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Ana Rita desmente prefeito de Vila Velha e diz
que ele tem memória curta
A senadora Ana Rita (PT-ES)
desmentiu hoje as acusações do prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga, de que
ela não teria apresentado emenda ao Orçamento de 2012 para obras de escoamento
de águas no município. De acordo com Ana Rita, os recursos solicitados pelo prefeito
foram liberados pelo PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento) que é uma
maneira mais rápida de obter o investimento, além de não correr o risco dos
valores serem contingenciados. "Estou surpresa com a acusação do prefeito, ele sabe que
conseguimos os recursos não em emendas, mas conseguimos em recursos do PAC que
não podem ser contingenciados. Dessa forma, os valores são garantidos. Aliás,
os recursos já foram liberados pelo Ministério das Cidades, em tempo inédito.
Nunca esses recursos haviam sido liberados tão rapidamente", disse a
senadora. Ana Rita explica que o Ministério das Cidades já liberou R$ 5
milhões para o governo do ES investir em obras de escoamento de águas no estado
e que os investimentos serão feitos assim que as prefeituras, junto com o
governo, apresentarem os projetos. De acordo com a senadora, esses projetos já
estão em fase final de elaboração. As propostas devem apresentar conceitos atuais de drenagem
sustentável com base em soluções técnicas que promovam a destinação apropriada
para as águas que correm pelas cidades e estabeleçam a necessária relação da
drenagem com a ocupação do solo, lixo, água e esgoto. “Este estudo, que tanto lutei para ser viabilizado, vai
acabar com o problema das enchentes. Fico muito feliz e vamos lutar ainda mais
para que se construa a solução para os habitantes desses municípios. Este é o
alicerce para a solução do problema, disse a senadora. “Este é o primeiro passo para enfrentarmos não só as
inundações, mas para promoção de uma política de desenvolvimento urbano
sustentável nesta região”, completou.
Os investimentos serão destinados
aos seguintes bairros:
- em Vila Velha – Grande Cobilândia, Jardim Marilândia, Santa
Rita, Alvorada, Vila Garrido, Ibes, Ataíde, Vila Batista, Ilha das Flores,
Paul, Rio Marinho, Praia da Costa, Itapuã, Santa Inês, Soteco, Cocal, Boa
Vista, Santa Mônica, Cristovão Colombo, Portal das Garças, Guaranhuns, Novo
México, Araçás, Nova Guaranhuns, Jardim Asteca, Ilha dos Bentos, Jardim
Guaranhuns, Vila Guaranhuns e Jockey de Itaparica, entre outros. - em Cariacica – Campo Grande, Cristo Rei, Santo André, Vila
Palestina, Estrela do Sul, Tiradentes, São Vicente, Cruzeiro do Sul, São
Rafael, Campina Grande, Santa Bárbara, Morada de Campo Grande, Santa Fé,
Campina Verde, Jardim Campo Grande, Jardim de Alah, entre outros.
Via Agência Congresso
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Prefeito reclama que senadora negou emenda de R$ 5 milhões para Vila
Velha
O prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga (PR),
reclamou em Brasília, que muitos problemas que o seu município enfrenta como as
enchentes e alagamentos, ocorrem devido a falta de recursos e apoio da bancada
federal do ES.
O prefeito citou o caso da senadora Ana Rita
(PT-ES), que é de Vila Velha - município mais populoso do ES - e morador do
bairro Cobilândia, onde ele realiza obras de cobertura de um canal que corta a
localidade.
Fraga explicou que alguns parlamentares o atenderam
com emendas individuais para o município. Cada parlamentar pode apresentar até
R$ 13 milhões em emendas individuais ao Orçamento, por ano.
Os deputados Audifax Barcelos (PSB) e Manato (PDT),
da Serra, destinaram respectivamente R$ 4 e R$ 3 milhões, segundo Fraga.
A deputada Lauriete Almeida (PSC), que também é de
Vila Velha, destinou R$ 8 milhões, e o senador Magno Malta (PR) R$ 3 milhões.
Vila Velha é um dos municípios mais afetados pelas chuvas todos os anos.
A senadora Ana Rita (PT-ES) não foi encontrada pela
reportagem. A assessoria de imprensa da senadora disse que ela está no ES e não
vem a Brasília esta semana.
