segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Entendendo as razões dos “lucros” rápidos das empresas privatizadas por Fernando Henrique Cardoso:


Ponto por ponto I

As razões explicáveis para os lucros rápidos, exorbitantes e inexplicáveis das empresas privatizadas no período compreendido entre 1995 a 2002, portanto, durante o governo Fernando Henrique Cardoso.

Obs. Todas as referencias transcritas abaixo são da época das privatizações. 


Leia também:
Ponto por ponto II 

Ponto por ponto III 
Nesta primeira postagem do Ponto por Ponto trataremos dos seguintes assuntos:

• TARIFAS E PREÇOS
• DEMISSÕES
• DÍVIDAS “ENGOLIDAS”
• DÍVIDAS TRANSFERIDAS
• FUNDOS DE PENSÃO
• PREJUÍZOS “BONDOSOS”
• DINHEIRO EM CAIXA
• VENDAS A PRESTAÇÃO
• MOEDAS “PODRES” E TRUQUES
• POVO DUPLAMENTE LESADO

• TARIFAS E PREÇOS
Os reajustes de 100%, 300%, 500% antes da privatização garantiram os lucros aos novos donos. E houve aumentos até de última hora, como o reajuste de 58% para as contas de energia no Rio, poucos dias antes do leilão da Light.

• DEMISSÕES
Também antes de privatizar, o governo fez demissões maciças de trabalhadores das estatais, isto é, gastou bilhões com o pagamento de indenizações e direitos trabalhistas, que na verdade seriam de responsabilidade dos futuros “compradores”.

Exemplos:
- O governo de São Paulo demitiu 10.026 funcionários de sua empresa ferroviária, a Fepasa, de 1995 a 1998. E ficou ainda responsável pelo pagamento a 50 mil (!!!) aposentados da ferrovia.

- No Rio, o governo do estado, antes da privatização, incumbiu-se de demitir nada menos que a metade – mais exatamente 6.200 – dos 12 mil funcionários do seu banco, o Banerj.

Com essas demissões, além de se livrar do pagamento de indenizações e aposentadorias, os “compradores” receberam também folhas de pagamento mais baixas, mês a mês – e isso vale para quase todas as estatais privatizadas.

• DÍVIDAS “ENGOLIDAS”
O governo frequentemente usava as estatais para “segurar” a inflação ou beneficiar certos setores da economia, geralmente por serem considerados “estratégicos” para o país.

Como assim?
Houve períodos em que o governo evitou reajustes de preços e tarifas de produtos (como o aço) e serviços fornecidos pelas estatais, na tentativa de reduzir as pressões e controlar as taxas de inflação. Esses “achatamentos” e “congelamentos” de preços foram os principais responsáveis por prejuízos ou baixos lucros apresentados por algumas estatais, que passavam a acumular dívidas ao longo dos anos, sofrendo então nova “sangria” de recursos, representada pelos juros que tinham de pagar sobre essas dívidas. Certo ou errado, as estatais foram usadas como arma contra a inflação por governos que achavam que o combate à carestia era a principal prioridade do país.

O mal é que nunca foi suficientemente explicado à população que essa decisão arruinava as empresas estatais, dando motivo a falsas acusações de “incompetência” e “sacos sem fundo” contra elas. Quando veio a onda das privatizações, o governo fez exatamente o contrário. Primeiro, como visto acima, aumentou os preços (até 300%, no caso do aço) e tarifas (até 500%, repita-se) cobrados pelas empresas que seriam privatizadas. Mas – o que é espantoso, o governo fez muito mais: “engoliu”, passou para o Tesouro, dívidas que eram das estatais, bilhões e bilhões de reais que deveriam ser pagos pelos “compradores”, mesmo que esse pagamento fosse feito a longo prazo, mediante acordo com os credores.

Exemplos:
Na venda da Cosipa (Companhia Siderúrgica Paulista), o governo ficou responsável por dívidas de 1,5 bilhão de reais (além de o governo paulista ter adiado o recebimento de 400 milhões de reais em ICMS atrasado).

Quanto o governo recebeu pela venda?
Só 300 milhões de reais. Isto é, o governo “ganhou” uma dívida de 1,5 bilhão reais, e os “compradores” pagaram somente 300 milhões.

A venda da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), de Volta Redonda, não foi diferente, o governo “engoliu” dívidas de no mínimo 1 bilhão de reais. Então, pode-se entender que, com essa política, ficou muito fácil para os “compradores” terem grandes lucros rapidamente.

Já no primeiro ano, além das tarifas e preços majorados, além da folha salarial reduzida, eles se livraram de pagar prestações dessas dívidas, bem como os juros sobre elas. Receberam as empresas “limpinhas”, prontas para os lucros. É a essa política que o governo chamou de “saneamento das estatais”, preparatório para a privatização. Quem não quer?

• DÍVIDAS TRANSFERIDAS
Aqui, cabe um parêntese importante. O governo, quando divulga os resultados do processo de privatização, sempre gostava de dizer que, além do preço da “venda”, devia-se levar em conta, ainda, as dívidas que aquelas estatais apresentavam, e que foram transferidas para o comprador. Nesse argumento, há uma dupla mentira.

Primeiro:
Como foi demonstrado acima, há dívidas que o governo “engole”, e sobre as quais ele e os meios de comunicação nunca falam.

Segundo:
No caso das dívidas que permaneceram sob responsabilidade dos “compradores”, é preciso lembrar que eles contaram com o faturamento da própria empresa para pagá-las. Ao contrário do governo, que ficou com as dívidas “engolidas” e teve que pagá-las com dinheiro do Tesouro, dos impostos, ou seja, de toda a população brasileira. Dinheiro nosso.

• FUNDOS DE PENSÃO
Exatamente como as grandes empresas privadas, também as empresas estatais mantinham planos especiais de aposentadoria ou planos de pensão para seus funcionários, e em vários casos, os “compradores” ficaram livres também desses compromissos.

Como assim:
O governo (estados ou União) “transferiu” os aposentados para sua folha de pagamentos ou se responsabilizou no caso dos fundos de pensão, pelo pagamento dos benefícios aos funcionários existentes. No caso da Fepasa, o número de aposentados que “ficaram” com o governo chegava a nada menos de 50 mil. No entanto, o mais escandaloso foi o caso do Banco do Estado do Rio de Janeiro. Para privatizá-lo, o governo “engoliu” todos os compromissos futuros do plano de pensão dos funcionários.

Para isso, o então governador Marcello Alencar tomou um empréstimo nada menos de 3,3 bilhões de reais, mesmo sabendo que o banco seria vendido por apenas 330 milhões de reais, isto é, um preço dez vezes menor.

Pior ainda:
esse valor foi pago em “moedas podres”, negociadas no mercado com desconto de 50%, ou seja, os 330 milhões de reais representavam mesmo, no final das contas, apenas 165 milhões de reais, ou praticamente 20 vezes menos do que o valor do empréstimo de 3,3 bilhões. Tudo para livrar os “compradores” de futuros gastos. Essa operação escandalosa agravou os problemas financeiros do Rio, como o novo governador, Anthony Garotinho, não se cansava de apontar.

Mais dinheiro nosso para aumentar lucros.
Até aqui, foram apontadas algumas das causas dos lucros que as empresas privatizadas apresentaram rapidamente, e que a imprensa gostava de elogiar: aumento de preços e tarifas, demissões antes da privatização, dívidas “engolidas” pelo governo, compromissos dos fundos de pensão e das aposentadorias também “engolidos” pelo governo. Mas há outras vantagens incríveis que engordaram os lucros dos “novos donos”, sempre à custa do dinheiro do contribuinte, do nosso dinheiro.

