quinta-feira, 3 de maio de 2012

EU, BIPOLAR - Transtorno Afetivo Bipolar - TAB


Tinha tomado a decisão, algum tempo atrás em minha vida, que evitaria falar, no que pudesse e, muito menos escrever, sobre o TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR (TAB), antigamente denominado de psicose maníaco-depressiva, e sobre seus ciclos (crises) alternadas de depressão e euforia. Doença mental da qual padeço.
Porém, os comentários (muitos maldosos e até preconceituosos) acerca do meu comportamento, para alguns “estranho” “maluco” e “excêntrico”, me fez pensar que seria necessário esclarecer, de alguma forma, alguns aspectos do tal transtorno afetivo bipolar.
Vamos lá. Se você, caro leitor, embarcar comigo nesta jornada, faz-se necessário uma advertência: O transtorno afetivo bipolar não é uma viagem segura. É uma viagem caótica e imprevisível. Nunca se sabe qual é a próxima etapa.
Desvairado? Deprimido? Eufórico? Suicida? A vida de um BIPOLAR não é definida pelo tempo, mas pelo estado de espírito do momento. A bipolaridade cria nos seus portadores, sua própria realidade, vibrante e não convincente, a tal ponto que se torna quase impossível descobrir o que é ou não é realidade.
O transtorno afetivo bipolar não é uma doença como qualquer outra, mas, claro que ela precisa ser corretamente diagnosticada e tratada com medicamentos. É uma doença mental: sim é uma doença mental.
O cérebro produz de forma atípica alguns neurotransmissores fundamentais para nossa saúde mental. O motivo? Ainda não se sabe com precisão. É genético? Os estudiosos entendem que sim. Pode incapacitar a pessoa de exercer suas atividades rotineiras? Depende da marcha do processo doentio em curso.
Quem sofre de TAB é retardado? Não, muito pelo contrário, Napoleão Bonaparte, Virginia Wolf , Faukner, Hemingway, Marilyn Monroe, Cássia Kiss e Catarina Zeta Jones... foram e são pessoas acometidos pelo TAB, em variadas épocas.
Mas o pior de tudo é que: não há cura para o TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR (TAB), apenas controle. Tal qual uma diabete, que precisa ser controlada com injeções de insulina.
Por outro lado, existe ainda um grande preconceito - ou uma total ignorância - sobre o que é o TAB e seus efeitos e sintomas, os quais são devastadores.
Para se ter uma ideia, o portador de TAB pode torrar todo o seu patrimônio em incríveis três semanas, trabalhar por 48 horas seguidas sem se cansar, emprestar as cuecas para o pior dos amigos, ou, no outro extremo, ficar impossibilitado de trabalhar, parar de comer por dias e dias, não tomar banho por semanas, não falar com absolutamente ninguém, chorar até cansar e, falando um português bem claro, o paciente de TAB pode cometer suicídio. São altíssimos os cometimentos de suicídio por parte de indivíduos portadores do TAB.
Eu sofro de transtorno afetivo bipolar, desde muito tempo. Sou TAB, com ciclagens ultra rápidas (meu humor oscila (gira) sem descanso, como uma roda gigante, com breves intervalos de tempo.
O tratamento convencional nunca funcionou comigo. Tentei algumas combinações de medicamentos, e não foram poucos, mas foram pífios os resultados. Na maioria das vezes esses medicamentos me deixaram apenas grogue, zonzo... e mais nada. Isso sem falar nos terríveis efeitos colaterais de tratamentos médicos incorretos que não se adéquam à minha doença mental.
Mas, continuo vivendo, pesar de tudo, na labuta, no batente do dia – a - dia. Matando um leão por dia, porque é FODA sentir-se cansado e gordo, fazer terapia, bancar tudo isso que custa tão caro, não ter a  compreensão de vários “amigos” e familiares que acham que o transtorno bipolar inexiste, que o TAB não passa de mera frescura ou um capricho meu.
É FODA também sentir a solidão diária de quem precisa acordar forte todos os dias, porque uma crise pode me tirar o emprego. É FODA o desalento de perceber que só eu, e mais ninguém, realmente sabe o que é uma crise de depressão severa, quando a dor de um corte profundo não é nada comparada ao desespero de querer sair daquela crise, da desesperança e da vontade de pular do 10º andar.
Será isso tudo condição para escrever como Faulkners, Hemingways, sem falar de Virginia Woolf, Tolstoy, Graham Greene, Ana Cristina Cesar? Não, definitivamente não. Todos eles e gênios como Van Gogh e Mozart sofriam de TAB. Não: é necessário sentir uma profunda angústia por estar vivo para escrever sobre as dores de viver.
Mas, me recuso a viver escravo das minhas oscilações bruscas de humor, ou da minha estranha produção de neurotransmissores, para ver beleza no que é incerto e querer, sempre, dias mais densos.
E não me rendo. Prefiro tomar minhas aulas de otimismo todos os dias. Prefiro trabalhar no que eu gosto. Prefiro, mil vezes, amar as pessoas sem chocá-las com idas aos hospitais, com palavras mordazes e injustas típicas da fase maníaca.
Prefiro lutar e não morrer como Faulkner (que morreu bêbado) ou Hemingway e Virginia Woolf (que cometeram suicídio).
Continuo minha via crucis, mas aquela da coragem, para dizer “você não sabe nada, meu caro”. E nem por isso eu sinto rancor de você e de tantas outras pessoas que, ao ouvirem de minha boca "sou bipolar e não vivo sem medicação”, franzem a testa. Controlar o que é aparentemente incontrolável exige uma luta implacável e constante que, ao final, vale muito à pena. Posso dizer que entre mortos e feridos, aqui ainda estou, de pé, falando para vocês.

Dr. Fernando Enéas de Souza - Defensor Público

Nossas assombrações são melhores



Diante da realidade que vivemos onde mais e mais o potencialismo europeu e estadunidense rouba a cultura latina de nossa América, é preciso falar daquilo que povoa o imaginário popular e enriquece nosso folclore. Segue alguns nomes de assombração “existentes” no Brasil que de fato é de uma preciosidade cultural extraordinária.


Boto-rosa – Diz os crédulos que se trata de um demônio que vive nas águas da amazonia, durante a noite se transforma um rapaz bonito de vestes brancas, ele é um sedutor de moças donzelas, elas, encantadas pela beleza inebriante do boto, sedem-lhe a honra, e fatalmente saem grávidas após contato com este ser sobrenatural.

Mula-sem-cabeça – Vira mula-sem-cabeça, mulher que se deita com padre ou ainda aquela que trai o marido com o compadre. Quando morrem, elas ficam vagando pelos sertões assustando aos vivos, se a mesma aparece para alguém, é bom esconder unhas e dentes para livrar-se do

Direita censura e esconde fatos

Por Vito Giannotti, no jornal Brasil de Fato:

A prática da mídia da direita do sequestro da informação foi escancarada nestes dias. Em abril, muitos ficaram chocados com a notícia dada por Carta Capital que mostra que os amigos do Demóstenes, Cachoeira e outros tucanos mandaram sequestrar aquela revista que trazia, na capa, informações absolutamente verdadeiras sobre a maneira de agir da “Quadrilha de Goiánia”. A famosa Veja estava em causa na reportagem da Carta Capital.

Toda a mídia empresarial/patronal estava sendo questionada. A direitona também estava em maus lençois. E ai? O que fazer? Simples. Simplíssimo. É só mandar comprar (vejam, não é sequestrar!!) todos os números da dita revista logo que aparecessem nas bancas e o problema estaria resolvido. Ou seja, sequestrar a informação, manter o povo na ignorância. Nem censura precisa mais!

Dias antes, a mesma Veja de sempre, mandou fazer uma capa para a edição de um dia desses de abril, com uma manchete maravilhosa para censurar qualquer notícia sobre a Quadrilha de Goiania e seu diretor da sucursal naquela capital, o sr. Policarpo Junior. Normal. Normalíssimo.

