domingo, 25 de novembro de 2012

Portugal: Crise vai aumentar desigualdade econômica



A crise econômica na zona do euro e as medidas de ajuste das despesas públicas vão aumentar a desigualdade e a pobreza em Portugal. Além dos riscos de empobrecimento, o país pode sofrer com o envelhecimento da população (já verificado no último censo populacional) e com o êxodo de mão de obra qualificada para outros países - como o Brasil e Angola (cujo idioma é o português e em bom momento econômico) ou como a Alemanha, França e Inglaterra (principais economias europeias).
Caso esses cenários se confirmem, Portugal poderá experimentar um revés que imaginava afastado desde a Revolução dos Cravos (abril de 1974) e a entrada na Comunidade Europeia (janeiro de 1986). “Uma sociedade com o nível de pobreza que nós temos é uma sociedade diminuída em termos democráticos. [A situação] pode por em causa os fatores de coesão nacional”, alerta Carlos Farinha Rodrigues, professor do Instituto Superior de Economia e Gestão, coordenador do livro Desigualdade Econômica em Portugal, lançado recentemente.
“O cotidiano se faz no dia a dia, temos que ter atenção às questões sociais. Ao se descuidar das questões da pobreza, está se descuidando da qualidade da nossa sociedade, não só para os pobres”, pondera Rodrigues que considera a desigualdade em Portugal um problema estrutural (pouca produtividade de alguns setores e em algumas regiões), que pode se agravar com o encolhimento das políticas sociais - que tiveram, nos últimos anos, o efeito de reduzir as discrepâncias.
De acordo com o livro coordenado por Rodrigues, Portugal, nos anos 1990 e 2000, experimentou duas dinâmicas contraditórias - uma que favorecia a desigualdade e outra mais forte que atenuava a situação. Segundo o estudo, os salários dos estratos mais elevados puxam a desigualdade, enquanto as políticas sociais que garantem rendimento mínimo aos estratos mais pobres (com complemento até 100 euros) diminuem a desigualdade.
Na opinião de Carlos Farinha Rodrigues, essas políticas sociais estão sob ameaça. O Orçamento do Estado para 2013 (a ser votado definitivamente na próxima terça-feira, 27) reduz investimentos sociais. “A política para reduzir o déficit público [exigida em acordo firmado por Portugal com o Fundo Monetário Internacional, o Banco Central Europeu e a Comunidade Europeia], em grande medida, se traduz na redução das políticas de proteção social. Como forma de responder à crise, nós estamos reduzindo e anulando, praticamente, as formas de políticas sociais. Isso vai reduzir o combate à pobreza e à desigualdade”.
Segundo Rodrigues, o orçamento, além de diminuir as transferências sociais, reduz “a capacidade redistributiva do sistema fiscal”, porque faz com que mais pessoas paguem mais impostos em até cinco faixas de alíquotas (mais concentradas do que os atuais oito escalões de cobrança). O quadro de enxugamento das políticas sociais e de mais cobrança de impostos se completa com o desemprego (hoje em torno de 16%, conforme dados oficiais).
A desigualdade em Portugal em 2009 (último ano da análise) era 0,337, conforme o Índice de Gini. Em 1993 (primeiro ano da análise), era 0,387. Conforme o indicador, aceito internacionalmente para medir a desigualdade entre pobres e ricos, quanto mais próximo de zero o índice, menos desigual é o país. Portugal é o quarto mais desigual da Europa.
No Brasil, historicamente mais desigual que os países europeus, o Índice de Gini era 0,519 em janeiro de 2012 (conforme dado da Fundação Getulio Vargas).
(EBC Portugal)

