terça-feira, 23 de outubro de 2012

Trabalhador terá informações sobre saldo e saques do FGTS por internet e celular




Acordo entre as centrais sindicais e a Caixa Econômica Federal pretende ampliar o acesso dos trabalhadores a informações sobre suas contas no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O cidadão poderá receber dados sobre saldo, depósitos ou saques no FGTS por meio da internet e de mensagens SMS (serviço de mensagens curtas - short message service, na sigla em inglês) no celular. O trabalhador interessado deve cadastrar uma senha nos sites do fundo ou da Caixa e solicitar o serviço, que é gratuito e já está disponível.

“Além da celeridade na movimentação do saldo e no saque do FGTS, o trabalhador passa a ser o fiscal mais eficiente da própria conta, acompanhando se a empresa está ou não depositando as parcelas descontadas”, disse, em nota, o vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Fábio Cleto.

A Caixa estima que mais de 27 milhões de pessoas sejam beneficiadas pela medida até 2013. Atualmente, cerca de 1 milhão de pessoas têm acesso a esse serviço, que deverá chegar a aproximadamente 3,1 milhões de usuários até o final do ano. No total, há cerca de 105 milhões de contas no FGTS.

Para atingir essa meta, a Caixa e as centrais sindicais que participam do Conselho Curador do FGTS – a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força Sindical, a Central Geral dos Trabalhadores (CGT), a Nova Força Sindical, a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) – firmaram acordo na última semana para expandir a divulgação do serviço.

Os trabalhadores que quiserem podem continuar a ter acesso às informações do FGTS por meio do recebimento de extrato bimestral via Correios. Para isso, é preciso manter o endereço residencial atualizado, que pode ser confirmado ou modificado pela internet.

Carolina Sarres (Agência Brasil) Edição: Lílian Beraldo

Maioria dos brasileiros quer reeleição de Obama




Da BBC Brasil
Pesquisas de opinião feitas em 21 países mostram que em 20, incluindo o Brasil, a maioria dos entrevistados é favorável à reeleição do atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que disputa as eleições no próximo dia 6 com o republicano Mitt Romney. As pesquisas ouviram as pessoas de julho a setembro. No caso do Brasil, 65% dos entrevistados disseram preferir Obama a Romney.

A preferência brasileira por Obama segue uma tendência mundial. O país onde Obama atingiu o maior índice de popularidade foi a França (72%). A Austrália obteve a segunda maior taxa de aceitação (67%), seguida pelo Canadá e pela Nigéria (ambos com 66%). Romney vence apenas no Paquistão, onde foi citado por 14% dos entrevistados. Obama foi lembrado por 11% da população.

Assim como no Brasil, na Grã-Bretanha e no Panamá o democrata é preferido por 65% dos entrevistados. O levantamento não inclui entrevistados nos Estados Unidos. As pesquisas foram conduzidas pelo Instituto GlobeScan/Pipa. Mais de 21 mil pessoas foram ouvidas.

O resultado mostrou que 50% do total de entrevistados torcem por Obama. Os favoráveis a Romney somam 9% e os demais declararam não ter nenhuma preferência. Os resultados contrastam com as pesquisas de opinião internas dos Estados Unidos, que mostram os candidatos empatados tecnicamente.

A pesquisa tem margem de erro de 4 pontos percentuais. Para o diretor da Market Analysis - empresa responsável pela pesquisa no Brasil, Fabián Echegaray, Obama é o preferido da maioria dos brasileiros devido à política internacional mais pacifista.

"O brasileiro é sensível aos temas da violência e do crime. A questão da guerra se relaciona com isso. O governo de Obama teve uma experiência bélica e militar menor, em contraste com a administração anterior (de George W. Bush)", disse Echegaray.

O diretor acrescentou que Obama atrai mais a simpatia do público brasileiro do que Romney em decorrência da aparência física. Segundo ele, assim como ocorreu na eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a população se identifica com Obama como um integrante do povo mais do que Romney.

