terça-feira, 4 de setembro de 2012

Desemprego na Espanha subiu em 38.179 pessoas em agosto

Espanha: em um ano, desde agosto de 2011, o desemprego aumentou em 494.707 pessoas

Alta ocorre pós quatro meses consecutivos de baixas, colocando o patamar total de desempregados em 4.625.634 pessoas

Madri - O desemprego registrado na Espanha voltou a subir em agosto em relação ao mês anterior e somou mais 38.179 pessoas, após quatro meses consecutivos de baixas, situando-se o total de desempregados em 4.625.634, segundo o Ministério de Emprego e Seguridade Social.

Em um ano, desde agosto de 2011, o desemprego aumentou em 494.707 pessoas, o equivalente a 11,98%.

O governo espanhol destaca que a alta do desemprego em agosto é a menor que se registra desde 2006 e se situa abaixo da média dos últimos dez anos.
No mesmo mês do ano passado, o desemprego subiu em 51.185 pessoas.

ONU alerta para risco de crise alimentar mundial se preços não baixarem

O mundo pode viver uma crise alimentar global, como as de 2007 e 2008, caso os governos não adotem medidas urgentes para reverter a alta dos preços. O alerta foi publicado por três agências da Organização das Nações Unidas (ONU), com sede em Roma.

A crise é motivada pela quebra de safra das principais regiões produtoras do mundo, o que tem pressionado os preços no mercado mundial. “Somos vulneráveis porque, mesmo em um bom ano, a produção mundial de cereais é apenas o suficiente para atender a crescente demanda por alimentos, ração e combustível. Em um mundo onde há 80 milhões a mais de bocas para alimentar a cada ano,  nós estamos em perigo, já que apenas um punhado de países são grandes produtores de alimentos básicos”, destacou o comunicado conjunto assinado por representantes da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (Fida) e do Programa Alimentar Mundial (PAM).

Os produtores de milho, trigo e soja de várias regiões do mundo têm registrado prejuízos históricos em função da forte seca. Nos Estados Unidos, por exemplo, onde o cultivo de milho já apresentou saldos decrescentes no ano passado, os agricultores estimam perdas em torno de 20% a 30% com a estiagem deste ano. Os prejuízos podem ultrapassar a marca das 130 milhões de toneladas, se somadas às lavouras de soja e milho.

As lideranças das três agências da ONU defendem uma ação internacional conjunta para reverter o cenário. “Há duas questões interligadas que devem ser abordadas: a questão imediata dos altos preços de alguns alimentos, que podem afetar significativamente os países dependentes da importação de alimentos e as pessoas mais pobres, e o problema a longo prazo de como produzir, comercializar e consumir alimentos em um momento de crescimento da população, da demanda e de mudanças climáticas.”

Os dirigentes da FAO, Fida e PAM destacaram que o impacto da alta dos alimentos recai de formas diversas sobre diferentes economias e apontaram estratégias de solução, como o maior investimento no segmento de pequenos produtores de alimentos para que possam aumentar a produtividade, acesso aos mercados e reduzir a exposição ao risco.  

“Adotamos uma abordagem de duas vias que apoia investimentos de longo prazo na agricultura, principalmente dos pequenos produtores, assegurando que as redes de segurança [alimentar] estão no local para ajudar os consumidores e produtores de alimentos pobres e evitar a fome, perda de bens e a armadilha da pobreza no curto prazo”, destacam.

Apesar da referência à crise de 2007, quando os níveis de produção e estoque baixaram drasticamente levando vários países a restringirem o consumo e adotarem políticas de subsídio e estímulo à exportação para solucionar o problema, os organismos das Nações Unidas reconhecem que o mundo está mais preparado do que há cinco anos.

A instituição do Grupo de Trabalho sobre Segurança Alimentar Alto Nível Mundial e de Informação de Mercado Agrícola Sistema G20 (Amis, na sigla em inglês), foram apontados como exemplos desse avanço.