Brasil quer garantir no Catar metas ambientais para o mundo a partir de janeiro



O Brasil deve pressionar outros 190 países para que seja definida ainda este ano a segunda etapa de compromissos do Protocolo de Quioto, ao participar, a partir de segunda-feira (26), da 18ª Conferência das Nações Unidas para o Clima (COP18), em Doha, capital do Catar.
O país defende que as novas obrigações sejam estabelecidas a tempo de começarem a valer a partir de janeiro de 2013. O Tratado de Quioto, que define metas e limites de emissão de gases de efeito estufa para os países desenvolvidos, expira no final deste ano.
A nova fase do acordo é a maior expectativa do Brasil e, talvez, a única aposta de especialistas, como saldo da COP18, que prossegue até 7 de dezembro. Especialistas e observadores que vão participar da conferência também acreditam que o avanço nessa proposta deve ser o único resultado concreto de Doha.
Alguns países declararam que não seguirão o conjunto de obrigações jurídicas previstas no tratado. Mas os negociadores brasileiros não acreditam que a ausência de propostas obrigatórias do Japão, do Canadá e da Rússia esvazie o acordo ou minimize os esforços que já vêm sendo feitos desde 1992.
Nas últimas entrevistas concedidas à imprensa, diplomatas do Brasil têm ressaltado que, mesmo não sendo signatárias, essas economias devem apresentar metas voluntárias para redução de emissões de gases de efeito estufa.
O Japão, por exemplo, se propôs a realizar cortes absolutos de 25% das emissões de gases de efeito estufa até 2020, levando-se em conta os níveis de 1990. No Brasil, a meta de corte é 39% até 2020, também considerando os níveis de duas décadas atrás.
Para os negociadores brasileiros, os resultados e a ambição das metas assumidas pelos países que ainda não têm compromissos internacionais devem funcionar como pressão para que delegações de países desenvolvidos adotem medidas mais rigorosas para minimizar os impactos provocados pela elevação de temperatura no mundo.
Além das propostas, os negociadores também terão que se debruçar sobre o prazo de validade do novo tratado. A atual etapa do protocolo vigorou por cinco anos. Inicialmente, a proposta é que a nova rodada seguisse o mesmo período. Mas, dessa forma, o tratado terminaria ao final de 2017. O problema é que o acordo que substituirá essa segunda etapa de Quioto só entrará em vigor em 2020.
Conhecida como Plataforma de Durban, o compromisso global foi assumido no ano passado por todos os países que participaram da conferência na África do Sul. O acordo global terá metas obrigatórias para todos os países, que serão definidas até 2015, mas que serão cumpridas apenas a partir de 2020.
(Agência Brasil)

sábado, 24 de novembro de 2012

DESTAQUES DO DIA 24/11/2012


Domingo, dia 25 de novembro, é comemorado o Dia Nacional do Doador de Sangue, porém, faltam doadores aos bancos de sangues no Espírito santo. Muitas pessoas ainda têm medo de doar, preocupados com contaminação ou desconhecimento. Ao longo da próxima semana serão realizadas ações para conscientizar a sociedade da importância da doação. Leia mais...
O ex-braço direito do goleiro Bruno, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, de 27 anos, foi condenado ontem a 15 anos de prisão pela morte e pelo sequestro de Eliza Samudio, ex-amante do atleta. Já a ex-namorada Fernanda de Castro foi condenada a 5 anos por sequestro e cárcere privado. A juíza Marixa Fabiane Lopes, em sua sentença, destacou que não há dúvidas do crime, que apresenta "detalhes sórdidos, de impiedade e de perversidade". No entanto, ela levou em consideração a confissão em plenário de Macarrão. Por isso, aplicou a pena mínima para homicídio qualificado, de 12 anos, acrescida de 3 anos pelo seqüestro. Leia mais...
A chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Novoa de Noronha, e o advogado geral da União adjunto, José Weber Holanda Alves, braço direito do advogado geral da União, Luís Inácio Adams, são os dois principais alvos da Operação Porto Seguro da Polícia Federal (PF), deflagrada nesta sexta-feira, 23, em Brasília e São Paulo. O objetivo é desarticular uma organização criminosa infiltrada na máquina federal para a obtenção de pareceres técnicos fraudulentos em benefício de interesses privados. Leia mais...
A atuação do Banco Central (BC) no fim da manhã desta sexta-feira por meio de um leilão de swap cambial fez o dólar abandonar o território positivo e passar a registrar perdas em relação ao real. A medida do BC, tomada quando o dólar estava perto de atingir R$ 2,12, fez vários analistas citarem que um novo teto para a moeda americana foi estabelecido. Antes da autoridade monetária entrar no mercado, o dólar renovava máximas reagindo a declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o câmbio "não está em posição totalmente satisfatória". Leia mais...
A Ambev, maior empresa de bebidas do país, lança a primeira garrafa de PET 100% reciclado — e com isso tem a ambição de mudar o status do plástico no Brasil
Quando o assunto é reciclagem no Brasil, não há disputa em relação a um fato: a latinha de alumínio é a estrela. Mais de 98% do que se consome dela no país volta para a indústria. Um feito que é impulsionado, sobretudo, por seu valor: 1 tonelada de alumínio prensado vale hoje 3 100 reais. Leia mais...
Dados foram divulgados pelo Instituto Jones dos Santos Neves.
Estado capixaba ficou atrás somente de Tocantis, com 14,8%.
O Espírito Santo foi o segundo estado brasileiro com maior crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil, segundo dados divulgados pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), nesta sexta-feira (23). Com um valor de R$ 82,1 bilhões referentes ao ano de 2010, o crescimento corresponde a 13,8% se comparado com o ano anterior. O estado capixaba ficou atrás somente de Tocantis, que teve um aumento de 14,2 %. Leia mais...

