segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Revisor do mensalão condena ex-assessor do PP por corrupção passiva e o absolve da acusação de lavagem de dinheiro


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, revisor da Ação Penal 470, conhecida como processo do mensalão, retomou a leitura de seu voto sobre os pagamentos a parlamentares entre 2003 e 2004.
Ele iniciou seu voto lendo sobre as acusações contra o réu João Cláudio Genu, assessor do PP à época dos fatos. Lewandowski questionou a defesa de Genu e o condenou por corrupção por estar provada sua participação nos atos ilícitos. Mas absolveu o ex-assessor, no entanto, do crime de lavagem de dinheiro.
O ministro julgará agora Breno Fischberg e Enivaldo Quadrado, da corretora Bônus Banval. Em seguida, falará sobre os réus do PL (atual PR), PTB e PMDB. Embora seu voto ainda esteja no começo, Lewandowski, na sessão de quinta-feira (20), já mostrou discordar da versão apresentada pelo relator Joaquim Barbosa, que condenou 12 réus desta etapa, entre eles sete parlamentares.
O revisor absolveu o deputado federal Pedro Henry (PP-MT) de todos os crimes de que o réu foi acusado e o ex-deputado federal e ex-presidente do PP Pedro Corrêa, do crime de lavagem de dinheiro. Enquanto Barbosa disse que os parlamentares lavaram dinheiro ao receber em espécie ou ao mandar terceiros sacarem na boca do caixa, Lewandowski discordou por acreditar que a dissimulação faz parte do próprio ato de corrupção. Para o revisor, se o parlamentar não sabia do caminho sujo do dinheiro até chegar às suas mãos, ele não pode ser condenado por lavagem.
Os dois ministros também discordam sobre o motivo do recebimento da verba pelos parlamentares. Barbosa segue a tese do Ministério Público que diz que o pagamento era para a compra de apoio político ao governo. Lewandowski, no entanto, disse que o dinheiro destinava-se ao pagamento de dívidas de campanha, aproximando-se da tese dos advogados.

Iriny, a moqueca e a geopolítica capixaba

Na verdadeira moqueca capixaba não vai dendê, e na política daqui essa de “vão ter que me engolir” nem sempre cola.
Dag Vulpi
E foi na onda do velho lobo Zagallo que a candidata do PT tentou fazer sua estória. Conclusão: meteu os pés pelas mãos, a moqueca com o dendê virou peixada, seus pares viraram-lhes as costas, o povo não engoliu, e os articuladores da tal geopolítica estão ‘pocando’, deitam e rolam enquanto saboreiam a verdadeira moqueca daqui.

Agora convido os distintos leitores para juntos fazermos uma reflexão:
Teria a candidata Iriny razão caso reclamasse da postura do PT? 
Particularmente tenho minha crítica formada, e sem querer influenciar nas dos senhores, trago para o agora, os acontecidos de um antes recente.

Pois bem, que a candidata se elegeu e se reelegeu várias vezes, e pelos mais variados cargos públicos graças às suas virtudes e ao apoio sem igual de uma militância (então) apaixonada e fervorosa é fato. Mas, se não considerarmos que a presidenta Dilma ao nomeá-la ministra deu uma força e tanto cometeríamos uma copiosa iniqüidade. 

Nem a Dilma, nem Lula, nem os petistas, ou muito menos nós fomos culpados pelas desvairanças da então ministra. As vezes penso o que de fato teria passado naquela cachimónia para incomodar-se por exemplo, com aquela top model, por divulgar lingerie? Ou para tentar intervir nos roteiros das novelas globais?  Ou ainda outras sandices menores que se fazem desnecessárias serem desenterradas.

Convenhamos que lá na capital Federal eles fizeram o possível, mas ela desdenhou da possibilidade do ganho político.
Aqui na ilha do mel, não teve conversa, se auto declarou candidata e ponto, e as tentativas de mudar seu posicionamento por parte da executiva foram ‘tratoradas’ pelo ego da petista.

