sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Dilma, na Espanha, fala sobre discriminação aos brasileiros



A presidenta Dilma Rousseff viajou à Espanha, para participar da 22ª Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e Governo, em Cádiz, no Sul do país. Depois ela segue para Madri, onde deverá permanecer até o dia 19. Dilma incluiu na agenda uma série de reuniões políticas com o rei Juan Carlos e o primeiro-ministro, Mariano Rajoy. Em discussão, a situação dos brasileiros na Espanha, ciência, tecnologia e inovação e a crise econômica internacional.
Nas conversas com as autoridades espanholas, Dilma pretende tratar da situação dos brasileiros que tentam entrar na Espanha e até pouco tempo sofriam restrições. Houve uma série de reuniões entre diplomatas e técnicos dos dois países na tentativa de estabelecer melhor tratamento aos brasileiros, que reclamavam de preconceito e agressão.
– Conseguimos encontrar caminhos para reduzir esses embaraços – disse o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, referindo-se aos avanços obtidos nas conversas com os representantes do governo da Espanha.
Durante a visita, Dilma também pretende reunir-se com estudantes que integram o Programa Ciência sem Fronteira, para falar sobre os desafios gerados pela crise econômica internacional. A cúpula reúne representantes de 22 países – de Andorra, da Argentina, da Bolívia, do Brasil, da Colômbia, da Costa Rica, de Cuba, do Chile, da República Dominicana, do Equador, de El Salvador, da Espanha, da Guatemala, de Honduras, do México, da Nicarágua, do Panamá, do Paraguai, do Peru, de Portugal, do Uruguai e da Venezuela.
Também faz parte dos compromissos da presidenta ampliar os acordos comerciais com a Espanha. Em 2011, o intercâmbio comercial do Brasil com a Espanha foi de US$ 8 bilhões, registrando crescimento de mais de 20% em relação ao ano anterior. As exportações somaram US$ 4,7 bilhões e as importações, US$ 3,3 bilhões (130% a mais que há cinco anos). Em 2011, a Espanha foi o 10º comprador do Brasil e o Brasil, o 16º comprador da Espanha.
Quinta economia da União Europeia e 13ª do planeta, a Espanha é o segundo maior investidor externo no Brasil, com estoque acumulado de US$ 85,3 bilhões, e o 10º maior comprador das exportações nacionais, com volume superior a US$ 4 bilhões (2011), à frente de países como França, Rússia e Índia.
No mesmo momento da viagem da presidenta estará no exterior o vice-presidente Michel Temer, que viaja dia 14 para a Alemanha, onde tem reuniões com a chanceler Angela Merkel. Ele volta ao país no dia 18. Sem Dilma e Temer no Brasil, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), assume a Presidência da República.
Esta será a quarta vez que Maia assume interinamente a presidência. Há oito meses quando ocupou o cargo, ele cumpriu agendas extensas, com até dez compromissos em um mesmo dia. Na sua lista de audiências ele recebeu prefeitos e políticos do Rio de Grande do Sul, seu Estado natal.

MUG faz festa e apresenta as fantasias para o carnaval 2013. Veja as fotos das alas


O enredo da escola de samba da Glória, em Vila Velha, é: "Mocidade Singra os Mares de Dunkerque. Merci Beacoup"

A Mocidade Unida da Glória (MUG) encheu a quadra, em Vila Velha, para apresentar ao público as fantasias do carnaval 2013. Na próxima folia, a MUG levará para a avenida o enredo "Mocidade Singra os Mares de Dunkerque. Merci Beacoup". As fantasias encantaram o público que esteve presente na quadra da agremiação canela-verde nesta quarta-feira (14). A festa terminou às 2 desta quinta (15).

Veja abaixo a galeria com fotos de todas as alas da MUG para o Carnaval 2013.


Fantasias da MUG para o carnaval 2013. (Crédito: Divulgação/MUG)



Produtos importados devem chegar às prateleiras 20% mais caros neste Natal


E não são apenas os importados que devem fechar o ano com preços mais elevados. A falta de concorrência com os produtos estrangeiros poderá deixar os nacionais também mais caros