"Os brasileiros veem Obama como pardo e isso gera maior identificação. Romney, caucasiano, é visto como o americano branco", disse o analista. Mas a popularidade do democrata caiu no Quênia - terra natal de seu pai - e também no México, na Polônia e na China. O índice permaneceu o mesmo na Austrália, no Canadá, na Nigéria e Alemanha ao comparar os números de 2012 com os de 2008.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Pastores declaram apoio a Haddad e criticam Malafaia


Segundo petista, não houve pedido de votos, mas convergência de ideias entre ele e os líderes religiosos

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, recebeu na tarde desta segunda-feira, 22, o apoio de 20 líderes partidários, que assinaram um manifesto em prol de sua candidatura. Além de defenderem o Estado laico e a liberdade religiosa na cidade, os pastores fizeram uma manifestação de solidariedade ao petista após as críticas do pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus-Vitória em Cristo. "Houve uma reação em relação aos modos com que o pastor (Malafaia) utilizou para ofender a minha pessoa. Houve uma manifestação de solidariedade", argumentou o petista, após o encontro com os evangélicos.

Entre a pauta de reivindicações dos evangélicos, está a manutenção de parcerias com instituições religiosas nas áreas de educação, ações de combate às drogas e a dependência química e programas de assistência social. No entanto, um dos pontos mais discutidos no encontro foi o que os pastores chamaram de "perseguição e o clima de medo" impostos pela atual administração municipal, através da aplicação de multas e o fechamento de templos religiosos com a aplicação da lei do "Psiu". "Eles estão pedindo apenas o cumprimento da lei", afirmou o petista. Segundo Haddad, os líderes religiosos reclamaram "da maneira arbitrária com que a Prefeitura aplica as multas, desobedecendo regras de fiscalização. O candidato ressaltou ainda que não pretende mudar a lei do "Psiu". "São questões que podem ser equacionadas dentro da legalidade, sem nenhuma alteração", disse o candidato.

O encontro com evangélicos foi articulado pelos coordenadores de sua campanha, entre eles o deputado estadual Simão Pedro e o vereador José Américo, que já se colocou à disposição para promover ajustes na lei do "Psiu", tornando as regras mais claras para a fiscalização. "Eles foram muito perseguidos no governo Kassab/Serra", acusou o vereador.

Haddad revelou aos jornalistas que não procurou os líderes religiosos. "Eu não procurei ninguém. Visitei vários líderes religiosos e nunca pedi votos para ninguém", garantiu. O petista ressaltou que a aproximação aconteceu devido à convergência de ideias e de princípios como a defesa do Estado laico e o combate a intolerância. "É um gesto importante que sinaliza que as igrejas não querem ser instrumentalizadas, que elas querem o respeito do poder público", justificou.

Em seu blog, Dirceu diz que Serra 'já entregou os pontos'


Ex-ministro, condenado no julgamento do mensalão, diz que disputa em SP já está definida a favor de Haddad

CAMPINAS - O ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu afirmou nesta segunda-feira, 22, que o candidato a prefeito de São Paulo José Serra (PSDB) faz uma campanha "negativista" e que "os tucanos já entregaram os pontos" na disputa com o candidato do PT, Fernando Haddad. Dirceu escreveu que aliados de Serra já estão buscando novas lideranças no partido e classificou a possível filiação do tucano ao PSD em 2014 como algo não "impossível".

São cada vez mais frequentes as notícias de que os tucanos já entregaram os pontos e encaram com realismo a derrota. E de que já se reorganizam e rearrumam-se em torno de novas lideranças porque consideram que José Serra, com mais essa iminente derrota em São Paulo, já era", escreveu Dirceu e um dos dois artigos que publicou em seu blog atacando Serra.

O ex-ministro, principal acusado no processo do mensalão, foi citado por Serra durante o debate e entrevistas com jornalistas para criticar o candidato do PT. "Não será impossível que [Serra] se mude em 2014, de malas e bagagens, para o PSD refundado pela terceira vez por seu principal aliado, o prefeito paulistano Gilberto Kassab (ex-DEM-PSDB)", escreve.
 