E aqueles que espertamente ‘pocaram’ na geopolítica, estão passarinhando na parte de cima dos gráficos das pesquisas eleitorais.

O quase impossível tornou-se o provável, pois até pouco tempo, os dois principais candidatos – Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) e Luciano Rezende (PPS) – figuravam no mesmo grupo que queria tirar o PT do comando. Mas, ao decidirem jogar em times opostos, escantearam a candidata  e ex-ministra petista Iriny Lopes. 

Marcelo Santos se diz "preparado para governar”

Marcelo Santos, líder nas pesquisas de intenção de votos, disse que sua trajetória política o preparou para comandar Cariacica


Com 32,4% das intenções de votos na pesquisa estimulada Enquet/A Tribuna, Marcelo Santos (PMDB), que disputa a Prefeitura de Cariacica, atribuiu o resultado aos quatro
mandatos que já ocupou — um de vereador e três de deputado — e diz que, por isso, se sente preparado para gerenciar a cidade.
“Sem nenhuma prepotência e sem desmerecer os demais candidato, mas a população entende que, pela quantidade de mandatos e pelas parcerias que conquistei ao longo da minha trajetória política, sou e me sinto preparado para governar a cidade”, explicou.
Na avaliação feita em agosto, Marcelo estava na frente com 30,3%. Portanto, apresentou crescimento de 2,1 pontos percentuais.
Indagado sobre um eventual segundo turno no município, Marcelo reforçou: “Estou prepara d o ”.
Os dados foram divulgados ontem. Para chegar ao percentual, a pesquisa ouviu 900 pessoas, na última terça-feira. A margem de erro é de 3,3 pontos percentuais para
mais ou para menos, em um coeficiente de confiança de 95% Em segundo lugar, está o atual vice-prefeito, Geraldo Luzia Junior (PPS), o Juninho. Na comparação com a pesquisa de agosto, ele cresceu 8,3 pontos percentuais.
Antes havia sido escolhido por 17,1% dos entrevistados, hoje já tem 25,4% das intenções de votos.
“Atribuo o crescimento ao fato das pessoas começarem a se atentar que a eleição está chegando.

Por termos a menor rejeição e por nossa campanha ser muito tranquila, sem ataques, as pessoas perceberam que optar por Juninho é optar pelo equilíbrio político da cidade”, explicou.
Na terceira colocação na pesquisa está a deputada estadual Lúcia Dornellas (PT). Ela conta com 15,4%, índice próximo ao apontado pela pesquisa de agosto, quando ela marcou 15%. Mesmo assim, a petista garante que estará no segundo turno. “Eu continuo muito animada. Aqui vai ter segundo turno e eu vou estar nele”, garantiu.
Em seguida, aparece o também deputado Sandro Locutor (PV), com 3,4%. Em agosto, ele tinha 7% das intenções. O presidente da Câmara de Cariacica, Adilson Avelina (PSD) é o último colocado, com 2,6%. Em agosto ele tinha 2,3%.

‘Robô-cobra’ é nova aposta para tratamento de câncer

Uma “cobra” de 30cm se move pelo corpo de um homem deitado em uma maca, avançando pelo seu fígado. Ela para, “fareja” um ponto à sua esquerda e vira à direita. Trata-se de um robô médico, guiado por um cirurgião experiente e criado para alcançar pontos do corpo que os médicos só conseguiriam ver durante um procedimento cirúrgico invasivo.

Por enquanto, o equipamento é apenas um protótipo e não foi usado em pacientes reais – apenas em laboratório. Mas seus criadores britânicos dizem que, quando o aparelho estiver pronto e aprovado, será uma arma da medicina para encontrar e remover tumores.

A “cobra mecânica” é uma entre várias tecnologias de combate ao câncer que estão sendo apresentadas nesta semana na Conferência de Engenharia Oncológica da Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha.