Cobilândia passa atualmente por obras de drenagem,
pavimentação e canalização do esgoto. As intervenções no local foram iniciadas
no último mês de novembro, com previsão de serem concluídas ainda no final do
primeiro semestre deste ano. Via AGÊNCIA CONGRESSO
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Psol define
candidato a prefeito em Vitória com foco em vaga na Câmara
Depois das prévias, em que os militantes do Psol de Vitória definiram o
nome do líder estudantil Gustavo De Biase como o candidato do partido à
prefeitura de Vitória, o Psol deve intensificar as movimentações nas ruas,
focando principalmente o objetivo de conquistar uma das 15 vagas na Câmara de
Vereadores.
Para isso, o partido já teria uma estratégia montada, que apesar de
depender de uma matemática complicada, pode garantir o assento psolista no
Legislativo Municipal. Depois de passar por uma reformulação interna, o partido
busca espaço político para dar visibilidade às suas ideias para o eleitorado da
Capital, que com o tempo pode se transformar em musculatura para futuras
disputas.
Como o partido tem um campo
restrito para alianças políticas, vai apostar no apoio de lideranças políticas
e da juventude. Alguns nomes da chapa são ligados a esses segmentos e estão
cotados para puxar os votos para a legenda.
Entre os nomes do partido
na disputa estão Raphael Sodré, ex-diretor do Diretório Central dos Estudantes
(DCE) da Ufes e diretor da UNE; Verônica Grillo, presidente do Sindicato dos
Servidores Municipais de Vitória (Sindsmuvi); MC Tim, criador do projeto
FUNK da Paz; Antônio Jiló, presidente
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Vitória em Castelo daria musculatura política ao governador Casagrande
Em mais uma visita oficial à sua cidade natal, o governador Renato
Casagrande (PSB) anunciou no sábado (28), em Castelo, sul do Estado,
investimentos de quase R$ 80 milhões no município. Os recursos começarão
a ser aplicados ainda neste ano. Para os meios políticos, os
investimentos do governo podem se refletir na eleição municipal.
No município, o PSB tenta chegar à prefeitura com a candidatura Jair
Ferraço Júnior. Os observadores entendem que vencer a disputa em sua
cidade natal é uma demonstração de força política de Casagrande.
Renato Casagrande chegou a Castelo sob um foguetório que despertou a
população da cidade desde as primeiras horas da manhã. O evento foi na
principal praça da cidade, a Três Irmãos, onde ao lado do prefeito
Cleone Gomes do Nascimento (PT), secretários de Estado, o pré-candidato
Jair Ferraço e vereadores locais, Casagrande assinou convênios
destinando recursos ao município.
Como faltam cinco meses para as eleições, os investimentos no município
são vistos pelos mercado político local como um ponto a favor da
candidatura socialista. Mesmo evitando dar qualquer tipo de tonalidade
eleitoral ao evento, a simples presença de Jair Ferraço no ato público
garantiu o ganho político para o pré-candidato.
Dos recursos anunciados para Castelo, cerca de R$ 67 milhões serão
destinados a abertura de uma estrada asfaltada ligando o município a
Muniz Freire. Essa obra, inclusive, traduz o cumprimento de uma antiga
reivindicação da população castelense, a qual serviu como uma das
bandeiras políticas de Renato Casagrande, desde sua passagem pela
Assembleia Legislativa como deputado estadual.
Outros R$ 10 milhões serão investidos numa nova estrada interligando a
sede do município de Castelo ao distrito de Aracui, além de R$ 895 mil
destinado à aquisição de equipamentos para a Santa Casa de Misericórdia
local.
Em relação ao processo eleitoral deste ano no Estado, o governador
Casagrande anunciou o compromisso de não interferir em favor ou contra a
qualquer candidatura. Para os observadores, porém, vencer na terra
natal daria a Casagrande um destaque político muito grande, um destaque
que seu antecessor, Paulo Hartung também buscou em seus dois mandatos,
no município de Guaçuí.