ES tem 2º maior crescimento do PIB no país em 2010, diz governo


Dados foram divulgados pelo Instituto Jones dos Santos Neves.
Estado capixaba ficou atrás somente de Tocantis, com 14,8%.

O Espírito Santo foi o segundo estado brasileiro com maior crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil, segundo dados divulgados pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), nesta sexta-feira (23). Com um valor de R$ 82,1 bilhões referentes ao ano de 2010, o crescimento corresponde a 13,8% se comparado com o ano anterior. O estado capixaba ficou atrás somente de Tocantis, que teve um aumento de 14,2 %.

Os dados são calculados numa parceria entre o IJSN e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tendo como base o valor total do que é produzido no território capixaba. O setor que favoreceu esse crescimento foi o secundário, representado pelas indústrias. "A principal atividade desse setor é o extrativismo mineral, em especial de petróleo e minério, que impulsionou esse crescimento no volume da produção, uma vez que a demanda externa foi aquecida após o fim da crise na economia mundial em 2009. Em relação ao petróleo, especificamente, o incentivo veio da exploração do Pré-Sal", pontuou o economista do IJSN, Vitor Januário.

Para quem mora no Espírito Santo, esse crescimento no PIB reflete diretamente na qualidade de vida. "Surgem mais vagas de emprego, há um consumo maior de bens e o capixaba vive melhor", observa Januário. Em uma visão nacional, o economista destaca que a segunda posição de crescimento no Brasil torna o estado convidativo para novos investimentos e incentiva a migração.

Entre os maiores PIBs per capita do país, o Espírito Santo manteve o sexto lugar alcançado em 2009, pois os demais estados a frente também mantiveram o patamar de crescimento, como comenta Vitor Januário. "O crescimento do Espírito Santo não foi suficiente para superar os demais, que também tiveram números melhores que o ano anterior", pontuou. O PIB per capita estadual foi de R$ 23.379 em 2010, apresentando crescimento de mais de 13%, também superior à média brasileira R$ 19.766.

Ano base
A base do Sistema de Contas Nacionais, que tem como referência o ano de 2002, está sendo revista pelo IBGE. Devido às mudanças na estrutura da economia nacional, o instituto passará a tomar como base o ano de 2010. Assim sendo, toda a série histórica do PIB dos anos de 2010, 2011 e 2012 será reapresentada tendo novo ano base será divulgada pelo instituto federal apenas em 2014.


