terça-feira, 13 de novembro de 2012

A Influência da Ideologia politica na atenuação da razão e sua conseqüente potencialização da emoção.



Com o tempo, e uma assídua participação nos mais variados fóruns de debate da rede social facebook, pude observar um interessante fenômeno, fenômeno esse, aliás, de fácil constatação.

Gostaria que os amigos do facebook tivessem a visão imparcial que felizmente eu consigo ter nos assuntos pertinentes a nossa política partidária. E que, como eu passarinhassem pelos mais diversos grupos existentes naquela rede social fazendo uma leitura sem vícios, dos diversos comentários, feitos por pessoas diversas, porém sobre assuntos assemelhados.

É incrível como o cérebro da grande maioria está condicionado a responder de forma taxativa de acordo com sua preferência (ideologia) partidária. Seus instintos não lhes permitem uma segunda possibilidade, é aquilo e ponto, e não haverá argumentos, por mais fundamentados que sejam que conseguirão reverter o ponto defendido por aqueles. Outro fato interessante a ser percebido, é o imediato apoio mútuo, entre participantes de um mesmo grupo que se encontram emotivamente ligados numa mesma linha ideológica. A reação em cadeia é automática, e pobre daquele que estiver defendendo uma posição contrária a da maioria, o infeliz será taxado dos mais variados adjetivos, e antes que perceba já estará sendo ameaçado de exclusão daquele grupo. Passará o infeliz, de amigo virtual a um inimigo mortal. 

Kassab: maioria do PSD é favorável à reeleição de Dilma


Após duas horas de reunião com a presidente, prefeito diz que partido pode ter ministério


BRASÍLIA - Depois de duas horas de reunião com a presidente Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada, nesta segunda-feira, o prefeito de São Paulo e presidente do PSD Gilberto Kassab disse que sua simpatia pelo apoio da reeleição da presidente é majoritária no partido, mas ainda não houve deliberação sobre isso. Ele negou que tenha sido tratado no encontro sua ida para um ministério. Mas admite que, se no futuro o partido passar a integrar a base do governo, seria natural que a presidente Dilma acomodasse o PSD no governo federal.

- Um partido para ser respeitado precisa ter conduta. No início de 2013 vamos planejar o caminho para 2014 - afirmou Kassab.

O prefeito disse que tomou iniciativa de abordar a questão política no encontro com a presidente depois de tratarem de questões administrativas de São Paulo. Eles teriam conversado sobre a dívida de R$ 60 bilhões da prefeitura da cidade que, para Kassab, seria impagável. O prefeito disse para presidente que tem enorme simpatia pela reeleição dela. Mas isso, por enquanto, é apenas uma vontade pessoal dele. O que prevalece é a decisão formal do partido, o que ainda não aconteceu.

- Pode até haver um ministério se o partido decidir que vai caminhar com a presidente. Pode ser que ela ofereça um espaço para o PSD - afirmou o prefeito pouco antes de embarcar de volta para São Paulo.

Venezuela entra no Conselho de Direitos Humanos da ONU


O CDH, com sede em Genebra, conta com 47 cadeiras, das quais 18 foram renovadas na votação 

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, faz um anúncio em Caraca em 13 de outubro: Organizações como a Human Rights Fundation e a UN Watch criticaram a entrada de Venezuela
Nações Unidas - A Venezuela conseguiu nesta segunda-feira o respaldo majoritário da Assembleia Geral das Nações Unidas para entrar no Conselho de Direitos Humanos (CDH), apesar das críticas de organizações internacionais, em uma eleição na qual também foram escolhidos Brasil e Argentina pela América Latina, para o lugar de Cuba, México e Uruguai.

''É uma vitória arrasadora e sem precedentes da revolução bolivariana que demonstra o apoio da comunidade internacional a nossas políticas e que põe em evidência que na Venezuela estão sendo cumpridos de maneira escrupulosa os direitos fundamentais'', disse à Agência Efe o embaixador venezuelano, Jorge Valero.

