sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Especialistas advertem para o número excessivo de presos provisórios no país




O número excessivo de presos em situação provisória, ou seja, sem que estejam definitivamente condenados pelo trânsito em julgado do processo, comprova que prevalece no país uma “lógica do encarceramento”, segundo a opinião de especialistas reunidos no seminário Prisão Provisória e Seletividade, que está sendo realizado hoje (26) na sede do Conselho da Justiça Federal, em Brasília.
De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), organizador do by Text-Enhance” href=”http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-10-26/especialistas-advertem-para-numero-excessivo-de-presos-provisorios-no-pais#”>evento junto com o Ministério da Justiça e a Rede Justiça Criminal, quatro de cada dez presos são mantidos encarcerados no Brasil sem julgamento definitivo, equivalentes a 40% da população carcerária brasileira, que é aproximadamente 500 mil detentos.
Os dados apresentados durante o seminário apontam que muitos dos crimes praticados por encarcerados em prisão cautelar não oferecem grave ameaça à sociedade, a exemplo de pequenos furtos, depredação de patrimônio e brigas, entre outros.
Participaram do evento, cujo objetivo foi debater by Text-Enhance” href=”http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-10-26/especialistas-advertem-para-numero-excessivo-de-presos-provisorios-no-pais#”>alternativaspara o uso abusivo da prisão provisória no país, magistrados, advogados, policiais e representantes de organizações da sociedade civil, do Judiciário, do Congresso Nacional e do governo federal.
“Há no Brasil, um excessivo número de presos provisórios. É preciso oferecer instrumentos diversos à prisão para aqueles casos em que ela não é necessária”, observou o coordenador da Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Luiz Antônio Bressane.
Desde julho de 2011, com a Lei 12.403/11, os juízes têm novas opções, chamadas medidas cautelares, além da prisão preventiva, para afastar ameaças à condução do processo criminal. A lei determina também que a prisão provisória só deva ser realizada em caráter excepcional.
Entre as medidas alternativas oferecidas pela lei estão a prisão domiciliar, o monitoramento eletrônico e a proibição de viajar. Contudo, estes instrumentos não vêm sendo utilizados pela maioria dos magistrados.
Na avaliação do secretário de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça, Flávio Caetano, é preciso construir um pacto interinstitucional pela melhoria doby Text-Enhance” href=”http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-10-26/especialistas-advertem-para-numero-excessivo-de-presos-provisorios-no-pais#”>sistema carcerário brasileiro. “A situação é realmente muito ruim. Precisamos, em conjunto, buscar condições de aplicar a nova lei e avaliar se ela tem contribuído para reduzir a banalização do uso da prisão provisória no país”.
Para Flávio Caetano, muitas vezes os juízes não aplicam as medidas cautelares porque não se sentem seguros com a sua efetividade, devido à ausência de estrutura necessária para aplicar as medidas. “Nosso desafio é construir uma rede de apoio para fiscalizar a aplicação das medidas”, destaca.
A deputada federal Érika Kokay (PT-DF) disse na abertura do seminário que existe um recorte definido para a população carcerária no Brasil, fenômeno que chamou de “prisão seletiva”, e que afeta a população de baixa by Text-Enhance” href=”http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-10-26/especialistas-advertem-para-numero-excessivo-de-presos-provisorios-no-pais#”>renda, jovem e de origem negra. “O encarceramento indevido, situação da maior parte dos presos provisórios, desumaniza”, argumentou.
A opinião é compartilhada pelo assessor jurídico da Pastoral Carcerária, José de Jesus Filho. Ele argumenta que a prisão provisória vem substituindo, para essa população, o lugar das políticas sociais, como saúde e by Text-Enhance” href=”http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-10-26/especialistas-advertem-para-numero-excessivo-de-presos-provisorios-no-pais#”>educação, que permitiriam a ressocialização: “a prisão provisória acaba se convertendo numa espécie de porta giratória: eles vão e voltam”.
No Brasil, segundo o Ministério da Justiça, 273.040 mil presos não completaram o ensino fundamental, o que corresponde a mais da metade da população carcerária brasileira (63,5%). Desses, 25.319 sequer são alfabetizados.
José de Jesus defende que o Estado invista mais em políticas preventivas, principalmente no que diz respeito aos dependentes de drogas, como o crack. “A resposta que estamos dando aos problemas relacionados com a vulnerabilidade dessas pessoas é a prisão. Não dá para nós mantermos um sistema de aprisionamento em massa. É inviável”, constata.
A Rede Justiça Criminal, uma das organizadoras do evento, é integrada pelas seguintes entidades da sociedade civil: Instituto Sou da Paz; Pastoral Carcerária; Associação pela Reforma Prisional; Instituto de Defesa do Direito de Defesa; Instituto Terra, Trabalho e Cidadania; Justiça Global; Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP); Conectas Direitos Humanos, e Instituto de Defensores de Direitos Humanos.
Texto e foto: Agência Brasil