Com quase 35 mil habitantes, Castelo não chega a ter um peso político
grande na geopolítica capixaba, assim como Guaçui, mas vencer no
município é uma demonstração de força política. Se Casagrande conseguir
emplacar a candidatura de Jair Ferraço na primeira disputa municipal em
seu governo vai conseguir uma boa musculatura, afinal, Hartung só
conseguiu a vitória em Guaçui em uma eleição extemporânea com uma
movimentação intensa em favor de seu candidato.
Foto capa: Arquivo - Por - Rossini Amaral via SD
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Filiação ao PSDB e apoio a Max Filho são ofertas de PH na eleição em Vitória
Mesmo insistindo na tentativa de minar a candidatura da deputada
federal Iriny Lopes (PT) para a eleição à prefeitura de Vitória, o
movimento do ex-governador Paulo Hartung já estaria voltado para o outro
campo político com o PSDB. Essa articulação tiraria o candidato tucano
da disputa, Luiz Paulo Vellozo Lucas, em apoio à candidatura de Hartung,
o que atrairia os aliados desse campo, garantindo um superpalanque para
o ex-governador.
A movimentação de Hartung reforçaria, ainda, a tese do prefeito de
Vitória, João Coser e outros aliados do ex-governador no PT capixaba,
com a Nacional do partido de que a candidatura de Iriny não teria
chances de vitória contra o superpalanque de Hartung. O caminho seria o
recuo.
A necessidade de conseguir um mandato eletivo para estancar a queda de
prestígio político foi o motivo do acordo com os tucanos. A movimentação
inclui o retorno do ex-governador ao partido e o surpreendente apoio à
candidatura tucana em Vila Velha, capitaneada por seu principal
desafeto, o ex-prefeito Max Filho.
Em Vila Velha, o PT já anunciou a pré-candidatura do vereador João
Batista Babá, mas como ela não teria a musculatura necessária para
ameaçar o jogo político travado entre o candidato tucano e o atual
prefeito Neucimar Fraga, o PT não se movimentaria por lá, deixando a
candidatura petista correr solta.
O acordo de Hartung com o PSDB já começa a ganhar o mercado político a
pouco menos de um mês para o início das convenções partidárias. Ainda
haveria dentro do ninho tucano resistências a essa manobra, mas como o
partido precisa crescer para retomar espaço político - desidratado desde
a eleição de Hartung para o governo -, a vitória nas duas principais
cidades do Estado (Vitória e Vila Velha) parece uma solução mais rápida
para o projeto político tucano.
Essa movimentação teria sido fechada com o presidente do PSDB, o
deputado federal Cesar Colnago, que garantiria com isso a reeleição para
a Câmara dos Deputados em 2014. A dúvida, porém, será sobre a aceitação
no restante do ninho tucano à manobra.
Caso se confirme a movimentação, Hartung retornará ao PSDB depois da
eleição municipal. O ex-governador, que administrou a Capital de 1993 a
1997 pela sigla tucana, cumpriria assim um ciclo e se redimiria com o
partido, considerado um dos mais prejudicados politicamente em seu
governo.
Quem se complicará dentro dessa movimentação é o PT. Além de Vitória, o
partido disputa a eleição em outros três importantes municípios do
Estado e as conjunturas locais não são favoráveis aos petistas. Em
Cariacica, a candidata da situação, deputada Lúcia Dornellas (PT), terá
grande dificuldade contra a candidatura do deputado estadual Marcelo
Santos (PMDB).
Em Colatina, o atual prefeito petista Leonardo Deptulski, também está em
desvantagem contra a candidatura do deputado federal Paulo Foletto
(PSB). A situação não é diferente em Cachoeiro de Itapemirim, onde o
atual prefeito Carlos Casteglione, do PT, terá um páreo duro pela
frente. Mesmo que o favorito na disputa, o deputado estadual Theodorico
Ferraço (DEM), não se lance, o desgaste do prefeito é grande e sua
reeleição corre risco. Por - Renata Oliveira Via SD
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Caso Delta: cunhada de Hartung vai comandar auditoria em contratos suspeitos
A relação de cumplicidade entre o governo Renato Casagrande (PSB) e
Paulo Hartung (PMDB) gera situações inusitadas. Uma delas é o pedido de
auditoria nos contratos da empresa carioca Delta Construções no governo
capixaba, determinado no início desta semana. O governador escolheu a
secretária de Controle e Transparência, Ângela Silvares, cunhada de
Hartung, para apurar a existência de irregularidades nos vínculos com a
empresa, principal alvo da CPI do Cachoeira no Congresso Nacional.
