segunda-feira, 24 de setembro de 2012

PT quer desconstruir Aécio em Minas


Terra do potencial candidato do PSDB à Presidência, Minas vive guerra de caravanas do PT e PSDB, tudo por 2014. O PSDB descobriu que há dois anos o deputado federal petista Reginaldo Lopes percorre pequenos e médios municípios palestrando em Câmaras Municipais e clubes, com um único discurso: desconstruir a imagem de Aécio Neves. Os tucanos reagiram. Pegou a estrada o deputado federal Marcus Pestana, presidente do PSDB mineiro, que faz rota similar para tentar resgatar o que classifica de legado do ex-governador.

Cidadãos podem informar ao TSE se doaram ou prestaram serviço a campanhas


Qualquer cidadão pode acessar a página do Tribunal Superior Eleitoral na internet (www.tse.jus.br) e declarar se doou ou não algum valor para a campanha de qualquer candidato.

Os cidadãos podem auxiliar a Justiça Eleitoral no processo de prestação de contas de campanha dos candidatos nas eleições 2012. Qualquer cidadão pode acessar a página do Tribunal Superior Eleitoral na internet (www.tse.jus.br) e declarar se doou ou não algum valor para a campanha de qualquer candidato. Da mesma forma, o cidadão pode declarar se prestou ou não algum tipo de serviço para um candidato, como, por exemplo, confecção de cartazes e plotagem de veículos.

Para isso, basta que o cidadão acesse o link “Eleições 2012” no site do TSE e, em seguida, “Prestação de contas”. Neste link, o cidadão poderá se cadastrar para enviar, voluntariamente, informações sobre doações ou gastos de campanha dos candidatos.
É importante que os doadores e fornecedores de campanha prestem essas informações voluntárias à Justiça Eleitoral. Essa participação dos cidadãos auxilia a Justiça Eleitoral a analisar se os candidatos ocultaram informações ao prestar contas de suas campanhas.

Isso quer dizer que um candidato, em sua prestação de contas, pode não declarar todos os valores que recebeu, o que configura o chamado “caixa dois”. Há ainda casos em que o candidato excede o limite de gastos permitido e não declara todos os serviços que contratou para a campanha.

Também é importante que os cidadãos que não doaram ou forneceram bens prestem, voluntariamente, essas informações. É que os cidadãos e empresas possuem limites de doação para campanhas políticas. Quando esses limites são extrapolados, candidatos mal intencionados podem utilizar na prestação de contas CPFs e CNPJs de pessoas e empresas que não doaram e nem forneceram bens para a campanha. Isso camufla a verdadeira origem dos recursos e esconde essa extrapolação de limites de doação.
O coordenador de Controle Interno do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES), Fábio Rosado Barbosa, afirma que essa iniciativa traz transparência ao processo de prestação de contas de campanha. “A participação da sociedade aumenta a eficiência do controle de gastos e recebimentos por parte dos candidatos, já que os próprios fornecedores e doadores poderão trazer as informações”.

As informações podem ser prestadas pelos cidadãos até o dia 06 de novembro, data em que se encerra o prazo para a prestação de contas por parte dos candidatos. A Justiça Eleitoral aconselha que os fornecedores sempre emitam a nota fiscal em nome do candidato, comitê ou partido, com o respectivo CNPJ da campanha. Para os doadores, a dica é sempre exigir o recibo eleitoral, que é seriado e emitido pelo próprio candidato.
Assessoria de Comunicação do TRE-ES

PT na descendente e perdendo espaço político nas capitais

Mesmo no comando do governo federal, contando com a alta popularidade da presidente Dilma Rousseff e com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como cabo eleitoral, o PT vislumbra uma forte possibilidade de encolher nas eleições para prefeito nas capitais. 

No quadro que se desenha na reta final, o partido que hoje comanda sete prefeituras, está na dianteira das pesquisas de intenção de votos em apenas três: Goiânia, Rio Branco e João Pessoa. E corre o risco de ficar fora do segundo turno em São Paulo, a disputa escolhida como prioridade da sigla. Em Vitória deve ocorrer o mesmo. 