Por que o Brasil está sofrendo tanto apagão?

Queda de energia no Norte e Nordeste na madrugada desta sexta é a quarta registrada no país em pouco mais de um mês. Alguma coisa não está certa – e o governo sabe bem

Classificada como “anormal” pelo governo, série de blecautes expõe fragilidades no sistema
Virou rotina. O apagão que deixou na escuridão 100% do Nordeste e 77% dos estados do Tocantins e Pará na madrugada desta sexta é o quarto registrado no país em menos de 35 dias. No fim de setembro, sete milhões de pessoas ficaram no breu no Nordeste, no dia 22. Depois, uma pane num transformador em Furnas, de Foz do Iguaçu, interrompeu o fornecimento de energia para grande parte do país, no dia 3 deste mês. E, em menos de 24 horas, um novo apagão afetou 70% do Distrito Federal. Algo está muito errado no sistema elétrico nacional.

A série de apagões, classificada como “anormal” pelo Ministério de Minas e Energia, expõe fragilidades do sistema elétrico brasileiro e põe em risco sua confiabilidade, dizem especialistas do setor.
Eles apontam a falta de investimento na manutenção das linhas de transmissão como a causa mais notória desse período de sombras que o país atravessa. Falta de um plano B e pessoal técnico qualificado também contribuem para o pisca-pisca no fornecimento de energia para os consumidores.
Velhas senhoras
Em 70 anos, o Brasil cresceu a passou a consumir mais energia, só que a modernização do sistema de transmissão não acompanhou o mesmo ritmo. “Algumas subestações estão há mais de 50 anos em operação, e carecem de manutenção e modernização. Mas esse investimento não está sendo feito", critica Carlos Faria, presidente da Anace.
Ao anunciar a antecipação da renovação dos contratos de concessão do setor elétrico no mês passado, a própria presidente Dilma Rousseff reconheceu a situação do sistema de transmissão e das subestações, chamando-as de “velhas senhoras”, e exigindo mais investimentos das empresas.
Subestação é uma instalação elétrica de alta potência, contendo equipamentos para transmissão e distribuição de energia elétrica, além de equipamentos de proteção e controle, capazes de, por exemplo, conter um incêndio como o que deflagrou o apagão desta madrugada.
Um levantamento feito pela Ong Contas Abertas, no começo de outubro - logo após o apagão provocado por uma pane num transformador em Furnas – mostrou que a empresa, que pertence ao Grupo Eletrobras, investiu apenas 37,6% dos recursos disponíveis para 2012. Procurada por EXAME.com, a empresa não se manifestou até o fechamento desta reportagem para comentar os dados.
Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe-UFRJ, afasta o risco de um apagão generalizado, como o de 2001, que demandou medidas radicais como racionamento. “Atualmente, a geração de energia é uma questão bem resolvida. Temos geração robusta em hidrelétricas e termelétricas. O sistema elétrico agora sofre com um falha grave de gestão técnica na transmissão dessa energia”, avalia.
Falta um plano B
O professor Augusto Cesar mal sentiu o blecaute dessa madrugada, acordou no meio da noite, viu que estava escuro e voltou a dormir. Pela manhã, a situação parecia normalizada. Sorte que foi de madrugada. Chefe do departamento de Energia Elétrica, da Universidade de Pará, Cesar defende a criação de um plano B para apagões.
“Com um sistema de reserva, para deslocar o problema, você consegue manter o serviço operante [a transmissão de energia elétrica]”, explica. “Mas isso exige a replicagem de equipamentos, montar outro sistema de transmissão, o que exige investimento”, pondera.
Corpo técnico
Um problema numa subestação de transmissão pode ter um efeito pequeno, quase imperceptível para os consumidores, ou tomar proporções maiores. Em grande medida, vai depender da atuação rápida e certeira do corpo técnico que entra em ação nessa hora.
“A falta de investimento no setor também se traduz na capacitação de profissionais”, diz Faria, da Anace. Quando bem preparado, esse corpo técnico consegue isolar e evitar a propagação de um problema, garantindo que uma área menor seja atingida pela falta de luz.
Pinguelli Rosa, da Coppe, demonstra preocupação com a questão de engenharia com a renovação dos contratos de concessão. “Diante das tarifas mais baixas, pode haver uma queda de receita das empresas e eu espero que isso não leve a uma redução de quadro técnico. Nós precisamos de gente preparada”, resume.


