quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Paradigmas e sua influencia nas nossas percepções


Alguns dos nossos hábitos básicos são primordiais para refletir os princípios da nossa eficiência. Eles representam a interiorização dos princípios corretos nos quais se baseiam o sucesso e a felicidade.

Precisamos entender nossos "paradigmas", e aprender a fazer uma "mudança paradigmática".

Tanto a Ética da Personalidade quanto a do Caráter são exemplo de paradigmas sociais. A palavra paradigma (do grego parádeigma) literalmente modelo, é a representação de um padrão a ser seguido.

Na origem, era um termo científico, mas hoje é usada comumente para definir um modelo, teoria, percepção, pressuposto ou modelo de referência. Em um sentido mais geral, é a maneira como "vemos" o mundo - não no sentido visual, mas sim em termos de percepção, compreensão e interpretação.

Dentro de nossos objetivos, um modo simples de entender os paradigmas é vê-los como um mapa. Todos sabem que "um mapa não é um território". Um mapa é simplesmente a explicação de certos aspectos do território. Um paradigma é exatamente isso. Uma teoria, uma explicação, um modelo de alguma outra coisa.

Suponha que você queira ir até um local específico, no centro de Vitória. Uma planta com as ruas da cidade seria de grande ajuda para se chegar ao destino. Mas suponha que você tenha o mapa errado. Em função de um erro de impressão, o mapa onde estava escrito "Vitória" fosse na verdade um mapa de Vila Velha. Você pode imaginar a frustração e a ineficiência na tentativa de atingir o objetivo desejado?

Uma pessoa pode modificar seu comportamento. Tentar com mais empenho, ser mais diligente, aumentar seu ritmo. Tais esforços, entretanto, só serviriam para levá-la mais depressa ao lugar errado. Uma pessoa pode modificar sua atitude, pensando de forma mais positiva. Mesmo assim não chegará ao lugar certo, o que pode não fazer diferença. Se a atitude for mesmo otimista, a pessoa será feliz onde estiver. De qualquer modo, ainda estará perdida. O problema fundamental não tem nada a ver com o comportamento ou com a atitude. Ele se resume em utilizar o mapa errado.

Se a pessoa tem o mapa certo para Vitória, aí a diligência torna-se valiosa, e, quando surgem os obstáculos frustrantes, ao longo do caminho, então a atitude faz realmente diferença. Contudo, a exigência primordial e mais importante é a exatidão do mapa.

Cada um de nós tem, dentro da cabeça, muitos e muitos mapas, que podem ser divididos em duas categorias principais: mapas do modo como as coisas são, ou da realidade, e mapas do modo como as coisas deveriam ser, ou dos valores. Interpretamos todas as nossas experiências a partir destes mapas mentais. Raramente questionamos sua exatidão, com freqüência nem percebemos que os utilizamos. 

Apenas assumimos que a maneira como vemos as coisas equivale ao modo como elas realmente são ou deveriam ser. Assim, nossas atitudes e comportamentos derivam destes pressupostos. A maneira como vemos o mundo é a fonte de nossa forma de pensar e agir.

Antes de prosseguir, gostaria de convidá-lo para uma experiência intelectual e sensorial. Concentre-se durante alguns segundos no desenho abaixo e descreva cuidadosamente o que está vendo.



Conseguiu identificar uma mulher? Qual a idade dela, em sua opinião? O que diria de sua aparência? O que está vestindo? Quais as atividades adequadas para ela?
Você poderá dizer que a mulher tem 25 anos de idade, é bonita, veste-se bem e tem um nariz pequeno encantador.

E se eu dissesse que você está totalmente errado? E se eu dissesse que este desenho mostra uma mulher de 60 anos ou mais, com ar cansado, um nariz imenso? Alguém a quem se oferece ajuda na hora de atravessar a rua?

Quem tem razão? Olhe novamente para o desenho. Consegue ver a velha agora?

Caso não consiga, continue tentando. Viu o nariz grande, adunco? E o xale?

Se você e eu estivéssemos conversando, face a face, poderíamos discutir o desenho.