Em 1964, em Roma, durante o Concílio Vaticano II, o Economist fez uma longa reportagem sobre as finanças do Vaticano. Tratou o Estado do Papa como uma Sociedade Anônima qualquer, uma SA, uma empresa financeira como as outras. Uma reportagem inteligente. Inteligente demais. O Vaticano não gostou de ser tratado como qualquer SA. E ai? Simples. Quando as 5 mil revistas chegaram às bancas da capital italiana todas foram rapidissimamente compradas por padres, freiras e funcionários do Vaticano. Sequestro da informação? Sim, censura.

No Brasil isso é comum. No Maranhão, em 2002, antes da eleição presidencial, os anjos do céu retiraram de circulação das bancas uma revista com reportagem desabonadora da candidata à presidência Roseana Sarney. De novo, como no Vaticano, censura. E na Bahia de Antônio Carlos Magalhães, ministro das Informações? Comum sequestrar publicações que informassem demais o povão. Melhor esconder.

Outra forma de censurar, que a direita usa e abusa, é esconder a notícia. É só conferir as capas da revista Veja dos vários Fóruns Sociais Mundiais. Ela usou uma tática genial para encobrir uma notícia incômoda à sua política: colocar na capa da revista uma manchete despistante ao extremo. A fórmula é elementar: um ano trata de saúde, outro de sexo, outro de saúde, outro de sexo, outro de saúde e outro de sexo. E o FSM? Qual Fórum? O leitor ficou a ver navios. Essa é outra forma de censura que se junta à atual de Goiânia: sequestro da edição, ou sequestro da informação. A capa do Santo Sudário se encaixa maravilhosamente bem neste tipo de jornalismo.

BALANCÊ DA POLÍTICA CAPIXABA 03/05/2012


"Memórias de uma Guerra Suja": Cláudio Guerra aumenta mas não inventa

O livro "Memórias de uma Guerra Suja", lançado pelos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros traz
uma coletânea de depoimentos do ex-delegado da Polícia Civil do Espírito Santo Cláudio Guerra.

Entre as revelações, o delegado diz que corpos de militantes políticos mortos pela ditadura militar em São Paulo e no Rio de Janeiro foram incinerados em uma usina de cana em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, nos anos 1970 e 1980.

Segundo Guerra, dez corpos de militantes que atuaram nos anos de chumbo foram levados para a Usina Cambahyba, que pertencia ao ex-vice governador do Rio, Heli Ribeiro Gomes.

A ministra-chefe da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Maria do Rosário, afirmou nesta quinta-feira, por meio de sua assessoria, que a Comissão da Verdade deverá apurar o relato.

De acordo com informações publicadas no jornal O Globo, o Ministério Público Federal já investiga quatro das mortes relatadas no livro por Cláudio Guerra. Segundo o ex-delegado do DOPS, o líder comunista David Capistrano foi um dos militantes incinerados na usina de Heli. As informações de Guerra batem com as do MPF.
‘Memórias de uma Guerra Suja’ (Editora Topbooks) chega às livrarias neste sábado. Na quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff recebeu um exemplar e já teria lido a obra. O livro é escrito com base em uma série de entrevistas feitas pelos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros com o ex-delegado Cláudio Guerra, figura conhecida do crime organizado capixaba.

Os autores usaram notas de rodapé para esclarecer citações feitas pelo delegado. Guerra relata, por exemplo, ter participado da Chacina da Lapa, em São Paulo, em 1976, quando dirigentes do PC do B foram executados.
Afirma também que sua "comunidade" pôs panfletos da campanha do petista Luiz Inácio Lula da Silva no local em que o empresário Abílio Diniz foi sequestrado, em São Paulo.

Com informações da Veja / O Globo - Foto: Andressa Cardoso / A Tribuna
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Prefeito interino de Kennedy mantém aliados de Quinta e pressiona gestão
Apesar da repercussão em torno dos episódios de corrupção flagrados durante a “Operação Lee Oswald”, o prefeito interino de Presidente Kennedy, Jardeci de Oliveira Terra (PMDB) manteve aliados do prefeito afastado Reginaldo Quinta (PTB) – preso desde o último dia 19 sob acusação de chefiar a quadrilha instalada do município – em posições estratégicas. Todos os sete novos secretários nomeados têm relação direta com a administração e com o sistema político do petebista.

Os nomes confirmados nessa quarta-feira (2) reforçam as conversas nos bastidores que relacionam a passagem de Jardeci Terra – vereador mais antigo – à continuidade do arranjo político de Quinta. Foram escolhidas pessoas que atuavam diretamente na administração ou faziam parte do arranjo político do petebista, além de parentes de um vereador do município apontada como cúmplice do esquema de Quinta, de acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPES).

Foram mantidos no primeiro escalão da prefeitura, Valdinei Costalonga (atuava na Agricultura e agora passa a acumular as pastas de Pesca e Desenvolvimento Rural), Leandro da Costa Rainha (ex-Esporte e Lazer e agora acumula Turismo, Arte e Cultura e Lazer) e Rossana Silly Jorge Costalonga (ex-Pesca e atualmente Meio Ambiente, cargo que ocupou durante a gestão do ex-prefeito Aloísio Corrêa, do PR).

Entre os novos secretários municipais está Ana Lúcia Maitã Cruz que assume a pasta de Fazenda e Planejamento. Ela estava lotada no gabinete de Quinta e atuava na parte administrativa. Enquanto o novo secretário de Obras e Serviços Públicos, Walmir Mendes Aguiar, já atuava como o subsecretário da pasta.

Já as nomeações de Maiara Fernandes Batista (Desenvolvimento Econômico) e Jaciro Marvila Batista (Transportes e Frota) indicam a manutenção do sistema político do prefeito preso. Os dois novos secretários municipais são, respectivamente, filha e irmão do vereador Jacimar Marvila Batista (PTB), apontado pelo Ministério Público como cúmplice do correligionário petebista em razão de benefícios eleitoreiros.

O prefeito interino de Presidente Kennedy tomou posse, em sessão secreta, no último dia 26 – após o município ficar sem comando após quase uma semana após a prisão do prefeito Reginaldo Quinta e a cassação do vice-prefeito Edson Nogueira (PSD). Além do petebista, foram presas outras 27 pessoas – entre secretários municipais, empresários e militares – durante a “Operação Lee Oswald”, deflagrada no dia 19. As investigações apontaram indícios de fraudes em 21 contratos que somam R$ 55 milhões.
Via SD - Nerter Samora
Foto capa: Divulgação/CMPK
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Iriny tenta manter candidatura, mas grupo de Coser pressiona diretório municipal
O grupo que apoia a candidatura da deputada federal Iriny Lopes à prefeitura de Vitória tenta um contra-ataque à investida do grupo do prefeito João Coser, que tenta, mais uma vez, forçar o recuo do palanque petista em apoio ao nome do ex-governador Paulo Hartung. O grupo quer que seja marcado o encontro do regional para pôr um ponto final na história.

A reação do grupo, porém, encontra dificuldade na mudança de postura de um dos principais aliados da candidatura própria: o diretório municipal.  Desde o início do processo eleitoral na Capital, o PT de Vitória foi um dos pontos fortes da candidatura da deputada, contra os caciques do partido que tentam levar o PT para o palanque ainda não confirmado do ex-governador Paulo Hartung.

Mas, os últimos movimentos mostram que o diretório estaria fraquejando nessa posição, devido à pressão do grupo do prefeito João Coser. O secretário de Turismo do Estado Alexandre Passos – que apesar de ser de uma corrente diferente de Coser, também faz parte do grupo do prefeito – seria o novo agente designado para fomentar a ideia de que o partido deve recuar da candidatura própria. A justificativa apresentada pelo grupo para tentar desestimular a candidatura de Iriny é, no mínimo, imprecisa.

Os apoiadores do palanque de consenso de Hartung tentam disseminar para dentro do partido a ideia de que, com um recuou em Vitória, o ex-governador pode apoiar o nome da deputada estadual Lúcia Dornellas, em Cariacica, para a sucessão do prefeito Helder Salomão. Para alguns petistas, a proposta é inviável. Afinal, o principal adversário de Lúcia Dornellas é o deputado Marcelo Santos que, além de ser favorito com uma distância segura da petista, é aliado e correligionário de Hartung, no PMDB.