A maioria dos equipamentos exibidos ainda está em fase inicial de desenvolvimento, mas Safia Danovi, representante da organização Cancer Research UK, lembra que pesquisas em inovações são extremamente importantes no combate ao câncer.
- Novas tecnologias que façam as cirurgias mais precisas e eficientes são fundamentais – diz ela. Graças a pesquisas, inovações como cirurgias por pequenas incisões e a robótica estão mudando as perspectivas para os pacientes de câncer, e essa tendência precisa continuar.

Orifícios ou incisões
O câncer causa 13% das mortes anuais registradas no mundo, aponta a Organização Mundial da Saúde. Ainda que alguns tratamentos usem técnicas não invasivas, os médicos muitas vezes necessitam adotar procedimentos cirúrgicos de risco.
Os “robôs-cobra”, por sua vez, são tão minimamente invasivos quanto possível dentro da tecnologia atual. Eles usam orifícios do corpo ou incisões locais como pontos de entrada, explica Rob Buckingham, diretor-gerente da OC Robotics, empresa de Bristol (Inglaterra) responsável pelos equipamentos.

O aparelho permite que o cirurgião observe e “sinta” o corpo do paciente, usando câmeras e dispositivos ultrassensíveis. Com isso, pode complementar um sistema de cirurgia robótica em uso há uma década: o sistema Da Vinci, desenvolvido nos EUA, que é um robô com quatro braços equipados com pinças.
Ainda que o equipamento não realize a cirurgia de forma autônoma, ele permite que os médicos realizem cirurgias complexas de forma menos invasiva e mais precisa. O Da Vinci é controlado por um cirurgião, através de pedais e alavancas.
Apesar do alto custo (US$ 2,2 milhões, ou R$ 4,4 milhões) do sistema Da Vinci, ele já é adotado por diversos hospitais no mundo. Outra opção é um longo e fino braço mecânico chamado Mirosurge, desenvolvido pelo centro espacial alemão DLR. Também é um protótipo, mas engenheiros da DLR defendem que ele é mais versátil que o sistema Da Vinci.

- Ele tem sensores que impedem que diferentes braços mecânicos se choquem (durante um procedimento) – diz Sophie Lantermann, da DLR, agregando que os custos do Mirosurge também são menores.

Remoção do tumor
Um dos desafios no combate ao câncer é garantir que, na cirurgia, todo o tumor seja removido. Para tal, os cirurgiões precisam saber exatamente onde o tumor acaba, tarefa nem sempre fácil.
Na Universidade de Berna, na Suíça, cientistas têm injetado um medicamento no corpo do paciente que, uma vez que alcança o tumor, torna-se incandescente perante a luz.
Essa tecnologia de imagem também é aplicada a instrumentos usados para “navegar” pelo corpo, da mesma forma que um GPS ajuda a encontrar um caminho.
- A ideia é controlar os instrumentos cirúrgicos para que um cirurgião possa ver, pela tela do computador, como esses instrumentos se movem pelo corpo – explica Stefan Weber, do centro ARTORG de Pesquisas de Engenharia Biomédica na Universidade de Berna.

- Se você observa o fígado, por exemplo, verá que é um órgão homogêneo de cor vermelha e marrom. Mas para ver onde estão os tumores, fazemos uma tomografia do paciente, um modelo 3D do órgão e dos vasos sanguíneos e nesse modelo conseguimos enxergar o tumor, para dizer ao cirurgião onde ele deve operar.
Weber conta que essa detecção dos vasos sanguíneos, que alinha o modelo com a anatomia do paciente, e a precisão do procedimento “é algo que os computadores não eram capazes de fazer há cinco anos”.

Uma técnica semelhante está sendo desenvolvida na Holanda. Mas Rob Buckingham, da OC Robotics, explica que um dos principais objetivos da conferência oncológica de Leeds é fazer com que todas essas tecnologias trabalhem em conjunto.

- Se começamos a combinar, por exemplo, nosso ‘robô-cobra’ – para alcançar partes traseiras dos órgãos do corpo – com sensores que podem identificar um alvo, pode haver benefícios clínicos – diz ele.