A votação foi ''lamentável e terrível'' para os direitos humanos, comentou à Efe o presidente da Human Rights Foundation, Thor Halvorssen, prevendo que os representantes da Venezuela se dedicarão a bloquear com ''procedimentos técnicos e artimanhas'' qualquer tentativa de denunciar violações ''em seu país ou de seus aliados''.
O CDH, com sede em Genebra, conta com 47 cadeiras, das quais 18 foram renovadas na votação de hoje, que foram ocupadas por Brasil, Venezuela, Alemanha, Argentina, Coreia, Costa do Marfim, Emirados Árabes, Estônia, Etiópia, Gabão, Irlanda, Japão, Cazaquistão, Quênia, Montenegro, Paquistão, Serra Leoa e Estados Unidos, este último reeleito para um segundo mandato de três anos.

Organizações como a Human Rights Fundation e a UN Watch criticaram a entrada de Venezuela, Costa do Marfim, Emirados Árabes, Etiópia, Gabão, Cazaquistão e Paquistão.
O embaixador venezuelano assegurou à Efe que seu governo não se preocupa com a opinião de organizações que, segundo disse, ''são instrumentos de potências estrangeiras que financiam a subversão'' em seu país, por trás das quais, acrescentou, há pessoas que ''não têm credenciais democráticas''.

''A Venezuela não se prestará jamais a que os direitos humanos sejam usados como pretexto para deslegitimar países soberanos'', ressaltou o diplomata, defendendo o fim de uma ''visão reducionista'' das garantias fundamentais que deixa em um segundo plano os direitos econômicos, sociais e culturais frente aos civis.
Para Halvorssen, a votação prejudica a credibilidade do Conselho, pois abriu as portas a países com um histórico que, segundo sua opinião, ''deixa muito a desejar''.

''Como é possível? Não é uma questão do norte ou sul. Aqui se debate entre o que está certo e o que está errado, entre direitos humanos e violadores de direitos humanos'', declarou Halvorssen, para quem a única coisa que resta a fazer é ''seguir expondo'' à opinião pública os países que violam os direitos humanos.

Pela Ásia, Japão, Coreia do Sul, Emirados Árabes, Cazaquistão e Paquistão substituirão Arábia Saudita, Bangladesh, China, Jordânia e Quirguistão; pelo Leste Europeu, Estônia e Montenegro sucederão Hungria e Rússia; e, pela África, Costa do Marfim, Etiópia, Gabão, Quênia e Serra Leoa entraram no lugar de Camarões, Djibuti, Mauritânia, Mauricio e Nigéria.

Por parte do bloco de países ocidentais, os EUA conseguiram manter seu posto no Conselho de Direitos Humanos, enquanto Bélgica e Noruega serão substituídos por Alemanha e Irlanda, após uma votação na qual ficaram de fora a Grécia e a Suécia.
Os EUA, através de sua secretária de Estado, Hillary Clinton, agradeceram o apoio que permitiu que seu país permaneça mais três anos no Conselho, após o que qualificou como uma disputa ''muito concorrida'' com outros países ocidentais que são ''todos campeões de direitos humanos''.

Em comunicado, a chefe da diplomacia americana destacou que a Casa Branca seguirá trabalhando com a comunidade internacional para enfrentar as preocupações ''urgentes e sérias'' em matéria de direitos humanos no mundo, ''fortalecer'' o Conselho e equilibrar a ''desproporcional'' fixação desse organismo com Israel.

O Conselho de Direitos Humanos foi criado no dia 15 de março de 2006 pela Assembleia Geral para substituir a Comissão de Direitos Humanos, suprimida após 60 anos de trabalhos pela crise de legitimidade na qual tinha caído por decisões vistas como parciais, politizadas e desequilibradas.

Trata-se de um órgão intergovernamental da ONU responsável de fortalecer a promoção e proteção dos direitos humanos no mundo, entre cujas obrigações está realizar um exame periódico universal em cada um dos países-membros da ONU e celebrar sessões ordinárias e extraordinárias sobre temas concretos.