• PREJUÍZOS “BONDOSOS”
Existiu uma vantagem, sobre a qual nunca se falou, de que desfrutaram os “compradores” de bancos estatais:

À custa da Receita Federal, do pagamento de impostos, eles puderam utilizar os prejuízos que os bancos estatais “comprados” por eles teriam sofrido nos últimos anos e acumulado nos balanços.

Utilizar como?
Eles puderam “pegar” esse prejuízo e subtraí-lo do seu próprio lucro, reduzindo-o e, portanto, diminuindo também o Imposto de Renda que deveriam pagar.

Com esse mecanismo, chamado de “crédito tributário”, o banco “comprador” do gaúcho Meridional pode utilizar um prejuízo de 230 milhões de reais (do banco “comprado”) em seu benefício.

Quanto ele havia pago pelo Meridional? Apenas 267 milhões de reais. Como utilizou os 230 milhões de reais, o seu “gasto” para comprar o banco seria, na verdade, de meros 37 milhões de reais.

Quem se interessar por maiores detalhes sobre essas operações deve consultar a magnífica reportagem da jornalista Maria Christina de Carvalho, publicada pela Gazeta Mercantil em 17 de novembro de 1998.

• DINHEIRO EM CAIXA
Por incrível que possa parecer, há estatais que foram vendidas com “dinheiro em caixa”, isto é, dinheiro que os compradores receberam de mão beijada. A Vale do Rio Doce foi entregue a Benjamin Steinbruch com 700 milhões de reais em caixa, segundo noticiário da época.

Ou, mais inacreditável ainda, simplesmente espantoso: a Telesp tinha nada menos que 1 bilhão (com letra b, mesmo) em caixa ao ser entregue à espanhola Telefônica, segundo entrevista do diretor da empresa “compradora” à Gazeta Mercantil, em janeiro de 1999, logo após a queda do real.

Lembrete:
A Telefônica pagou uma entrada de 2,2 bilhões de reais pela Telesp descontando-se o dinheiro em caixa, seu desembolso na verdade foi de apenas 1,2 bilhão.

•VENDAS A PRESTAÇÃO
Outro motivo para o aumento dos lucros dos “compradores” (e novos “rombos”, se as contas forem bem feitas, para o governo).

Nota:
Na maioria das privatizações, o valor foi pago em prestações, e com juros vergonhosamente baixos, se comparados com as taxas normais (da época) no Brasil ou, mais ainda, com as taxas que o governo pagava sobre sua dívida cada vez mais alta.

Na venda das redes ferroviárias, por exemplo, houve uma entrada de 10% a 20% do valor, com prazo, no total, de nada menos de 30 anos. Isto é, nos três primeiros anos o “comprador” recebe dinheiro, fatura, utilizando o patrimônio formado pelo Estado ao longo de décadas, e nada paga (e atenção: ainda recebe empréstimos do BNDES para “investir”).

Mesmo no caso das teles houve parcelamento, cuidadosamente escondido por todo o noticiário:

a entrada era apenas de 40%, seguida de duas parcelas de 30% cada, a vencerem daí a um e dois anos, respectivamente. Os comentaristas dos jornais e TVs, ou as reportagens sobre a venda, reprisavam o tempo todo que o governo iria receber 13,5 bilhões de reais (preço mínimo pedido no leilão), ou “quatro vezes o valor recebido pela Vale do Rio Doce” (sic). Era mentira. A entrada seria de apenas 5,4 bilhões de reais, ou 40% daquele valor.

E, quando as teles afinal foram vendidas por 22,2 bilhões de reais, os meios de comunicação trombetearam o tempo todo que o governo usaria aquela “dinheirama” para reduzir a dívida. Continuavam a esconder que, na verdade, o governo só receberia 40% desse valor – 8,8 bilhões de reais. (De fato, receberia menos ainda, considerando-se que o governo financiaria, por meio do BNDES, 50% da entrada, quando o comprador fosse uma empresa nacional, mesmo que ela fosse apenas participante de um consórcio).

•MOEDAS PODRES” E TRUQUES
Nas primeiras privatizações, o governo chegou a aceitar que o pagamento fosse totalmente feito em “moedas podres”, isto é, títulos antigos emitidos pelo governo e que podiam ser comprados por até 50% do seu valor. A própria Companhia Siderúrgica Nacional foi “vendida” no leilão por 1,05 bilhão de reais, mas esse valor foi pago em sua quase totalidade, ou 1,01 bilhão de reais, com “moedas podres”, com apenas 38 milhões de reais pagos em dinheiro.

Resumindo:
Foi nula a entrada de dinheiro nos cofres do governo, que na prática apenas recebeu de volta uma parcela de sua dívida em títulos (exemplo: Títulos da Dívida Agrária, espécie de “promissória”, a ser paga ao longo dos anos, entregue a proprietários rurais que tiveram suas fazendas desapropriadas).

E os grupos “compradores”?
Usaram títulos, que compraram pela metade do preço, para “pagar” ao governo, isto é, na verdade compraram as estatais pela metade do preço anunciado.

Nota:
Por mais incrível que possa parecer, e o que é geralmente desconhecido pela opinião pública, mesmo “moedas podres” usadas nos leilões também foram vendidas a prestação, financiadas pelo BNDES.

Como assim?
Era o próprio banco do governo que tinha “moedas podres” guardadas e as colocava em leilão, para os interessados em “comprar” estatais, em condições incríveis: até 12 anos para pagar e com juros privilegiados.

No final das contas:
O governo vendeu empresas aceitando “moedas podres” que estavam com o BNDES, que vendeu essas moedas para pagamento em até 12 anos, para os compradores das estatais.

Ou ainda:
Os compradores não precisaram desembolsar dinheiro vivo nem mesmo para comprar as “moedas podres” usadas para pagar o governo...

Sem gastar, viraram “donos” de estatais construídas com dinheiro – bilhões de reais – de todos nós, brasileiros, ao longo de décadas, e mais financiamentos.

Resumo:
O governo vendeu empresas a prestação, fornecendo “metade” da “entrada” nos leilões, financiando até a “compra” de “moedas podres”. Mas não se contentou com isso. Os felizes“compradores” das estatais brasileiras tiveram ainda novos presentes à sua espera:

O BNDES lhes ofereceu empréstimos bilionários, depois que eles tomaram posse das empresas, para executarem com dinheiro do banco estatal, logo nosso, os “investimentos” que se comprometeram a fazer.

Nota:
Depois do caos nos serviços de energia elétrica no Rio, no começo de 1998, a Light ganhou um empréstimo de nada menos que 730 milhões de 19 reais do BNDES.

A Companhia Siderúrgica Nacional, comprada com “moedas podres” financiadas, também foi imediatamente presenteada com um empréstimo de 1,1 bilhão de reais do BNDES para execução de um plano de expansão de cinco anos. (Tudo, sempre, com juros privilegiados, abaixo dos níveis de mercado).

Explicam-se, assim, os rápidos e crescentes lucros dos “compradores” de estatais:

Com dinheiro nosso, a baixo custo ainda era preciso aumentar a dívida e abalar o real Para coroar tudo isso, não se deve esquecer que o governo fez investimentos maciços,

bilionários, nos meses que antecederam os leilões de “venda” das estatais. Isto é, com esses investimentos, o governo criou novas e formidáveis fontes de renda, de faturamento, para os “compradores” que, assim, tiveram garantido um salto fantástico nos lucros, falsamente atribuídos pelos meios de comunicação à sua “eficiência”.

