terça-feira, 20 de março de 2012

Vila Velha exige que empresa se livre de pó preto

Planet Sea teve licença cassada e não pode atuar; material sujava casas havia meses  

Por Rosana Figueiredo
rfigueiredo@redegazeta.com.br

O pó preto que há meses incomoda moradores dos bairros Novo México e Jardim Asteca, em Vila Velha, está com os dias contados. A prefeitura cassou a licença ambiental da empresa Planet Sea, operadora portuária e logística que vende um produto chamado coque verde de petróleo, e determinou o encerramento das atividades dela.

A decisão veio após reclamações de comunidades próximas à empresa, localizada às margens da Rodovia Darly Santos. Os moradores alegam que o pó preto – derivado de petróleo utilizado na siderurgia – suja casas e quintais.

A Planet Sea possuía licença para operar no município desde agosto de 2011, mas, em fevereiro deste ano, a prefeitura proibiu seu funcionamento. Além dos transtornos causados à comunidade, a empresa não cumpriu todas as exigências da prefeitura, como a construção de uma cerca viva.
foto: Bernardo Coutinho
ES - Vila Velha - Montanha de pó de carvão que a empresa Planet Sea lança em vários bairros de Vila Velha - Editoria: Cidades - Foto: Bernardo Coutinho
Claudio Mota diz que sujeira na região é constante devido à montanha de pó

Retirada

Após cassar a licença da Planet Sea, o município exigiu um plano de ação para retirada do coque em até 30 dias. A empresa solicitou um prazo maior, de seis meses, que está sendo analisado pela prefeitura.

Enquanto isso, a Planet Sea fica impedida de continuar operando. Apenas a retirada do material do pátio está liberada.

Após ter a licença cassada, a Planet Sea recorreu à Justiça, mas o pedido foi negado pelo juiz Carlos Magno Moulin Lima, da Vara da Fazenda Pública de Vila Velha. Em despacho, o juiz justifica que "a suspensão da licença ambiental é a medida mais adequada diante do dano que a continuidade da operação poderia causar ao meio ambiente e aos munícipes".

Para o taxista Claudio Tavares Mota, 52 anos, morador do bairro Jardim Asteca, em Vila Velha, o licenciamento à Planeta Sea foi um erro. "Aquilo não poderia ter sido permitido, pois a empresa está localizada em área residencial, causando problemas a moradores de, pelo menos, sete bairros", opina.


foto: Bernardo Coutinho
ES - Vila Velha - Montanha de pó de carvão que a empresa Planet Sea lança em vários bairros de Vila Velha - Editoria: Cidades - Foto: Bernardo Coutinho
Firma pode voltar a pedir licença

Apesar da cassação, a Planet Sea pode solicitar ao município outra licença ambiental, desde que seja para atuar em outro local que não fique em área residencial. O Tribunal de Justiça também informou que a empresa pode recorrer da decisão, inclusive até o Supremo Tribunal Federal (STF).

A Planet Sea informou que vem adotando as providências administrativas e legais cabíveis a fim de restabelecer seus direitos em virtude de eventuais interpretações equivocadas sobre suas operações.

A empresa revelou que não há motivação de natureza técnica no ato administrativo de suspensão de sua licença, uma vez que "todas as condicionantes estabelecidas pelo poder público municipal estão sendo cumpridas, inexistindo qualquer risco de dano ao meio ambiente ou à saúde pública", destaca. Mesmo assim, a firma garantiu que adotará novo procedimento operacional.

 Via Gazeta OnLine

Lelo Coimbra é candidato de si próprio à prefeitura de Vitória pelo PMDB


Por: Renata Oliveira (Século Diário)

Desde o final da eleição de 2010, lideranças do PMDB, como o senador Ricardo Ferraço, defendem a necessidade de o partido ter protagonismo na eleição deste ano para prefeitura de Vitória. Mas, como sempre acontece no grupo do ex-governador Paulo Hartung, a escolha do nome do partido na disputa não é um processo democrático.

A escolha foi de cúpula e já foi decidido que se não for Paulo Hartung será Lelo Coimbra o candidato. As demais lideranças do partido, que por ventura estivessem interessadas na vaga, ficaram de fora da discussão. Lelo, que é presidente regional da sigla, define as linhas do partido de acordo com o interesse político do ex-governador.

No caso da eleição municipal, em que as definições cabem aos diretórios locais, a cúpula estadual do PMDB não deu ouvido às bases. Embora as definições de capitais passem pelas decisões da Estadual, os diretórios municipais devem ser ouvidos.

Aliás, a briga no PMDB já vem desde a entrada de Hartung no partido. Desde então, os processos decisórios não são tomados em comum acordo no diretório estadual. Um episódio marcante desta disputa interna foi a entrada do hoje senador Ricardo Ferraço no partido, logo após a eleição de 2008.