Abraço do afogado 
Após oito anos no poder, o prefeito João Coser não consegue sequer colocar sua candidata, Iriny Lopes, na segunda posição na corrida pela PMV. 
Aos pesadelos do PT, soma-se o fato de que o partido que está na frente em um maior número de capitais é o PSDB, força política que tradicionalmente polariza as disputas com os petistas. 

Candidatos tucanos têm dominado os pleitos em cinco capitais, inclusive Vitória, hoje governada pelo PT. “Ainda é muito cedo para cravar que o PT está diminuindo nessas cidades”, minimiza o secretário de Organização do partido, Paulo Frateschi.
Na avaliação de Frateschi, a situação da legenda na campanha repete um comportamento já tradicional da sigla em disputas eleitorais. “Somos um partido de chegada, estamos acostumados a virar disputas nos últimos 10 dias da corrida”, afirma o secretário, reconhecendo que a militância demorou a ir para as ruas reforçar as candidaturas petistas. 

Um sintoma da desmobilização se fez sentir em São Paulo, onde Lula chegou a dizer no palanque do petista Fernando Haddad estar sentindo falta de militantes entregando panfletos e agitando bandeiras. 
“Não podemos pensar que a televisão vai resolver tudo”, disse Lula. “Ele entrou na hora certa. Um chamado desse é suficiente para o partido entrar em campo”, acredita o secretário do PT. 

A reação dos oposicionistas, no entanto, não se restringe ao PSDB. Depois de perder quadros e tempo de televisão com a criação do PSD e ter seu ocaso decretado por analistas políticos, o DEM ressurge com chance de eleger três prefeitos de capitais, um deles já no primeiro turno: João Alves, em Aracaju. 
“Mais do que o cansaço de material de partidos como o PT, nós estamos apostando na qualidade dos nossos quadros. Quem ficou no DEM depois da sangria causada pelo PSD foi a essência do partido, os nomes mais tradicionais”, diz o presidente da sigla, José Agripino Maia. 
“Reconheço que vivemos um ano pesado, mas soubemos nos recompor e, em certa medida, ganhar com o que parecia ser uma perda”, avalia Agripino, que cita como principal exemplo o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD).
“Ele saiu do partido e foi apoiar o José Serra (PSDB) como se fosse o grande cabo eleitoral da disputa. Agora, está sendo escondido pela campanha”, desdenhou o democrata.

Aliados 
Outro problema que o PT enfrentará é o avanço de legendas aliadas na esfera federal. O PSB, que rompeu aliança com o partido em três capitais, apresentando candidaturas próprias, tem nomes considerados competitivos em ao menos seis. 

O provável crescimento da sigla preocupa o governo federal e a cúpula petista por representar a consolidação do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), como liderança política nacional, com poder para influenciar a construção da chapa governista em 2014 ou lançar candidatura própria à Presidência. 

O PDT aparece com três candidatos em primeiro lugar nas pesquisas — o mesmo número que hoje apresentam PT e PMDB. O resultado desse avanço poderá influenciar uma redistribuição de forças na Esplanada, ao fim das eleições. 
“O número de capitais é importante, mas a força do partido no interior não pode ser desconsiderada”, diz o presidente do PMDB, Valdir Raupp, apostando que o partido irá se manter no topo do ranking das legendas e somar mais de mil prefeituras neste ano. “Continuaremos sendo a principal força da base aliada nos municípios”, afirma Raupp. 