A primeira investida do grupo do prefeito foi com a Executiva Nacional do partido. Mas, informações de bastidores dão conta de que o grupo do prefeito não conseguiu convencer o PT da necessidade do recuo, já que o PT tem interesse na disputa em Vitória, por ser uma das cidades estratégicas para o projeto nacional do partido.

Daí o movimento se voltou para o diretório de Vitória, já que é essa instância partidária que decide sobre a eleição no município. A pressão sobre o presidente do diretório, Cacau Merçon, aumentou.

Para os meios políticos, o recuo do PT em Vitória será um erro grave para o futuro do partido. Ao apostar em uma possível aliança em outros municípios com o ex-governador Paulo Hartung em detrimento da candidatura em Vitória, o partido pode estar correndo o risco de sair da eleição deste ano com um retrospecto muito ruim, se comparado a 2008, quando elegeu os prefeitos de seis municípios: Vitória, Cariacica, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Mantenópolis e Castelo.

Além disso, apostar em um possível apoio para o prefeito João Coser ao Senado em 2014, sendo que várias lideranças estão ganhando capilaridade e podem chegar em condições de disputar a vaga até com mais chances que ele, seria uma aposta às cegas.
Via SD - Renata Oliveira
Foto capa: Gustavo Louzada
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Novo procurador de Justiça elege atuação finalística como prioridade da gestão
Os primeiros atos do novo procurador-geral de Justiça, Eder Pontes da Silva, empossado no cargo nessa quarta-feira (2), priorizaram a atuação finalística do Ministério Público Estadual (MPES). Ainda sob reflexos das recentes operações policiais de combate à corrupção que tiveram a participação da instituição, Pontes formalizou a criação de grupos de trabalhos para o combate ao crime organizado e de persecução penal nos crimes contra a vida.

De acordo com os atos normativos publicados no Diário Oficial desta quinta-feira (3), o Ministério Público capixaba ganhará dois novos grupos especiais – o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), já anunciado anteriormente, e o Grupo Especial de Trabalho em Persecução Penal dos Crimes Dolosos contra a Vida e de Auxílio aos Promotores de Justiça das Varas Criminais do Tribunal do Júri (Getpej).

As duas iniciativas vão ao encontro das promessas feitas pelo novo chefe da instituição que pretende iniciar uma “nova trajetória de compromisso institucional e social”. Os dois novos grupos serão vinculados à Procuradoria Geral de Justiça e atuam de forma autônoma entre si. A única exceção serão os casos de crimes contra a vida que necessitaram do apoio operacional do Gaeco.

O novo grupo de combate ao crime organizado (“em caráter residual”, como destacou Pontes) e de colarinho branco nascerá da fusão do Geti/ Getpot e funcionará como a “tropa da elite” do Ministério Público. O Gaeco será dividido em três coordenadorias: Assessoria Militar e Inteligência; Ordem Tributária e Lavagem de Dinheiro; e de Proteção ao Patrimônio Público e Probidade Administrativa. As coordenadorias terão estruturas independentes com três servidores, além do apoio da assessoria militar.

Entre as atribuições do grupo listadas por Pontes estão a instauração de procedimentos investigatórios, coordenação de forças-tarefas e ajuizamento de processos – atuando na assessoria do procurador-geral nos casos envolvendo autoridades com foro privilegiado.

Já a atuação do Getpej mira a prevenção e repressão aos crimes de homicídio no Estado. Entre as considerações para a criação do grupo, Eder Pontes destaca o elevado número de inquéritos policiais relativos a crimes contra a vida em aberto (em torno de 18 mil casos) e o aumento da demanda dos julgamentos de competência do Tribunal Júri – sobretudo, após a meta de zerar a agenda de júris anunciada pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Pedro Valls Feu Rosa.

Segundo a publicação, o grupo atuará nos casos com multiplicidade de réus ou ilícitos, periculosidade dos agentes envolvidos, complexidade do fato, repercussão social do julgamento e também nos casos onde há suspeição ou impedimento do membro com atribuição para atuar no feito. O grupo também vai receber denúncias até mesmo anônimas que deverão ser relatadas pelo destinatário.
Via SD _ Nerter Samora
Foto capa: Divulgação/MPES
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‘Memórias de uma Guerra suja’ reabre porões dos crimes da ditadura militar
É grande a repercussão do livro “Memórias de uma guerra suja”, dos jornalistas Rogério Medeiros e Marcelo Netto. Nas últimas 24 horas, as revelações do ex-delegado do DOPS, Cláudio Guerra, foram tema das principais publicações do País e já começaram a gerar polêmica. A edição do jornal O Globo, desta quinta-feira (3), traz uma matéria de meia página sobre o livro.

O jornal carioca dá destaque à informação revelada pelo ex-delegado, hoje pastor da Assembleia de Deus, que afirma ter utilizado os fornos da Usina Cambahyba, em Campos, Rio de Janeiro, para incinerar corpos de militantes de esquerda. A usina, à época, era do ex-deputado federal e ex-vice-governador do Rio Heli Ribeiro Gomes, que morreu em 1992, antes de a usina ser fechada.

Nas instalações de Heli, que era amigo de Cláudio Guerra, teriam sido incinerados pelo menos 10 corpos de militantes políticos de esquerda. Guerra afirma no livro que não tomou a decisão e usar os fornos da usina sozinho. Ele conta que antes levou ao local o coronel da Cavalaria do Exército Freddie Perdigão Pereira, que trabalhava para o Serviço Nacional de Informação (SNI), e o comandante da Marinha Antônio Vieira, que atuava que atuava no Centro de Informação da Marinha (Cenimar). Os dois aprovaram a ideia e passaram a usar o local para “sumir com os corpos”, uma vez que os “cemitérios” utilizados até então começavam a levantar suspeitas.

No livro, Guerra faz questão de frisar que levou os corpos para o local, mas que não teve participação nestes crimes. Ele não sabe quantos corpos foram queimados nos fornos da usina. “Perdigão também usou, por conta própria, a usina para esse fim, em ações das quais não participei. Não sei precisar quantos corpos nem quem eram as pessoas que foram jogadas nos fornos. Soube que outros políticos desaparecidos foram queimados lá”, assegura Guerra.

Repercussão

De acordo com informações publicadas no jornal O Globo, o Ministério Público Federal já investiga quatro das mortes relatadas no livro por Cláudio Guerra. Segundo o ex-delegado do DOPS, o líder comunista David Capistrano foi um dos militantes incinerados na usina de Heli. As informações de Guerra batem com as do MPF. A procuradora da República Eugênia Gonzaga confirma que a mão direita de Capistrano foi arrancada, conforme relato de Guerra.

“As informações são consistentes. Vamos reunir as informações e seguir para a usina de Campos em busca de depoimentos”, disse o deputado estadual Adriano Diogo, que preside a Comissão da Verdade em São Paulo.

Diogo adiantou que a Comissão deve intimar o Cláudio Guerra para depor sobre os casos dos militantes políticos mortos e também sobre a morte do delegado Sergio Paranhos Fleury, que não teria morrido acidentalmente ao cair de uma lancha em Ilha Bela, litoral norte de São Paulo. Guerra sustenta no livro que a morte de Paranhos foi planejada pelos oficiais Freddie Perdigão e Ênio Pimentel (já mortos), Juarez de Deus Gomes da Silva, Antônio Vieira e Carlos Alberto Brilhante Ustra.

O livro

Há mais de três décadas, o jornalista Rogério Medeiros, então repórter do Jornal do Brasil, desvelou em uma reportagem a verdade sobre o ex-delegado Cláudio Guerra. Medeiros esclareceu que Guerra não era combatente da criminalidade no Espírito Santo, mas sim o autor de pelo menos 35 execuções sequenciadas de queima de arquivo. “A reportagem causou um efeito devastador à imagem de Guerra. Ele passou da condição de defensor da sociedade capixaba a chefe do crime organizado”, afirma Medeiros.

Embora a reportagem tenha ajudado a pôr o temido delegado atrás das grades, o jornalista foi surpreendido com um convite inusitado. “Em 2009, a advogada de Guerra me procurou para dizer que o cliente dela queria falar muito comigo. Estranhei, mas fui ao local na certeza de que assunto seria a antiga reportagem que implicara sua prisão”, recorda Medeiros.