A estreia do PET verde


A Ambev, maior empresa de bebidas do país, lança a primeira garrafa de PET 100% reciclado — e com isso tem a ambição de mudar o status do plástico no Brasil

Supermercado no Rio de janeiro: as garrafas de guaraná Antarctica agora são 100% verdes
Quando o assunto é reciclagem no Brasil, não há disputa em relação a um fato: a latinha de alumínio é a estrela. Mais de 98% do que se consome dela no país volta para a indústria. Um feito que é impulsionado, sobretudo, por seu valor: 1 tonelada de alumínio prensado vale hoje 3 100 reais.

Outros materiais, porém, não têm o mesmo status. Um exemplo são as embalagens de plástico PET. Seu índice de reci­clagem é de 57%. Por esse motivo, um volume enorme do material ainda vai parar em lixões ou é simplesmente descartado em terrenos baldios e rios.

No início de novembro, no entanto, a Ambev, maior fabricante de bebidas do país e também uma das maiores consumidoras de PET, deu um passo com a intenção de conferir ao plástico, no médio prazo, a mesma atratividade que atualmente tem a lata de alumínio. A empresa começou a introduzir no mercado o guaraná Antarctica de 2 litros em uma garrafa de PET que é 100% reciclado.

Ou seja, se até então essas garrafas de guaraná já eram verdes na cor, agora elas ficaram verdes mesmo, porque serão feitas de embalagens de PET descartadas. 

A corrida da Ambev para lançar a garrafa PET 100% reciclado começou em 2009, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), depois de oito anos de discussões, permitiu que o PET reciclado fosse usado em embalagens de alimentos e de bebidas. A Coca-Cola, sua principal concorrente, conseguiu fazer barulho primeiro ao lançar, em 2011, uma embalagem produzida com 20% de PET pós-consumo.
A Ambev demorou mais tempo para encontrar fornecedores aptos a dar conta do desafio. Até o final deste ano, 12% das embalagens PET de 2 litros do guaraná Antarctica serão 100% recicláveis. Para 2013, a meta é chegar a 20%.

Isso significa reintroduzir no mercado 66 milhões de garrafas PET descartadas — ou sete piscinas olímpicas do material prensado que poderia ser destinado a aterros. “Com isso, vamos aumentar a demanda pelo PET e estimular a reciclagem desse material”, diz Ricardo Moreira, vice-presidente de refrigerantes e não alcoólicos da Ambev.

Não há questionamentos no mercado quanto ao mérito ambiental da nova embalagem da Ambev. Além de contribuir para uma geração menor de lixo, a fabricação de uma garrafa PET reciclada demanda 70% menos energia e 20% menos água do que a de uma garrafa feita de material virgem.

As dúvidas pairam sobre quanto a iniciativa pode realmente influenciar a cadeia de reciclagem do material. Afinal, diante do volume total de PET consumido atualmente no país — foram 514 000 toneladas no ano passado —, as sete piscinas olímpicas da Ambev perdem impacto.

Para Auri Marçon, presidente da Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), a empresa terá de usar um volume bem maior de PET reciclado se quiser realmente fazer a diferença no setor. Além disso, há o fato de que, hoje, o gargalo na cadeia de reciclagem do plástico não está na falta de destinos para o material pós-consumo, ainda que a descoberta de mais um deles seja vista com bons olhos.

A indústria têxtil, por exemplo, é responsável por 39% do volume reciclado. “O problema da reciclagem do PET é a falta de coleta seletiva”, afirma Marçon. “Por causa disso, em algumas épocas do ano, as recicladoras chegam a ficar com ociosidade de 30%.”

A direção da Ambev afirma que a estratégia de criar uma nova demanda para o PET pós-consumo vai ajudar a elevar o preço desse material no mercado e estimular a coleta. Atualmente, a tonelada da resina PET vale cerca de 1 600 reais.

Moreira também não teme que a empresa sofra com a falta do material, uma vez que espera receber parte importante do volume necessário diretamente das 134 cooperativas de catadores que apoia.
Quando o assunto é o aumento nos percentuais do material pós-consumo usado depois de 2013, porém, as declarações do executivo são vagas. “Queremos expandir a garrafa PET reciclada para todo o portfólio de guaraná Antarctica até 2014”, diz ele. A Ambev é uma empresa conhecida por ter metas agressivas para absolutamente tudo e por se esmerar em cumpri-las. Espera-se que a regra valha também para a PET verde.

