quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Pesquisadores fazem mistério sobre nova descoberta em Marte



Brasília – Pesquisadores da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, que investigam Marte, conhecido como Planeta Vermelho, indicam que há informações capazes de mudar a análise feita até agora sobre o tema. O chefe da missão, John Grotzinger, disse que o robô explorador Curiosity que está em Marte fez uma descoberta reveladora.
“É uma descoberta que vai mudar os livros de história. Os dados [coletados] indicam muitas promessas”, disse Grotzinger. No entanto, ele manteve em segredo os detalhes sobre a descoberta.

A expectativa, segundo especialistas, é que a descoberta leve à comprovação de existência de vida em Marte. Os detalhes das pesquisas feitas no planeta devem ser revelados durante a  reunião da União Geofísica Norte-Americana, em San Francisco (Califórnia), entre os dias 3 e 7 de dezembro.

Em setembro, foi retirada uma amostra do solo de Marte e o material foi analisado. Nele, os pesquisadores identificaram a existência de terra e rochas, nas quais havia abundância de elementos como carbono, oxigênio e nitrogênio.

Renata Giraldi* - Agência Brasil - Edição: Graça Adjuto
*Com informações da emissora pública de televisão do Chile, TVN.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Moody’s frustra mercado ao manter rating brasileiro


Moody’s não eleva rating do Brasil e explica os 4 motivos

País ainda tem indicadores inferiores aos governos com nota de crédito similar
A volatilidade do crescimento econômico também pesou na decisão

São Paulo – A Moody’s não elevou a nota de classificação de risco do Brasil, como parte do mercado esperava. Aproximadamente 17 meses após o aumento do rating de Baa3 para Baa2, a agência de classificação de rating reafirmou nesta quarta-feira a nota do país e a sua perspectiva positiva.

A expectativa era grande porque há uma regra de se revisar a nota em no máximo 18 meses após a atribuição de uma perspectiva. E como a tendência era de alta, isso justificava a aposta de que a nota pudesse subir um degrau na escala, para Baa1. Mas não foi isso que aconteceu. A agência, apesar de notar melhoras no ambiente econômico, ressaltou a permanência de alguns problemas.

“Uma redução significativa na taxa Selic em direção a níveis de apenas um dígito acoplada a indicações de que as condições macroeconômicas podem favorecer um ambiente de taxas de juros mais baixas no futuro representa recentes fatores positivos para o crédito que, na opinião da Moody’s, poderiam ter implicações favoráveis no rating soberano do Brasil”, mostra a nota assinada por Mauro Leos e Bart Oosterveld.

Os analistas, contudo, ressaltaram quatro principais indicadores que ainda seguram o país no nível atual:

1 – Investimento

De acordo com a agência, o índice de investimento do Brasil está muito abaixo da média dos países na escala Baa. Enquanto o país tem um nível abaixo de 20% do PIB (Produto Interno Bruto), os demais estão em 25%. 
O México, por exemplo, que tem a nota Baa1, almejada pelo Brasil, tem um índice de 25%. O Peru, em Baa3, também está acima (24%). As porcentagens são uma média entre 2007 e 2011.

2 – Carga de juros

Apesar da queda expressiva da Selic, que desde junho (data da última revisão do rating) caiu de 12,5% para 7,25% ao ano, o país ainda gasta 15% das receitas do governo. “É o dobro da mediana correspondente a emissores Baa”, explicam. O México guarda 9,5% para tal finalidade e o Peru apenas 5,5%.

3 – Necessidades Financeiras

A Moody’s ressalta que o país tem uma necessidade financeira bruta da ordem de 15% do PIB, que supera a maioria dos governos classificados no extremo superior do grupo Baa.

4 – Volatilidade do crescimento

A economia brasileira esfriou nos últimos anos e agora estacionou em um patamar baixo, que está inferior ao potencial, ressaltam. “Apesar das autoridades terem adotado algumas medidas para sustentar o crescimento, ainda resta um receio quanto à velocidade em que o crescimento será retomado, com alguns indicadores ainda denotando a presença de um enfraquecimento econômico relativo durante o segundo semestre de 2012”, destacam.



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STF deu golpe e assumiu o poder



Rui Martins,
Não há dúvida, houve um golpe contra o governo petista e o STF assumiu o poder. O momento é de ditadura do Judiciário sobre o Executivo e Legislativo.