Exemplos
O governo investiu 4,7 bilhões de reais na Açominas, antes de privatizá-la.
Gastou também 1,9 bilhão na CSN.

Mas o caso mais escandaloso de “investimentos para enriquecer os compradores” foi o do sistema Telebrás. Em 1996, o governo duplicou os investimentos nas teles, alcançando 7,5 bilhões de reais, chegou aos 8,5 bilhões de reais em 1997 e investiu mais 5 bilhões de reais no primeiro semestre de 1998, totalizando, portanto, 21 bilhões de reais de investimentos em dois anos e meio.

Uma “gastança” ainda mais estranha se lembrarmos que naquela época o Brasil já caminhava para a crise, o que forçou o governo a lançar seu primeiro programa de “ajuste fiscal” em fins de 1997, levando a violentas reduções nos gastos, inclusive nas áreas da saúde, educação, verbas para o Nordeste etc.
Com essa “dinheirama”, o governo ampliou as redes, instalações, estações, cabos, toda a infraestrutura do sistema telefônico, deixando tudo pronto para as telefônicas chegarem, puxarem as linhas até a casa do freguês e começarem a faturar para seus próprios cofres. Lucros obtidos com dinheiro nosso.

Mas, neste Brasil em que a mentira campeia solta, as empresas “compradoras” diziam, e os meios de comunicação repetiam, que os problemas surgidos depois da privatização se deviam à “falta de investimentos” no período em que elas eram do governo. A mesma mentira repetida, também, pelos “compradores” das empresas paulistas de energia elétrica já privatizadas.

O governo não tinha outro caminho?
A febre da privatização e o impulso ao chamado neoliberalismo tiveram seu ponto de partida na Inglaterra, com a primeira-ministra Margaret Thatcher. Mas mesmo a “dama de ferro” fez tudo diferente do governo Fernando Henrique Cardoso: a privatização inglesa não representou a doação de empresas estatais, a preços baixos, a poucos grupos empresariais. Ao contrário: seu objetivo foi exatamente a “pulverização” das ações, isto é, transformar o maior número possível de cidadãos ingleses em “donos” de ações, acionistas das empresas privatizadas. Não foi só blablablá, não. O governo inglês criou “prêmios”, incentivos para qualquer cidadão comprar ações: quem não as revendesse antes de certo prazo tinha o direito de “ganhar” determinadas quantias, em datas já marcadas no momento da compra (o sistema se baseava na distribuição de customer vouchers, espécie de cupons que eram trocados por dinheiro, nos prazos previstos). Ou ainda: após três anos, os acionistas que tivessem guardado as ações podiam ganhar também “lotes extras” dos títulos, geralmente na proporção de 10% sobre o número de ações compradas. Isto na Inglaterra de Thatcher, nos anos 1980.

Depois foi a vez da Itália também partir para a privatização. Como na Inglaterra, houve a preocupação de “democratizar”, garantir a distribuição do patrimônio nacional, evitar a concentração da renda. Como os italianos não eram tão adeptos de aplicações em bolsas quanto os norte-americanos ou os ingleses, o governo procurou vencer suas resistências com uma fórmula atraente: o comprador de ações, se houvesse queda nas Bolsas ou por outro motivo qualquer, poderia receber seu dinheiro de volta, com juros de 3% a 4% acima das taxas do mercado internacional, que ele ganharia se tivesse aplicado em títulos de renda fixa (isto é, que só rendem juros).

Na França, a mesma coisa. Na privatização parcial das empresas de telecomunicações, em 1998, nada menos de 4 milhões de franceses compraram ações, graças aos atrativos oferecidos pelo governo.

• POVO DUPLAMENTE LESADO
O governo Fernando Henrique Cardoso implantou as privatizações a preços baixos, financiou os “compradores”, sempre alegando não haver outros caminhos possíveis. A experiência de outros países, que a equipe de governo conhecia muito bem, mostra que essa argumentação é falsa. Como foi possível ao governo agir com tal autoritarismo, transferindo o patrimônio público, acumulado ao longo de décadas, a poucos grupos empresariais que nem sequer tinham dinheiro para pagar ao Tesouro? Como explicar a falta de reação da sociedade? Sem sombra de dúvida, os meios de comunicação, com seu apoio incondicional às privatizações, foram um aliado poderoso. Houve a campanha de desmoralização das estatais e a ladainha do “esgotamento dos recursos do Estado”.

Mais ainda:
a sociedade brasileira perdeu completamente a noção – se é que a tinha – de que as estatais não eram empresas de propriedade do “governo”, que pode dispor delas a seu bel-prazer. Esqueceu-se de que o Estado é mero “gerente” dos bens, do patrimônio da sociedade, isto é, que as estatais sempre pertenceram a cada cidadão, portanto a todos os cidadãos, e não ao governo federal ou estadual. Essa falta de consciência coletiva, reforçada pelos meios de comunicação, repita-se, explica a indiferença com que a opinião pública viu o governo doar por 10 o que valia 100. Um “negócio da China” que, em sua vida particular, nenhum trabalhador, empresário, nenhuma família de classe média ou o povão aceitariam.

Qual seria a reação de qualquer brasileiro, por exemplo, se um vizinho rico quisesse comprar sua casa, que valesse 50 mil ou 100 mil, por 5 mil ou 10 mil? Reagiria violentamente. No entanto, centenas e centenas de bilhões de reais de patrimônio público, isto é, de propriedade dos milhões de brasileiros, foram “vendidos” dessa forma, sem grandes protestos a não ser nas áreas sindicais ou oposicionistas – que, por isso mesmo, tiveram seu espaço nos meios de comunicação devidamente cortado, tornado quase inexistente, nos últimos anos.

A “doação” do patrimônio público empreendida pelo governo Fernando Henrique Cardoso tem um agravante. O governo poderia ter imitado o modelo de outros países, como dito. Mas havia ainda outro aspecto, no caso brasileiro, que não apenas aconselhava, mas exigia, o caminho da “pulverização” de ações das empresas privatizadas. Qual? O governo tinha na época dívidas com os trabalhadores, cerca de 50 bilhões a 60 bilhões de reais, representadas pelo dinheiro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e do PIS/Pasep (Plano de Integração Social/Programa de Formação de Patrimônio do Servidor Público), que o governo usou para financiar projetos diversos. Se todos os trabalhadores brasileiros fossem sacar seu PIS ou FGTS ao mesmo tempo, descobririam que não poderiam receber, porque está “faltando” aquele dinheiro, utilizado pelo governo. Isto é: quando se dizia-se que o governo devia a cada João, a cada Maria, a cada Antônio, a cada Joana brasileiros, não era mera força de expressão. Era a pura verdade. O governo poderia ter finalmente pago essa dívida aos brasileiros, entregando-lhes ações das empresas estatais. Essa hipótese existia no governo Itamar Franco, quando o BNDES planejava privatizar as estatais usando “moedas sociais” (ou seja, FGTS, PIS/Pasep). Com a posse de Fernando Henrique Cardoso e sua equipe, a proposta foi abandonada, para alegria de grupos empresariais.

O trabalhador brasileiro foi duplamente lesado. Continuou vítima do “calote” do governo, no FGTS e no PIS/Pasep. E ficou sem as estatais, das quais já era dono.