Microsoft interrompe venda do Windows 8 para corrigir erro


Em vez dos anunciados 69 reais, o Windows 8 Pro estava sendo vendido por 83,98 reais no site da empresa



São Paulo — Quem tentou comprar o Windows 8 por download logo após o início das vendas teve uma surpresa desagradável. A Microsoft anunciou a versão para upgrade por 69 reais. Mas, ao fechar a compra, os interessados eram informados que o preço seria 83,98 reais. A venda foi interrompida nesta manhã para correção do problema.

O preço incorreto vem sendo relatado nas redes sociais. No Twitter, o usuário @em3rsom divulgou a imagem que reproduzimos acima, onde aparece o preço. Ao que parece, o sistema de venda online da Microsoft converteu para reais o preço americano, de 39 dólares. Considerando a taxa de 2,02 reais por dólar, isso equivale a 78,78 reais. É possível que o sistema ainda tenha acrescentado o IOF de 6,38%, o que levaria ao total de 83,81 reais.
A Microsoft diz que está elaborando uma solução para o problema. “A Microsoft Brasil informa que identificou o erro no valor cobrado pela atualização do Windows 8 Pro via download. Tão logo identificado o problema, o site foi retirado do ar. A empresa está trabalhando na solução dessa questão e pede desculpas pelo inconveniente causado”, diz uma comunicado enviado a EXAME.com pela assessoria de imprensa da empresa.
Em valores atualizados, o preço de 69 reais é o menor já cobrado pela Microsoft por uma nova versão do Windows. E quem comprou um PC depois de 2 de junho paga só 29 reais. Esses preços foram anunciados com destaque ontem, durante o lançamento do Windows 8. 
Os preços refletem a pressa da Microsoft em criar uma base instalada significativa do Windows 8. Sem isso, há pouco estímulo para os desenvolvedores produzirem mais aplicativos para o sistema. A escassez de apps é especialmente prejudicial à versão RT do Windows 8, que roda em tablets com processador ARM. Essa versão não é compatível com aplicativos criados para edições anteriores do Windows.

O peso de ter Magno na aliança


O senador Magno Malta (PR) não é candidato nesta eleição, mas se tornou um personagem à parte na disputa em Vitória

O senador Magno Malta (PR) não é candidato nesta eleição, mas se tornou um personagem à parte na disputa em Vitória e em Vila Velha – especialmente no segundo turno da Capital. Diante de suas teses tidas como conservadoras e da rejeição a ele em alguns setores, Magno é citado por adversários quando querem bombardear a quem ele apoia nas duas cidades. 
Em Vitória, o senador aparece em inserções na televisão quase tanto quanto os próprios candidatos, após a campanha de Luiz Paulo (PSDB) expor que ele está na aliança de Luciano Rezende (PPS). 