Confiança do Consumidor sobe 1,4% em setembro, diz FGV

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas subiu 1,4% em setembro na comparação com agosto, ao passar de 120,4 pontos para 122,1 pontos, informou a FGV nesta segunda-feira.
O Índice da Situação Atual (ISA) subiu 2,2%, passando de 133,5 pontos em agosto para 136,4 pontos em setembro. Já o Índice de Expectativas avançou 1,8%, de 113,0 pontos para 115,0 pontos no período.Em agosto, o índice havia recuado 1% na comparação com julho.
O indicador que mede a satisfação dos consumidores em relação à situação econômica local interrompeu uma sequência de quatro quedas consecutivas ao avançar 2,2% em setembro, passando de 101,0 para 103,2 pontos.
A proporção de consumidores que avaliam a situação como boa aumentou de 23,9% em agosto para 24,5% em setembro, e a dos que a consideram ruim diminuiu de 22,9% para 21,3%.
Dentre os quesitos que compõem o ICC, o indicador que mede as expectativas dos consumidores em relação à situação econômica futura subiu 4,2%, ao passar de 116,7 para 121,6 pontos, o melhor resultado desde maio deste ano.
A parcela de consumidores que projetam melhora passou de 32,5% para 35,3%, e a dos que preveem piora diminuiu de 15,8% para 13,7%.
Indicadores econômicos vêm dando sinais de alguma melhora da economia. Tanto o setor varejista como o leve crescimento da produção industrial ajudaram a iniciar o terceiro trimestre com um ritmo de expansão um pouco mais forte do que o esperado pelo mercado, de acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br).
Via Correio do Brasil

Lewandowski volta a revisar a Ação Penal 470

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou, nesta segunda-feira, o julgamento da Ação Penal 470, conhecida como processo do ‘mensalão’, com a continuação do voto do ministro-revisor, Ricardo Lewandowski, sobre os pagamentos a parlamentares entre 2003 e 2004. No começo da leitura do voto, na semana passada, Lewandowski mostrou, mais uma vez, divergir do ministro-relator, Joaquim Barbosa, sobre a condenação de 12 réus, inclusive sete parlamentares.

Um dos pontos de divergência entre Lewandowski e Barbosa é sobre o crime de lavagem de dinheiro, questão central por envolver os 13 réus cujas condutas são analisadas agora pelo STF. O julgamento da Ação Penal 470 entra no 27º dia.
Lewandowski já absolveu o deputado federal Pedro Henry (PP-MT) de todos os crimes e o ex-deputado federal e ex-presidente do PP Pedro Corrêa, do crime de lavagem de dinheiro. Na leitura hoje, o relator mencionará as acusações ao réu João Cláudio Genu, assessor do PP à época dos fatos, e aos réus Breno Fischberg e Enivaldo Quadrado, da corretora Bônus Banval. Em seguida, falará sobre os réus do PL (atual PR), PTB e PMDB.

O relator disse que os parlamentares lavaram dinheiro ao receber em espécie ou ao mandar terceiros sacarem na boca do caixa, mas Lewandowski discorda, pois acredita que a dissimulação faz parte do próprio ato de corrupção. Para o revisor, se o parlamentar não sabia do caminho sujo do dinheiro até chegar às suas mãos, ele não pode ser condenado por lavagem.

Os dois ministros também discordam sobre o motivo do recebimento da verba pelos parlamentares. Barbosa segue a tese do Ministério Público que diz que o pagamento era para a compra de apoio político ao governo. Lewandowski, no entanto, disse que o dinheiro destinava-se ao pagamento de dívidas de campanha, aproximando-se da tese dos advogados.

Em entrevista à imprensa há dois dias, após a sessão, Lewandowski deu uma nova versão sobre o destino dos recursos e disse que não vai detalhar em seu voto qual o objetivo do pagamento a parlamentares porque “não há necessidade de entrar nesse tipo de elucubração”. Para ele, a corrupção fica configurada se o político aceitar receber vantagem, independentemente do motivo que levou o corruptor a oferecer dinheiro.
Via Correio do do Brasil

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