Fonte de pesquisa "O Brasil Privatizado", do emérito jornalista Aloysio Biondi. 


domingo, 11 de dezembro de 2011

O BRASIL PRIVATIZADO - Livro de Aloysio Biondi

O Brasil privatizado. Um balanço do desmonte do Estado.


Nota do Editor 
Este volume contém o texto integral da primeira edição desta obra, publicada em abril de 1999. Com morte do autor em julho de 2000, optamos por não fazer qualquer atualização no texto, mantendo-o como na versão original. 


Sumário

Compre você também uma empresa pública ........... 7
Promessas e fatos .................................................................... 8
Por que é tão fácil as privatizadas lucrarem .......................... 12
O governo não tinha outro caminho? .................................... 20
As contas falsas ........................................................................ 23
Para piorar, até abalos no real .............................................. 24
Adubo para a recessão ............................................................ 27
As estatais, “sacos sem fundo”? ............................... 29
A preço de banana, sim .......................................................... 38
Lucros, mesmo sem investir ................................................... 43
A desmoralização dos bancos estatais ................................... 47
Petróleo, um escândalo escandaloso ........................ 53
Não verás país nenhum .......................................................... 57
Quadros
O preço de um patrimônio ..................................................... 63
A parte de cada um ................................................................. 64
Como as privatizações aumentaram a
dívida e o “rombo” do governo .............................................. 65
Quem comprou as estatais ..................................................... 69
Concessionários/Arrendatários ............................................... 76


Aloysio Biondi
Jornalista econômico, colaborou durante 44 anos com reportagens e análises para jornais e revistas. Começou na Folha de S. Paulo em 1956, ocupando o cargo de editor-executivo do caderno de Economia, que o jornal (já) mantinha na época. Ocupou os cargos de secretário de redação da Folha de S. Paulo e da Gazeta Mercantil. Foi diretor de redação do Jornal do Comércio (RJ) e do Diário Comércio & Indústria (SP). Também foi editor de economia das revistas Veja e Visão e editor de mercado de capitais (“pioneiro”, em 1969) de Veja e do jornal Correio da Manhã. Foi diretor editorial do grupo DCI/Shopping News. Ganhou dois Prêmio Esso de Jornalismo Econômico: 1967, revista Visão, e 1970, revista Veja. Faleceu em julho de 2000, na cidade de São Paulo.


Fontes consultadas
Os dados e informações utilizados neste livro foram extraídos de levantamento amplo, abrangendo principalmente o período 1994/1999, do noticiário de jornais diários: Folha de S. Paulo, Gazeta Mercantil, Jornal do Brasil, O Globo e O Estado de S. Paulo. Serviram ainda de base para as análises as seguintes publicações:
• BNDES – “Privatização na indústria de telecomunicações, antecedentes e lições para o caso brasileiro”, de Florinda Antelo Pastoriza, texto para discussão, julho de 1996.
• BNDES – Programa Nacional de Desestatização, relatório do Sistema de Informações, 31 dezembro de 1998.
• Salomon Smith Barney e Morgan Stanley – “Premissas e resultados de avaliação econômico financeira para o sistema Telebrás”, junho de 1998.
• Arthur D. Little, Coppers & Lybrand, Deloitte & Touche Corporate Finance, “Avaliação econômico-financeira dos sistema Telebrás – Sumário”, 1998.
• Associação dos Engenheiros da Petrobrás e Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro – “Saiba como querem entregar a Petrobrás sem você ver”, co-patrocínio do Comitê de Entidades em Defesa do Patrimônio Público e da Soberania Nacional. (CLIQUE AQUI PARA LER O LIVRO NA ÍNTEGRA)

Síria: denunciavam que tinha sido torturada e decapitada... e reaparece viva na televisão

Por DALIA GONZÁLEZ DELGADO
 
imagemCrédito: PCB
A jovem síria Zainab al Hosni regressou da morte. Há uns meses, sua história deu a volta ao mundo. A Anistia Internacional e a Human Rights Watch denunciaram que tinha sido torturada e decapitada pelas autoridades de seu país e, rapidamente, se converteu em “símbolo de resistência contra Al Assad”. Porém, pouco depois, a jovem apareceu viva e em perfeito estado de saúde na televisão pública síria.
 
Zainab al Hosni apareceu na televisão síria para desmentir “a notícia” de sua morte. Assim, desmentiu a notícia de sua morte nas mãos das forças armadas. “Estou viva – anunciou. São os canais internacionais de televisão que mentem”. Os diários espanhois El Mundo La Vanguardia tinham feito eco do suposto assassinato.
O primeiro reproduziu uma manchete da Reuters intitulada: Zainab al Hosni: decapitada, mutilada e despedaçada numa prisão síria.
“Uma adolescente, cujo corpo mutilado foi descoberto casualmente por sua família num depósito de cadáveres, é a primeira mulher que morre numa prisão síria, segundo o denunciado pela Anistia Internacional (...). Zainab al Hosni, de 18 anos, natural de Homs, foi decapitada, mutilada e, inclusive, teve a pela do corpo arrancada”, assegurava.
Segundo Vanguardia: “Uma adolescente síria, cujo corpo mutilado foi encontrado por sua família por acaso, quando foram chamados para identificar o cadáver de seu irmão, seria a primeira mulher a morrer sob a custódia do Estado, durante a onda de repressão que assola o país”.
De acordo com a Anistia Internacional, Zainab tinha sido sequestrada em meio às manifestações ocorridas na cidade de Homs, no mês de julho. No entanto, a jovem relatou sua história de maneira diferente.
“Eu fugi da casa de meus parentes porque meus irmãos tinham me dado uma grande surra. Isso aconteceu cinco dias antes do Ramadán.”
Seu caso “é um claro exemplo de como os meios de comunicação ocidentais estão usando de forma trivial e fabricada tudo o que aparece no Al-Jazeera”, comentou Bouthaina Shaaban, assessora do presidente Bashar al Assad.
Thierry Meyssan, um jornalista francês radicado na Síria, assegura que a maioria das supostas vítimas do governo de Al Assad estão vivas.
O especialista explicou ao Rusia Today que o ambiente anti-sírio é instigado de propósito, de maneira artificial e que vários meios de comunicação árabes manipulam a informação sobre a situação do país. Está convencido de que se cria uma imagem errônea do que verdadeiramente acontece na Síria. Por conta disso, decidiu realizar suas próprias investigações.
Thierry afirma que o informe da ONU não conta com dados precisos e que a violência que se registra no país é gerada por grupos armados e não pelas autoridades.
Assim, põe em dúvida a cifra de 3.500 civis mortos, supostamente, pelas mãos das forças do presidente sírio e demonstrou que a maioria das pessoas inclusas na lista estão vivas, já que o documento foi feito com base na lista telefônica.
“O curioso é que cada dia dão cifras de vítimas, mas nunca mencionam nomes. Nunca. Só uma vez, sob pressão de um grande número de jornalistas, deram uma listagem de umas cem pessoas. E quando se começou a investigar e comprovar como morreu cada uma delas, a primeira pessoa da lista nem sequer estava morta. Estava viva e se encontrava perfeitamente bem”, detalhou.
Com tanta distorção informativa, é difícil saber o que realmente está acontecendo na Síria. Existem protestos legítimos do povo contra Al Assad ou são, na verdade, incitadas pelo exterior? Existe, de fato, repressão por parte do Governo ou é só uma construção midiática? Não tenho as respostas, porém o certo é que devemos desconfiar de algumas organizações e meios de comunicação que se atrevem, inclusive, a “fabricar” mortos.
Tradução: Maria Fernanda M. Scelza

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Mudança RADICAL no Banco Central do Brasil. Exatamente o que estávamos precisando e esperando!