Em Vila Velha, o programa de TV de Neucimar Fraga (PR) não o exibiu, mesmo sendo ele presidente estadual do PR e um dos principais cabos eleitorais do prefeito. 

No debate da Rede Gazeta, na quarta-feira, Neucimar justificou assim a ausência do aliado em sua propaganda eleitoral na TV: embora Magno tenha serviços prestados ao Estado, "há uma classe social que não gosta dele". 

Reeleito com 1,2 milhão de votos em 2010, o senador de fato tem maior aceitação entre os segmentos de menor renda, embora, obviamente, conte com admiradores fora desse nicho. 

Por outro lado, é notória a rejeição a ele em muitos setores. Essa reprovação estaria relacionada ao seu jeito polêmico e supersincero de ser, bem como às suas teses sobre os homossexuais e a redução da maioridade penal, por exemplo. São posições que soam hiperconservadoras. 

E mais: segundo cientistas políticos, Magno defende um tipo de "fundamentalismo evangélico" que assusta muita gente. 

E a impressão é de que até hoje ele não conseguiu apagar completamente os arranhões das denúncias contra ele no mandato passado – embora nada tenha sido provado. De qualquer forma, o senador e seu grupo político parecem ser associados ao retrocesso por algumas faixas da sociedade. 

Nessa linha, embora Magno não tenha condenações em série no currículo como vários figurões do Estado, a repulsa a ele impressiona. 

No debate da Rede Gazeta, Luiz Paulo passou a maior parte do tempo lembrando: o PR de Magno é aliado de Luciano Rezende e inclusive indicou o vice dele. Isso, acrescentou, implode a mudança que Luciano diz representar na eleição. Já Luciano surpreendeu ao rebater dizendo que Magno e Luiz Paulo é que são aliados. 

Ou seja, parece que ninguém quer Magno por perto. É o oposto do que ocorre com Paulo Hartung (PMDB), cuja presença na aliança é disputada e "escancarada" a ponto de ele ter sido mencionado até em jingles. De todo modo, parece claro que o fato de Magno ser citado impõe desgastes às campanhas de Neucimar e de Luciano. A presença dele está "pesando".

Cena Política
O candidato Neucimar Fraga (PR) surpreendeu a todos com uma atuação que chegou a ser performática em alguns momentos do debate de quarta-feira, na Rede Gazeta. Num certo momento, ele citou quase sem respirar vários bairros da cidade. Em outro momento, ao falar sobre orçamento participativo, soltou esta: "Esse instrumento passou a ser um ‘enrolation’... Eu não sou um candidato de blá-blá-blá. Fui eleito para tra-ba-lhar". É muita criatividade...
Reação
Um dia antes da divulgação da pesquisa Futura na TV Gazeta, Luciano Rezende (PPS) disse para sua militância, no evento de terça-feira no Vitória Futebol Clube, que a partir do dia seguinte começariam a vir 
a público "pesquisas fraudadas". Aliás, no programa dele de ontem, ele apresentou pesquisa Ibope 
divulgada dia 19. 

Novos amigos

Aliás, segundo integrantes do PT, haveria mais petistas aderindo à campanha de Luciano, depois de terem ficado contra ele no primeiro turno. Por que será que agora teriam descoberto "afinidades" com o deputado? 

Boataria, de novo

Depois da onda de boatos no primeiro turno, começam a circular por Vitória novas acusações contra Luiz Paulo (PSDB). Aliás, a campanha tucana faz o último evento de mobilização às 19h de amanhã, num cerimonial de Bento Ferreira, antes do debate da TV Gazeta. 

Reforço?

Transpira nos corredores dos órgãos do governo que servidores de diversos escalões estão entrando com força 
em algumas campanhas. Será?