Surpreendentemente, Cláudio Guerra, que na época estava muito doente, queria confiar ao jornalista os detalhes da sua longa jornada de crimes, como uma espécie de transposição de seu passado em favor da dedicação a uma vida religiosa que havia iniciado na prisão. “Durante os quase dois anos em que, com Marcelo Netto, o ouvi exaustivamente para esse livro, percebi seu incômodo com a possibilidade de que suas confissões fossem entendidas como a busca de um perdão ou um explícito arrependimento”, destaca Medeiros.

Cláudio Guerra por ele mesmo

Sou um homem de 71 anos, mudado pela vida. Não posso dizer que não me arrependo. As tarefas que cumpri me trouxeram dores dos ossos à  alma, os rostos nunca se apagaram da minha  memória.

Enquanto servi ao regime militar, lhe fui absolutamente leal, a ponto de aceitar a autoria de um crime que não era meu.

Na cadeia eu conheci Jesus e ao me aprofundar no conhecimento da Bíblia, vi a necessidade de caminhar para além do perdão. Era preciso me confessar aos homens. E resolvi revelar os meus atos na defesa daquele regime.

Encaro como positiva e acertada  a decisão da presidente Dilma Rousseff de criar a Comissão da Verdade, e estou à disposição das autoridades para ajudar.

Não quero mais carregar segredos, não há perdão, mas posso buscar contrição daquilo que fiz. Para tentar ajudar as famílias das vítimas resolvi dizer o que sei. Estou sereno, não podia deixar de fazer o que estou fazendo. Sofro e lamento por tudo o que aconteceu e sinto como se estivesse falando de um Claudio que não existe mais, daquele Cláudio, Deus já me libertou.
Via SD
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Novo ministro do Trabalho de Dilma é casado com uma capixaba

Os três deputados federais do PDT capixaba, Sueli Vidigal, Carlos Manato e Dr. Jorge Silva, acompanharam na manhã desta quinta-feira a posse do novo ministro do Trabalho, Brizola Neto (PDT).

Em seu discurso, Brizola Neto fez elogios ao governo da presidenta Dilma e de seu antecessor, o ex-presidente Lula. Ele também lembrou a memória do avô, o pedetista Leonel Brizola.

A deputada Sueli Vidigal PDT-ES) destacou a juventude, e a militância política do novo ministro.
"A minha expectativa é a melhor possível. O nosso colega Brizola Neto, apesar de ser jovem na idade é um militante da política, que já tem uma bela história. O PDT aplaude a escolha da nossa presidenta", disse a deputada.

Manato disse que Brizola Neto, apesar da pouca idade, possui uma história de sucesso na política. "Tenho uma boa relação com o ministro, ele é meu amigo. É uma pessoa que conhece os movimentos sindicais. Essa escolha é boa para o país, o Brasil ganha muito com Brizola Neto no Trabalho".

A expectativa do deputado Dr. Jorge Silva também é positiva. Ele espera que o ministro possibilite a geração de empregos no Brasil.
"Essa foi uma indicação acertada da presidenta Dilma, um ministro jovem, que tem DNA da política no sangue. É muito positivo, pois é a juventude acompanhada da história voltada para construção do trabalho. O que desejamos é que consiga conduzir o ministério para o aumento do emprego no país", disse o deputado.
Via Agência Congresso
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Iriny tenta manter candidatura, mas grupo de Coser pressiona diretório municipal 


O grupo que apóia a candidatura da deputada federal Iriny Lopes à prefeitura de Vitória tenta um contra-ataque à investida do grupo do prefeito João Coser, que tenta, mais uma vez, forçar o recuo do palanque petista em apoio ao nome do ex-governador Paulo Hartung. O grupo quer que seja marcado o encontro do regional para pôr um ponto final na história.

A reação do grupo, porém, encontra dificuldade na mudança de postura de um dos principais aliados da candidatura própria: o diretório municipal.  Desde o início do processo eleitoral na Capital, o PT de Vitória foi um dos pontos fortes da candidatura da deputada, contra os caciques do partido que tentam levar o PT para o palanque ainda não confirmado do ex-governador Paulo Hartung.


Mas, os últimos movimentos mostram que o diretório estaria fraquejando nessa posição, devido à pressão do grupo do prefeito João Coser. O secretário de Turismo do Estado Alexandre Passos – que apesar de ser de uma corrente diferente de Coser, também faz parte do grupo do prefeito – seria o novo agente designado para fomentar a ideia de que o partido deve recuar da candidatura própria. A justificativa apresentada pelo grupo para tentar desestimular a candidatura de Iriny é, no mínimo, imprecisa.


Os apoiadores do palanque de consenso de Hartung tentam disseminar para dentro do partido a ideia de que, com um recuou em Vitória, o ex-governador pode apoiar o nome da deputada estadual Lúcia Dornellas, em Cariacica, para a sucessão do prefeito Helder Salomão. Para alguns petistas, a proposta é inviável. Afinal, o principal adversário de Lúcia Dornellas é o deputado Marcelo Santos que, além de ser favorito com uma distância segura da petista, é aliado e correligionário de Hartung, no PMDB.


A primeira investida do grupo do prefeito foi com a Executiva Nacional do partido. Mas, informações de bastidores dão conta de que o grupo do prefeito não conseguiu convencer o PT da necessidade do recuo, já que o PT tem interesse na disputa em Vitória, por ser uma das cidades estratégicas para o projeto nacional do partido.


Daí o movimento se voltou para o diretório de Vitória, já que é essa instância partidária que decide sobre a eleição no município. A pressão sobre o presidente do diretório, Cacau Merçon, aumentou.


Para os meios políticos, o recuo do PT em Vitória será um erro grave para o futuro do partido. Ao apostar em uma possível aliança em outros municípios com o ex-governador Paulo Hartung em detrimento da candidatura em Vitória, o partido pode estar correndo o risco de sair da eleição deste ano com um retrospecto muito ruim, se comparado a 2008, quando elegeu os prefeitos de seis municípios: Vitória, Cariacica, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Mantenópolis e Castelo.


Além disso, apostar em um possível apoio para o prefeito João Coser ao Senado em 2014, sendo que várias lideranças estão ganhando capilaridade e podem chegar em condições de disputar a vaga até com mais chances que ele, seria uma aposta às cegas -
Renata Oliveira  - Renata Oliveira ia SD
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Senador disponibiliza em seu site contratos firmados pela Delta


O Governo do Estado do Espírito Santo promoveu, entre 2004 e 2011, um total de 92 obras de melhorias de infra-estrutura em 50 municípios capixabas, dentro do Programa Caminhos do Campo, da Secretaria de Agricultura.
Na época o titular da pasta era o vice governador, Ricardo Ferraço, hoje senador, e membro da CPMI que investiga operações da Delta no país.
Todos os contratos dos trechos licitados, na modalidade concorrência pública, foram realizados por empresas que apresentaram menor preço, segundo informa a assessoria do senador.
Foram 664,071 quilômetros licitados e concluídos, por um valor total de R$ 207.164.053,41. Participaram das licitações 36 empresas, a um custo médio de R$ 311.962,05 por quilômetro.
De acordo com dados do Governo do Estado, a Delta Construções S/A ganhou, pelo menor preço, treze das 92 concorrências a um custo médio de R$ 238.058,98 por quilômetro.
"Com a participação da Delta, portanto, o preço médio por quilômetro foi inferior ao do total do Programa.", diz o texto do blog do senador.

O blog publicou a planilha com a relação das 92 obras executadas dentro do Programa Caminhos do Campo, relação das empresas participantes, a descrição dos 50 municípios e dos trechos onde foram realizadas, extensões e valores dos contratos. Via Agencia Congresso
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Câmara vai manter receita de R$ 1.8 bi/ano do ES

O ES fechou ontem na Câmara Federal um acordo importante para garantir sua receita de royalties.
O total de R$ 1.8 bilhão que o ES tem hoje com o pagamento de royalties pela exploração de petróleo em seu território foram mantidos no relatório do deputado federal Carlos Zaratini (PT-SP).