As lideranças históricas do PMDB não ficaram satisfeitas com a forma como foi feita a filiação. Na época, Ricardo Ferraço era vice-governador e até então tido como o sucessor de Hartung nas eleições de 2010. Mas o partido queria discutir internamente a eleição, mas as lideranças do partido foram excluídas da decisão.

O mesmo controle político que o grupo de Hartung impõe ao PMDB vale para os demais partidos do Estado. A coalizão que garantiu a governabilidade de Hartung em seus dois mandatos ultrapassa a fronteira do institucional e ingere na política partidária, assegurando assim, a manutenção do sistema do grupo do ex-governador.

Sob medida para o ex-governador Paulo Hartung.


Sob medida 

A pesquisa do Instituto Futura de intenção de voto a prefeito de Vila Velha, publicada em A Gazeta nesta terça (20), foi feita sob medida para o ex-governador Paulo Hartung. A impressão que se tem é de que o Instituto, em consonância com o jornal, fez o papel de alfaiate para atender aos gostos do seu cliente mais exigente e ilustre. A pesquisa deixa claro que os deputados Hércules Silveira (PMDB) e Rodney Miranda (DEM), nomes em ascensão na análise da pesquisa, “coincidentemente”, são os candidatos de Hartung. Embora Max Filho (PSDB) apareça no topo das preferências seguido por Hércules, a pesquisa deixa bem claro que a rejeição de Max Filho pode “complicar” as coisas para o ex-prefeito, que parece ter chegado no teto.
Neucimar, também deve ter problemas com a alta taxa de rejeição. A pesquisa dá o caminho para o leitor: Hércules e Rodney são os candidatos viáveis hoje em Vila Velha. O jornal destaca a “surpresa” de Rodney frente a resultados tão positivos. “Mesmo sem nenhum movimento político ou recall, chegamos a um bom patamar e com baixo índice de rejeição”, festejou. Rodney deve ter pensado com seus botões: “Imagine com a campanha na rua e o apoio de Hartung!”.



Capilaridade
Apesar da comemoração, Rodney sabe que precisará contar com o apoio de Hércules Silveira para ganhar capilaridade entre os segmentos mais pobres do eleitorado canela-verde, onde Hércules tem as portas abertas. Além do apoio do peemedebista, se Neucimar não conseguir se viabilizar, não seria de se estranhar que o prefeito endosse a candidatura de Rodney, na tentativa de salvar o que restou da lavoura. 


Vale tudo 
O PMDB é um partido onde quase tudo é permitido. A vice-presidente da Câmara, deputada Rose de Freitas, disse recentemente que já tinha candidato à prefeitura de Vitória e não era do PMDB. O candidato de Rose é o tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas. O mais curioso é que a deputada se sentiu no direito de questionar o “processo” de escolha da pré-candidatura do deputado federal Lelo Coimbra, que aparece como candidato dele mesmo. Vai entender.  

Reunindo militância
Na próxima quinta-feira (29), a pré-candidata do PT à prefeitura de Vitória, Iriny Lopes, realiza uma plenária sobre a participação no governo Dilma e as perspectivas para o futuro. Será no Colégio Agostiniano, no Centro de Vitória.

Via Século Diário

Serra trabalha para evitar que CPI da Privataria seja instalada antes das eleições