A mais recente tentativa de golpe pelo STF foi no julgamento do italiano Cesare Battisti, ameaçado de extradição a pedido do governo Berlusconi. Num artigo publicado na época, alertei quanto à tentativa de golpe pelo STF (clique aqui). O objetivo do Supremo, presidido então por Gilmar Mendes, era o de retirar do presidente Lula o direito, que lhe era garantido pela Constituição, de decidir se Battisti seria ou não enviado ao governo italiano.

Antes disso houve, e o ex-ministro da Justiça Tarso Genro, denunciou diversas vezes, a inconstitucionalidade da decisão tomada pelo STF, ultrapassando seus poderes, de ignorar a decisão do ministro da Justiça negando expatriar Cesare Battisti. Gilmar Mendes e Peluso fizeram de tudo para expatriar Battisti, julgando-se mais competentes na matéria que o Ministério da Justiça e, atingido esse objetivo, queriam se sobrepor ao direito do presidente Lula dar a última palavra. Essa tentativa de somar mais poder e desmoralizar o presidente se frustrou e Lula deu acolha ao italiano, que tinha passado mais de dois anos ilegalmente preso.

Porém ficou evidente – o STF era incompetente na questão Battisti, seu longo julgamento deve ser considerado nulo e desnecessário, pois a questão já havia sido resolvida pelo ministro da Justiça. Em todo caso, desrespeitando o princípio constitucional da equiparação dos Poderes, o STF decidiu por maioria de um voto pela extradição de Battisti sem dispor de provas, optando pela versão unilateral do governo italiano.
Não me lembro qual foi a posição do ministro Joaquim Barbosa quanto a Battisti, mas me parece não ter votado por estar em licença por doença.

O jurista Carlos Lungarzo, que publica nos próximos dias um livro sobre o caso Battisti, demonstrou com base em documentos europeus a inconsistência dos argumentos italianos contra Battisti e a leviandade de ministros do STF em condenar sem provas o italiano à extradição. Mas nessa primeira tentativa do STF se sobrepor ao Executivo, um precedente foi criado – a última instância judiciária do país, em desrespeito ao princípio básico de Direito, de que não pode haver pena sem prova de crime ou delito, criou a perigosa jurisprudência de que se pode condenar sem provas concludentes.

Tal procedimento lembra os do Tribunal Especial na França ocupada e que consistia em dar a aparência de julgamentos legais a condenações pré-decididas pelo governo de Vichy contra personalidades francesas contrárias à Ocupação nazista. Uma constante é a de que toda vez que o Judiciário se prestou a maquiar perseguições políticas como julgamentos legais foi em obediência a ditaduras de direita ou de esquerda.

Ora, no Brasil, ocorre uma diferença fundamental – a última instância do Judiciário assumiu autonomia própria e age inclusive contra o governo, com o intuito de desmoralizá-lo e de assumir suas prerrogativas e seu poder, para confiná-lo apenas na governança.

O exemplo mais recente de golpe legal, é o do ocorrido no Paraguai, onde o Parlamento, interpretando à sua maneira um texto da Constituição, decretou o impeachment do presidente eleito pelo povo, derrubou-o e passou o poder ao vice-presidente. Ou seja, o Legislativo, contanto com a complacência do Judiciário, deu o golpe no Executivo.
Agora no Brasil, a condenação do principal articulador do governo petista, José Dirceu, visa diretamente o governo e o PT, e é um recado claro do STF de que assume o poder, mesmo se seus ministros-juízes não foram eleitos pelo povo. A partir de agora, todas as questões importantes do governo poderão ser decididas pelo STF e não pela presidenta Dilma e isso pode implicar até na privatização de estatais, como a cobiçada Petrobras, como no impeachment de governadores, prefeitos e até numa inelegibilidade do ex-presidente Lula.

Outro aspecto importante na condenação de José Dirceu está na exigência de ser colocado em cela comum, desobedecendo-se outro preceito legal, que beneficia com tratamento diferentes todos os universitários e ao qual Dirceu teria direito como bacharel em Direito.
Essa exceção reforça a suspeita de não se tratar de um julgamento equitável, mas de um ajuste de contas, alguma coisa parecida com vingança ou revanchismo de perdedores.