Os produtos importados típicos do Natal, como vinhos, nozes e frutas secas podem ficar de fora da mesa do capixaba durante as festas de fim de ano. A previsão é do presidente da Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Bens de Consumo (ABCON), Gustavo Dedivitis.
O setor, segundo ele, vem enfrentando dificuldades, desde o inicio do ano, para trazer ao Brasil estas mercadorias, que devem chegar às prateleiras em média 20% mais caras que no ano passado. E não são apenas os importados que devem fechar o ano com preços mais elevados. Para a associação, a falta de concorrência com os produtos estrangeiros poderá deixar os nacionais também mais caros.
“Com o dólar mais caro, as dificuldades cada vez maiores para importação, além da provável falta de concorrência para os produtos nacionais, o consumidor como sempre é quem vai sofrer quando for às compras”, diz Gustavo Dedivitis.
Quem está percebendo essa alta nos preço dos produtos é a funcionária pública Soraya Beatriz România, 47 anos, que teme um natal prejudicado. "Os preços estão salgados nos supermercados. Gosto de comprar esses produtos no fim de ano, mas estou percebendo que não terá como, ainda mais quem é funcionária pública como eu. O jeito é substituir.", salienta.
Outro que diz que terá que substituir os produtos por uma opção de menor custo é o radialista Getúlio Loureiro, 53 anos. "Basta pegar o similar que a pessoa estará bem servida", frisa.

Mas, para o presidente da ABCON, Gustavo Dedivitis, essa troca não é positiva para o consumidor, já que não terá opções de preços nos estabelecimentos. "O importado sempre foi um fator muito interessante no combate à inflação. Ele gera concorrência e acaba inibindo a indústria nacional de aumentar o seu preço. Nesse sentido, a inflação acaba sendo controlada pelo produto importado. Quando ele não está nas prateleiras, esse produto fica mais caro e a inflação, sem dúvida, aumentado", defende.

Tiago Félix

Sem reajuste de gasolina, Petrobras pode vender mais ativos


Se a empresa não puder reajustar os combustíveis até a revisão de seu plano de investimento, uma das possibilidades são os desinvestimentos
"A política da empresa de que teremos um preço médio de combustível no Brasil igual ao preço médio internacional está mantida", disse o diretor financeiro da empresa
São Paulo - A Petróleo Brasileiro SA disse que pode vender mais ativos do que o planejado se o governo não permitir um reajuste dos preços de combustíveis para os padrões internacionais.

“Não há projeção sobre quando o reajuste vai acontecer”, disse o diretor financeiro, Almir Barbassa, em evento em Nova York ontem. “Mas a política da empresa de que teremos um preço médio de combustível no Brasil igual ao preço médio internacional está mantida.”

Se a Petrobras não puder reajustar os combustíveis até a revisão de seu plano de investimento, uma das possibilidades são os desinvestimentos, disse Barbassa.


Fórum vai monitorar ações contra mídia


Em seu último ato como presidente do CNJ, Ayres Britto institui comissão para acompanhar processos relativos à liberdade de imprensa

  

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) criou uma comissão para monitorar processos que tratam da liberdade de imprensa, abordando temas como censura, segredo de Justiça e "assuntos de interesse público". Batizado de Fórum Nacional do Poder Judiciário e Liberdade, a ideia é fazer uma estatística das decisões e acompanhar as ações que tratem diretamente do tema, com o objetivo de identificar a atuação dos magistrados, ajudando a fornecer informações que possam orientar sentenças em todas as instâncias da Justiça.

A proposta foi apresentada na terça-feira pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto, em seu último dia de atuação à frente da presidência do CNJ.
Ao Estado, o ministro Carlos Ayres Britto justificou sua iniciativa: "As relações de imprensa são da mais elevada estatura constitucional pelo seu umbilical vínculo com a democracia. O Conselho Nacional de Justiça não podia deixar de se interessar pelo modo como tais relações são cotidianamente equacionadas pelo nosso poder Judiciário".

Sem interferência. O ministro faz questão de destacar que o objetivo deste fórum nacional é o de promover o debate "sem nenhuma interferência na autonomia técnica dos magistrados em concreto exame dos litígios em torno dessas mesmíssimas relações".
Esta é a contribuição final, via CNJ, de Ayres Britto, que se aposenta compulsoriamente no próximo domingo, data em que completa 70 anos - idade-limite para funcionários públicos permanecerem no cargo.

De acordo com informações do Conselho, o fórum trabalhará o assunto em conjunto com a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) e com escolas de magistratura dos tribunais.

Farão parte desse grupo de estudos membros do Conselho Nacional de Justiça - um deles terá cargo de presidente do fórum -, integrantes da OAB, da Associação Nacional de Jornais (ANJ), da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e dois magistrados (um da Justiça estadual e outro da federal) indicados pelo presidente do CNJ e aprovados pelo plenário.
Ao menos uma vez por ano, a comissão promoverá um encontro nacional para discutir e apresentar estudos.

Censura. Não faltam exemplos recentes sobre o choque entre as opiniões dos magistrados e a dos meios de comunicação sobre a liberdade de imprensa. O Estado, por exemplo, está há mais de 1.200 dias proibido judicialmente de publicar informações sobre investigações da Polícia Federal sobre supostas ilegalidades cometidas pelo empresário Fernando Sarney, filho do senador José Sarney.