Por *Marcos Rebello

Noticia pesada do deputado Siba Machado seguida de proposta sensacional do deputado Claudio Puty: Proposta que amplia a composição do Conselho Monetário Nacional. Quer dizer ... mudança RADICAL no Banco Central do Brasil. Exatamente o que estávamos precisando e esperando!

Voz do Brasil - Rádio Câmara - 03/12/2011 - 19:40

VINHETA - ECONOMIA

Deputados avaliaram as medidas adotadas pela equipe econômica do governo federal para conter, no Brasil, os efeitos da crise financeira internacional.

Siba Machado, do PT acriano, afirmou que a crise financeira mundial coloca em descrédito os receituários econômicos do FMI e do Banco Mundial que, de acordo com ele, passaram a vigorar após a Segunda Guerra Mundial.

Siba Machado rechaçou políticas como a que prega a independência dos bancos centrais. O mecanismo, no entendimento do deputado, beneficia apenas os mais ricos em detrimento dos interesses dos trabalhadores.

Cláudio Puty, do PT do Pará, apresentou proposta que amplia a composição do Conselho Monetário Nacional, que hoje tem a participação de apenas três ministérios.

O projeto de Cláudio Puty sugere a inclusão dos ministérios do Trabalho e Emprego e de Desenvolvimento, Indústria e Comércio. O parlamentar justificou que é necessário compromisso com a defesa de metas de produção e emprego no país.

Minha Nota: O termo "independência dos bancos centrais" quer dizer o distanciamento de uma classe do resto da sociedades para tomar o poder. O propósito é o controle das finanças e dos Bancos Centrais que passam a ser controlados por essa classe, uma elite, que não presta contas à sociedade e domina governos ditos democráticos. Ou seja, essa classe manipula o sistema financeiro, retira e se apropria dos valores CRIADOS pela sociedade e dita as politicas dos governos para se encastelarem contra ela.

Convém aqui traduzirmos uma frase famosa, mas não circulada, de Meyer Amschel de Rotschilds, o criador do maior império financeiro mundial, que ainda hoje controla imensas fortunas ao redor do mundo e, no Brasil tem o seu quarto filho (adotado), Mário Garneiro, do Brasilinvest:

"Give me control of a nations money supply, and I care not who makes it’s laws"

Dê-me o controle do suprimento da moeda de uma nação e não me interessa quem faz as suas leis.

Abaixo seguem textos críticos referentes ao sistema financeiro, à politica monetária e ao modelo dos Bancos Centrais atualmente. Inicio com algumas frazes e vou acrescentando outras nos dias seguintes em homenagem à proposta do deputatu Puty e para o conhecimento de todos.

Primeiro uma explicação muito simples de um individuo que eu considero meu herói:

"All the perplexities, confusions, and distresses in America arise, not from defects in the Constitution or confederation, not from want of honor or virtue, as much as from downright ignorance of the nature of coin, credit, and circulation." - John Quincy Adams

Todas as perplexidades, confusões e angústias na América surgem, não de defeitos na Constituição ou confederação, não por falta de honra ou virtude, tanto quanto pela patente ignorância sobre a natureza do crédito, da moeda, e a circulação destes. - John Quincy Adams

"Os bancos do FED (Banco central norteamericano) são uma das instituições mais corruptas que o mundo já viu. Não existe um homem que está escutando a minha voz que não saiba que esta nação é controlada pelos banqueiros internacionais "-. Congressista Louis T. McFadden (Rep. Pensylvania)

"O Banco da Reserva Federal compra títulos do governo sem um centavo ...", - congressista Wright Patman, Congressional Record, 30 de setembro de 1941

"O movimento bancário inteiro, em todas as fases cruciais, foi centralizado nas mãos de alguns homens que durante anos estavam ligados, ideológica e pessoalmente, um com o outro." - Gabriel Kolko

"O esforço e a ousadia que o Segundo Banco Nacional dos EUA havia feito para controlar o governo, e a angústia que tem desenfreadamente produzido são apenas premonições do destino que aguarda o povo americano se eles forem iludidos a perpetuar esta instituição ou o estabelecimento de outra como ela. "- Andrew Jackson

"O banco central é uma instituição de hostilidade mais mortal existente contra os princípios e a forma da nossa Constituição. Eu sou um inimigo de todos os bancos que descontam notas por qualquer coisa alem de moeda de metal nobre. Se o povo americano permitir que os bancos privados controlem a emissão de sua moeda, primeiro pela inflação e depois pela deflação, os bancos e corporações que crescerão em volta deles vai privar as pessoas de todas as suas propriedades até o dia em que os seus filhos acordarem sem lar no continente que os seus pais conquistaram. "- Thomas Jefferson.

"Os olhos dos nossos cidadãos não são suficientemente abertos para a verdadeira causa da nossa angústia. Eles atribuem-lhe tudo, mas a sua verdadeira causa que é o sistema bancário, um sistema que se pudesse fazer o bem em qualquer forma seria tão certo conduzir a abusos ao ponto de ser completamente incompatível com a segurança pública e a prosperidade. O Banco Central é uma instituição de hostilidades mais mortais existentes contra os princípios e a forma de nossa Constituição. "- Thomas Jefferson

"Os Bancos da Reserva Federal não são instrumentos federal." - Lewis vs Estados Unidos - Tribunal do 9 º Circuito 1992

"A Reserva Federal é responsável perante ninguém." - Ronald Reagan

"Não há maneira mais direta para capturar o controle de uma nação do que através do seu sistema de crédito e dinheiro." - Phillip A. Benson, presidente da American Bankers 'Association, 1939

"Os poucos que entendem o sistema, serão tão interessados em seus lucros, ou tão dependentes de favores, que não haverá qualquer oposição de qualquer um dessas duas classes." - Rothschild Brothers of London, 1863

"O sistema financeiro tem sido entregue ao Conselho da Reserva Federal. Aquele Conselho administra um sistema de financiamento pela autoridade de um grupo que se dedica exclusivamente à especulação. Esse sistema é privado, conduzido com o único propósito de obter o maior lucro possível com o uso de dinheiro de outras pessoas. Esta Lei (Federal Reserve Act), estabelece o mais gigantesco trust na Terra. Quando o presidente assinar o projeto de lei, os governos, invisíveis pelo poder monetário, serão legalizados. O povo pode não saber imediatamente, mas o dia do julgamento está distante apenas alguns anos, e será o pior crime legislativo de todos os séculos perpetrado por esta lei bancária. "- Charles A. Lindbergh, Representante, MN

"Nós temos neste país uma das instituições mais corruptas que o mundo já conheceu. Refiro-me ao Conselho da Reserva Federal e os Bancos da Reserva Federal. Eles não são instituições do governo. Eles são monopólios privados que suga o povo dos Estados Unidos para o benefício de si mesmos e seus clientes estrangeiros. Esta instituição empobreceu o povo dos Estados Unidos e praticamente faliu nosso governo, e tem feito isso através das práticas corruptas dos abutres endinheirados que o controlam. "- Senador Louis T. McFadden, presidente da Comissão Bancária e Moeda dos EUA