Por que tanto ódio contra José Dirceu? Não pertenço ao PT e me sinto à vontade para comentar. Mesmo se muitos petistas fundadores deixaram o partido por divergir das concessões feitas pelo governo Lula, não se pode negar ter sido Dirceu o principal articulador da eleição de Lula para a presidência. Além disso, foi um resistente contra a ditadura militar. E, embora acusado sem provas mas por ilação como envolvido no episódio do Mensalão, não se tratava de enriquecimento pessoal.
Se nos reportarmos ao ano 2005, quando estourou o caso “mensalão”, fica evidente que o alvo daquela campanha era o presidente Lula – o objetivo principal era o de se provocar um impeachment e derrubar Lula. Eu fazia a correção das provas de meu livro sobre Maluf (Dinheiro sujo da corrupção, Geração Editorial) e tive tempo de incluir um capítulo sobre o que considerei como um escândalo de excessivas proporções. Não se tratava de se justificar o ato de compra dos votos dos parlamentares, mas de uma observação realista.

E eu citava, como costumo citar, o exemplo suíço, país considerado dos mais honestos, onde existe uma versão legal de um tipo de mensalão. Todo deputado ou senador eleito recebe imediatamente o convite das grandes empresas suíças, desde bancos a laboratórios farmacêuticos, para ser vice-presidente do conselho de administração. O objetivo é o de evitar leis que prejudiquem tais bancos ou empresas e o de criar leis que os beneficiem. Trata-se de um compra indireta dos votos dos parlamentares, que poderia também ser considerada como lobby, mas que implica o pagamento de um salário mensal ao parlamentar.

O então presidente do equivalente a nossa Câmara Federal, Peter Hess, era em 2005, vice-presidente de 42 conselhos de administração de empresas suíças, o que lhe garantia mais de US$400 mil mensais. E isso sem qualquer escândalo.

A diferença é que, na Suíça, não é um partido que compra o voto de parlamentares mais ou menos honestos, porém as empresas privadas. O fato de na Suíça haver uma versão local de mensalão não justifica essa prática, mas pode-lhe dar a verdadeira dimensão.

É evidente que, no Brasil, não se condena o “mensalão” como prática desonesta, trata-se de um jogada política para se desmoralizar os petistas, que acabou não surtindo efeito nas eleições (por que diabo o STF escolheu a época das eleições para julgar o “mensalão”?), mesmo porque dizem ter havido compra de votos na emenda constitucional que permitiu a reeleição de FHC. Iria o STF julgar agora, sem provas, também o FHC? Outro aspecto importante: estão condenando os chamados corruptores de parlamentares, mas não punem os parlamentares corruptos?

E agora? O STF deixou de interpretar as leis, de manter ou anular julgamento, para aplicar sentenças e mesmo acusados não parlamentares não tiveram direito a julgamentos normais em primeira e segunda instância. Deve-se aceitar a humilhação de José Dirceu e os riscos que correrá em prisão comum, quando dentro de dois anos a Suíça devolverá os milhões bloqueados de Maluf, por não ter havido condenação pelo STF? Quando Pimenta Neves vive tranquilo em prisão domiciliar depois de ter matado a sangue frio a jornalista Sandra Gomide?

Em termos de recursos, as possibilidades de se adiar a execução da pena de José Dirceu são mínimas. Que tribunal acima do STF poderá arguir da condenação sem prova formal? E da inconstitucionalidade do Judiciário ultrapassando sua competência? Só um Conselho Constitucional, caso exista como na França, onde leis e sentenças ou decisões judiciárias podem ser anuladas em caso de inconstitucionalidade.

Ou será que José Dirceu é culpado por ter contribuído à diminuição da desigualdade social no Brasil, à ascensão dos negros às escolas e universidades, à projeção do Brasil como sexta potência mundial? Ou de ter articulado a eleição à presidência de um operário quebrando a hegemonia das elites brasileiras?

Talvez o Brasil ainda não se tenha curado dos repetitivos golpes e tentativas de golpe, constantes na história da República. Getulio se matou porque havia movimento de tropas para derrubá-lo; Café Filho e Carlos Luz queriam invalidar a eleição de Juscelino e Jango; depois da renúncia de Jânio, Jango só assumiu com a criação do parlamentarismo, um golpe indireto para anular seu poder presidencial; mesmo assim, foi derrubado pelos militares para não concretizar as reformas de base; depois da ditadura militar corremos agora o risco de uma ditadura light ou soft ditada pelo STF?
Em todos esses episódios, os golpes e tentativas visavam governos populistas ou reformistas interessados em dar mais direitos aos trabalhadores ou excluídos e restringir os privilégios da elite dominante.