Você descreveria o que vê para mim, e eu poderia falar sobre o que estou vendo.
Poderíamos continuar nos comunicando até que você me mostrasse claramente o que está vendo no desenho, e eu fizesse o mesmo.

Uma vez que não podemos fazer isso, estude o desenho. Consegue ver a velha agora? É importante que você a veja, antes de prosseguir na leitura.

Tive contato com este desenho pela primeira vez há muitos anos, na Faculdade. O professor o utilizou para demonstrar de forma clara e eloqüente que duas pessoas podem ver a mesma coisa, discordar, e ter razão, simultaneamente. Isso não é lógico, é psicológico. Ele entrou na sala de aula com uma pilha de cartões grandes e distribuiu-os entre os alunos da classe. Ele nos pediu que olhássemos para os cartões, permanecendo concentrados neles por cerca de dez segundos, devolvendo-os em seguida. Depois disso ele projetou em uma tela o desenho. Aí pediu à classe que descrevesse o que via. 

As pessoas da sala que viram a moça no cartão a identificaram na imagem projetada. E praticamente todos que viram a velha no cartão a identificaram na projeção.

O professor então pediu a um estudante que explicasse o que estava vendo para um estudante que divergira de sua opinião, e conforme eles conversaram, os problemas de comunicação apareceram.

- Como assim, "uma velha?" Ela deve ter uns 20 ou 22 anos!
- Ei, espere aí! Você está brincando. Ela tem mais de 70, deve estar beirando os 80!
- Puxa, você ficou cego? Tem algum problema? Esta rnulher é jovem, tem boa aparência. Gostaria de sair com ela. É linda!
- Linda? Ela é um canhão.

A discussão prosseguiu, cada um dos estudantes certo e seguro de sua posição. Tudo isso aconteceu apesar de haver uma vantagem muito importante para os estudantes: sabiam que existia, realmente, outro ponto de vista. Isso é algo que muita gente jamais admitiria. Mesmo assim, no início, poucos estudantes tentaram ver o desenho a partir de outra perspectiva.

Depois de alguns instantes de comunicação inútil, um estudante foi até a tela e apontou para uma linha do desenho:

- Eis aqui o colar da moça.
- Não, isso é a boca da velha - retrucou o outro.

Gradualmente, eles começaram a discutir com mais calma os pontos discrepantes, e finalmente um estudante, depois outro, se esclareceu, ao conseguir focalizar as duas imagens. Graças ao diálogo calmo, respeitoso e objetivo, cada um dos presentes foi finalmente capaz de entender o ponto de vista do outro. Mas quando olhávamos para o outro lado, e depois para o desenho projetado na tela, a maioria via imediatamente a imagem que havia sido condicionado a ver nos dez segundos iniciais de observação.

Utilizo com freqüência esta demonstração de percepção quando estou trabalhando com pessoas, porque ela fornece elementos profundos para a compreensão tanto da eficiência pessoal como da interpessoal. Ela mostra, antes de tudo, o quanto nossa percepção pode ser profundamente condicionada, ou nossos paradigmas. 

Se dez segundos podem ter tal impacto em nossa maneira de ver as coisas, o que dizer dos condicionamentos que duram a vida inteira? 

As influências marcantes em nossas vidas - família, escola, religião, ambiente de trabalho, amigos, colegas e paradigmas sociais em vigor, como a Ética da Personalidade – foram responsáveis por um impacto inconsciente e silencioso em nossas mentes, ajudando a formar nossos quadros de referências, paradigmas e mapas.

Podemos concluir também que estes paradigmas são a nossa fonte de atitudes e comportamentos. Afastados deles, não podemos agir com integridade. Simplesmente não temos como manter a coerência se falamos e agimos em discordância com aquilo que vemos. Se você faz parte dos que vêem a moça no desenho quando condicionados a fazê-lo, indubitavelmente sentirá dificuldade em se imaginar ajudando-a a atravessar uma rua. Tanto sua atitude quanto seu comportamento em relação a ela precisam ser coerentes com seu modo de olhar para ela.

Isso nos leva a um dos defeitos básicos da Ética da Personalidade.