"O Governo deve criar, emitir e distribuir todo o dinheiro e os créditos necessários para satisfazer o poder de compra do Governo e do poder de compra dos consumidores. Pela adoção destes princípios, os contribuintes estarão economizando imensas fortunas em taxas de juro. O dinheiro deixará de ser o mestre para tornar-se o servidor da humanidade. "- Abraham Lincoln

"Eu vejo para daqui há pouco tempo uma crise se aproximando que me enerva e me faz tremer pela segurança do meu país. Como resultado da guerra, as empresas têm sido entronizadas, e uma era de corrupção nos lugares mais altos se seguirá, e o poder do dinheiro no país fará o possível para prolongar seu reinado trabalhando nos preconceitos do povo até que toda a riqueza esteja agregada nas mãos de poucos até que a República seja destruída. Eu sinto neste momento mais do que nunca uma ansiedade sobre a segurança do meu país, mesmo no meio da guerra. Queira Deus que minhas suspeitas sejam infundadas "-. Abraham Lincoln, em uma carta de 21 de novembro de 1864 ao coronel William F. Elkins

"Os bancos foram concebidos na iniquidade e nasceram em pecado. Os banqueiros são os donos da terra. Retire deles a possessão dela, mas deixe-lhes o poder de criar dinheiro, e, com a tinta de uma caneta, eles vão criar dinheiro suficiente para comprá-la de volta. Tome este grande poder longe deles e todas as grandes fortunas, como a minha, desaparecerão, porque deveriam desaparecer, para então este mundo se tornar melhor e mais feliz para se viver Mas se você quiser continuar a ser escravo dos banqueiros e pagar o custo da sua própria escravidão, então deixem os banqueiros continuar a criar dinheiro e controlar o crédito. "- Sir Josiah Stamp, Presidente do Banco da Inglaterra (segundo homem mais rico da Inglaterra)

"Mas, se na busca dos meios, nós infelizmente tropeçarmos novamente no papel-moeda sem lastro ou qualquer espécie de fraude semelhantes, vamos seguramente dar um golpe fatal no nosso crédito nacional em sua infância. O dinheiro de papel vai invariavelmente operar no corpo da política como alcool sobre o corpo humano. Eles atacam as vísceras, e finalmente as destrói. O dinheiro de papel teve o efeito no seu estado como nunca terá, para arruinar o comércio, oprimir os honestos, e abrir a porta a toda espécie de fraude e injustiça. "George Washington em uma carta ao Jabez Bowen, Rhode Island, Jan . 9, 1787

"Se essa política financeira arteira que teve sua origem na República da América do Norte [dinheiro livre de dívidas] provar ser viável e vigorar, então o governo fornecerá seu próprio dinheiro sem custo. Ele vai pagar suas dívidas e ficar sem dívida com os banqueiros internacionais. Ele terá todo o dinheiro necessário para continuar seu comércio. Ele se tornará próspero sem precedentes na história dos governos civilizados do mundo. Os cérebros e os ricos de todos os países irão para a América do Norte. Aquele governo deve ser destruído ou ele vai destruir todas as monarquias no globo! "- Jornal Times of London, 1865.

*Marcos Rebello Mora em Boynton Beach é do Rio de Janeiro nasceu em 21 de Novembro de 1926

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Debate no Fórum do grupo Consciência Política Razão Social no facebook
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Marcos Rebello As traduções são e serão minhas. Portanto, se houverem erros, peço desculpas antecipadamente.
Louvável a proposta do deputado Claudio Puty de aumentar o Conselho Monetário Nacional incluindo Ministérios chave do governo que representarão DE FATO os interesses da sociedade!!!
Fernanda Tardin bem que falou, Dagmar Vulpi, rs : fazia falta 'isto' aqui. rsrs e implico mesmo. Deixe de 'marra' Marcos , apareça, juntos somos fortes. Vou postar.
Marco Lisboa Infelizmente o Brasil está preso a uma engrenagem internacional. O acordo de Basiléia, o FMI, o Bird, a OIC, etc. Temos uma política de portas abertas para o capital, que entra e sai sem restrições. E dependemos fortemente do comércio inter...nacional. A macroeconomia é como montar um cubo mágico. Na prática ninguém consegue acertar as seis faces. Controlar câmbio, inflação, crescimento, emprego, balança comercial e equilíbrio fiscal, de modo a otimizar tudo é tarefa quase impossível. O Banco Central definiu sua missão, dentro da doutrina monetarista: é o guardião da moeda. Usa o compulsório, os juros e o câmbio para garantir a meta de inflação. O governo, quer fazer isto mantendo o equilíbrio fiscal, para não ser presa dos abutres especuladores. Uma taxa de câmbio com o dólar supervalorizado favorece os exportadores e a balança comercial, mas pode puxar os preços e aumentar a inflação. Um câmbio com o real muito apreciado, ajuda a controlar os preços, mas derruba as exportações. Um e o outro ajudam a criar empregos ou aqui ou lá fora. O que falta realmente é pararmos de administrar crises e ciclos e fazermos um projeto a longo prazo, definir o que o Brasil quer ser quando crescer. Sem isto, o Banco Central, vai ter sempre um papel limitado. Precisamos definir uma política industrial de longo prazo. Atacar os gargalos de infra-estrutura, investir em educação e formação de mão-de-obra.
Marcos Rebello Certo, Marco. Essas metas podem e devem ser criadas! Mas sem uma composição democrática no BC essas metas sofrerão várias reversões porque o crescimento e a estabilidade vão contra os interesses de potencias mundiais que são clientes do capital especulativo internacional, ou seja, dos interesses financeiros. Ao passo que ao incluirmos na mesa diretora do Banco Central os Ministérios mais importantes, aqueles que realmente cuidam do EMPREGO e da PRODUÇÃO INDUSTRIAL do cidadão, estaremos incidindo DIRETAMENTE no X do problema que é a EMISSÃO da moeda e JURO! O que afunda qualquer nação é a dívida e a perda do valor da moeda em circulação. A dívida vem do juro e perda do valor da moeda vem da inflação. Inflação é criação de dinheiro sem lastro na produção, é dinheiro impresso do nada, e juro é usura dos que emprestam dinheiro que não existe porque os imprime do NADA! Essa é a maior farsa da humanidade. Temos que acabar com isso!!!
Marcos Rebello ‎"Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades do que exércitos permanentes. Já existe uma aristocracia endinheirada que colocou o governo para desafiar a sociedade. O poder de emissão de dinheiro deve ficar longe dos bancos e restaurado ao povo a quem esse direito pertence propriamente. "- Thomas Jefferson.
"Temo porque os cidadãos comuns podem ficar sabendo que os bancos criam e destroem dinheiro, controlam o crédito da nação, dirigem a política dos governos e têm na palma das mãos o destino do povo "-. R. McKenna, presidente do Midland Bank de Londres.
Diálogo no Comitê do Congresso norteamericano
Patman congressista: "Sr. Eccles, como o senhor conseguiu o dinheiro para comprar esses dois bilhões de títulos do governo?"
Eccles:" Nós o criamos."

Patman: "Criaram de que?

Eccles: "Criamos do direito de emitir dinheiro de crédito!"