Ele se reuniu ontem com a bancada capixaba no gabinete da deputada Rose de Freitas (PMDB) e confirmou a boa notícia. Restará ao plenário aprovar o parecer dele, que mantém ao ES a mesma receita obtida em 2011.

"Foi uma conquista excelente. Se o Rio de Janeiro não apóia, não nos interessa. O que interessa é que o relatório que vai a votação garante a receita do estado e evita perdas", disse a deputada Rose de Freitas (PMDB).

Após a reunião Zaratini também falou sobre o acordo firmado:

"Essa foi uma reunião esclarecedora do texto que apresentei na última reunião. O ES estava preocupado em reduzir sua arrecadação. Mas mostrei a eles a emenda onde garanto que nenhum estado ou município vai receber menos do que recebeu em 2011. Com isso, todos ficaram tranqüilos. Segunda-feira entrego meu relatório para eles discutirem com o governador Casagrande. Na terça a gente volta a conversar. A expectativa é muito boa", disse.


O deputado coordena um grupo de 11 parlamentares designados pelo presidente da Câmara Federal, deputado Marco Maia (PT-RS) para buscar um acordo sobre a divisão dos royalties, tema em debate no Congresso desde 2010.

Para Rose de Freitas, a garantia dada pelo relator de manter a arrecadação de 2011 foi uma vitória.

"Foi uma notícia excelente, é uma vitória para o estado que agora começa a receber o tratamento ideal. Garantimos hoje a arrecadação de 2011 corrigida anualmente pela IPCA. Segunda feira vamos receber do relator a proposta final que será discutida com o governador", disse a deputada.


O deputado Lelo Coimbra (PMDB) disse que foi dado um passo importante para se fechar um acordo. O deputado espera agora que Zarattini acolha também o pedido do ES de garantia dessa arrecadação além de 2023. Pela proposta do relator a arrecadação de 2011 só é garantida até 2023.

"Nossa conversa foi muito positiva, conseguimos hoje garantir duas das três principais questões que pleiteamos. A primeira foi a garantia da arrecadação de 2011, a segunda é a correção anual dessa arrecadação e o próximo passo, que ainda está em aberto, é a manutenção dessa garantia além de 2023. A proposta de Zarattini só garante até 2023, queremos que essa garantia continue além disso", disse o deputado.


A Comissão dos Royalties se reúne na próxima terça-feira, 8 de maio, às 14h, para aprovar o relatório final de Zarattini.
Via Agencia Congresso

Gurgel vai a sessão secreta e Serra aparece como suspeito na CPMI do Cachoeira

Procurador-geral da República, Roberto Gurgel acerta os últimos detalhes de sua presença no Congresso com o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, senador Vital do Rego (PMDB-PB) e o relator, deputado Odair Cunha (PT-MG). Gurgel foi convidado a depor em uma sessão secreta da comissão. O mesmo expediente será usado para ouvir delegados da Polícia Federal (PF), que têm dados sigilosos sobre as operações Monte Carlo e Las Vegas, ambas em que estão envolvidos o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o senador Demóstenes Torres (ex-DEM), governadores, empresários, parlamentares e agora o candidato tucano a prefeitura de São Paulo, José Serra. Este último teria contribuído para o faturamento da Delta Construções, em obras durante sua gestão, de perto de R$ 1 bilhão.
O comando da CPMI também enviou ofício ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para que libere os delegados da operação a dar explicações aos congressistas sobre o caso. Vital disse que a sessão secreta está prevista no regimento e que é até uma forma de preservar os investigadores. Ele disse que se não tiver entendimento sobre o convite para Gurgel e delegados, eles poderão ser convocados pela CPMI, quando tem a obrigação de comparecer.
Ainda durante as investigações da PF, em uma escuta telefônica autorizada pela Justiça, o senador Demóstenes Torres chamou o procurador-geral, Roberto Gurgel, de “sem vergonha”. O fato ocorreu durante o escândalo do caso Palocci, em 2011. Áudios vazados para a imprensa, na época, mostram que, em conversa com o contraventor Carlinhos Cachoeira, o parlamentar afirmou que tinha de “bater” em Gurgel para ele não se animar a investigá-lo.
Segundo a Polícia Federal, a interceptação foi feita na manhã seguinte a um pronunciamento no Senado em que Demóstenes criticava a atuação do procurador-geral, que arquivou a investigação contra o ex-ministro da Casa Civil do governo Dilma Rousseff, Antonio Palocci, por enriquecimento ilícito a partir de consultorias supostamente prestadas por sua empresa, a Projeto. A representação foi feita pelos partidos de oposição. Na ocasião, o senador foi um dos maiores críticos à postura de Gurgel.
– Se não der nele, ele (Gurgel) começa a pegar a gente também, você entendeu? Agora, se ele está cumprindo obrigação do governo, agora ele inocenta o governo e depois pega um da oposição. Isso é sem vergonha. Se não bater nele, ele anima – disse Demóstenes, em conversa às 10h06 do dia 7 de junho de 2011. O bicheiro elogiou a iniciativa do senador e sugeriu que o procurador estaria “desmoralizado” após o discurso do senador.
A gravação ocorreu no mesmo período em que a PF enviou ao procurador peças do inquérito da Operação Vegas, que demonstravam a proximidade entre o senador e Cachoeira. Nos grampos, o parlamentar pede dinheiro ao contraventor para pagar suas despesas. Contudo, mesmo de posse do material desde 2009, o procurador só pediu autorização ao STF para investigá-lo em 2012, após a crise provocada pela Operação Monte Carlo.
Serra suspeito
Nesta semana, quando começam efetivamente os trabalhos da CPI que investigará as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos, autoridades e empresários, um dos primeiros suspeitos a ser convocado será o dono da Delta Construções, o empresário Fernando Cavendish. Suspeita-se, com base em informações da Operação Monte Carlo, realizada pela Polícia Federal (PF), do envolvimento da empresa com Cachoeira.
Além de negócios suspeitos realizados nos Estados de Goiás e do Rio de Janeiro, Cavendish também se transformou em alvo de investigações nas gestões dos tucanos José Serra, quando na prefeitura de São Paulo, e na atual administração do Estado, com Geraldo Alkmin. Assim que a CPMI foi instalada, no dia 19 de abril, Alckmin, ao ser questionado sobre os contratos da Delta com o Estado de São Paulo, disse não estar preocupado com eles.
– Nem sei se tem [contratos], se tem são ínfimos – disse ele ao diário conservador paulistano Folha de S. Paulo.
Mas a realidade é outra. Segundo levantamento feito pelo blog Transparência SP entre 2002 a 2011 a Delta fechou pelo menos 27 contratos (incluindo participação em consórcios) com empresas e órgãos públicos do governo do Estado de São Paulo, numa quantia que beira R$ 1 bilhão. Entre os contratantes estão a Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), comandada por Paulo Vieira de Souza, engenheiro e integrante da cúpula tucana na campanha de Serra, afastado após ser acusado de desviar R$ 4 milhões em fundos políticos destinados ao então candidato à Presidência da República. Os fundos teriam sido captados de forma ilegal, segundo denúncias publicadas em uma revista de circulação nacional.
O montante recebido pela Delta foram pagos pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Somam cerca de R$ 800 milhões em valores nominais. Em valores corrigidos (considerando a inflação do período) chegam a R$ 943,2 milhões. Via Correio do Brasil