Julgamento do mensalão é retomado com leitura sobre pagamentos a parlamentares


O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma hoje (24) às 14h o julgamento da Ação Penal 470, conhecida como processo do mensalão, com a continuação do voto do ministro-revisor, Ricardo Lewandowski, sobre os pagamentos a parlamentares entre 2003 e 2004.  No começo da leitura do voto, na semana passada, Lewandowski mostrou, mais uma vez, divergir do ministro-relator, Joaquim Barbosa, sobre a condenação de 12 réus, inclusive sete parlamentares.
Um dos pontos de divergência entre Lewandowski e Barbosa é sobre o crime de lavagem de dinheiro, questão central por envolver os 13 réus cujas condutas são analisadas agora pelo STF. O julgamento da Ação Penal 470 entra no vigésimo sétimo dia.
Lewandowski já absolveu o deputado federal Pedro Henry (PP-MT) de todos os crimes e o ex-deputado federal e ex-presidente do PP Pedro Corrêa, do crime de lavagem de dinheiro. Na leitura hoje, o relator mencionará as acusações ao réu João Cláudio Genu, assessor do PP à época dos fatos, e aos réus Breno Fischberg e Enivaldo Quadrado, da corretora Bônus Banval. Em seguida, falará sobre os réus do PL (atual PR), PTB e PMDB.
O relator disse que os parlamentares lavaram dinheiro ao receber em espécie ou ao mandar terceiros sacarem na boca do caixa, mas Lewandowski discorda, pois  acredita que a dissimulação faz parte do próprio ato de corrupção. Para o revisor, se o parlamentar não sabia do caminho sujo do dinheiro até chegar às suas mãos, ele não pode ser condenado por lavagem.
Os dois ministros também discordam sobre o motivo do recebimento da verba pelos parlamentares. Barbosa segue a tese do Ministério Público que diz que o pagamento era para a compra de apoio político ao governo. Lewandowski, no entanto, disse que o dinheiro destinava-se ao pagamento de dívidas de campanha, aproximando-se da tese dos advogados.
Em entrevista à imprensa há dois dias, após a sessão, Lewandowski deu uma nova versão sobre o destino dos recursos e disse que não vai detalhar em seu voto qual o objetivo do pagamento a parlamentares porque “não há necessidade de entrar nesse tipo de elucubração”. Para ele, a corrupção fica configurada se o político aceitar receber vantagem, independentemente do motivo que levou o corruptor a oferecer dinheiro.
Da Agencia Brasil

Luiz Paulo tem 43%, Luciano 22% e Iriny 16%, aponta Ibope em Vitória


Pesquisa mostra que candidato do PSDB caiu três pontos percentuais.
Margem de erro é de quatro pontos para mais ou para menos.


O Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) Ibope divulgou neste sábado (22) a segunda pesquisa de intenção de voto sobre a disputa pela Prefeitura de Vitória nas eleições deste ano. A pesquisa foi encomendada pela Rede Gazeta.
Em relação à pesquisa anterior, Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) caiu três pontos percentuais, foi de 46% para 43%. Luciano Rezende (PPS) subiu dois pontos, saindo de 20% para 22%. Iriny Lopes (PT) subiu de 14% para 16%. Edson Ribeiro (PSDC), Gustavo De Biase (PSOL) e Montalvani (PRTB) ainda aparecem com 1% das intenções de voto cada um. O nome do candidato Jenner Dinho (PDT) estava na relação de candidatos, mas não foi citado por nenhuem entrevistado.

Veja os números do Ibope para a pesquisa estimulada:
Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB): 43%
Luciano Rezende (PPS): 22%
Iriny Lopes (PT): 16%
Edson Ribeiro (PSDC): 1%
Gustavo De Biase (PSOL): 1%
Montalvani (PRTB): 1%
Branco / nulo: 8%
Não sabe / não respondeu: 9%

A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 20 de setembro. Foram entrevistadas 504 pessoas na cidade de Vitória. A margem de erro é de 4 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES), sob o número ES-00082/2012.

Pesquisa anterior
A primeira pesquisa do Ibope foi divulgada em 18 de agosto e registrou os seguintes resultados: Luiz Paulo Vellozo Lucas com 46%; Luciano Rezende (20%); Iriny Lopes (14%); Edson Ribeiro (1%), Gustavo De Biase ((1%) e Montalvani (1%).

Rejeição aos candidatos
O Ibope também perguntou em quem os entrevistados não votariam de jeito nenhum: Iriny Lopes foi a mais citada, com índice de rejeição de 31%. Montalvani tem 18%, Edson Ribeiro 15%, Luiz Paulo 14%, Luciano Rezende 11%, Gustavo de Biase 9% e Jenner Dinho 9%. Entre os entrevistados, 7% poderiam votar em todos e 12% não souberam ou não responderam.