Audiência

O debate na Rede Gazeta entre Neucimar Fraga (PR) e Rodney Miranda (DEM) teve 12.184 visitas ao vivo. Além do Brasil, houve acessos dos Estados Unidos, Itália, Portugal, Arábia Saudita, Holanda, Alemanha, Noruega e Austrália.

O senador Magno Malta (PR) não é candidato nesta eleição, mas se tornou um personagem à parte na disputa em Vitória e em Vila Velha – especialmente no segundo turno da Capital. Diante de suas teses tidas como conservadoras e da rejeição a ele em alguns setores, Magno é citado por adversários quando querem bombardear a quem ele apoia nas duas cidades. 
Em Vitória, o senador aparece em inserções na televisão quase tanto quanto os próprios candidatos, após a campanha de Luiz Paulo (PSDB) expor que ele está na aliança de Luciano Rezende (PPS). 

Em Vila Velha, o programa de TV de Neucimar Fraga (PR) não o exibiu, mesmo sendo ele presidente estadual do PR e um dos principais cabos eleitorais do prefeito. 

No debate da Rede Gazeta, na quarta-feira, Neucimar justificou assim a ausência do aliado em sua propaganda eleitoral na TV: embora Magno tenha serviços prestados ao Estado, "há uma classe social que não gosta dele". 

Reeleito com 1,2 milhão de votos em 2010, o senador de fato tem maior aceitação entre os segmentos de menor renda, embora, obviamente, conte com admiradores fora desse nicho. 

Por outro lado, é notória a rejeição a ele em muitos setores. Essa reprovação estaria relacionada ao seu jeito polêmico e supersincero de ser, bem como às suas teses sobre os homossexuais e a redução da maioridade penal, por exemplo. São posições que soam hiperconservadoras. 

E mais: segundo cientistas políticos, Magno defende um tipo de "fundamentalismo evangélico" que assusta muita gente. 

E a impressão é de que até hoje ele não conseguiu apagar completamente os arranhões das denúncias contra ele no mandato passado – embora nada tenha sido provado. De qualquer forma, o senador e seu grupo político parecem ser associados ao retrocesso por algumas faixas da sociedade. 

Nessa linha, embora Magno não tenha condenações em série no currículo como vários figurões do Estado, a repulsa a ele impressiona. 

No debate da Rede Gazeta, Luiz Paulo passou a maior parte do tempo lembrando: o PR de Magno é aliado de Luciano Rezende e inclusive indicou o vice dele. Isso, acrescentou, implode a mudança que Luciano diz representar na eleição. Já Luciano surpreendeu ao rebater dizendo que Magno e Luiz Paulo é que são aliados. 

Ou seja, parece que ninguém quer Magno por perto. É o oposto do que ocorre com Paulo Hartung (PMDB), cuja presença na aliança é disputada e "escancarada" a ponto de ele ter sido mencionado até em jingles. De todo modo, parece claro que o fato de Magno ser citado impõe desgastes às campanhas de Neucimar e de Luciano. A presença dele está "pesando".

Cena Política
O candidato Neucimar Fraga (PR) surpreendeu a todos com uma atuação que chegou a ser performática em alguns momentos do debate de quarta-feira, na Rede Gazeta. Num certo momento, ele citou quase sem respirar vários bairros da cidade. Em outro momento, ao falar sobre orçamento participativo, soltou esta: "Esse instrumento passou a ser um ‘enrolation’... Eu não sou um candidato de blá-blá-blá. Fui eleito para tra-ba-lhar". É muita criatividade...
Reação
Um dia antes da divulgação da pesquisa Futura na TV Gazeta, Luciano Rezende (PPS) disse para sua militância, no evento de terça-feira no Vitória Futebol Clube, que a partir do dia seguinte começariam a vir 
a público "pesquisas fraudadas". Aliás, no programa dele de ontem, ele apresentou pesquisa Ibope 
divulgada dia 19. 

