terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Perrella: "que peguem os cabeças da organização"


Blog Dag Vulpi - Senador Zezé Perrella (SSD-MG) usou a tribuna para se defender da suspeita de envolvimento seu e do filho Gustavo com tráfico de drogas, desde que o helicóptero da família foi apreendido com mais de 450 qiulos de pasta de cocaína; "o meu filho não conhece sequer droga. O piloto, que trabalhava para meu filho, prestou um depoimento em que disse que [Gustavo] não sabia de absolutamente nada. Que ele foi cooptado pelo co-piloto, que era um conhecido dele e que não trabalhava para o meu filho"

O senador Zeze Perrella (PDT-MG) negou, nesta terça-feira (3), em Plenário, qualquer envolvimento de seu filho, o deputado estadual Gustavo Perrela (SDD-MG), com o transporte de quase meia tonelada de cocaína apreendida em helicóptero da família Perrela no último domingo. O piloto trabalhava como assessor de Gustavo na Assembleia Legislativa.
Zeze Perrella afirmou que o filho autorizou Rogério Almeida Antunes, piloto da aeronave - que saiu de Minas e foi apreendida no Espírito Santo - a fazer um frete até São Paulo, mas não o deslocamento para o estado do Espírito Santo. Perrela disse que o filho não sabia da existência das drogas. De acordo com o senador, ele e o seu filho sempre lutaram contra as drogas e esse é um dos momentos mais difíceis que a família já teve que enfrentar.
- A verdade é essa e foi dita, mas a imprensa quando não quer entender, quer ver sangue, quer massacrar. O meu filho não conhece sequer droga. O piloto, que trabalhava para meu filho, prestou um depoimento em que disse que [Gustavo] não sabia de absolutamente nada. Que ele foi cooptado pelo co-piloto, que era um conhecido dele e que não trabalhava para o meu filho. E que ele receberia R$ 104 mil para fazer esse frete, dos quais ele ficaria com R$ 60 mil e o co-piloto, com R$ 44 mil - declarou Perrela.
O senador disse que o seu filho não consta sequer como investigado e afirmou que o seu único erro foi confiar na pessoa errada. Zeze Perrella disse esperar que o dono dessa droga seja preso.
- Torço para que peguem os cabeças dessa organização, que essas pessoas apodreçam na cadeia.
O parlamentar também respondeu a matérias publicadas pela imprensa, segundo as quais o abastecimento do helicóptero era pago pelo Senado.
- Sugeriram, inclusive, que esse voo da droga, esse voo maldito, foi feito com abastecimento de dinheiro público. Eu, inclusive, como senador, já abasteci também. Não tenho o que negar. Usei R$ 14 mil durante o ano inteiro [para abastecer o helicóptero]. Poderia usar R$20 mil por mês. Se estiver errado, que se mude o Regimento - concluiu.

Genoíno sai de cena contra "Humilhação e Ilegalidade"

Blog Dag Vulpi - Deputado por 26 anos, José Genoino evitou que Câmara ficasse imprensada entre o vozeiro da mídia familiar e a consciência de cada deputado; eles sabem que Genoino sempre foi um dos mais ativos, respeitosos e assíduos parlamentares de Brasília; a cassação só atenderia ao gosto por sangue de seus adversários; ao arrefecer os ânimos e sair de cena, será que ele ainda será castigado por Joaquim Barbosa com a volta ao regime fechado?.


O deputado José Genoino evitou uma crise política no Brasil. Ao renunciar, hoje, ao mandato de deputado federal pelo PT de São Paulo, ele preservou a Câmara de uma decisão a fórceps, arrefeceu ânimos entre correligionários e adversários e, sobretudo, deu uma lição a seus acusadores. Preso em regime domiciliar temporário na casa da filha, em Brasília, Genoino está proibido de se manifestar publicamente, não pode dar entrevistas e nem escrever artigos. A amigos, porém, expressou o motivo de seu gesto.