Tentar modificar as atitudes e comportamentos exteriores não adianta muito a longo prazo, se deixamos de examinar os paradigmas básicos a partir dos quais estas atitudes e comportamentos são gerados.

A demonstração da percepção também revela a intensidade com que nossos paradigmas interferem no modo como interagimos com outra pessoa. Pensamos que vemos as coisas claras e objetivamente, e depois nos damos conta que os outros as vêem de modo aparentemente tão claro e objetivo quanto o nosso. "O que vemos depende de onde estamos”.

Cada um de nós tem tendência para pensar que vê as coisas como elas são objetivamente. Mas não é bem assim. 

Vemos o mundo, não como ele é, mas como nós somos - ou seja, como fomos condicionados a vê-lo. Quando abrimos a boca para descrever o que vemos, na verdade descrevemos a nós mesmos, nossas percepções e paradigmas. Quando as outras pessoas discordam de nós, imediatamente achamos que há algo de errado com elas. No entanto, como exemplificado pela demonstração, pessoas sinceras, com a cabeça no lugar, podem ver as coisas de modo diferente, cada uma delas olhando o mundo através das lentes específicas de sua própria experiência.

A interpretação que cada pessoa dá a aos fatos revela experiências anteriores, e os fatos não possuem significados algum quando separados da interpretação dada a eles.

Quanto mais nos conscientizamos de nossos paradigmas, mapas ou pressupostos básicos, e do quanto somos influenciados por nossas experiências, mais responsabilidade podemos assumir por estes paradigmas, mais podemos examiná-los, testá-los em confronto com a realidade, ouvir a opinião dos outros e nos abrirmos para os conceitos alheios, obtendo deste modo um quadro mais amplo e uma visão mais objetiva.

Caso de menor que matou irmão de 2 anos gera debate sobre Justiça nos EUA

Um caso de direito penal envolvendo um menor na Flórida está causando um amplo debate nos Estados Unidos que vai além de questões jurídicas, fazendo a sociedade questionar o conceito de Justiça.
Cristian Fernandez, 13, está sendo julgado como se fosse maior de idade por um tribunal do distrito de Duval County por dois crimes cometidos em 2011.
O menino é acusado de ter matado por espancamento seu meio-irmão David, 2, e de ter atacado sexualmente seu outro meio-irmão, um menino de 5 anos.
Se Cristian for condenado por homicídio doloso, ele pode receber pena de prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional. O caso chamou atenção não apenas pela idade de Cristian, mas também pelo passado de abusos e de violência a que o próprio acusado foi submetido no ambiente familiar ao longo de sua vida.

Marcas da violência
Cristian nasceu marcado pela violência. Sua mãe, Bianella Susana, deu à luz o menino quando tinha apenas 12 anos. O pai de Cristian foi condenado a 10 anos de prisão por ter estuprado a, então, pré-adolescente.
Quando tinha dois anos de idade, o menino foi encontrado vagando de madrugada pelas ruas do sul da Flórida, despido e mal cuidado. A avó, que era a responsável pelo menino, estava trancada há horas no quarto de um hotel de estrada, em uma maratona de uso de drogas.
Alguns anos mais tarde, em 2007, o Departamento de Crianças e Famílias da Flórida investigou uma alegação de que Cristian havia sido abusado sexualmente por um primo.

O menino também começou a dar sinais de distúrbio de comportamento, com um histórico de relatos às autoridades locais de que ele havia matado um filhote de gato, além de ter simulado atos sexuais e se masturbado na escola.

Mesmo assim, Cristian apresentava um excelente desempenho acadêmico.

Em 2010, foi constatado que o menino vivia novamente em um ambiente violento. O marido de Bianella deu um soco no olho de Cristian, fazendo com que sua escola o encaminhasse a um hospital.
Ao chegar à residência da família, em um subúrbio de Miami, para investigar a agressão a Cristian, a polícia encontrou o padastro do menino morto. A causa da morte indicava suicídio com arma de fogo.