Por Emilio López Romero Via EXAME

Gerdau emplaca executivo no secretariado de Haddad


Quem é Marcos Cruz, novo secretário de Finanças de Haddad

O novo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad: primeira leva de secretários já foi anunciada
Fernando Haddad anunciou hoje um dos principais atores do seu mandato, o secretário de Finanças. Conheça melhor o secretário Marcos Cruz

São Paulo – O engenheiro Marcos Cruz foi o escolhido para ser o homem que vai cuidar do caixa da cidade com o maior orçamento do país. O secretário de Finanças durante o governo de Fernando Haddad (PT) na prefeitura de São Paulo veio da iniciativa privada e terá como uma das suas principais responsabilidades a renegociação da dívida da cidade.

O executivo de 37 anos é uma indicação de Jorge Gerdau, presidente do conselho administrativo do Grupo Gerdau e do Movimento Brasil Competitivo, com quem trabalhou em diferentes projetos da área de Educação através da empresa de consultoria da qual é sócio, a McKinsey & Company. Cruz, que atua na McKinsey desde que tinha 23 anos, já deixou de ser sócio da empresa.

Marcos Cruz tem seu currículo voltado ao planejamento com foco em resultado, o que representa já uma grande diferença do secretário de Finanças da gestão Kassab, Mauro Ricardo Costa, que priorizou o aumento da arrecadação. Para Cruz, que atuou em projetos estratégicos para clientes públicos e privados, o gestor precisa ter um número limitado de prioridades para se concentrar nelas.

O consultor é graduado em engenharia eletrônica na Unicamp e possui um MBA do Insead, na França. Cruz vem de fora do ambiente político, mas sua família não é estranha ao meio: seu pai é Paulo Cruz, professor aposentado da Unicamp e petista ferrenho, e ele é sobrinho dos irmãos José Roberto e Luiz Carlos Mendonça de Barros, economistas e, respectivamente, ex-secretário de Política Econômica do ministério da Fazenda e ex-presidente do BNDES, no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Fernando Haddad ainda anunciou hoje outros cinco quatro secretários, dentre eles o vereador Antonio Donato (Governo), a economista Leda Paulani, o advogado Luís Fernando Massonetto (Negócios jurídicos) e o arquiteto Fernando de Mello Franco (Desenvolvimento urbano).

Size_80_amanda-previdelli

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Pena ‘agrava a infâmia’ do processo, diz Dirceu em nota


Caso confirmada a condenação, ex-ministro estará inelegível até 2031, quando terá 85 anos


Mesmo condenado a 10 anos e 10 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu disse nesta segunda-feira que não desistirá de provar sua inocência. O petista acredita ter sido condenado com base em recursos jurídicos “que violam abertamente nossa Constituição e o Estado Democrático de Direito, como a teoria do domínio do fato, a condenação sem ato de ofício, o desprezo à presunção de inocência e o abandono de jurisprudência que beneficia os réus”.

Em nota publicada em seu blog, Dirceu lembra que o julgamento não acabou e diz que não se calará porque considera “injusta” a sentença que lhe foi imposta. Para ele, a condenação “agrava a infâmia e a ignomínia de todo esse processo”, que teria sido realizado “sob a pressão da mídia e marcado para coincidir com o período eleitoral na vã esperança de derrotar o PT e seus candidatos”. No texto ele afirma ter dedicado sua vida à luta pela democracia e ao PT.

“Entrei e saí do governo sem patrimônio. Nunca pratiquei nenhum ato ilícito ou ilegal como dirigente do PT, parlamentar ou ministro de Estado. Fui cassado pela Câmara dos Deputado e, agora, condenado pelo Supremo Tribunal Federal sem provas porque sou inocente”, escreveu o ex-ministro.

Caso a condenação seja confirmada, Dirceu estaria inelegível até 2031, quando terá 85 anos idade. A medida decorre da aplicação da Lei da Ficha Limpa, que prevê inelegibilidade de oito anos para os condenados por órgãos colegiados. Segundo a lei, os anos devem ser contados após o cumprimento da pena. A previsão vale caso os recursos apresentados por sua defesa sejam indeferidos e a pena seja aplicada a partir do ano que vem.