– Entre a humilhação e a ilegalidade, preferi a dignidade – é a frase repetida pelos interlocutores do deputado a quem quer saber sobre o estado de ânimos dele.
Genoino evitou que os parlamentares fossem forçados, pela pressão midiática, a cassar um parlamentar sempre citado em todas as listas de mais influentes do Congresso. Os colegas dele, mesmo os das novas gerações, sabem que, ao longo de sua história, o ex-presidente do PT entrou em todos os grandes debates nacionais, da Constituição às eleições diretas para presidente, da cassação do mandato do presidente Fernando Collor à liderança no governo Lula.
No desfecho dramático de uma carreira de 26 anos no parlamento, tempo no qual se destacou como um tipo de deputado dos deputados, sempre dos mais ativos, participativos e assíduos no plenário, na tribuna e nas comissões, Genoino compreendeu os fatos. Se não renunciasse, sem dúvida ele levaria a Câmara presidida por seu amigo e colega de todo período Henrique Alves a ser, literalmente, imprensada entre a mídia tradicional e seus arautos e a consciência coletiva e individual de cada deputado.
Assim, pediu seu afastamento da cena após ter demonstrado o caráter excepcional e persecutório de sua prisão em regime fechado pelo presidente do STF, Joaquim Barbosa.
Outra coisa que, na Câmara, todos sabem, é que Genoino foi também um dos políticos com menor patrimônio entre todos, dono de uma casa simples num bairro de classe média em São Paulo, apenas. Os motivos para não cassá-lo seriam inúmeros contra, do outro lado, o vozerio dos antigos jornalões e televisões familiares, a pressionar pela degola do homem a ser abatido mais de uma vez.
Na renúncia, Genoino faz um gesto pela pacificação. Sai de cena e se prepara para tentar encontrar alguma paz na prisão à qual foi condenado. Não abriu uma crise que poderia se arrastar por semanas, com todo o ritual processual da Câmara, inflar ânimos e dividir o País, caso esperasse o veredito final na posse de seu mandato popular.
Na mesma medida do atenuar das tensões, o procurador-geral Rodrigo Janot solicitou formalmente ao presidente do STF prisão domiciliar por 90 dias para Genoino, em razão do seu estado de saúde. Barbosa, no entanto, tem em mãos um laudo médico do Hospital Universitário de Brasília, segundo o qual a saúde de Genoino não demanda cuidados especiais em prisão domiciliar.
Será mesmo que Joaquim Barbosa é capaz de tripudiar de quem deixou a cena para cumprir sua pena em silêncio e aplicar-lhe um novo castigo?
Fonte: Brasil 247

Lobão agride Dilma no roda viva: "inapta" e "estúpida"


Colunista de Veja, o cantor Lobão foi o entrevistado no Roda Viva na noite de ontem, em sua nova fase, sob o comando de Augusto Nunes; no programa, não faltaram agressões à presidente Dilma Rousseff; "Dilma é completamente inapta, não sabe falar, não sabe fazer nada. É de uma estupidez galopante", disse o músico; "nem tomar sorvete na testa ela vai conseguir, porque não vai conseguir mirar a própria testa", continuou, antes de se definir como "ex-petista"; ele afirmou ainda que a "Revolução de 64" safou o Brasil de "algo bem pior", referindo-se à chamada "ameaça comunista"; ídolo do rock nos anos 80, Lobão hoje joga no time neocon

O programa Roda Viva, hoje sob o comando de Augusto Nunes, colunista de Veja e militante político, já viveu dias melhores. Na noite de ontem, o entrevistado do programa, pago pelo governo de São Paulo, foi o cantor Lobão, também colunista de Veja e autor do livro "Manifesto do Nada na Terra do Nunca".

Na atração, conduzida pelo jornalista que classifica a presidente Dilma como "neurônio solitário", não faltaram agressões. "Dilma é completamente inapta, não sabe falar, não sabe fazer nada. É de uma estupidez galopante", disse Lobão, que se classificou como um "ex-petista". Lobão disse ainda que Dilma seria incapaz de tomar sorvete na testa, "porque não vai conseguir nem mirar a própria testa".

Lobão também aproveitou o espaço para defender o golpe militar de 64. "Pelo que vejo das ditaduras comunistas, de Cuba, da ex-URSS, Venezuela, tudo indica que a gente se safou de algo muito pior." Ele afirmou ainda que o ex-presidente João Goulart fugiu – e não foi deposto. "Por que ele não ficou?", perguntou.