Rui Martins - Berna *- Jornalista, Escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado Durante a ditadura, a Líder E emigrante,: Membro eleito DO conselho Provisório E fazer Atual conselho de emigrantes (CRBE) Junto Itamaraty AO. CRIOU OS Movimentos Brasileirinhos Apátridas e Estado dos Emigrantes, vive los Berna, Suíça nd. Escreveu O Livro Dinheiro Sujo da Corrupção sobre como Contas suíças secretas de Maluf.COLABORA COM Expresso o, de Lisboa, Correio do Brasil e Agência BrPress.

Os 10 carros mais roubados em outubro

Peugeot 307 foi o carro com mais freqüência de roubo no mês, segundo ranking da CNSeg



Preferidos pelos ladrões
São Paulo – Em outubro, o Peugeot 307 foi o carro com maior frequência de roubos, segundo o ranking mensal da CNSeg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais). E novamente a Fiat é a montadora com mais carros na lista.

O ranking da CNSeg considera a quantidade de roubos de cada modelo em relação à frota circulante. Assim, os modelos que têm mais carros.

1º lugar: Peugeot 307

Quantidade de roubados/furtados em outubro: 77
Frota em outubro: 80.823
Frequência de roubos/furtos: 0,095%




2º lugar: Fiat Stilo

Quantidade de roubados/furtados em outubro: 84
Frota em outubro: 90.926
Frequência de roubos/furtos: 0,092%




3º lugar: Fiat Punto

Quantidade de roubados/furtados em outubro: 82
Frota em outubro: 96.150
Frequência de roubos/furtos: 0,085%




4º lugar: Hyundai Tucson

Quantidade de roubados/furtados em outubro: 70
Frota em outubro: 83.152
Frequência de roubos/furtos: 0,084%




5º lugar: Renault Mégane

Quantidade de roubados/furtados em outubro: 74
Frota em outubro: 89.256
Frequência de roubos/furtos: 0,083%




6º lugar: Fiat Ducato

Quantidade de roubados/furtados em outubro: 44
Frota em outubro: 57.833
Frequência de roubos/furtos: 0,076%




7º lugar: Fiat Idea

Quantidade de roubados/furtados em outubro: 108
Frota em outubro: 144.045
Frequência de roubos/furtos: 0,075%




8º lugar: Renault Sandero

Quantidade de roubados/furtados em outubro: 188
Frota em outubro: 251.850
Frequência de roubos/furtos: 0,075%




9º lugar: Fiat Elba

Quantidade de roubados/furtados em outubro: 63
Frota em outubro: 88.951
Frequência de roubos/furtos: 0,071%




10º lugar: Honda Civic

Quantidade de roubados/furtados em outubro: 277
Frota em outubro: 396.116
Frequência de roubos/furtos: 0,070%





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Egito anuncia cessar-fogo entre Israel e palestinos


O chanceler egípcio, Mohamed Kamel Amr, fez o anúncio em entrevista coletiva conjunta com a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton
A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton; e o presidente do Egito, Mohamed Mursi reúnem-se no palácio presidencial em Cairo, no Egito

O Egito anunciou nesta quarta-feira que um cessar-fogo foi alcançado para acabar com o conflito entre Israel e os palestinos que entra em vigor no fim da tarde.

O chanceler egípcio, Mohamed Kamel Amr, fez o anúncio em entrevista coletiva conjunta com a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton. O cessar-fogo começa a valer às 17h (horário de Brasília), disse Amr, cujo país está no centro das negociações para acabar com o conflito.

"O Egito tem feito ótimos esforços... desde o início da mais recente escalada (da violência) na Faixa de Gaza", afirmou Amr.

"Esses esforços e contatos resultaram em entendimentos para cessar o fogo, restaurar a calma e acabar com o derramamento de sangue que se tem visto nos últimos tempos", disse o chanceler.