quarta-feira, 2 de maio de 2012

BALANCÊ DA POLÍTICA CAPIXABA 02/05/2012

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Ana Rita desmente prefeito de Vila Velha e diz que ele tem memória curta
A senadora Ana Rita (PT-ES) desmentiu hoje as acusações do prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga, de que ela não teria apresentado emenda ao Orçamento de 2012 para obras de escoamento de águas no município. De acordo com Ana Rita, os recursos solicitados pelo prefeito foram liberados pelo PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento) que é uma maneira mais rápida de obter o investimento, além de não correr o risco dos valores serem contingenciados. "Estou surpresa com a acusação do prefeito, ele sabe que conseguimos os recursos não em emendas, mas conseguimos em recursos do PAC que não podem ser contingenciados. Dessa forma, os valores são garantidos. Aliás, os recursos já foram liberados pelo Ministério das Cidades, em tempo inédito. Nunca esses recursos haviam sido liberados tão rapidamente", disse a senadora. Ana Rita explica que o Ministério das Cidades já liberou R$ 5 milhões para o governo do ES investir em obras de escoamento de águas no estado e que os investimentos serão feitos assim que as prefeituras, junto com o governo, apresentarem os projetos. De acordo com a senadora, esses projetos já estão em fase final de elaboração. As propostas devem apresentar conceitos atuais de drenagem sustentável com base em soluções técnicas que promovam a destinação apropriada para as águas que correm pelas cidades e estabeleçam a necessária relação da drenagem com a ocupação do solo, lixo, água e esgoto. “Este estudo, que tanto lutei para ser viabilizado, vai acabar com o problema das enchentes. Fico muito feliz e vamos lutar ainda mais para que se construa a solução para os habitantes desses municípios. Este é o alicerce para a solução do problema, disse a senadora. “Este é o primeiro passo para enfrentarmos não só as inundações, mas para promoção de uma política de desenvolvimento urbano sustentável nesta região”, completou. 
Os investimentos serão destinados aos seguintes bairros:
- em Vila Velha – Grande Cobilândia, Jardim Marilândia, Santa Rita, Alvorada, Vila Garrido, Ibes, Ataíde, Vila Batista, Ilha das Flores, Paul, Rio Marinho, Praia da Costa, Itapuã, Santa Inês, Soteco, Cocal, Boa Vista, Santa Mônica, Cristovão Colombo, Portal das Garças, Guaranhuns, Novo México, Araçás, Nova Guaranhuns, Jardim Asteca, Ilha dos Bentos, Jardim Guaranhuns, Vila Guaranhuns e Jockey de Itaparica, entre outros. - em Cariacica – Campo Grande, Cristo Rei, Santo André, Vila Palestina, Estrela do Sul, Tiradentes, São Vicente, Cruzeiro do Sul, São Rafael, Campina Grande, Santa Bárbara, Morada de Campo Grande, Santa Fé, Campina Verde, Jardim Campo Grande, Jardim de Alah, entre outros.  Via Agência Congresso


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Prefeito reclama que senadora negou emenda de R$ 5 milhões para Vila Velha

O prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga (PR), reclamou em Brasília, que muitos problemas que o seu município enfrenta como as enchentes e alagamentos, ocorrem devido a falta de recursos e apoio da bancada federal do ES.

O prefeito citou o caso da senadora Ana Rita (PT-ES), que é de Vila Velha - município mais populoso do ES - e morador do bairro Cobilândia, onde ele realiza obras de cobertura de um canal que corta a localidade.
Fraga explicou que alguns parlamentares o atenderam com emendas individuais para o município. Cada parlamentar pode apresentar até R$ 13 milhões em emendas individuais ao Orçamento, por ano.

Os deputados Audifax Barcelos (PSB) e Manato (PDT), da Serra, destinaram respectivamente R$ 4 e R$ 3 milhões, segundo Fraga.
A deputada Lauriete Almeida (PSC), que também é de Vila Velha, destinou R$ 8 milhões, e o senador Magno Malta (PR) R$ 3 milhões. Vila Velha é um dos municípios mais afetados pelas chuvas todos os anos.
A senadora Ana Rita (PT-ES) não foi encontrada pela reportagem. A assessoria de imprensa da senadora disse que ela está no ES e não vem a Brasília esta semana.
Cobilândia passa atualmente por obras de drenagem, pavimentação e canalização do esgoto. As intervenções no local foram iniciadas no último mês de novembro, com previsão de serem concluídas ainda no final do primeiro semestre deste ano. Via AGÊNCIA CONGRESSO
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Psol define candidato a prefeito em Vitória com foco em vaga na Câmara
Depois das prévias, em que os militantes do Psol de Vitória definiram o nome do líder estudantil Gustavo De Biase como o candidato do partido à prefeitura de Vitória, o Psol deve intensificar as movimentações nas ruas, focando principalmente o objetivo de conquistar uma das 15 vagas na Câmara de Vereadores.

Para isso, o partido já teria uma estratégia montada, que apesar de depender de uma matemática complicada, pode garantir o assento psolista no Legislativo Municipal. Depois de passar por uma reformulação interna, o partido busca espaço político para dar visibilidade às suas ideias para o eleitorado da Capital, que com o tempo pode se transformar em musculatura para futuras disputas.

Como o partido tem um campo restrito para alianças políticas, vai apostar no apoio de lideranças políticas e da juventude. Alguns nomes da chapa são ligados a esses segmentos e estão cotados para puxar os votos para a legenda.
Entre os nomes do partido na disputa estão Raphael Sodré, ex-diretor do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Ufes e diretor da UNE; Verônica Grillo, presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Vitória  (Sindsmuvi); MC Tim, criador do projeto FUNK da Paz;  Antônio Jiló, presidente
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 Vitória em Castelo daria musculatura política ao governador Casagrande 



Em mais uma visita oficial à sua cidade natal, o governador Renato Casagrande (PSB) anunciou no sábado (28), em Castelo, sul do Estado, investimentos de quase R$ 80 milhões no município. Os recursos começarão a ser aplicados ainda neste ano. Para os meios políticos, os investimentos do governo podem se refletir na eleição municipal.

No município, o PSB tenta chegar à prefeitura com a candidatura Jair Ferraço Júnior. Os observadores entendem que vencer a disputa em sua cidade natal é uma demonstração de força política de Casagrande.

Renato Casagrande chegou a Castelo sob um foguetório que despertou a população da cidade desde as primeiras horas da manhã. O evento foi na principal praça da cidade, a Três Irmãos, onde ao lado do prefeito Cleone Gomes do Nascimento (PT), secretários de Estado, o pré-candidato Jair Ferraço e vereadores locais, Casagrande assinou convênios destinando recursos ao município.

Como faltam cinco meses para as eleições, os investimentos no município são vistos pelos mercado político local como um ponto a favor da candidatura socialista. Mesmo evitando dar qualquer tipo de tonalidade eleitoral ao evento, a simples presença de Jair Ferraço no ato público garantiu o ganho político para o pré-candidato.

Dos recursos anunciados para Castelo, cerca de R$ 67 milhões serão destinados a abertura de uma estrada asfaltada ligando o município a Muniz Freire. Essa obra, inclusive, traduz o cumprimento de uma antiga reivindicação da população castelense, a qual serviu como uma das bandeiras políticas de Renato Casagrande, desde sua passagem pela Assembleia Legislativa como deputado estadual.

Outros R$ 10 milhões serão investidos numa nova estrada interligando a sede do município de Castelo ao distrito de Aracui, além de R$ 895 mil destinado à aquisição de equipamentos para a Santa Casa de Misericórdia local.

Em relação ao processo eleitoral deste ano no Estado, o governador Casagrande anunciou o compromisso de não interferir em favor ou contra a qualquer candidatura. Para os observadores, porém, vencer na terra natal daria a Casagrande um destaque político muito grande, um destaque que seu antecessor, Paulo Hartung também buscou em seus dois mandatos, no município de Guaçuí.

Com quase 35 mil habitantes, Castelo não chega a ter um peso político grande na geopolítica capixaba, assim como Guaçui, mas vencer no município é uma demonstração de força política. Se Casagrande conseguir emplacar a candidatura de Jair Ferraço na primeira disputa municipal em seu governo vai conseguir uma boa musculatura, afinal, Hartung só conseguiu a vitória em Guaçui em uma eleição extemporânea com uma movimentação intensa em favor de seu candidato.
Foto capa: Arquivo - Por - Rossini Amaral  via SD 
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 Filiação ao PSDB e apoio a Max Filho são ofertas de PH na eleição em Vitória 


Mesmo insistindo na tentativa de minar a candidatura da deputada federal Iriny Lopes (PT) para a eleição à prefeitura de Vitória, o movimento do ex-governador Paulo Hartung já estaria voltado para o outro campo político com o PSDB. Essa articulação tiraria o candidato tucano da disputa, Luiz Paulo Vellozo Lucas, em apoio à candidatura de Hartung, o que atrairia os aliados desse campo, garantindo um superpalanque para o ex-governador.