Apesar do tom de alerta, as agências da ONU acrescentaram que, neste cenário, “as coisas que devem ser evitadas são tão importantes quanto aquelas que devem ser adotadas”. O comunicado ressalta que os países devem evitar compras motivadas pelo pânico e se abster de impor restrições à exportação que, embora temporariamente ajude alguns consumidores no mercado interno, são geralmente ineficazes.

Inflação na capital paulista aumenta e fecha agosto em 0,27%


A inflação na capital paulista, medida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), encerrou o mês de agosto com taxa de variação de 0,27%. Na comparação com o fechamento de julho (0,13%), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou elevação de 0,14 ponto percentual. Em relação à taxa da terceira prévia de agosto (0,27%), o índice ficou estável.

Cinco dos sete grupos que compõem o IPC apresentaram alta, na comparação com a última apuração de julho. A maior elevação ocorreu no grupo vestuário, cuja taxa passou de -0,63% para 0,22%. A segunda maior alta foi registrada no preço dos alimentos, de 0,53% para 1,08%, um acréscimo de 0,55 ponto percentual.

Também tiveram acréscimo nas taxas de variação os grupos: transportes (de -0,36% para -0,24%), saúde (de 0,39% para 0,55%) e despesas pessoais (de 0,33% para 0,37%).
Foram registradas reduções apenas nos índices dos grupos habitação, que passou de 0,09%, no final de julho, para -0,13%, em agosto; e educação, que teve decréscimo de 0,15 ponto percentual, passando de 0,31% para 0,16%.

País registra crescimento de 0,3% na produção industrial de junho para julho

A produção industrial brasileira cresceu 0,3% em julho deste ano, em relação ao mês anterior. O dado é da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada  pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação a julho do ano passado, no entanto, houve uma queda de 2,9%. No ano, a indústria acumula uma perda de 3,7% na produção. Nos últimos 12 meses, a queda acumulada chega a 2,5%.

Entre as 27 atividades industriais pesquisadas pelo IBGE, a principal contribuição para o resultado positivo da indústria na passagem de junho para julho veio da produção de veículos automotores, com alta de 4,9%.

Na comparação de julho deste ano com o mês anterior, entre as categorias de uso, a maior alta foi registrada na produção de bens de capital (1%), seguida pelos bens de consumo duráveis (0,8%). Os bens intermediários tiveram crescimento de 0,5%. A única queda foi observada nos bens de consumo semi e não duráveis (-0,6%).


Apesar de dois meses em crescimento, a indústria brasileira ainda não conseguiu repor as perdas acumuladas entre março e maio deste ano. A alta acumulada em junho e julho deste ano chegou a 0,5%, segundo dados divulgados hoje (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), enquanto nos três meses anteriores houve redução de 2%.

A queda acumulada pela indústria nos sete primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, atingiu 3,7%. Dezoito das 27 atividades industriais pesquisadas pelo IBGE acumulam quedas na produção neste período, com destaque para os veículos automotores que, neste ano, tiveram uma produção 17,2% menor do que em 2011.

Mas são os veículos automotores que, com uma alta acumulada de 8,1% em junho e julho, foram os principais responsáveis pelo resultado positivo da indústria nesses dois meses. Segundo o coordenador da Pesquisa Industrial Mensal, André Macedo, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), adotada pelo governo nos últimos meses, e a normalização dos estoques nas montadoras levaram a um aumento na produção de veículos.

A redução do IPI também proporcionou um crescimento da produção de eletrodomésticos da linha branca. O aumento da produção nesses dois setores, bem como o de outras atividades, levou a um crescimento de 0,8% nos bens de consumo duráveis de junho para julho. “Com o crescimento de 4,8% de junho, os bens de consumo duráveis acumulam ganho de 5,7%”, disse André Macedo.

Os bens de consumo duráveis poderiam ter um resultado ainda melhor, caso as motocicletas não tivessem uma forte queda. “A queda pode ser explicada pela concessão de férias coletivas no setor de motocicletas”, destacou o coordenador.