Leia a íntegra da nota:
“Dediquei minha vida ao Brasil, a luta pela democracia e ao PT. Na ditadura, quando nos opusemos colocando em risco a própria vida, fui preso e condenado. Banido do país, tive minha nacionalidade cassada, mas continuei lutando e voltei ao país clandestinamente para manter nossa luta. Reconquistada a democracia, nunca fui investigado ou processado. Entrei e saí do governo sem patrimônio. Nunca pratiquei nenhum ato ilícito ou ilegal como dirigente do PT, parlamentar ou ministro de Estado. Fui cassado pela Câmara dos Deputado e, agora, condenado pelo Supremo Tribunal Federal sem provas porque sou inocente.
A pena de 10 anos e 10 meses que a suprema corte me impôs só agrava a infâmia e a ignomínia de todo esse processo, que recorreu a recursos jurídicos que violam abertamente nossa Constituição e o Estado Democrático de Direito, como a teoria do domínio do fato, a condenação sem ato de ofício, o desprezo à presunção de inocência e o abandono de jurisprudência que beneficia os réus.
Um julgamento realizado sob a pressão da mídia e marcado para coincidir com o período eleitoral na vã esperança de derrotar o PT e seus candidatos. Um julgamento que ainda não acabou. Não só porque temos o direito aos recursos previstos na legislação, mas também porque temos o direito sagrado de provar nossa inocência.
Não me calarei e não me conformo com a injusta sentença que me foi imposta. Vou lutar mesmo cumprindo pena. Devo isso a todos os que acreditaram e ao meu lado lutaram nos últimos 45 anos, me apoiaram e foram solidários nesses últimos duros anos na certeza de minha inocência e na comunhão dos mesmos ideais e sonhos.
José Dirceu”

STF decide que Dirceu e Delúbio vão cumprir regime fechado de prisão


Ex-presidente do PT José Genoino pegará quase sete anos de cadeia, pelos cálculos da Corte

José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares: cúpula petista condenada no mensalão Fotomontagem / Editoria de Arte

BRASÍLIA e RIO - O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta segunda-feira o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu a dez anos e dez meses de detenção — o que significa que o dirigente petista terá que cumprir regime fechado de prisão. Além da cadeia, Dirceu terá que pagar multa de R$ 676 mil, relativa a 260 dias/multa, pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa.

O acusado era detentor de uma das mais importantes funções da República. Ele conspurcou a função e tomou decisões chave para sucesso do empreendimento criminoso. A gravidade da prática delituosa foi elevadíssima. Com efeito, a prática se estendeu entre 2003, e 2005. — concluiu Barbosa.

Na sequência, foi feito o cálculo da pena do ex-presidente do PT, José Genoino. Pelos mesmos crimes atribuídos a Dirceu — formação de quadrilha e corrupção ativa — Genoino foi condenado a seis anos e 11 meses de prisão, em regime semiaberto, além de multa de R$ 468 mil.
— Genoino valeu-se da influência que tinha no PT para distribuir recursos milionários em espécie. Fato relevante: a quadrilha permaneceu ativa por 2 anos. A quadrilha alcançou se objetivo, a compra do apoio, Genoino ajudou a pôr em risco o sistema republicano, em contrariedade da Constituição — afirmou Barbosa.

Já Delúbio Soares, terceiro réu do núcleo político cujo cálculo de penas foi analisado na Corte, foi condenado a oito anos e 11 meses de prisão, em regime fechado, pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa. O ex-tesoureiro do PT também terá que pagar R$ 325 mil, relativos a 250 dias/multa.

Celso de Mello afirmou que Dirceu, Genoino e Delúbio, além dos outros réus condenados pelo Supremo, já estão inelegíveis. O ex-ministro da Casa Civil deve ficar inelegível até 2031.
— Pela lei da Ficha Limpa, basta uma condenação emanada de órgão colegiado, que torna inelegível qualquer desses réus condenados independentemente do trânsito em julgado da condenação criminal. Todos eles já estão inelegíveis — disse Celso de Mello.