A movimentação de Hartung reforçaria, ainda, a tese do prefeito de Vitória, João Coser e outros aliados do ex-governador no PT capixaba, com a Nacional do partido de que a candidatura de Iriny não teria chances de vitória contra o superpalanque de Hartung. O caminho seria o recuo.

A necessidade de conseguir um mandato eletivo para estancar a queda de prestígio político foi o motivo do acordo com os tucanos. A movimentação inclui o retorno do ex-governador ao partido e o surpreendente apoio à candidatura tucana em Vila Velha, capitaneada por seu principal desafeto, o ex-prefeito Max Filho.

Em Vila Velha, o PT já anunciou a pré-candidatura do vereador João Batista Babá, mas como ela não teria a musculatura necessária para ameaçar o jogo político travado entre o candidato tucano e o atual prefeito Neucimar Fraga, o PT não se movimentaria por lá, deixando a candidatura petista correr solta.

O acordo de Hartung com o PSDB já começa a ganhar o mercado político a pouco menos de um mês para o início das convenções partidárias. Ainda haveria dentro do ninho tucano resistências a essa manobra, mas como o partido precisa crescer para retomar espaço político - desidratado desde a eleição de Hartung para o governo -, a vitória nas duas principais cidades do Estado (Vitória e Vila Velha) parece uma solução mais rápida para o projeto político tucano.

Essa movimentação teria sido fechada com o presidente do PSDB, o deputado federal Cesar Colnago, que garantiria com isso a reeleição para a Câmara dos Deputados em 2014. A dúvida, porém, será sobre a aceitação no restante do ninho tucano à manobra.

Caso se confirme a movimentação, Hartung retornará ao PSDB depois da eleição municipal. O ex-governador, que administrou a Capital de 1993 a 1997 pela sigla tucana, cumpriria assim um ciclo e se redimiria com o partido, considerado um dos mais prejudicados politicamente em seu governo.

Quem se complicará dentro dessa movimentação é o PT. Além de Vitória, o partido disputa a eleição em outros três importantes municípios do Estado e as conjunturas locais não são favoráveis aos petistas. Em Cariacica, a candidata da situação, deputada Lúcia Dornellas (PT), terá grande dificuldade contra a candidatura do deputado estadual Marcelo Santos (PMDB).

Em Colatina, o atual prefeito petista Leonardo Deptulski, também está em desvantagem contra a candidatura do deputado federal Paulo Foletto (PSB). A situação não é diferente em Cachoeiro de Itapemirim, onde o atual prefeito Carlos Casteglione, do PT, terá um páreo duro pela frente. Mesmo que o favorito na disputa, o deputado estadual Theodorico Ferraço (DEM), não se lance, o desgaste do prefeito é grande e sua reeleição corre risco. Por - Renata Oliveira Via SD
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Caso Delta: cunhada de Hartung vai comandar auditoria em contratos suspeitos 


A relação de cumplicidade entre o governo Renato Casagrande (PSB) e Paulo Hartung (PMDB) gera situações inusitadas. Uma delas é o pedido de auditoria nos contratos da empresa carioca Delta Construções no governo capixaba, determinado no início desta semana. O governador escolheu a secretária de Controle e Transparência, Ângela Silvares, cunhada de Hartung, para apurar a existência de irregularidades nos vínculos com a empresa, principal alvo da CPI do Cachoeira no Congresso Nacional.

Uma das remanescentes do governo passado, Silvares antecipou-se aos trabalhos de apuração e deu um parecer de legalidades dos vínculos em entrevista ao jornal A Gazeta. Mesmo com a possibilidade de apuração da passagem da empresa no Estado pela CPI em Brasília – fato que gerou animosidade entre pessoas ligadas aos dois governos – a cunhada do ex-governador afastou qualquer indício de irregularidade e garantiu a legalidade das licitações – todas ocorridas durante a gestão do peemedebista.

Segundo a secretária, os contratos foram legitimamente licitados com respeito à ampla divulgação, prazos e recursos previstos a lei. Ao todo, a empresa carioca faturou mais de R$ 210 milhões em contratos com o governo capixaba. Atualmente, a Delta mantém contratos no Departamento de Estradas e Rodagens (DER) e Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan), onde acabou faturando um dos vínculos após uma polemica rescisão unilateral do contrato com um consórcio capixaba.

A relação da empresa com o ex-governador vai além dos contratos. Um dos diretores da Delta, o engenheiro José Maria Oliveira – irmão do ex-secretário da Fazenda e atual sócio de Hartung na consultoria Econos, José Teófilo de Oliveira, aparece como gestor comercial da Delta Incorporação, um dos braços do grupo. Envolvimento que também pode ser alvo de investigações em Brasília, de acordo com o deputado federal Paulo Foletto (PSB), membro da CPI, que deve formalizar o pedido de depoimento. 

Senador na defesa 

A imprensa nacional também destacou a relação política entre os contratos da Delta Construções  e o ex-governador Paulo Hartung. A revista Istoé desta semana trouxe uma reportagem que destaca o senador Ricardo Ferraço (PMDB) – também membro da CPI – com um dos possíveis defensores de governadores ou ex-governadores que podem ser atingidos pelas investigações que envolvem a empreiteira carioca nos Estados.

A reportagem cita que o ex-vice-governador e atual senador é apadrinhado pelo ex-governador Paulo Hartung e destaca que a empresa faturou mais de R$ 200 milhões em obras no Espírito Santo. Pesa também o fato de a empresa ter chegado ao Estado em 2005 por conta das obras de pavimentação de rodovias vicinais do “Caminhos do Campo”, vinculado à Secretaria de Agricultura – então comandada pelo próprio Ricardo Ferraço. O texto também faz referência ao parentesco do dirigente da Delta com o sócio de Hartung.

Nas redes sociais, o senador se defendeu afirmando que vai publicar, ainda esta semana, em seu blog pessoal, os dados referentes às concorrências vencidas pela empresa carioca. “Transparência total”, indicou. Foto capa: Dilvulgação/Secom - Por - Nerter Samora Via SD
 
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Operação Camaro: Linhares e Baixo Guandu na mira de ações contra fraudes em prefeituras 


Foto capa: Divulgação

As prefeituras de Linhares e Baixo Guandu deverão ser alvo de auditorias no Tribunal de Contas do Estado (TCE) por conta do esquema de fraudes tributárias apontadas na “Operação Camaro”. Elas constam nas investigações tocadas pela Receita Federal em parceria com o Ministério Público Estadual (MPES) e de Contas (MPC). Nos dois municípios, as investigações comprovaram a existência de fraudes na recuperação de contribuições previdenciárias que resultaram em autos de infração que ultrapassam R$ 10 milhões.

Entre os 33 municípios capixabas relacionadas à quadrilha presa durante a operação, os principais indícios de irregularidades estão ligados às prefeituras comandadas por Guerino Zanon (PMDB), em Linhares; e Lastênio Cardoso (PSDB), em Baixo Guandu. Os autos de infração devem servir como o principal elemento para a abertura de auditorias nas duas prefeituras, de acordo com fontes ligadas às investigações.

Os documentos atestam a ocorrência de fraudes nas restituições feitas pelas prefeituras sob consultoria da empresa Urbis – Instituto de Gestão Publica, acusada de operar o esquema. As autoridades suspeitam que a quadrilha tenha embolsado apenas nos dois municípios cerca de R$ 2 milhões – valor próximo a 20% do total dos autos de infração, índice que a Urbis cobrava pelos serviços de recuperação de créditos.

De acordo com levantamento no Diário Oficial do Estado, apenas o vínculo com a prefeitura de Linhares (contrato nº 425/2006) tinha o valor estimado em R$ 860 mil. O vínculo foi assinado em 08 de maio de 2005 e tinha prazo inicial de 24 meses. No limite da vigência do contrato, o acordo com a Urbis foi renovado até o final de 2008.

Os nomes dos dois municípios eram conhecidos pelas equipes de investigação desde a deflagração da operação policial, no último dia 10. Entretanto, a divulgação dos nomes acabou sendo omitida para não atrapalhar o trabalho de apuração. Nos bastidores da investigação, a expectativa é de que outras prefeituras que foram alvo da quadrilha também sejam alvos de auditorias em contratos.