Novos amigos

Aliás, segundo integrantes do PT, haveria mais petistas aderindo à campanha de Luciano, depois de terem ficado contra ele no primeiro turno. Por que será que agora teriam descoberto "afinidades" com o deputado? 

Boataria, de novo

Depois da onda de boatos no primeiro turno, começam a circular por Vitória novas acusações contra Luiz Paulo (PSDB). Aliás, a campanha tucana faz o último evento de mobilização às 19h de amanhã, num cerimonial de Bento Ferreira, antes do debate da TV Gazeta. 

Reforço?

Transpira nos corredores dos órgãos do governo que servidores de diversos escalões estão entrando com força 
em algumas campanhas. Será?

Audiência

O debate na Rede Gazeta entre Neucimar Fraga (PR) e Rodney Miranda (DEM) teve 12.184 visitas ao vivo. Além do Brasil, houve acessos dos Estados Unidos, Itália, Portugal, Arábia Saudita, Holanda, Alemanha, Noruega e Austrália.

Integrantes do governo e do PSB apareceram em peso ontem na propaganda de Luciano Rezende (PPS) na TV
Fonte: A Gazeta

Magno Malta rebate: "Citação a mim é bandida, safada"


No alvo da eleição, citado mais que muitos candidatos, ele diz: "Ninguém chuta cachorro morto"

Ednalva Andrade - eandrade@redegazeta.com.br  
Foto: DIvulgação
DIvulgação
Magno Malta: “Nosso partido tem quadros importantes, não é partido de leprosos e despreparados”
Mais citado na eleição do que muitos candidatos, mesmo sem disputar cargo, o senador Magno Malta (PR) alega que a citação é “eleitoreira, bandida e safada”. Ele rebate as alegações de adversários de Neucimar Fraga (PR), em Vila Velha, e de Luciano Rezende (PPS), em Vitória, de que eles o teriam escondido e diz que é alvo do mesmo grupo desde 2002, o qual apoia o tucano Luiz Paulo Vellozo, em Vitória, e Rodney Miranda (DEM), em Vila Velha.

Ataques na eleição
“Ninguém chuta cachorro morto. Se estão me atacando é porque, no mínimo, as pesquisas internas deles dizem que tenho algum valor, algum respaldo com a sociedade. Recebo com indignação porque não sou candidato a nada”.
Motivos
“É uma citação bandida, safada, criminosa e eleitoreira. Estão querendo agradar a quem? Quem é a favor do aborto, da legalização das drogas, da pedofilia, da violência contra a mulher, do projeto da homofobia, quem quer me desmerecer. Eles têm origem diferente da minha. Sou negro, filho de faxineira, nunca passei por faculdade, sou evangélico, não bebo, não fumo, não uso drogas”.

Luiz Paulo
“Sempre tive respeito por ele, pelo fato de ele ter rompido com esse grupo (de Paulo Hartung) antes. Ele procurou a mim e ao partido em 2010. Há 90 dias, ele foi com (César) Colnago pedir apoio, disse que sou líder importante”.

“Incoerente”
“Neucimar não está disputando eleição com Rodney, está disputando com Paulo Hartung, até porque Rodney não tem o que falar. O patrono da candidatura dele aparece defendendo Luiz Paulo em Vitória porque ele é experiente e é preciso entrar jogando. Em Vila Velha começa jogando com um inexperiente? É incoerente.”

Luciano Rezende
“Luciano está falando a verdade, ele não me conhece. Eu não o conheço também. O que sei dele é pelo Vandinho, pelo Gilson Lopes e pelo Claudio Vereza, que é sogro dele. Quem conhece Luciano são eles. Se Luciano é tão ruim como estão falando agora, por que o mantiveram tanto tempo no grupo, se ele é tão incompetente e despreparado?”