Lewandowski deixa plenário
O plenário deu início hoje ao processo para fixar as penas dos réus do núcleo político do mensalão - entre eles, Dirceu. Mas o começo da leitura do voto do relator Joaquim Barbosa — que apreciou a condenação por formação de quadrilha — provocou a ira do revisor Ricardo Lewandowski, que se disse “surpreendido” com a atitude do ministro. A princípio, seriam votados, após as definições relativas ao núcleo publicitário, os cálculos relativos ao núcleo financeiro — mas o relator inverteu a ordem antes estabelecida para os votos.

— Toda hora Vossa Excelência vem com uma surpresa! Vossa Excelência está surpreendendo a todos. O advogado do réu não está aqui! Vim de São Paulo, saindo de uma banca de mestrado, se eu soubesse... — exasperou-se Lewandowski, que não poderia votar nesta dosimetria, já que absolveu o réu pelo crime.

— Não interessa de onde Vossa Excelência veio — rebateu Barbosa. — Surpresa é sua lentidão ao proferir seu voto.
O revisor então deixou o plenário - para voltar apenas depois do intervalo. Enquanto o presidente do STF, Ayres Britto, tentava restabelecer a ordem, Barbosa continuava:

— Tá vendo? Ele está a fim de obstruir mesmo!
O presidente do STF defendeu a decisão de Barbosa. Segundo Britto, a mudança obedece à lógica e não representaria nenhum dano à defesa dos réus.

— Eu não vejo o menor prejuízo para a defesa. E tem lógica o que o ministro Joaquim fez. É interessante que na dosimetria a corrupção ativa venha antes da corrupção passiva. Isso é elementar. Vocês já viram alguém contestar a metodologia de voto do relator ? Nunca jamais em tempo algum - disse Britto, no intervalo da sessão.

STF totaliza pena de Simone Vasconcelos
Antes, Ayres Britto retomou os votos que faltavam na dosimetria da ré Simone Vasconcelos - pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas - e de Cristiano Paz - pelo crime de lavagem de dinheiro. No caso de Simone, com os pronunciamentos dos ministros Marco Aurélio Melo, Dias Toffoli e Cármen Lúcia, foi fixada a pena total de 12 anos, sete meses e 20 dias de prisão, além de pagamento de R$ 374,4 mil de multa.

Em seguida, núcleo financeiro
Em seguida, começou a ser examinada a situação do núcleo financeiro - ou seja, a cúpula do Banco Rural. Kátia Rabello, ex-vice-presidente da instituição financeira, teve a pena calculada em 16 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, pelos crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e evasão de divisas. A ex-dirigente do banco também terá que pagar R$ 1,505 milhão em multa. Os casos dos outros réus devem ser debatidos na próxima quarta-feira.

Três sessões do calendário do julgamento do mensalão serão tomadas por outros assuntos até o fim deste mês, o que poderá levar o julgamento até 2013. O feriado desta quinta-feira, a posse de Joaquim Barbosa na presidência da Corte e a chegada do ministro Teori Zavascki à Corte ocuparão essas sessões.

Esta semana, o STF dedica duas sessões ao mensalão: hoje e quarta-feira — a última com a participação de Ayres Britto, que completa 70 anos no domingo e se aposentará. O julgamento só será retomado no dia 19, sob o comando provisório de Barbosa, também relator do processo. O mesmo deve ocorrer nos dias 21 e 22, quando Barbosa toma posse como presidente do STF. Para esse dia, não está prevista sessão de julgamento.

Na última semana de novembro, também estão agendadas só duas sessões para o mensalão; no dia 29, Zavascki assume como ministro. Os ministros ainda precisam definir as penas de 22 dos 25 condenados. O STF entra em recesso em 20 de dezembro e só volta em fevereiro de 2013.

Via O Globo.

Sobre o Blog

Bem‑vindo ao Blog Dag Vulpi!

Um espaço democrático e apartidário, onde você encontra literatura, política, cultura, humor, boas histórias e reflexões do cotidiano. Sem depender de visões partidárias — aqui prevalecem ideias, conteúdos e narrativas com profundidade e propósito.

Visite o Blog Dag Vulpi