Julgamento
Um ano mais tarde, Bianella deixou Cristian sozinho em casa com os dois irmãos, quando David foi espancado. Ela demorou mais de oito horas para levar o filho de dois anos, que se encontrava inconsciente, até um hospital.
 Em março deste ano, a mãe dos meninos se declarou culpada por homicídio culposo, determinado pela falta de intenção em provocar a morte da vítima, e pode ser condenada a 30 anos de prisão.

Agora, a juíza Mallory Cooper enfrenta um dos casos de direito penal mais complicados já vistos nos tribunais americanos.
Muitos advogados e promotores apoiam a promotora estadual, Angela Corey, que pediu que Cristian fosse julgado como adulto.
Mas acadêmicos de direito e psiquiatria acreditam que a abordagem do direito penal no caso de delinquentes juvenis deve ser mais humana.
"Precisamos decidir se queremos um sistema que visa à punição ou à justiça", disse à BBC Brasil Jenna Saul, médica especialista em psiquiatria forense.
Segundo a psiquiatra, é possível que Cristian nem entenda as consequências dos seus atos de violência, uma vez que, na realidade dele, a agressão física é uma forma de mostrar frustração que não resulta em morte.
"Esse menino deve, sem dúvida alguma, ser julgado por um tribunal para menores, onde podem ser implementadas maneiras de reintroduzi-lo à sociedade", afirmou Saul.

Outros casos
Na década de 80, houve um aumento no número de casos de menores sendo julgados como adultos no país. No fim dos anos 90, a maioria dos estados americanos tornou mais fácil que delinquentes menores de idades fossem tratados como adultos pelos tribunais criminais.

Atualmente, existem mais de 2 mil indivíduos no sistema carcerário dos EUA que receberam pena de prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional, quando ainda eram menores de idade.

Recentemente, a Suprema Corte dos EUA declarou que esse tipo de pena é inconstitucional, classificando-a como "punição com requintes de maldade", mas nos EUA a autonomia dos estados torna a questão mais complexa.

Em âmbito global, há apenas 12 outros casos de encarcerados que foram condenados quando menores à prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional.
 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Depois de briga com paus, facas e tiros, Justiça proíbe campanha em cidade do norte de MG


  • O pequeno município de Fronteira dos Vales perde o ar pacato em períodos eleitorais. Só neste ano, já foram sete ocorrências policiais envolvendo a disputa pela prefeitura
    O pequeno município de Fronteira dos Vales perde o ar pacato em períodos eleitorais. Só neste ano, já foram sete ocorrências policiais envolvendo a disputa pela prefeitura
Os candidatos a prefeito do município mineiro de Fronteira dos Vales, na região do Vale do Mucuri, a 780 quilômetros de Belo Horizonte, estão proibidos de realizar qualquer ato de campanha na cidade. Estão proibidos comícios, passeatas, reuniões de comitês e até carros com equipamentos de som tocando músicas que façam menção à disputa eleitoral.
A quarentena foi imposta pela Justiça Eleitoral após a sétima e mais grave ocorrência policial envolvendo os partidários dos dois principais candidatos a prefeito no município, que tem 5.000 habitantes. Na madrugada do último dia 18, os corregilionários do atual prefeito e candidato, Rozinê Sena (PSDB), envolveram-se em uma briga contra os apoiadores do Doutor Branco (PR).
O confronto, que aconteceu em frente à casa do prefeito, envolveu cerca de 30 pessoas, de acordo com a Polícia Militar, que portavam paus, facas e até revólveres. Um dos militantes de Sena chegou a sacar a arma e realizar dois ou três disparos, fugindo em seguida.
Uma das balas atingiu Anderson Silva Medeiros Alves na região abdominal. Ele foi submetido a uma cirurgia e passa bem. A ira e a paixão dos combatentes era tamanha que todo o efetivo da Polícia Militar de Minas Gerais lotado na cidade (seis homens) não foi suficiente para encerrar o conflito. Foi preciso chamar reforço da cidade vizinha de Águas Formosas.
"Não conseguimos identificar qual lado começou a briga, mas o caso aconteceu porque a população de Fronteira dos Vales é muito apaixonada por política. Quem vota em um candidato, não pode nem olhar para quem vota no outro", conta o tenente Fabiano, comandante da PM-MG na região de Fronteiras do Vale. "Nessa última briga, os partidários dos dois candidatos começaram a discutir e xingar uns aos outros até que o confronto passou a ser físico, a cada um se armou como conseguiu", relata o tenente.
De acordo com o policial, foram efetuadas dez prisões em flagrante pelo crime de rixa (todos já foram soltos). Também foram apreendidos seis veículos e 31 munições de calibre 38 e 32. "Assim que a juíza eleitoral viu a ocorrência, no dia seguinte, proibiu qualquer ato de campanha", disse o policial militar.
Para garantir a segurança na cidade, o efetivo da PM em Fronteira dos Vales foi dobrado até o fim das eleições. Agora, 14 homens zelam pela paz na cidade.
Para o prefeito Rozinê Sena, que concorre ao terceiro mandato e teve que tomar posse escoltado por policiais na última vez que foi eleito, a decisão judicial veio em boa hora. "Não poderei fazer campanha, mas tudo bem. A decisão trouxe tranquilidade para a cidade. Sou da paz, não sou de briga, não sou violento, pelo amor de Deus".
Perguntado sobre de quem seria a culpa pelo último incidente, o prefeito não te dúvida para responder: "Foi o pessoal do outro candidato, do Doutor Branco. Eles já me ameaçaram de sequestro, eles praticam atos de violência e vandalismo, o nosso pessoal é da paz".
A versão do prefeito não é a mesma colhida pela Polícia Militar junto aos participantes da briga, que relataram uma série de ofensas e agressões partindo dos dois lados. O UOL tentou entrar em contato com a campanha do candidato Doutor Branco, mas não obteve sucesso até a publicação desta reportagem.