Uma das remanescentes do governo passado, Silvares antecipou-se aos
trabalhos de apuração e deu um parecer de legalidades dos vínculos em
entrevista ao jornal A Gazeta. Mesmo com a possibilidade de apuração da
passagem da empresa no Estado pela CPI em Brasília – fato que gerou
animosidade entre pessoas ligadas aos dois governos – a cunhada do
ex-governador afastou qualquer indício de irregularidade e garantiu a
legalidade das licitações – todas ocorridas durante a gestão do
peemedebista.
Segundo a secretária, os contratos foram legitimamente licitados com
respeito à ampla divulgação, prazos e recursos previstos a lei. Ao todo,
a empresa carioca faturou mais de R$ 210 milhões em contratos com o
governo capixaba. Atualmente, a Delta mantém contratos no Departamento
de Estradas e Rodagens (DER) e Companhia Espírito-Santense de Saneamento
(Cesan), onde acabou faturando um dos vínculos após uma polemica
rescisão unilateral do contrato com um consórcio capixaba.
A relação da empresa com o ex-governador vai além dos contratos. Um dos
diretores da Delta, o engenheiro José Maria Oliveira – irmão do
ex-secretário da Fazenda e atual sócio de Hartung na consultoria Econos,
José Teófilo de Oliveira, aparece como gestor comercial da Delta
Incorporação, um dos braços do grupo. Envolvimento que também pode ser
alvo de investigações em Brasília, de acordo com o deputado federal
Paulo Foletto (PSB), membro da CPI, que deve formalizar o pedido de
depoimento.
Senador na defesa
A imprensa nacional também destacou a relação política entre os
contratos da Delta Construções e o ex-governador Paulo Hartung. A
revista Istoé desta semana trouxe uma reportagem que destaca o senador
Ricardo Ferraço (PMDB) – também membro da CPI – com um dos possíveis
defensores de governadores ou ex-governadores que podem ser atingidos
pelas investigações que envolvem a empreiteira carioca nos Estados.
A reportagem cita que o ex-vice-governador e atual senador é apadrinhado
pelo ex-governador Paulo Hartung e destaca que a empresa faturou mais
de R$ 200 milhões em obras no Espírito Santo. Pesa também o fato de a
empresa ter chegado ao Estado em 2005 por conta das obras de
pavimentação de rodovias vicinais do “Caminhos do Campo”, vinculado à
Secretaria de Agricultura – então comandada pelo próprio Ricardo
Ferraço. O texto também faz referência ao parentesco do dirigente da
Delta com o sócio de Hartung.
Nas redes sociais, o senador se defendeu afirmando que vai publicar,
ainda esta semana, em seu blog pessoal, os dados referentes às
concorrências vencidas pela empresa carioca. “Transparência total”,
indicou. Foto capa: Dilvulgação/Secom - Por -
Nerter Samora Via SD
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Operação Camaro: Linhares e Baixo Guandu na mira de ações contra fraudes em prefeituras
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Foto capa: Divulgação
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As prefeituras de Linhares e Baixo Guandu deverão ser alvo de
auditorias no Tribunal de Contas do Estado (TCE) por conta do esquema de
fraudes tributárias apontadas na “Operação Camaro”. Elas constam nas
investigações tocadas pela Receita Federal em parceria com o Ministério
Público Estadual (MPES) e de Contas (MPC). Nos dois municípios, as
investigações comprovaram a existência de fraudes na recuperação de
contribuições previdenciárias que resultaram em autos de infração que
ultrapassam R$ 10 milhões.
Entre os 33 municípios capixabas relacionadas à quadrilha presa durante a
operação, os principais indícios de irregularidades estão ligados às
prefeituras comandadas por Guerino Zanon (PMDB), em Linhares; e Lastênio
Cardoso (PSDB), em Baixo Guandu. Os autos de infração devem servir como
o principal elemento para a abertura de auditorias nas duas
prefeituras, de acordo com fontes ligadas às investigações.