“Diferenciado”
“Dizem que Vitória tem eleitorado diferenciado, letrado, preparado. Acho que o povo preparado também cansa de ver um grupo em que uma hora são amigos e em outra hora, inimigos. Quando o ex-vice-governador Ricardo Ferraço saiu do PSDB, saiu atirando, chamando ele (Luiz Paulo) de preguiçoso, que dorme até meio-dia. Ricardo e o grupo do ex-governador, e depois vira tudo amigo de novo.”

Drogas
“Tudo que tenho de falar falo olhando no olho. Não falo pelas costas. Se Luiz Paulo já foi drogado ou é drogado ou deixou de ser ou nunca deixou de ser, isso não é problema meu, é problema dele. É mentira que eu fui para a igreja falar isso para as pessoas”.

Waguinho Ito
“Waguinho era candidato a vereador. Luciano ofereceu a vice ao partido. Pensamos no nome do Waguinho porque o PR nunca teve musculatura em Vitória e queríamos um vice para agregar. Achamos que Waguinho era o nome para somar e o partido o indicou”.

Indicações
“Em Vila Velha o PR já está no poder há três anos e meio. Em Vitória, estamos no processo eleitoral. Quem vai ser prefeito e vai estar com a caneta é ele (Luciano). Sou apenas um senador e posso ser aliado dele em Brasília para trazer recursos. Ele não prometeu (cargos) e não pedimos nada. Nosso partido tem quadros importantes e musculatura, não é partido de leprosos e despreparados”.

Rejeição
“Todo mundo tem rejeição. Uns adoram as bandeiras que eu defendo, outros não. Sei que os políticos que se sentem donos do Estado, a esses eu não agrado. A sociedade não é contra mim, fui reeleito com 1,2 milhão de votos”.

Próximas eleições
“Acho que vão ter cara de pau de me pedir apoio, mas desta vez vou bater a porta na cara deles. Na verdade, essa gente não faz política, faz negócios. A geopolítica deles é tática de cangaceiro. Fazem emboscada e decidem a cada eleição quem eles vão trair, quem vão derrubar e quem querem que sobreviva”.
Fonte: A Gazeta

Mãe é suspeita de mostrar vídeo pornô a crianças em escola do ES


Caso foi denunciado em Cachoeiro de Itapemirim, nesta quinta-feira (25).
Mulher foi detida e liberada. O celular com o vídeo vai ser periciado.



Pais de alunos de uma escola estadual do bairro Aeroporto, em Cachoeiro de Itapemirim, na região Centro-Sul do Espírito Santo, se revoltaram nesta quinta-feira (25), após saberem que a mãe de um estudante da instituição teria mostrado um vídeo pornográfico para cinco crianças, com idade entre 8 e 10 anos, nas dependências da escola. A Secretaria Estadual de Educação (Sedu) informou, em nota, que aguarda a investigação da polícia para se pronunciar sobre o caso.

O vídeo exibido pela suspeita, de 37 anos, mostrava, segundo os estudantes, uma mulher tirando a roupa para dormir e com as pernas para cima. "Eu não vi direito. Só vi a mulher tirando a roupa", disse uma das crianças que teria assistido ao vídeo. "Ela mostrou o vídeo para a gente. Dava para ver que uma mulher tirava a calcinha e ficava pelada", relatou outra criança.

A suspeita foi encaminhada à delegacia, onde foi ouvida e liberada. Ela não quis falar com a imprensa. De acordo com a Polícia Civil, o celular da mulher será periciado. Ela foi ouvida na delegacia e liberada. A Secretaria Estadual de Educação (Sedu) informou que aguardará a investigação do caso pela polícia para poder se pronunciar.

A avó de um aluno, Maria José Fonseca, relatou o ocorrido. "Essa mulher pegou as cinco crianças na faixa etária de 8 a 10 anos de idade e, no celular, começou a mostrar vídeo pornográfico", falou.

"Se a gente não faz nada, amanhã ou depois aparece um filho nosso morto e a gente vai fazer o quê? Como a gente traz uma criança para o colégio? Assim não dá", desabafou a mãe de um estudante, Elisângela Montenegro.

Do G1 ES

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