Presidente do Irã afirma que apoiar gays é coisa de capitalistas

Apoiar a homossexualidade é coisa de capitalistas de linha dura, que não se importam com os autênticos valores humanos, afirmou na segunda-feira (24) o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, em uma entrevista ao canal "CNN".
Ahmadinejad destacou que a homossexualidade é "um comportamento muito desagradável "proibido por "todos os profetas de todas as religiões e todas as fés".
Ahmadinejad faz o sinal da paz durante reunião da Assembleia Geral da ONU, em Nova York

O presidente iraniano, que está em Nova York para participar na Assembleia Geral da ONU, disse que apenas porque alguns países apoiam a homossexualidade não significa que suas críticas sejam uma negação da liberdade às pessoas.
No mesmo sentido, ridicularizou os políticos e partidos que, segundo ele, aprovam os gays e lésbicas "apenas para ganhar quatro ou cinco votos a mais".

De maneira mais ampla, o presidente do Irã afirmou que o apoio aos homossexuais não tem nada a ver com o apoio ao desenvolvimento humano.

"Este tipo de apoio à homossexualidade está apenas nas mentes dos capitalistas de linha dura e daqueles que apenas apoiam o crescimento do capital, mais do que os valores humanos", completou Ahmadinejad com a ajuda de um intérprete.
Ele insistiu que as pessoas viram homossexuais e não nascem desta maneira. Não respondeu ao ser questionado sobre o que faria se um de seus três filhos fosse gay.

Ahmadinejad disse que o mundo tem uma série de males como a miséria, a repressão e as ditaduras, e que apoia a resolução destes problemas e defesa da dignidade humana.
Questionado se o apoio à liberdade não deveria ser aplicado aos homossexuais, respondeu que "a homossexualidade cessa a procriação".
"Quem disse que se alguém gosta ou acredita em algo desagradável e outros não aceitam este comportamento, estão negando a liberdade? Quem disse isto?", completou Ahmadinejad.