- Testemunho de. Marriner Eccles, presidente do Federal Reserve Board, antes do House Banking e do Comitê Moeda, 1941.
Marco Lisboa Crescimento sustentável se faz com produtividade, investimento e estabilidade para planejar. Aqui no Brasil se tenta crescer com protecionismo, isenção fiscal e aumento de crédito. Um ministro da Indústria que for defender os interesses imediatistas da nossa elite, não vai adiantar muito. Nossas elites são predatórias, não é só o capital internacional. Eles reclamam de boca cheia, queixam-se de uma alta carga tributária que repassam para os consumidores, querem juros subsidiados, reserva de mercado, incentivos de toda a espécie e crédito fácil para o consumidor. A diferença do nosso sistema bancário para os outros países capitalistas adiantados é que aqui não se investe na produção, se investe em papéis do governo, sem risco e com alta lucratividade. O entrelaçamento capital financeiro e capital industrial é muito menor do que em outros países. Aqui os bancos lucram com altas tarifas de serviços, juros do cartão e do cheque especial. Praticamente não existe a figura da hipoteca imobiliária e outras modalidades de crédito pessoal. Todo mundo quer levar o seu sem risco e o Estado banca isto. 
Marcos Rebello Certo. Estamos lidando então com um processo psicológico de uma gente que controla a máquina estatal pelo poder financeiro, e que por sua vez controla a sociedade. Como poderíamos reverter esse quadro senão por uma participação social na principal instituição financeira do país que eles controlam? Não seria pontual e acertado expandir o Conselho Monetário para que a sociedade começasse a mudar esse mecanismo de emissão de créditos e determinação de juros que incide diretamente nos interesses da sociedade que são a produção, o consumo, a manutenção do valor da moeda a eliminação da dívida? O resultado seria uma mudança na psicologia de todos. Em consequência direta os governos fariam uma Reforma Fiscal para diminuir os impostos. Afinal os impostos não são para pagar a dívida do governo para com os criadores de dinheiro do nada? O Estado não pode mais bancar essa aristocracia. Então a sociedade produtiva tem que tomar conta do Banco Central, este que deveria guardar os valores da sociedade e retorna-los apenas a ela.
‎"O Congresso [não os bancos privados] terão o poder de cunhar moeda e regular o seu valor." - Artigo 1 º da Constituição dos EUA.
"Cada deputado, cada senador sabe precisamente o que causa a inflação mas não pode, não vai apoiar as drásticas reformas para a revogação da Lei de Reserva Federal, pois poderia lhe custar o emprego." - Robert A. Heinlein, Universo Expandido.

"Eu nunca vi a quantidade de senadores expressarem tanto descontentamento com seus trabalhos. Eu acho que a principal causa é que, no fundo de nossos corações, temos sido cúmplices em fazer algo terrível e imperdoável ao nosso maravilhoso país. No fundo do nosso coração, sabemos que temos dado aos nossos filhos um legado de falência. Temos defraudado nosso país para que fôssemos eleitos. "- John Danforth
"Quando compra e venda são controladas pela legislação, a primeira coisa a ser comprada e vendida são os legisladores." - PJ O'Rourke

"Esta verdade é bem conhecida entre nossos principais homens agora empenhados em formar um imperialismo de Capital para governar o mundo. Dividindo-se os eleitores através do sistema de partidos políticos, podemos levá-los a gastar suas energias no combate por questões sem importância. Assim, pela ação discreta podemos assegurar para nós o que tem sido tão bem planejado e realizado com sucesso. "- Sir Denison Miller.
Marco Lisboa Houve alguma discussão sobre projeto de Brasil na última campanha presidencial? Que eu me recorde não. Antes de a sociedade participar da formulação da política macroeconômica seria preciso levar esta discussão a todos. Não existe projeto neutro. Qualquer modificação mais profunda implica em redistribuição de renda. Considerando que os partidos políticos se financiam através dos beneficiários diretos deste modelo atual, é complicado achar que eles seriam capazes de levar esta discussão para valer. Caberia aos movimentos sindicais e as organizações de massa fazê-lo. Eu não me preocupo muito em como administrar a crise atual de maneira mais eficiente, acho mais importante derrubar este modelo. E quando ele for derrubado, os partidos atuais e as estruturas estatais como Banco Central e outras, irão junto. 
Dagmar Vulpi Salve companheiro Marcos Rebello, agora um ano mais "experiente", enfim nos brinda com mais uma de suas sempre inteligentes publicações. Seja super bem vindo de volta meu caro. Um abraço.
Marco Lisboa Sem dúvida, uma contribuição muito relevante. É um prazer dialogar com ele.
Marcos Rebello Fora a Islândia, nenhum outro país nos últimos séculos se dedicou a propor à sua sociedade o debate sobre a questão da criação de crédito e o direito de cunhar moeda ou imprimir notas de circulação. Precisamente porque essa é uma questão proibida nos mais altos círculos políticos. A politica tem sido controlada por uma cabal que sabe manipular a psicologia dos políticos. Como coloquei acima pelos cabeças desse sistema:

"Os poucos que entendem o sistema, serão tão interessados em seus lucros, ou tão dependentes de favores, que não haverá qualquer oposição de qualquer um dessas duas classes." - Rothschild Brothers of London, 1863.

Marco Lisboa A Islândia coitada, faliu e foi salva, por incrível que pareça, pela Rússia. Mas eu não estou propondo uma discussão tão técnica assim, o que proponho seria a elaboração de um projeto de país. Definidas as linhas gerais, a política monetária teria que se adequar a ela. Só um exemplo: a reforma agrária. Esta é uma bandeira histórica do PT e da esquerda e nem é uma bandeira socialista. Todos países capitalistas avançados passaram por uma reforma agrária. Aqui o desenvolvimento do campo acabou se fazendo em cima do agro-negócio, o latifúndio industrial e exportador. Como são eles o pólo dinâmico do campo brasileiro, toda política agrária é feita para atender os seus interesses. Eles têm uma bancada de peso no Congresso, que vota em bloco e uma capacidade enorme de financiamento de campanhas. Que interesses um ministro da Agricultura irá defender? O ministério do Trabalho está mais interessado em promover pelegos, criar federações e confederações e em acomodar os interesses de trabalhadores e patrões. Hoje os trabalhadores lutam pelos seus empregos defendendo as bandeiras dos patrões. 
Marcos Rebello Muito boa a observação! Fica patente a realpolitik no processo brasileiro. Esta politica faz com que os interesses financeiros entrem pelo viés dos monopólios do agronegócio. Em consequência, o campo permanece em mãos de latifúndios enquanto a reforma agrária, bandeira do partido da revolução social, fica à mercê do agronegócio e refém do capital estrangeiro para financiar a exportação e, por consequência, os programas de governo.