Na pesquisa anterior, os resultados da rejeição foram os seguintes: Oswaldo Barba com 29%; Eduardo Cotrim com 21%; Paulo Altomani com 15%; Sacomano com 12%; Flavio Lazzarotto com 11%; o professor Ronaldo Mota teve 9%. Entre os entrevistados, 10% responderam que votariam em todos eles e 22% não souberam ou não responderam.
Iriny Lopes (PT) teve 31% de rejeição; Luciano Rezende (PPS) 19%; Luiz Paulo (PSDB) 18%; Edson Ribeiro (PSDC) obteve 11% das respostas; Montalvani (PRTB) 8%. Os que falaram que poderiam votar em todos foram 17% e não sabem e não responderam 26%.
Na pesquisa anterior, os resultados da rejeição foram os seguintes: Iriny Lopes com 31%; Luciano Rezende com 19%; Luiz Paulo com 18%; Edson Ribeiro obteve 11% das respostas; Montalvani com 8%. Entre os entrevistados, 17% responderam que votariam em todos eles e 26% não souberam ou não responderam.

Pesquisa Espontânea
O instituto de pesquisa também questionou em quem os entrevistados votariam para prefeito espontaneamente, ou seja, sem a apresentação das opções de nomes de candidatos. Nesta situação, 39% dos entrevistados disseram que votariam no candidato Luiz Paulo; 15% votariam em Luciano Rezende; Iriny Lopes teria 14% dos votos; Gustavo de Biase teria 1%; Edson Ribeiro e Montalvani teriam 0 % dos votos cada um. Brancos e nulos somaram 8% e eleitores que não souberam ou não responderam, 21%.

Maiores problemas
A pesquisa abordou com os eleitores, ainda, quais as áreas que as pessoas vêm enfrentando maiores problemas. Em Vitória, os três itens mais citados foram segurança pública com 49%, saúde com 23% e transporte coletivo com 6%.

Sócio da Vale na África quer processar BTG e Agnelli


Negociação em curso para que o BTG e Agnelli assessorem o governo da Guiné sobre o destino da maior reserva inexplorada de minério no mundo é o que motiva o processo

O minério em Simandou, estimado em 5,5 bilhões de toneladas métricas, não fica longe do complexo da Vale em Carajás com 7,4 bilhões de toneladas
O grupo israelense BSG Resources, sócio da Vale na África, procura advogados no Brasil para processar o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, e o empresário Roger Agnelli, ex-presidente da mineradora. O motivo é uma negociação em curso para que o banco e Agnelli passem a assessorar o governo da Guiné, na costa oeste da África, sobre o destino da mina de Simandou, a maior reserva inexplorada de minério de ferro do mundo.

Embora formalmente a negociação gire em torno de assessoria financeira e estratégica, os israelenses temem que o acordo seja abrangente o suficiente para que BTG e Agnelli tenham influência sobre todas as operações em Simandou - incluindo os direitos de exploração da VBG, joint venture entre BSG e Vale, na região. O minério em Simandou, estimado em 5,5 bilhões de toneladas métricas, não fica longe em tamanho do complexo da Vale em Carajás, no Pará, com 7,4 bilhões de toneladas.

O presidente do BSG, Asher Avidan, está no Brasil desde quarta-feira e deve ir embora neta segunda-feira. Ele disse que já conversou com quatro grandes escritórios de advocacia e que pretende convencer a Vale a ser co-autora na ação junto com ele. "O BTG e Agnelli chegaram pela porta de trás. Estão negociando com Alpha Mohamed Condé, filho do presidente da Guiné (Alpha Condé)."

O possível processo promete esquentar ainda mais a disputa pelas riquezas localizadas em um dos países mais pobres do mundo, com mais de 60% de analfabetismo e renda per capita equivalente a um décimo da brasileira.

Profissionais ligados ao BTG e a Agnelli afirmam que o BSG estaria equivocado, porque a proposta de consultoria se refere a uma área de Simandou pertencente à mineradora australiana Rio Tinto. "A proposta (do BTG) no início de julho falava sobre tudo em Simandou, e não apenas do lado da Rio Tinto", diz Avidan. "Senão, não haveria motivo para comprar essa briga."
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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