Ainda mais recentemente, durante o período eleitoral deste ano, o juiz eleitoral Adão Gomes de Carvalho tomou uma decisão - já revogada por ele mesmo - que vetou a publicação de um texto no blog do jornalista João Bosco Rabello, diretor da sucursal do Estado em Brasília.

A reportagem informava que o então prefeito Roberto Góes (PDT), candidato derrotado à reeleição em Macapá, no Amapá, teve sua campanha limitada por restrições judiciais, pois ele respondia à ação penal por ter sido preso em flagrante por porte ilegal de arma.

O texto também relembrou que o candidato passou dois meses preso graças à Operação Mãos Limpas, da Polícia Federal, que desbaratou uma quadrilha que atuava em todas as instâncias de poder no Amapá.

Assunto do passado. A justificativa do advogado de Roberto Góes para o pedido de veto da nota não foi em relação à veracidade das informações publicadas, mas por entender que o assunto já fazia parte do passado, portanto, seriam impertinentes para o momento.

BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

PCC cobra dívidas de bandidos com morte de policiais em São Paulo


PCC troca dívidas por execução de policiais e dá prazo de 1 dia para pagar
Três crimes desvendados nas últimas 24 horas mostram como a facção criminosa tem organizado atentados contra os agentes públicos


Artur Rodrigues e Marcelo Godoy, de O Estado de S.Paulo
Três crimes desvendados em 24 horas mostram que criminosos da cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC) estabeleceram prazos para que as ordens de assassinar policiais sejam cumpridas em São Paulo. As investigações confirmam a suspeita de que bandidos em dívida com a facção são obrigados a pagar o que devem por meio da execução de policiais civis e militares ou de agentes prisionais.

As confissões dos assassinos do PCC foram gravadas em vídeo pela polícia - um deles foi feito pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e o outro pelo Delegacia de Juquitiba, na Grande São Paulo. As confissões corroboram as conversas telefônicas interceptadas pela polícia nas quais líderes da facção deram a ordem de matar a seus subordinados - o Deic tem em seu poder os áudios sobre as mortes dos PMs Flávio Adriano do Carmo e Renato Ferreira da Silva Santos.

Um das confissões gravadas é a de Jefferson Luis de Miranda, de 32 anos. Acusado de roubos e de um latrocínio, Miranda foi preso na quinta-feira, 15, em Peruíbe, no litoral paulista, onde se escondia. O acusado apontou como mandante o “sintonia-geral de Carapicuíba”, o chefe da facção na região. Afirmou que, para quitar sua dívida de R$ 10 mil com o grupo, devia matar um policial militar.

Diante disso, Miranda pediu ajuda a um amigo. Segundo o delegado Josimar Ferreira de Oliveira, esse amigo é Valmir Fernandes, de 28 anos. Fernandes indicou o investigador João Antônio Pires, e a facção permitiu que, em vez de um militar, ele matasse um policial civil. Apanharam a vítima quando ela saía de um mercado em 5 de outubro.

O investigador carregava duas sacolas. Os bandidos chegaram em uma moto. Miranda estava na garupa e atirou. Câmeras filmaram o policial tentando fugir - ele correu para o mercado e foi perseguido. O criminoso acertou 16 vezes o investigador - os últimos disparos foram com a vítima imóvel e indefesa, caída no chão. Fernandes foi preso no dia 8 e negou a acusação. Ele e Miranda são candidatos a uma cela em um presídio federal, como os demais presos por matar policiais.

‘Foi o Comando’. Como ele, também deve ser mandado para a penitenciária federal de Rondônia o empresário Leandro Rafael Pereira da Silva, o Leo Gordo, de 28 anos. Dono de uma empresa de transporte coletivo, foi ele quem deu a ordem para matar os PMs Carmo e Santos, de acordo com a investigação do Deic. Ao ser indagado de quem havia recebido a ordem para matar os policiais, respondeu aos homens do Deic: “Foi o Comando”.

Leo Gordo não disse quem do comando do PCC deu a ordem. Só contou que ela veio por escrito. Leo era o responsável pela “quebrada” do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo. Ele devia “cobrar a rua” para que as ordens fossem cumpridas. A ele deram dez dias para que matasse dez policiais. Matou dois. Depois, deram-lhe mais 24 horas para fazer o que faltava. Falhou.

Foi preso quarta-feira, 14, com o empresário Wellington Alves, dono de uma fábrica de molduras. Além das mortes, serão acusados de lavagem de dinheiro e tráfico - o Deic pedirá o sequestro de seus bens. Além de Leo Gordo, Alves e Miranda, outros dois acusados de atentados a PMs foram presos e um suspeito morto na quinta.

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