Em um dos artigos, intitulado "José Serra não aprende, nem se emenda", Dirceu afirma que o candidato do PSDB tem "um histórico de campanhas negativistas". "E olha que ele disputou praticamente todas as eleições de 1986 para cá", brinca. "Castigado pela falta de voto (segundo as pesquisas), de público e de crença dos eleitores em suas afirmações, mesmo assim José Serra, na última semana e quase às vésperas do pleito, prossegue com sua campanha negativista", ataca o ex-ministro.
Segundo ele, "olhando em retrospectiva sua participação em outras disputas, a impressão que fica é que ele não sabe fazer campanha de outra forma".

Reta final. Dirceu afirma que o PSDB e Serra "fazem de tudo" nesta última semana de eleição para que o "eleitor esqueça que ele, a exceção do mandato de deputado constituinte, abandonou todos os demais cargos para os quais se elegeu" - reforçando um discurso adotado na campanha de Haddad contra o adversário.

"O desespero tucano é maior porque enquanto não atrai público para as aparições de José Serra, e seus comícios e atos públicos são esvaziados, é cada vez maior a participação popular e o entusiasmo nos atos de campanha do PT", comemora Dirceu. Ele cita os eventos da campanha que contaram com a participação da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo, na região do ABC paulista, em Campinas e em capitais do Nordeste.

Interlocutor frequente do ex-presidente Lula desde que começou o julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Dirceu afirmou que ele "foi muito feliz" ao comparar Serra aos ex-presidentes Fernando Collor de Mello e Jânio Quadros.

Por 6 votos a 4, STF condena Dirceu e mais 9 por formação de quadrilha


Sete anos depois das primeiras denúncias, Supremo conclui julgamento do escândalo com 25 réus condenados e confirma que o governo Lula comprou votos no Congresso para aprovar projetos

BRASÍLIA - No último ato do escândalo do mensalão, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta segunda-feira, por 6 a 4, os operadores do esquema pela formação de uma quadrilha que atuou no governo e foi comandada pelo ex-chefe da Casa Civil José Dirceu. Ele sofreu condenação por chefiar o esquema, auxiliado na cadeia de comando pelo ex-presidente do PT José Genoino, pelo ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares e pelo publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza.

Sete anos depois das primeiras denúncias, o STF desfechou o escândalo com 25 réus condenados e julgou que a gestão do ex-presidente Luiz Inácio da Silva comprou votos no Congresso para a aprovação de projetos de interesse da administração federal. De acordo com o ministro Celso de Mello, decano do tribunal, "um dos episódios mais vergonhosos da história política do País", operado por "homens que desconhecem a República, pessoas que ultrajaram as suas instituições e que, atraídos por uma perversa atração do controle criminoso do poder, vilipendiaram os signos do Estado Democrático de Direito e desonraram com seus gestos ilícitos e ações marginais a ideia que consignam o republicanismo na nossa Constituição".

Um grupo que reuniu 11 réus no total para a prática de crimes de lavagem de dinheiro, contra a administração pública - peculato e corrupção - e contra o sistema financeiro - gestão fraudulenta de banco. "Tenho, para mim, que, neste perfil, reside a verdadeira natureza dos membros dessa quadrilha, que, em certo momento histórico de nosso processo político, ambicionou tomar o poder, a constituição e as leis do País em suas próprias mãos. Isso não pode ser tolerado", afirmou Mello. "Ninguém tem legitimidade para transgredir as leis e a Constituição de nosso país. Ninguém está acima da autoridade do ordenamento jurídico do estado", continuou.