Na mesma entrevista, ele voltou a atacar aqueles que define como "rebeldes chapa branca". Seriam eles Pablo Capilé, do coletivo Fora do Eixo, e Mano Brown, dos Racionais MC´s. Lobão afirmou ainda que uma das maiores bobagens de sua vida foi ter apoiado Lula em 1989.

Assista:




Alves: Câmara teve "dia difícil" e "constrangedor"


Presidente da casa, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) descreveu o dia com base na renúncia do deputado licenciado José Genoino (PT-SP); antes, ao comentar a reunião da Mesa Diretora que decidiria a abertura ou não do processo de cassação contra o parlamentar, Alves disse que a análise do procedimento era "um tema constrangedor para a Casa"; para líderes da oposição, a renúncia do petista acaba com o desgaste entre os deputados.

A Câmara dos Deputados viveu nesta terça-feira 3 "um dia difícil" e "constrangedor", na avaliação do presidente da casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). O parlamentar se refere ao pedido de renúncia do deputado licenciado José Genoino (PT-SP), que está preso em regime domiciliar após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Dilma anuncia no Twitter decreto para antecipar aposentadoria dos trabalhadores com deficiência

Blog Dag Vulpi - A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (3) que o decreto que será assinado no Palácio do Planalto, que regulamenta a aposentadoria especial para as pessoas com deficiência, é uma garantia previdenciária que fortalece uma atitude respeitosa em relação a essa camada da população. O decreto está sendo assinado no Dia Internacional de Luta das Pessoas com Deficiência.

“Assino hoje decreto que regulamenta a aposentadoria especial para as pessoas com deficiência, reduzindo em até dez anos o tempo de contribuição para aposentadoria, dependendo da avaliação da deficiência”, escreveu Dilma, em sua conta no microblog Twitter.

A presidenta disse que as pessoas com deficiência têm competência e capacidade para trabalhar e gerar renda para si e para sua família, mas precisam de condições especiais de acessibilidade. “É justo, portanto, que a condição diferenciada de vida dos deficientes seja tratada como tal, e não como invalidez ou doença”.

Por: Danilo Macedo

Fonte: Agência Brasil

Cerca de 28 milhões de pessoas vivem com um dependente químico, mostra pesquisa

Blog Dag Vulpi – Pelo menos 28 milhões de pessoas vivem no Brasil com um dependente químico, mostra o Levantamento Nacional de Famílias de Dependentes Químicos, divulgado hoje (3) pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A pesquisa inédita mostra o impacto que a convivência com um parente usuário de drogas provoca na experiência cotidiana das famílias.
Entre os parentes entrevistados, as mulheres são a grande maioria (80%), sendo que 46% delas são as mães dos dependentes químicos. Mais da metade delas (66%) são responsáveis pelo tratamento. Essas mães também são consideradas chefes da família, fazendo com que, além da sobrecarga de cuidar do filho usuário de drogas, cuidem dos outros membros da casa.
O levantamento revela ainda que mais da metade (57,6%) das famílias têm outro parente usuário de drogas. Os entrevistados, no entanto, avaliam que as más companhias (46,8%) e a autoestima baixa (26,1%) foram os fatores de risco mais relevantes que levaram ao uso.
O tempo médio para a busca de ajuda após o conhecimento do uso de álcool e/ou outras drogas é três anos. Entre os que usam cocaína e crack, o tempo é menor, dois anos. E sobe para 7.3 anos, quando considerados apenas os dependentes de álcool.
Mais de um terço dos parentes (44%) disse que descobriu o uso dessas substâncias por causa da mudança de comportamento. Apenas 15% relataram que a descoberta ocorreu por ter visto o paciente fazendo uso dessas substâncias fora de casa.
O impacto nas finanças é bem relevante. O estudo detectou que em 58% dos casos o tratamento foi pago exclusivamente pela família. Cerca de 45% apontaram que o pagamento do tratamento afetou drasticamente o orçamento familiar. Para 28,2%, o tratamento influenciou pouco, enquanto 7% disseram ter sofrido muito pouco impacto. Cerca de 19% disseram, por outro lado, que o tratamento não trouxe danos às finanças da família.
Por: Camila Maciel
Fonte: Agência Brasil

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