Os documentos atestam a ocorrência de fraudes nas restituições feitas
pelas prefeituras sob consultoria da empresa Urbis – Instituto de Gestão
Publica, acusada de operar o esquema. As autoridades suspeitam que a
quadrilha tenha embolsado apenas nos dois municípios cerca de R$ 2
milhões – valor próximo a 20% do total dos autos de infração, índice que
a Urbis cobrava pelos serviços de recuperação de créditos.
De acordo com levantamento no Diário Oficial do Estado, apenas o vínculo
com a prefeitura de Linhares (contrato nº 425/2006) tinha o valor
estimado em R$ 860 mil. O vínculo foi assinado em 08 de maio de 2005 e
tinha prazo inicial de 24 meses. No limite da vigência do contrato, o
acordo com a Urbis foi renovado até o final de 2008.
Os nomes dos dois municípios eram conhecidos pelas equipes de
investigação desde a deflagração da operação policial, no último dia 10.
Entretanto, a divulgação dos nomes acabou sendo omitida para não
atrapalhar o trabalho de apuração. Nos bastidores da investigação, a
expectativa é de que outras prefeituras que foram alvo da quadrilha
também sejam alvos de auditorias em contratos.
De acordo com o procurador Luciano Vieira, responsável pelas apurações
no âmbito de contas, as novas provas colhidas devem reforçar os pedidos
de investigação em outras prefeituras. Durante a entrevista coletiva
concedida no dia da operação, o delegado-adjunto da Receita, Ivon Pontes
Staycer, afirmou que o órgão tem até cinco anos para homologar a
recuperação dos créditos, o que pode aumentar a quantidade de
prefeituras implicadas com as fraudes.
A “Operação Camaro” foi deflagrada após quase um ano de investigação por
equipes da Receita e do Ministério Público. Segundo as investigações, a
Urbis atuava em, pelo menos, 98 prefeituras de todo o País – destes, 33
municípios estão localizados no Espírito Santo. As apurações indicam
que representantes da empresa procuravam assessores de prefeitos,
procuradores municipais e até chefes do Executivo oferecendo os serviços
de recuperação de créditos tributários supostamente pagos a mais.
Para cada operação, a empresa cobrava um percentual que variava entre
15% e 20% do total recuperado. No período entre 2007 e 2011, a Receita
detectou que as prefeituras contratantes realizaram compensações
próximas a R$ 245 milhões, o que garante uma arrecadação estimada pela
quadrilha entre R$ 36,7 milhões e R$ 49 milhões. Apenas no Estado, a
Urbis faturou cerca de R$ 7 milhões, de acordo com levantamento do MPC. Por - Nerter Samora -Via SD
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Denúncia contra Hartung revela "fila"
de empresários para burlar licitações

A
operação "Lee Oswald" da Polícia Federal aponta um esquema de
corrupção para burlar licitações de grandes obras de engenharia civil no ES.
No inquérito, o delegado da PF responsável pela investigação, Dr. Álvaro
Rogério Duboc Fajardo, denuncia a existência de uma "fila" de
empreiteiras para fraudar licitações em todo o estado.
"Já tínhamos em nossos arquivos informes que davam conta da existência
de uma fila das grandes empreiteiras para organizar as fraudes envolvendo as
grandes obras públicas de engenharia civil no estado do ES, de forma que
todas se beneficiassem exatamente da não-concorrência, pois assim praticariam
altos preços neste contratos", destacou o delegado no inquérito.
O delegado mostra ainda no inquérito a transcrição de alguns trechos gravados
pela PF do diálogo entre um empresário e um "organizador de filas".
A denúncia foi divulgada hoje no jornal Folha de São Paulo.
"Te boto lá em Anchieta. Amanhã eu tenho uma. Tem onze empresas do seu
tamanho fazendo direitinho. Tenho 17 obras".
O negociador completa: "Aqui vocês tem um lugar bom. Todo mundo amigo,
todo mundo de casa. Na grande Vitória você tem dois milhões de pessoas, 350
empresas. Meu negócio é tentar viabilizar negócios. Isso aqui é pra fazer
igual eu faço em Vitória".
O presidente do TJES, Pedro Feu Rosa, aponta no inquérito gravações
"absolutamente chocantes de outros locais pelos quais passsa essa
fila". "Cariacica, Viana, Vitória, Linhares, Serra, não faziam,
passaram a fazer", disse o organizador das filas em gravação feita pela
PF.
