo Ferreira, "querem bloquear o desenvolvimento do Brasil".

Ao ser questionado sobre a participação da Vale nas violações cometidas por Belo Monte e TKCSA, Murilo Ferreira se desresponsabilizou das acusações, alegando que embora as reconheça - as violações - a Vale não teria controle sobre esses projetos. "TKCSA e Belo Monte estão fora do meu controle. Somos sócios minoritários. Dentro da TKCSA só podemos ir ao banheiro, quando podemos".

A entidade afirmou que Murilo Ferreira se omitiu diante das questões levantadas sobre a duplicação da estrada de ferro Carajás, violação dos direitos trabalhistas e sobre a preservação dos recursos hídricos. No caso da Serra da Gandarela, o presidente da Vale informou que o projeto Apolo está parado por falta de recursos, mas sua assessora confirmou que a Companhia continua realizando prospecções e pesquisa na última serra intacta de Minas Gerais.

Ele disse ainda que são infundadas as acusações de envolvimento da Vale nos assassinatos de trabalhadores, na Guiné. Quanto a Moçambique, o presidente da Vale se limitou a reconhecer que haveria problemas com os assentamentos de Moatize e não especificou que medidas a empresa vem tomando para solucioná-los.

Murilo Ferreira se omitiu diante as questões levantadas sobre a duplicação da estrada de ferro Carajás, violação dos direitos trabalhistas e sobre a preservação dos recursos hídricos.

Denúncias
Em Piquiá, no município de Açailândia, no Maranhão, a população sofre com vínculo ambíguo e predatório da Vale com as guseiras, envolvidas em trabalho escravo, desmatamento e poluição. Há indícios de um aumento significativo no número de mortes devido a câncer nos pulmões na região.

Em Minas Gerais, no quadrilátero ferrífero, a Vale já destruiu a maior parte das áreas de cangas ferruginosas que, associadas à formação geomorfológica, protegem os mananciais de água. A atividade predatória põe em risco a segurança do abastecimento público de água, no Estado.

Foram apresentadas também denúncias de práticas antissindicais da Vale e o descumprimento do Termo de Acordo de Conduta (TAC), junto à Organização Internacional do Trabalho (OIT), na unidade de Araucária, no Paraná.

No Estado do Espírito Santo, Sudeste do Brasil, além da poluição que inclui a emissão de material particulado, inclusive de gases cancerígenos, a Vale é acusada de despejar minério no mar, formando uma jazida de 150 mil metros cúbicos no mar de Camburi, litoral da capital, Vitória, contaminando a região.

No Sul do Estado, em Anchieta, a empresa se esforça para retirar da localidade de Chapada do A 73 famílias descendentes de indígenas para construir a Companhia Siderúrgica de Ubu (CSU).

Em âmbito internacional, a Vale é responsável pelo processo de expropriação e deslocamento compulsório de mais de 1300 famílias em Moçambique, segundo a Justiça Global. " Recentemente, seis pessoas foram assassinadas em uma mobilização de operários que reclamavam a falta de cumprimento da Companhia de acordos trabalhistas. Lideranças locais acusam a Vale de ter fornecido veículos usados para reprimir os manifestantes".

O prêmio internacional Public Eye Awards é conhecido como o Nobel da vergonha corporativa mundial, e concedido a empresas com graves passivos sociais e ambientais por voto popular. O prêmio foi anunciado durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

Reivindicações
Dentre as reivindicações da Articulação estavam a solicitação de que as obras de duplicação da ferrovia Carajás aconteçam, como previsto em lei, somente após a realização de audiências públicas em todos os municípios afetados pela construção, e com a consulta prévia das comunidades tradicionais diretamente impactadas.

Também foi solicitado que a empresa se retirasse do consócio de Belo Monte. Em Altamira e na região do Xingu, as populações indígenas e ribeirinhas têm sofrido diversas violações de direitos por conta da construção da hidrelétrica. Além disso, a região sofre com a intensificação do tráfico e exploração sexual e violência de mulheres, crianças e adolescentes.

Vale e TKCSA
 A Vale é sócia da TKCSA e fornecedora exclusiva do minério de ferro. Desde 2010, os moradores do entorno da TKCSA são obrigadas a conviver e respirar partículas derivados do funcionamento da empresa que até hoje funciona sem licença de operação. São muitos os relatos de problemas dermatológicos e respiratórios (constatados em relatório da Fiocruz.).

Esses mesmos moradores convivem com o barulho frequente dos trens, rachaduras nas casas pela trepidação e a poeira de minério deixada pelos trens. Além disso, os pescadores estão proibidos de pescar desde 2006, por conta das áreas de exclusão de pesca criadas com o funcionamento do porto.

Internacional
 Em âmbito internacional, a Vale é responsável no processo de expropriação e deslocamento compulsório de mais de 1300 famílias, em Moçambique. Recentemente, seis pessoas foram assassinados em uma mobilização de operários que reclamavam a falta de cumprimento da Companhia de acordo trabalhistas.

Lideranças locais acusam a Vale de ter fornecido veículos usados para reprimir os manifestantes.

Public Eye Awards
Em 2012, a Vale venceu o prêmio internacional Public Eye Awards, conhecido como o Nobel da vergonha corporativa mundial e concedido a empresas com graves passivos sociais e ambientais por voto popular. O prêmio foi anunciado durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. A Vale foi a vencedora com 25.041 votos, ficando à frente da japonesa TEPCO, responsável acidente nuclear de Fukushima.

Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale
A Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale é composta por populações e comunidades atingidas, movimentos sociais, organizações e centrais sindicais de diversos países que sofrem violações de direitos cometidos pela Vale.

Estiveram presentes: a Sociedade Paraense de Direitos Humanos, o Sind-Química-PR, Pacs, Justiça nos Trilhos, Movimentos pelas Serras e Águas de Minas e Justiça Global.

Fonte de informações: 

Pravda.ru


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