Ex-motorista mantém silêncio na CPMI do Cachoeira


Protegido por um habeas corpus, o ex-funcionário da Delta Construções André Teixeira Jorge optou por ficar em silêncio durante depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira. Com isso, seguindo procedimento adotado pela comissão, ele foi dispensado pelo presidente do colegiado, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB).

André Teixeira era motorista do ex-diretor da Delta no Centro-Oeste Cláudio Abreu, apontado como elo da organização chefiada por Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e a empreiteira. Investigações da Polícia Federal mostram que a evolução patrimonial de Teixeira e movimentações financeiras são incompatíveis com os rendimentos declarados. Por esse motivo há suspeitas de que ele tenha sido usado como “laranja” pelo grupo.

De acordo com o líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), o ex-motorista movimentou cerca de R$ 800 mil antes e depois das eleições de 2010. A Delta Construções, empresa na qual trabalhava, é acusada de uma série de irregularidades, inclusive o envolvimento com o esquema de corrupção atribuído ao contraventor Carlinhos Cachoeira.

O depoimento do deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), marcado para hoje (4), foi adiado, ainda sem data definida. O parlamentar encaminhou ofício à CPMI informando que não poderia comparecer à reunião. Ele alegou “importantes e inadiáveis compromissos pessoais anteriormente assumidos” para não comparecer, mas se colocou à disposição da comissão a partir do dia 18 de setembro.

Segundo investigações da PF, o parlamentar goiano recebeu dinheiro de Cachoeira e alertou o contraventor sobre operações policiais contra o grupo.

MPF ameaça multar Facebook por não enviar dados sobre pedofilia


O Ministério Público Federal no Paraná (MPF-PR) acusou, a rede social Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. de retardar em pelo menos 15 dias o cumprimento de decisão judicial que obriga a empresa a fornecer informações dos perfis de pessoas investigadas pelo crime de pedofilia. A demora deve acarretar no pagamento de multa de ao menos R$ 750 mil.

De acordo com o MPF-PR, a filial brasileira do Facebook vinha ignorando uma decisão proferida pela 2ª Vara Federal Criminal em Curitiba. Emitida no dia 17 de agosto, a decisão obriga a empresa a fornecer os dados, que vinham sendo requisitados desde fevereiro, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. "A filial brasileira da empresa está impedindo o devido andamento de uma importante investigação, sigilosa, em curso no âmbito federal", disse o MPF em nota.

O escritório da rede social no País, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que por meio de "trabalho conjunto entre as autoridades dos Estados Unidos e Brasil, o conteúdo solicitado foi fornecido pelo Facebook". De acordo com a assessoria de imprensa do MPF no Paraná, a filial brasileira do Facebook encaminhou na noite da última sexta-feira (31) e-mail à Polícia Federal (PF) explicando que os dados foram encaminhados pela matriz da empresa à Embaixada dos Estados Unidos, em Brasília.

Como a embaixada não abriu na segunda-feira por ser feriado nos Estados Unidos (Dia do Trabalho, comemorado na primeira segunda-feira de setembro), o documento ainda não chegou às mãos da PF ou do MPF-PR. "As procuradoras que atuam no caso aguardam o efetivo recebimento do material, pela Polícia Federal, e sua análise, para poderem se pronunciar sobre o atendimento à ordem judicial e ao pagamento da multa", informou o Ministério Público Federal, em uma nova nota, divulgada no início desta noite.

Segundo o MPF-PR, o Facebook vinha alegando ao longo do processo que a empresa trata exclusivamente de questões de consultoria em publicidade e que não possui relação com a administração do conteúdo dos perfis. A empresa alegou também que não tem autorização para acessar as contas de seus usuários, conforme as leis norte-americanas. Outras empresas, como Google, Yahoo e Microsoft, cujos dados também estão armazenados nos Estados Unidos, cumpriram a determinação judicial, segundo o MPF.

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