Zavascki diz que julgar mensalão e pedir vistas é contraditório

Essa questão me deixa desconfortável, diz Zavascki sobre julgamento do mensalão

Em sua sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado nesta terça-feira (25), o ministro Teori Zavascki foi questionado pelos parlamentares se participaria do julgamento do mensalão em curso no Supremo Tribunal Federal e disse que a questão o deixa "desconfortável".
Zavascki foi indicado para o STF pela presidente Dilma Rousseff para ocupar a vaga deixada por Cezar Peluso. Se julgar que está habilitado a votar sobre a ação penal 470 (mensalão), o novo ministro pode entrar no julgamento com ele já em andamento --o que abre a possibilidade de ele pedir vistas ao processo, por exemplo.
“Quem decide a participação [em um julgamento em curso], em última análise, não é o juiz. É o órgão colegiado do qual ele vai participar. Essa questão, a mim pessoalmente, me deixa muito desconfortável”, disse. “Me reservo a não responder sobre casos específicos”, reforçou.
"Eu não tenho ideia do que eu teria que decidir se for decidir, de modo que eu acho que eu não posso ou deva me pronunciar sobre esse caso que está no STF", disse inicialmente. "A regra diz que, em princípio, o juiz que não ouviu o relatório [do ministro-relator] e não participou dos debates não participa do julgamento. Me parece que essa regra é correta", afirmou.
Zavascki disse que é o principal interessado em esclarecer a questão “para que não paire qualquer dúvida a respeito de eventuais motivos que possam ter determinado minha escolha”. Ele lembrou, porém, que a Lei Orgânica da Magistratura impede que juiz se pronuncie a respeito de processo em curso, mas concordou que seria uma contradição se dizer habilitado a votar no processo e ao mesmo tempo pedir vista.
“Dar-se por habilitado e pedir vista é uma contradição”, disse Zavascki. “Não há possibilidade de dar-se por habilitado e pedir vista”, reforçou.
Ele minimizou ainda a sua participação no julgamento. "Um voto a mais num julgamento com dez membros é absolutamente irrelevante porque o resultado será absolutamente igual. Se houver empate de cinco a cinco, tendo o presidente votado, o 11º voto jamais pode beneficiar o acusado, porque o acusado está beneficiado pelo empate."
A indicação de Zavascki em meio à análise do mensalão --que atinge principalmente o PT-- foi visto com desconfiança pela oposição ao governo de Dilma. Alvaro Dias (PR), líder da bancada do PSDB no Senado, primeiro dos senadores inscrito para questionar o candidato ao Supremo, perguntou se o ministro pretendia participar do julgamento , pergunta que foi repetida por Pedro Taques (PDT-MT). Na primeira rodada de perguntas, também levantaram questionamentos os parlamentares Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), Aloysio Nunes (PSDB-SP) e Eduardo Suplicy (PT-SP). Segundo Eunicio Oliveira, havia um total de 25 senadores inscritos para perguntas.
Após o encerramento da sabatina, o senador Pedro Taques disse que o Senado tem que cumprir seu papel. "O que eu sei é que existe a necessidade que o Senado cumpra o seu papel constitucional e não faça da sabatina um convescote entre amigos até em homenagem ao próprio ministro, que é um homem de bem, que tem uma vida pública decente, com conhecimento notável da ciência jurídica. Agora, os senadores não podem ser impedidos de votar.”
Papel do Judiciário
O magistrado disse em sua exposição inicial, de cerca de 20 minutos, que o papel do Judiciário no Brasil precisa ser redefinido. "O Judiciário ainda passa pela necessidade de definir corretamente as funções de seus tribunais superiores. Os dois grandes tribunais da federação passam por um período de acomodação de definição do seu perfil. Exige definição no âmbito do Judiciário", afirmou Zavascki, que é atualmente ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça). 