De acordo com o procurador Luciano Vieira, responsável pelas apurações no âmbito de contas, as novas provas colhidas devem reforçar os pedidos de investigação em outras prefeituras. Durante a entrevista coletiva concedida no dia da operação, o delegado-adjunto da Receita, Ivon Pontes Staycer, afirmou que o órgão tem até cinco anos para homologar a recuperação dos créditos, o que pode aumentar a quantidade de prefeituras implicadas com as fraudes.

A “Operação Camaro” foi deflagrada após quase um ano de investigação por equipes da Receita e do Ministério Público. Segundo as investigações, a Urbis atuava em, pelo menos, 98 prefeituras de todo o País – destes, 33 municípios estão localizados no Espírito Santo. As apurações indicam que representantes da  empresa procuravam assessores de prefeitos, procuradores municipais e até chefes do Executivo oferecendo os serviços de recuperação de créditos tributários supostamente pagos a mais.

Para cada operação, a empresa cobrava um percentual que variava entre 15% e 20% do total recuperado. No período entre 2007 e 2011, a Receita detectou que as prefeituras contratantes realizaram compensações próximas a R$ 245 milhões, o que garante uma arrecadação estimada pela quadrilha entre R$ 36,7 milhões e R$ 49 milhões. Apenas no Estado, a Urbis faturou cerca de R$ 7 milhões, de acordo com levantamento do MPC. Por - Nerter Samora -Via SD

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Denúncia contra Hartung revela "fila" de empresários para burlar licitações

A operação "Lee Oswald" da Polícia Federal aponta um esquema de corrupção para burlar licitações de grandes obras de engenharia civil no ES.

No inquérito, o delegado da PF responsável pela investigação, Dr. Álvaro Rogério Duboc Fajardo, denuncia a existência de uma "fila" de empreiteiras para fraudar licitações em todo o estado.

"Já tínhamos em nossos arquivos informes que davam conta da existência de uma fila das grandes empreiteiras para organizar as fraudes envolvendo as grandes obras públicas de engenharia civil no estado do ES, de forma que todas se beneficiassem exatamente da não-concorrência, pois assim praticariam altos preços neste contratos", destacou o delegado no inquérito.

O delegado mostra ainda no inquérito a transcrição de alguns trechos gravados pela PF do diálogo entre um empresário e um "organizador de filas". A denúncia foi divulgada hoje no jornal Folha de São Paulo.

"Te boto lá em Anchieta. Amanhã eu tenho uma. Tem onze empresas do seu tamanho fazendo direitinho. Tenho 17 obras".

O negociador completa: "Aqui vocês tem um lugar bom. Todo mundo amigo, todo mundo de casa. Na grande Vitória você tem dois milhões de pessoas, 350 empresas. Meu negócio é tentar viabilizar negócios. Isso aqui é pra fazer igual eu faço em Vitória".

O presidente do TJES, Pedro Feu Rosa, aponta no inquérito gravações "absolutamente chocantes de outros locais pelos quais passsa essa fila". "Cariacica, Viana, Vitória, Linhares, Serra, não faziam, passaram a fazer", disse o organizador das filas em gravação feita pela PF.

O relatório da PF revela ainda: "No período da investigação, Jurany Nogueira Júnior manteve contato com autoridades de diversos municípios capixabas, dentre os quais destacamos Marataízes, Guarapari e Vitória, além de Anchieta, onde firmou contrato nos mesmos moldes no celebrado com o município de Presidente Kennedy".

A denúncia é tão grave que Feu Rosa questiona: "Que fila é essa? Por onde ela exatamente passa? Quem está nela? Desde quando ela existe? Quais contratos já proporcionou? Qual o tamanho dos prejuízos para os cofres públicos? Onde está o dinheiro dos participantes desta fila, a fim de que possa ser ressarcido o erário?".

A PF aponta ainda o envolvimento do ex-governador do ES, Paulo Hartung em esquema de lavagem de dinheiro e compra de terrenos no município de Presidente Kennedy, concessão de benefícios fiscais às empresas Ferrous Resources do Brasil S/A, ZMM Empreendimentos e Participações LTDA e BK Investimentos e Participações Ltda.

Todas as informações estão no relatório de 201 páginas assinado pelo presidente do TJ, com base em inquérito da PF - Via -  Agência Congresso


Candidatura de Iriny a prefeitura de Vitória enfrenta nova crise no PT/ES
 
A candidatura da deputada federal Iriny Lopes a PMV enfrenta nova crise no ES.
Ela quer concorrer pelo PT, mas o partido deseja trocar a cabeça dela por apoio em outras cidades onde os candidatos à reeleição vão mal nas pesquisas.
O PT capixaba quer botar Iriny na vice do PMDB na capital, do deputado Lelo Coimbra ou do ex-governador Paulo Hartung.
O atual prefeito João Coser (PT) deixa a prefeitura mal avaliado e respondendo a denuncias. Precisa se defender.
Os prefeitos de Colatina e Cachoeiro, ambos petistas e candidatos a reeleição, também terminam o primeiro mandato mal avaliados.
Em Cariacica Helder Salomão cumpre o segundo mandato e pode eleger o sucessor.
Sexta-feira os petistas do ES foram a São Paulo pedir ao presidente nacional do PT, Rui Falcão, para intervir no ES. Iriny não foi convidada.
A deputada Rose de Freitas continua apoiando o nome do ex-deputado Luiz paulo (PSDB) para a PMV, apesar do seu partido, o PMDB, ter dois pré candidatos.
Via -  Agência Congresso

Foto L.Rangel/Rose apoia PSDB e Iriny pode ficar fora da disputa.

Presidente da Câmara prevê votação de projeto dos royalties para junho 
O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), afirmou que a votação do projeto de divisão dos royalties do petróleo deve acontecer em junho.

Para ele, a expectativa é de que a proposta seja levada para o plenário entre os dias 20 de maio a 20 de junho, logo após a votação de projetos que já têm acordo na Casa.

“Depois eu acho que é royalties. Eu acho que ainda no primeiro semestre, né? Abril não, porque abril já terminou. É bem provável (que seja a janela de votação entre os dias 20 de maio a 20 de junho). Porque os royalties, pela informação que eu tive (do) deputado (Carlos) Zarattini (PT-SP), se chegou a uma construção muito próxima aí de um acordo”, disse Marco Maia.

A previsão de Maia confirma a expectativa do relator da proposta, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), que disse, após a última reunião da Comissão dos Royalties, que a proposta vai a votação ainda este semestre, com ou sem acordo.

Ele afirmou que que pretende apresentar o texto final até o dia 20 de maio, mas não acredita que seja possível um acordo para a proposta.

"Acho difícil encontrar acordo porque a maioria dos deputados do Rio e ES têm uma posição de principio. Não acham justo mudança na legislação atual de distribuição. Estou convicto que fiz justiça para todos os estados, os municípios vão garantir e tocar seus compromissos financeiros. Espero entregar o relatório final no dia 20 de maio e a partir daí buscar uma janela para votar em plenário, o que deve acontecer até 20 de junho", disse o relator.

Marco Maia disse ainda, em entrevista no final da semana passada, que espera que o relator encontre um concesso na Comissão dos Royalties, para que seja levado ao plenário um projeto de acordo entre os estados produtores e não produtores.

“Claro (que) não dediquei ainda a olhar a matéria com mais afinco, mas a impressão ouvindo dele é de que é possível ter um bom acordo aí. Não um acordo total, mas um acordo de boa maioria para votar os royalties. Então eu acho que é o tema próximo, é o tema da hora”, afirmou Maia.

A próxima reunião da Comissão acontece no dia 8 de maia, terça-feira. A deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), vai apresentar ao grupo uma nova proposta, já que o texto apresentado por Zarattini na última reunião não agradou aos membros da Comissão.

"A proposta é muito ruim, houve um retrocesso no debate. O ES perde bastante com a proposta. Precisamos refazer os cálculos, vamos apresentar uma contra-proposta para ser discutida na próxima reunião do grupo", disse a deputada Rose de Freitas.

Via -  Agência Congresso

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