A CPI da Privataria Tucana se transformou, no Congresso, em moeda de troca entre parlamentares da base de apoio ao governo e oposicionistas. A constatação é do deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), autor do pedido para a instalação das investigações sobre desvios bilionários ocorridos durante o processo de privatização das principais empresas públicas brasileiras, no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC). Setores mais conservadores da Casa têm feito “uma ação pesada para postergar a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)”, disse o parlamentar, em entrevista exclusiva ao Correio do Brasil, na manhã desta segunda-feira.
– Agora é inexorável. A CPI já foi instalada. Não tem mais como voltar atrás. O que se discute são os nomes dos integrantes, mas há uma pressão muito grande, por parte de setores conservadores na Casa, na oposição e em parte do PMDB, para que os trabalhos comecem mesmo somente depois das eleições – afirmou Protógenes Queiroz
Ex-governador paulista e candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais, José Serra é o principal suspeito de coordenar um esquema de evasão de divisas jamais visto na história republicana do Brasil, segundo o best seller de Amaury Ribeiro Jr., A Privataria Tucana. Serra, porém, é o virtual candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo e trabalha contra a instalação da CPI que investigará o envolvimento dele, então ministro do governo FHC, como um dos cabeças da quadrilha que se apropriou de parte do resultado obtido na venda de empresas como a Vale do Rio Doce e a Companhia Siderúrgica Nacional; além de todas as subsidiárias do Sistema Telebrás, segundo o livro-reportagem.
Ainda de acordo com o jornalista Ribeiro Jr., as Verônicas Serra (filha do principal suspeito) e Dantas (irmã do banqueiro Daniel Dantas, sócio do Banco Opportunity, condenado por crimes como evasão de divisa e formação de quadrilha) usaram três empresas para trazer US$ 5 milhões do Citibank ao Brasil pelo trajeto Miami-Caribe-São Paulo. Isso seria apenas uma pequena fração da propina paga por favorecimento nas privatizações, uma vez que o Ciribank comprou parte da Telebrás em parceria com Dantas.
A revelação destes e outros dados no plenário de uma CPI, antes das eleições municipais, segundo um renomado líder tucano, que prefere falar em condição de anonimato “para evitar situações ainda mais desagradáveis do que outras que têm ocorrido no PSDB paulista”, seria suficiente para naufragar a campanha de Serra à prefeitura paulistana.
– Sem dúvida, um setor do partido tem trabalhado incansavelmente para adiar a instalação da CPI da Privataria. Se os trabalhos começarem antes das eleições, a campanha de Serra corre o sério risco de ir direto ‘para o vinagre’, por mais que se tente controlar o caso junto à imprensa amiga. Mas o partido, infelizmente, está fragmentado. Embora Serra ainda tenha peso específico na legenda, o desgaste é cada vez maior – disse o político tucano.
A instalação da CPI da Privataria, porém, é ponto de honra para o delegado da Polícia Federal, eleito à Câmara dos Deputados pela principal legenda comunista no país. Protógenes Queiróz reúne a militância do Partido para, nos próximos dias, iniciar uma série de manifestações públicas no sentido de pressionar a Mesa Diretora da Câmara a definir, o quanto antes, os nomes dos integrantes da CPI.
– Vamos começar a recolher o apoio, por todo o país, dos eleitores que querem ver o Brasil passado a limpo. Em São Paulo, já na semana que vem, teremos pontos de recolhimento dessas assinaturas. O mesmo movimento se repetirá no Rio de Janeiro e nas principais capitais do país. O momento agora é de mobilização popular – afirmou Protógenes.
Principal elo de ligação entre José Serra e o esquema de desvio dos recursos públicos, durante o processo de privatização, Ricardo Sérgio de Oliveira – indicado para uma diretoria do Banco do Brasil por seu padrinho político – com influência na gestão dos fundos de pensão estatais, ampliou o faturamento de suas empresas, principalmente em negócios com os próprios fundos de pensão. Para a Previ, as empresas dele venderam um prédio por R$ 62 milhões. Da Petros, compraram dois prédios por R$ 11 milhões. Denúncias sobre a ação de Ricardo Sérgio chegaram à capa da revista semanal de ultradireita Veja, em 2002.
O dinheiro da compra do prédio da Petros foi internalizado no Brasil a partir de uma offshore caribenha, no paraíso fiscal onde a filha de Serra operava com suas empresas. Ricardo Sérgio, segundo Protógenes, será um dos primeiros convocados a depor na CPI da Privataria Tucana.

sábado, 17 de março de 2012

Crônica: EXPLICANDO POLÍTICA ÀS CRIANÇAS


Rubem Alves*

Meninos, meninas, vou lhes contar como tudo começou, do jeito como me ensinaram. Há muitos milênios atrás (um milênio são mil anos!), antes mesmo que a roda tivesse sido inventada, a vida era uma pancadaria generalizada, pauladas, pedradas, furadas ( eram feitas com paus pontudos; ainda não haviam descoberto um jeito de fazer flechas com pedras lascadas), cada um por si, cada um contra todos. Um famoso pensador chamado Hobbes disse que era um estado de “guerra de todos contra todos”. Não havia leis. As leis servem para proibir aquilo que não pode ser feito. Assim, cada um fazia o que queria. Roubar não era crime porque não havia uma lei que dissesse “é proibido roubar”. Matar não era crime porque não havia uma lei que dissesse “ é proibido matar”. E não havia pessoas encarregadas de fazer cumprir a lei: juizes, polícia. É para isso que a polícia existe: para impedir que a lei seja quebrada e para proteger os cidadãos comuns. Quem tivesse o porrete maior era o que mandava. Houve até um famoso presidente dos Estados Unidos que explicou o seu jeito de governar: “Falar manso e ter um porrete grande nas mãos...” Os jeitos primitivos continuam ainda em vigor.

É fácil entender. Imaginem uma coisa doida: um jogo de futebol em que não haja regras e

sexta-feira, 16 de março de 2012

Texto de Urariano Mota - A ditadura brasileira aparece na Itália

Por Urariano Mota
A recente denúncia do Ministério Público contra o coronel Curió terminou por mencionar um romance escrito por mim. Da Europa aos Estados Unidos, a ditadura brasileira é manchete. E creiam: na Itália, no desenvolvimento dessa notícia, hoje se mencionou Os Corações Futuristas, um romance escrito por este colunista.