VEJA QUEM INDICOU OS MINISTROS DO STF

Ministro:
Indicação:
Empossado em:
Ayres Britto (presidente)
Luiz Inácio Lula da Silva
25 de junho 2003
Celso de Mello
José Sarney
17 de agosto de 1989
Marco Aurélio
Fernando Collor de Mello
13 de junho de 1990
Gilmar Mendes
Fernando Henrique Cardoso
20 de junho de 2002
Joaquim Barbosa
Luiz Inácio Lula da Silva
25 de junho de 2003
Ricardo Lewandowski
Luiz Inácio Lula da Silva
16 de março de 2006
Cármen Lúcia
Luiz Inácio Lula da Silva
21 de junho de 2006
Dias Toffoli
Luiz Inácio Lula da Silva
23 de outubro de 2009
Luiz Fux
Dilma Rousseff
3 de março de 2011
Rosa Weber
Dilma Rousseff
19 de dezembro de 2011
De acordo com o artigo 101 da Constituição, para ocupar uma cadeira de ministro no Supremo, o indicado deve ter mais de 35 e menos de 65 anos de idade, além de ser reconhecido pelo saber jurídico e "reputação ilibada" (sem manchas).
Após a sabatina, o nome de Zavascki ainda precisará ser confirmado em votação no plenário do Senado, o que não tem data para acontecer. Desde a saída de Peluso, no início de setembro, o STF tem trabalhado com apenas dez ministros da Corte.
Os senadores suspenderam às 16h30 a sabatina para que pudessem dar início à ordem do dia no plenário do Senado, que deve votar a MP do Código Florestal ainda nesta terça. A data em que a sabatina será retomada ainda não foi definida.
O presidente da CCJ descarta reconvocar a comissão hoje. Disse que isso pode acontecer amanhã ou então somente quando o Senado retomar os seus trabalhos –o que, segundo ele, depende do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). “Hoje acho muito difícil, acho que não vai dar. Vai depender da convocação do Senado.”
Sobre o eventual descontentamento por parte de senadores que considerarem que Zavasckis não respondeu à pergunta feita, Oliveira disse que ele pode votar pela não aprovação do ministro.
“Votar contra ou a favor está no direito do senador. O voto é secreto. O senador faz um questionamento e não se sente satisfeito com a resposta, o que ele pode fazer é votar contra [a aprovação do ministro Teori Zavascki].”
Na saída da sala da comissão, o ministro não quis dar entrevista à imprensa. Perguntado se havia ficado decepcionado com a suspensão da sessão, disse apenas: “Faz parte do processo democrático".
Julgamento sobre Palocci
Alvaro Dias também questionou Zavascki sobre o ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci. Zavascki foi o responsável pelo voto condutor que absolveu Palocci de um processo por improbidade administrativa que chegou ao STJ. Em novembro de 2010, todos os ministros da 1ª Turma do STJ seguiram a manifestação de Zavascki favorável a Palocci, então coordenador da vitoriosa campanha de Dilma.
“A jurisprudência aplicada naquele caso [Palocci] é o entendimento pacífico do Superior Tribunal de Justiça”, respondeu. “Nós não podemos suspender direitos políticos de um prefeito ou de um governador porque teve problema em uma licitação por má interpretação da lei. Temos aí uma ilegalidade, mas não um ato que leve  a sanção tão grave que leve à perda do cargo."

Pesquisadores descobrem como eliminar o medo do cérebro


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Cérebro
Pesquisadores da Universidade de Uppsala, na Suécia, descobriram que é possível eliminar do cérebro o sentimento de medo. E o método é relativamente simples.

Tomas Ågren, doutorando no Departamento de Psicologia - supervisionado pelos professores Mats Fredrikson e Tomas Furmark - mostrou como isso é feito.

Quando uma pessoa aprende algo, uma memória de curto prazo é criada com ajuda de um processo de consolidação, que é baseado na formação de proteínas. Ao lembrar daquilo, a memória se torna instável por um tempo e só volta ao normal após outro processo de consolidação.

Isso significa que não não nos lembramos do que aconteceu originalmente, mas sim da última vez em que havíamos lembrado daquilo. Portanto, interrompendo a reconsolidação após a lembrança, pode-se afetar o conteúdo da memória.

No estudo, pesquisadores mostraram imagens neutras a candidatos e simultaneamente aplicavam cargas elétricas, associando a imagem ao medo da dor. Para ativar essa percepção, a imagem era mostrada sem a carga.

Em um grupo experimental, o processo de reconsolidação foi interrompido com ajuda de uma apresentação repetida da mesma imagem. Neste grupo, o medo associado àquilo desapareceu.

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