No entendimento do STF, o desvio de recursos públicos, os empréstimos bancários fraudados, a lavagem desse dinheiro e a distribuição para deputados, tudo foi montado para angariar apoio ao governo Lula e ampliar o poder do PT. Na sessão desta segunda-feira, o Supremo julgou a última fatia do processo. Condenou Dirceu e outros dez réus por integrar o que o decano do STF classificou como "uma sociedade de delinquentes". "Formou-se na cúpula do poder, à margem da lei e ao arrepio do direito, um estranho e pernicioso sodalício (sociedade de pessoas que vivem em comum), constituído por dirigentes unidos por um comum desígnio, um vínculo associativo estável que buscava eficácia ao objetivo espúrio por eles estabelecidos: cometer crimes, qualquer tipo de crime, agindo nos subterrâneos do poder como conspiradores, para, assim, vulnerar, transgredir, lesionar a paz pública", afirmou Mello.

O grupo foi integrado por Dirceu, Delúbio, Genoino, Valério, dirigentes do Banco Rural e das agências de publicidade que ajudaram a capitalizar o mensalão. Votaram pela condenação dos réus pelo crime de formação de quadrilha os ministros Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Carlos Ayres Britto (presidente). "No caso, houve a formação de uma quadrilha das mais complexas, envolvendo, na situação concreta, o núcleo dito político, o núcleo financeiro e o núcleo operacional", afirmou Marco Aurélio Mello. "Mostraram-se os integrantes em número de 13. É sintomático o número", acrescentou o ministro, lembrando o número do PT, mas ignorando que dois dos 13 réus foram absolvidos. Conforme a maioria dos ministros, o esquema envolvia divisão de tarefas entre cada um dos núcleos, pressupunha a união estável entre os réus para a prática de crimes que atentaram contra a paz pública. "Havia um projeto delinquencial de natureza política", afirmou Fux. "Esse projeto delinquencial foi assentado aqui pelo plenário como existente. Todos sabiam o que estavam fazendo. Todos foram condenados por isso", disse.

Quatro integrantes da Corte não julgaram que o grupo constituiu uma quadrilha. Para os ministros Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Dias Toffoli, os réus não se juntaram com o fim de integrar um grupo destinado à prática indeterminada de crimes. A partir de agora relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, começa a revelar as penas que defende que sejam impostas a cada um dos réus. Deve começar pelo ministro da Casa Civil. Barbosa já adiantou que aqueles que estavam no topo da cadeia de comando do esquema terão tratamento mais severo. Somente depois de todo o julgamento, os ministros discutirão se os condenados começam imediatamente a cumprir as penas, como defendeu o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ou se aguardam em liberdade o trânsito em julgado do processo, o que deve ocorrer apenas em 2013.

Felipe Recondo, Mariângela Gallucci, Eduardo Bresciani e Ricardo Brito, de O Estado de S.Paulo

Deputado do PSB denuncia corrupção em prefeitura administrada pelo PT


Uma das principais cidades do Norte do ES, Colatina, vai viver mais quatro anos de empreguismo, baixa capacidade de investimentos, anormalidades administrativas, fatiamento das secretarias e corrupção.

A previsão é do deputado federal Paulo Foletto (PSB), cuja principal base política é Colatina. Nesta entrevista concedida a AGENCIA CONGRESSO ele não mede palavras para acusar o prefeito petista Leonardo Deptulski (PT) que foi reeleito com 63,81% dos votos.

Segundo Foletto, a administração de Colatina está comprometida com a falência, por ter alguém que não sabe como direcionar o desenvolvimento da cidade "O município está sendo administrado de forma fraudulenta e corrupta. Colatina necessita de uma injeção renovadora, a cidade está sendo mal administrada, e que está entregue a facções", disse.

Além de estar indignado com a decadência do modo como o petista administra a cidade, Foletto denuncia nepotismo nas secretárias; "A mulher do prefeito é a dona da Secretaria de Ação Social, o irmão do prefeito fica por conta da Comunicação, o ex-prefeito é dono da Secretária de Obras, e os acordos são feitos, a captação do lixo é do amigo do prefeito, e por ai vai"; relatou.

Fonte:
AGENCIA CONGRESSO - Foto PSB 

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