Estranho e contraditório é o mundo. Ou a vida é um magnífico escritor de ironia. Lembro que “Os corações futuristas” foi escrito em um quartinho no quintal da casa onde eu morava, e se completou sem nenhuma esperança de publicação. E de tal modo, que contraí um empréstimo bancário para com ele inaugurar o ano de 2.000, com direito a coquetel e juros que até hoje não saldei. Há exatos seis anos, em 16 de março de 2006, sobre o livro falei em uma entrevista publicada no La Insignia, de onde recupero alguns trechos.

“- Como você teve a inspiração para escrever Os Corações Futuristas?

- A inspiração, nesse caso, se houve, não foi um estalo. Não veio assim de repente, caída no cérebro sem que se esperasse. Os Corações Futuristas é um romance de formação, é a narrativa de uma geração que se fodeu e quis amar sob a pior ditadura brasileira. É o romance de uma época do lema ‘Brasil, ame-o ou deixe-o’. E nós amávamos muito, muito e muito o Brasil. Disse ‘nós’ como num ato falho. Isso é esclarecedor porque Os Corações Futuristas é um livro que veio sendo escrito, sem que disso eu tivesse consciência. A vida vinha escrevendo-o comigo e para mim. Às vezes, eu dizia, numa brincadeira e meio sério, ‘no dia em que eu escrever um livro sobre a militância, ela não vai gostar’. Mas não foi bem assim, porque depois, durante a escrita, vi que meu olhar alcançava tanto a crueldade quanto a compreensão. É o livro sobre a melhor juventude que eu conheci. Uma gente generosa a ponto de jogar a vida pela força das idéias. Mas, ao mesmo tempo, assim impunha a verdade, que eu não podia alisar a cabeça, vendo-a só no heroísmo. Gente capaz de covardias também, de traições sórdidas, porque é dessa massa que a vida é feita.

- Você disse que Os Corações Futuristas fala da melhor juventude que você conheceu. Então podemos dizer que é autobiográfico?

- Todo livro, por mais estranho à pessoa do autor, é autobiográfico, na medida em que fala de uma forma ou de outra sobre acontecimentos ou interesses dele. Mas responder assim é uma fuga, reconheço. A sua pergunta, bem sei, é mais precisa e específica: trata-se de saber onde o autor, a vida do autor, acontecimentos íntimos da sua vida, estão nas páginas ali apresentadas. Sim, mais uma vez, sim, a vida e as pessoas que eu conheci estão em Os Corações Futuristas. Ele é verdadeiro, nada nele é falso, postiço, quero crer. É o mundo da ditadura que eu senti. É o mundo terrível que faz até hoje ex-presos políticos levantarem-se de madrugada, e dizerem para a mulher, ‘arruma a mala, arruma a mala, que a polícia vem aí’.

- Que influência, então, representa viver no Brasil, para sua escrita e a de outros escritores?

- Fundamental. Este é o nosso berço e identidade. E dizer isso não é reivindicar um exclusivismo de nação, uma estreiteza nacionalista. É apenas dizer que estar e viver no Brasil é ir além de um acidente geográfico. É a língua e a vida da nossa infância, são as pessoas e a gente que nos fizeram e que levaremos conosco aonde formos, ainda que não estejam ao lado como pessoas físicas. O ser múltiplo, a gente múltipla da nossa memória. Como pode ver, isso é universal, cada escritor, cada pessoa é história da sua gente, em todo e qualquer lugar do planeta.

O particular da nossa literatura, a diferença, se se busca isso, está em que ninguém poderá falar com mais autoridade sobre a nossa dor quanto nós mesmos. Na literatura não há brazilianistas. Pode haver críticos literários, mas em dor brasileira nenhuma autoridade virá de laboratório exterior...

Pois o Brasil é não só o país do grande futebol e da maravilhosa música popular. O Brasil é uma imensa contradição, é a miséria material e humana que vê o paraíso ao lado, a menos de 50 metros. Combater isso é um pequeno assalto aos céus”.

Urariano Mota* É pernambucano, jornalista e autor de "Soledad no Recife", recriação dos últimos dias de Soledad Barret, mulher do cabo Anselmo, executada pela equipe do Delegado Fleury com o auxílio de Anselmo.



Sobre o Blog

Bem‑vindo ao Blog Dag Vulpi!

Um espaço democrático e apartidário, onde você encontra literatura, política, cultura, humor, boas histórias e reflexões do cotidiano. Sem depender de visões partidárias — aqui prevalecem ideias, conteúdos e narrativas com profundidade e propósito.

Visite o Blog Dag Vulpi