Mas estamos vendo ações na direção de transformarmos esse paradigma superado. A crise está aí mesmo para analisarmos a maneira como os grandes centros de poder e financeiros estão operando para ficarem por cima. A proposta deles é inundar o mercado mundial de Dólares e Euros sem lastro. Aliás, há poucas semanas atras foi lançada a proposta para uma aliança entre Dólar e Euro porque a crise europeia está solapando todo o poder do Euro.
Logo, temos em um futuro não muito distante um ciclo hiperinflacionário com que nos debater. E aí não haverão quaisquer mecanismos multilaterais para aliviar ou sequer solucionar esse enorme problema. A única coisa que está ao nosso dispor, como sociedade e indivíduos, são as mudanças na politica e nas legislações para dar de fato ao setor produtivo as rédeas da criação de valores. Nisso as Reformas Politica, Tributária e Fiscal e do Banco Central são instruentais e imprescindíveis.
‎"Muito em breve todos os norte-americanos serão obrigados a registrar suas propriedades biológicas em um sistema nacional projetado para manter o controle do povo que vai operar pelo tradicional sistema fazendo-os doadores voluntários. Por ...tal metodologia podemos obrigar as pessoas a submeterem-se ao nosso esquema que vai aumentar a nossa segurança no projeto positivando a nossa intenção de manter o "fiat money", o mero papel-moeda, como meio de troca. Todos os norte-americanos serão forçados a registrarem-se para sentirem-se aptos e capazes de trabalhar para ganhar a vida. Eles serão os nossos bens móveis (propriedade). Vamos cobrar e manter o juro por essa segurança oferecida para sempre por força da lei de mercado sob a escusa de um regime de transações seguras. Os norte-americanos, inadvertida ou inconscientemente, pela entrega da "nota de embarque" que seriam suas certidões de nascimento, para nós estarão todos falidos e insolventes garantidos por suas promessas. Eles serão despojados de seus direitos e dados um valor comercial projetado para nos dar um lucro. E que não se façam de espertos, porque não existe um em um milhão capaz de descobrir os nossos planos. E, se por acaso um ou dois descobrir isso, temos em nosso arsenal suficientes negações plausíveis. Afinal, este é o caminho lógico para financiar o governo, por promissórias de valores flutuantes de suas partes, e dívidas com estes indivíduos registrantes na forma de benefícios e privilégios da nossa. Isto inevitavelmente nos fará arrecadar enormes lucros, muito além das nossas maiores expectativas, e transformar cada indivíduo um contribuinte à essa fraude, que chamaremos de "Seguro Social". Sem perceber, todos os norte-americanos serão, sem saber, nossos servos, embora com alguma relutância. O povo se tornará impotente e sem qualquer esperança de resgate, e vamos empregar o cargo mais alto (presidência) da nossa corporação fictícia (EUA) para fomentar esta conspiração contra a América ". - Coronel Edward Mandel House (Basta passarem um Google no nome dele).
"O objetivo geral da prática política é manter a população constantemente em estado de alarme (e, portanto, clamando por segurança) ameaçando-a com uma série interminável de sustos , todos imaginários." - HL Mencken

"Estamos à beira de u...ma transformação global. Tudo o que precisamos é de uma grande crise na hora certa e todas as nações aceitarão a Nova Ordem Mundial "-. David Rockefeller ao United Nations Business Council em 23 de setembro de 1994.
Rui Rodrigues O capitalismo atingiu a sua fase máxima. Nada, ninguém, nenhuma outra instituição, ao longo da história, conseguiu tamanha façanha de dominar os governos de todo o mundo. O capital manda. Banqueiros mandam nas políticas internacionais, amarrando as economias nacionais, com forte cabresto, á dependência financeira, sobre a qual cobram juros baseados numa falsa moralidade - honestidade dos governos contra asura bancária... É fato histórico que atingido o auge, só resta cair, porque o auge é o máximo a que se pode aspirar. Esperemos, pois, e continuemos contribuindo com nossas considerações para que caia logo e de vez.. (Não o capital, mas a forma como é exercido).
Aliás, se os amigos se lembram, esta tem sido a minha luta, culpando os sistemas a que chamamos de democráticos, pela submissão á usura dos Bancos... A Nova Ordem Social virá do povo, que deseja uma democracia participativa. O que se discute é como será essa democracia. Nessa, os excessos não terão vez.

As mentiras sobre Belo Monte são desmascaradas, como sempre com ajuda dos principais artistas da REDE GLOBO com o apoio da Mídia e ONGs Internacionais.

Foto: SÉRGIO CASTRO/AGÊNCIA ESTADO
Em vídeo, cidadão anônimo tenta esclarecer impactos ambientais e energéticos da construção de usina no Pará; gravação de 12 minutos se destaca pelo caráter educativo e mais autêntico; dados são de agências reguladoras e institutos
25 de Novembro de 2011 às 15:55
247 – São apenas duas mãos. De um desconhecido, que, em nenhum momento, expõe rosto ou revela identidade. Um anônimo de mãos e voz contra um coro em uníssono de globais, cheios de caras e bocas. O vídeo “Alguns números sobre Belo Monte”, postado por um homem que se identifica apenas como @magraoonline, busca esclarecer o real impacto da usina que será construída no Pará. É uma gravação de 12 minutos, longa, algo pesada, sem efeitos especiais nem elenco – ao contrário da do Movimento Gota D’Água. Mas justamente por ser mais natural e didática, ensina e explica, ao invés de mentir, dissimular ou carregar nas tintas (e números), como os globais teatrais – e novelísticos.
“Eu não sou nenhum ator da Globo, mas esses dados são bem interessantes”, diz @magraonline ao apresentar o vídeo. Primeiramente, ele explica que a área que será alagada com a construção de Belo Monte corresponde a 0,01% da Amazônia Legal – 516 quilômetros quadrados. Ele compara esse dado à área desmatada da Amazônia por ano: 7 mil quilômetros quadrados, ou seja, o impacto de 14 usinas de Belo Monte. “Dá pra ver que a usina não é o grande vilão da floresta”, sublinha a voz.
O cidadão bem-informado também indica que o fator de capacidade instalada de Belo Monte é de 0,41, enquanto a média é de 0,52. Algo que, segundo ele, “não é nenhum absurdo” nem tão exagerado – como faz parecer o vídeo da constelação global.
Sobre uma das alternativas propostas pela turma de Sérgio Marone, o anônimo desmistifica a fonte de energia eólica (vento). Apresentando todos os cálculos, ele informa que, para produzir o mesmo nível de energia de Belo Monte , seria necessário construir geradores em um parque de cerca de 5 mil quilômetros quadrados – uma dimensão bem mais elevada que a área alagada pela nova usina.
A Compensação Financeira pelo Uso do Recurso Hídrico é outro tema focado no vídeo de esclarecimento. Além dos custos com remoção dos ribeirinhos, os responsáveis por Belo Monte destinarão R$ 180 milhões por ano para remunerar as áreas atingidas. Serão cerca de R$ 80 mi para o governo do Pará e outros R$ 80 mi para municípios que tiveram trechos alagados.
A voz que tudo apura, procura e busca saber pesquisou documentos de diversos órgãos, tais como: Agência Nacional de Águas, Agência Nacional de Energia Elétrica e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. É a trilha de quem tenta informar sem encenar nem deformar opinião.
Boa lição, né, amigos globais?!
Assista ao vídeo:

Via Portal Luis Nassif
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Debate Fórum do Grupo Consciência Política Razão Social (facebook)
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Ralf Rickli MUITO bom mesmo, não? Eu o venho divulgando há mais de uma semana!
Dagmar Vulpi Meu caro Ralf Rickli, assisti o vídeo uma três vezes, e se os números ali apresentados forem reais (pois ainda não pesquisei as fontes oficiais) tudo o que tem se falado sobre Belo Monte, é um Belo Monte de bobagens. Desculpe o trocadilho (rsrs).
Espedito Freitas Falar dessa área é muito cumplicado. Mas, como vivi por lá, e conheço bem o alto e baixo amazônia desde o Rio Negro, Rio Trombetas, Rio Solimões os quais tenho fotos dos anos cinzentos que por lá estivemos, posso dizer: A nossa amazonia tem que ser aproveitada por nós brasileiros, porque, se deixarmos no despreso, como é notadamente visivel, ás multinacionais estão arrancando o couro (ouro) em tudo que podemos imaginar desde os laboratórios internacionais com os contrabandos do óleo de copaíba até os metais e pedras preciosas. Temos que retomar a nossa amazônia e garanto que não terá esse impacto tão violento, porque, os maiores impactos já existem! 

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