André Vialli, de 

BC segura dólar e mercado fala em novo teto para moeda


Quando moeda estava perto de R$ 2,12, BC anunciou leilão de swap cambial e dólar passou para campo negativo

A atuação do Banco Central (BC) no fim da manhã desta sexta-feira por meio de um leilão de swap cambial fez o dólar abandonar o território positivo e passar a registrar perdas em relação ao real. A medida do BC, tomada quando o dólar estava perto de atingir R$ 2,12, fez vários analistas citarem que um novo teto para a moeda americana foi estabelecido. Antes da autoridade monetária entrar no mercado, o dólar renovava máximas reagindo a declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o câmbio "não está em posição totalmente satisfatória".

Ao fim da sessão, o dólar à vista mostrou queda de 0,67% no balcão, cotado a R$ 2,083. Na máxima, o dólar no balcão atingiu R$ 2,117 e, na mínima, durante a tarde, a moeda marcou R$ 2,082. Da máxima para a mínima, a moeda oscilou -1,65%. Pouco depois das 16h30, o giro financeiro à vista somava US$ 1,365 bilhões (US$ 1,307 bilhões em D+2). Na BM&F, o dólar pronto fechou em baixa de 0,45%, a R$ 2,0865, com 14 negócios. Às 16h37, o dólar para dezembro de 2012 era cotado a R$ 2,087, com baixa de 1,00%, após marcar durante o dia máxima de R$ 2,1200.

Pela manhã, ao participar da 32ª Reunião do Fórum Nacional da Indústria, em São Paulo, Mantega também afirmou que o Brasil tem "quatro ou cinco meses de câmbio acima de R$ 2,00 e isso mostra que veio para ficar". Os comentários do ministro impulsionaram o dólar ante o real, em movimento contrário ao verificado no exterior, onde a moeda americana caía em relação a outras divisas.

Quando a moeda se aproximou dos R$ 2,12 no balcão, o BC decidiu agir, convocando um leilão de swap cambial tradicional - equivalente à venda de dólares no mercado futuro - das 11h45 às 11h55. Na operação, o BC vendeu 32.500 contratos para 3 de dezembro de 2012, em um total de US$ 1,620 bilhão. Com isso, o BC liquidou antecipadamente 51,75% dos US$ 3,1 bilhões do próximo vencimento de swap cambial reverso - que representa a compra de dólares no mercado futuro - marcado também para 3 de dezembro.

O BC já havia sinalizado na semana passada a intenção de não rolar os vencimentos de swap reverso de 3 de dezembro e de até mesmo antecipar a não rolagem, por meio de leilão de swap normal. Nos últimos dias, os investidores vinham pressionando o BC a, de fato, atuar, impulsionando o dólar nos mercados futuro e à vista. Hoje, com o dólar próximo do patamar de R$ 2,12 no balcão, o BC agiu.

"O piso estava definido, mas o teto ainda não, porque o patamar (dos últimos dias) não era testado há três anos. Hoje, parece que o teto ficou claro", afirmou o gerente de câmbio da TOV Corretora, Fernando Bergallo, que esperava a entrada do BC no mercado apenas quando a moeda americana se aproximasse dos R$ 2,15.

Para João Paulo de Gracia Corrêa, gerente de câmbio da Correparti Corretora, de Curitiba, a atuação do BC já era esperada. "Havia um piso de R$ 2,03 e temos também um novo teto, de R$ 2,12", comentou.
A percepção de um novo teto para a moeda, no entanto, não é unânime. Alguns profissionais entenderam que o BC somente atuou nesta sexta-feira porque o ritmo de alta tem sido intenso. Por este raciocínio, ainda haveria espaço para a continuidade da apreciação da moeda americana, mesmo que de forma mais lenta. Os movimentos na semana que vem, no entanto, dependerão do cenário externo e da própria disputa entre comprados e vendidos no fim de novembro. 

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