"O Egito pede a todos para que monitorem a implementação do que foi acordado sob a supervisão do Egito e garantam o compromisso de todas as partes para o que foi acordado."

Cachoeira deixa a Papuda para cumprir pena no semiaberto

Cachoeira deixa presídio da Papuda após justiça expedir alvará de soltura

Contraventor saiu do complexo prisional à 0h04 desta quarta-feira, 21. Decisão de juíza da 5ª Vara do DF fixa ainda pena de cinco anos em regime semiaberto e 50 dias de multa por fraude

Contraventor acena de dentro do veículo ao deixar o
 complexo prisional em Brasília
|André Dusek/Estadão | 
O contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, deixou, no início da madrugada desta quarta-feira, 21, o presídio da Papuda, em Brasília. A Justiça do Distrito Federal mandou solta-lo no início da noite de terça-feira. Cachoeira estava preso havia nove meses. A juíza Ana Cláudia Barreto, da 5ª Vara Criminal de Brasília, revogou a prisão provisória imposta ao contraventor a partir da Operação Saint Michel, que apurou tentativa de fraude a licitação no governo local.

Ao estabelecer a sentença na ação, no entanto, a juíza o condenou a cinco anos de reclusão, em regime semiaberto, mais 50 dias multa (cerca de R$ 3 mil) pelos crimes de formação de quadrilha e tráfico de influência - pena que só poderá ser aplicada após a publicação da decisão. Sua mulher, Andressa Mendonça, chegou por volta das 23h à Papuda e disse que reiterava "seu amor" por Cachoeira. Da prisão, ele deveria voltar para Goiânia.


Pai de Cachoeira, Sebastião de Almeida Ramos comemorou a decisão: "Graças a Deus! Essa prisão estava acabando com todos nós. Ele não merecia isso", afirmou. "Como não estou bem de saúde, vou amanhã (hoje) cedo para Goiânia encontrá-lo. A Justiça está sendo feita", completou o pai. "Nenhuma prova se produziu. A montanha pariu um rato. Ele em direito a recorrer em liberdade e essa pena será extinta", resumiu seu advogado Nabor Bulhões.

Conforme denúncia do Ministério Público, apresentada em maio à Justiça, Cachoeira e mais sete pessoas, entre elas os ex-diretores da Delta Construções Heraldo Puccini Neto e Cláudio Dias Abreu, associaram-se para fraudar licitação para o serviço de bilhetagem eletrônica no Distrito Federal. O objetivo seria conseguir a contratação da empreiteira para operar o serviço, que, segundo o grupo, poderia render R$ 60 milhões por mês.

Esquema. Um ex-servidor do Distrito Federal, Valdir dos Reis, com trânsito no Palácio do Buriti, foi contratado para facilitar os interesses da organização e corromper servidores do DFTrans, entidade que gerencia o transporte no DF, e da Secretaria de Transportes. De acordo com Ministério Público, Cachoeira era o cabeça do esquema, tendo, inclusive, ordenado os pagamentos a Valdir.

A sentença prolatada pela juíza, de 38 páginas, condena todos os réus pelos crimes de formação de quadrilha e tráfico de influência. Fora Cachoeira, Gleyb Ferreira da Cruz, aliado do contraventor, é o único apenado com o mesmo tempo no regime semiaberto, além de 10 dias multa (cerca de R$ 545). Os demais foram condenados ao regime aberto. Nos casos de Cláudio Abreu e Heraldo Puccini, a pena foi de três anos e seis meses, além de 10 dias multa.

Na prática, a decisão deixa os réus na boca do regime fechado, em caso de condenação pelos crimes atribuídos a eles na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, cuja ação corre na Justiça Federal em Goiás. As penas se somariam.

Nas 38 páginas, a juíza diz que Cachoeira foi o idealizador de todo o esquema. "É inegável a pretensão de enriquecer em detrimento do patrimônio público", afirmou. Cachoeira foi preso em 29 de fevereiro pela PF na Operação Monte Carlo, que desarticulou a organização que explorava máquinas de caça-níqueis em Goiás. As investigações chegaram ao então senador Demóstenes Torres, pego em escutas telefônicas, e, indiretamente, os governos do Distrito Federal, do petista Agnelo Queiroz, e de Goiás, do tucano Marconi Perillo.


Alana Rizzo e Fábio Fabrini - O Estado de S. Paulo

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