O relatório da PF revela ainda: "No período da investigação, Jurany
Nogueira Júnior manteve contato com autoridades de diversos municípios
capixabas, dentre os quais destacamos Marataízes, Guarapari e Vitória, além
de Anchieta, onde firmou contrato nos mesmos moldes no celebrado com o
município de Presidente Kennedy".
A denúncia é tão grave que Feu Rosa questiona: "Que fila é essa? Por
onde ela exatamente passa? Quem está nela? Desde quando ela existe? Quais
contratos já proporcionou? Qual o tamanho dos prejuízos para os cofres
públicos? Onde está o dinheiro dos participantes desta fila, a fim de que
possa ser ressarcido o erário?".
A PF aponta ainda o envolvimento do ex-governador do ES, Paulo Hartung em
esquema de lavagem de dinheiro e compra de terrenos no município de
Presidente Kennedy, concessão de benefícios fiscais às empresas Ferrous
Resources do Brasil S/A, ZMM Empreendimentos e Participações LTDA e BK
Investimentos e Participações Ltda.
Todas as informações estão no relatório de 201 páginas assinado pelo
presidente do TJ, com base em inquérito da PF - Via - Agência Congresso
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Candidatura de Iriny a prefeitura de Vitória
enfrenta nova crise no PT/ES
A
candidatura da deputada federal Iriny Lopes a PMV enfrenta nova crise no ES.
Ela quer concorrer pelo PT, mas o partido deseja trocar a cabeça dela por
apoio em outras cidades onde os candidatos à reeleição vão mal nas pesquisas.
O PT capixaba quer botar Iriny na vice do PMDB na capital, do deputado Lelo
Coimbra ou do ex-governador Paulo Hartung.
O atual prefeito João Coser (PT) deixa a prefeitura mal avaliado e
respondendo a denuncias. Precisa se defender.
Os prefeitos de Colatina e Cachoeiro, ambos petistas e candidatos a
reeleição, também terminam o primeiro mandato mal avaliados.
Em Cariacica Helder Salomão cumpre o segundo mandato e pode eleger o
sucessor.
Sexta-feira os petistas do ES foram a São Paulo pedir ao presidente nacional
do PT, Rui Falcão, para intervir no ES. Iriny não foi convidada.
A deputada Rose de Freitas continua apoiando o nome do ex-deputado Luiz paulo
(PSDB) para a PMV, apesar do seu partido, o PMDB, ter dois pré candidatos.
Via - Agência Congresso
Foto L.Rangel/Rose apoia PSDB e Iriny pode ficar fora da disputa.
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Presidente da Câmara prevê votação de projeto dos
royalties para junho
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O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), afirmou que a votação do
projeto de divisão dos royalties do petróleo deve acontecer em junho.
Para ele, a expectativa é de que a proposta seja levada para o plenário entre
os dias 20 de maio a 20 de junho, logo após a votação de projetos que já têm
acordo na Casa.
“Depois eu acho que é royalties. Eu acho que ainda no primeiro semestre, né?
Abril não, porque abril já terminou. É bem provável (que seja a janela de
votação entre os dias 20 de maio a 20 de junho). Porque os royalties, pela
informação que eu tive (do) deputado (Carlos) Zarattini (PT-SP), se chegou a
uma construção muito próxima aí de um acordo”, disse Marco Maia.
A previsão de Maia confirma a expectativa do relator da proposta, deputado
Carlos Zarattini (PT-SP), que disse, após a última reunião da Comissão dos
Royalties, que a proposta vai a votação ainda este semestre, com ou sem
acordo.
Ele afirmou que que pretende apresentar o texto final até o dia 20 de maio, mas
não acredita que seja possível um acordo para a proposta.
"Acho difícil encontrar acordo porque a maioria dos deputados do Rio e
ES têm uma posição de principio. Não acham justo mudança na legislação atual
de distribuição. Estou convicto que fiz justiça para todos os estados, os
municípios vão garantir e tocar seus compromissos financeiros. Espero
entregar o relatório final no dia 20 de maio e a partir daí buscar uma janela
para votar em plenário, o que deve acontecer até 20 de junho", disse o relator.
Marco Maia disse ainda, em entrevista no final da semana passada, que espera
que o relator encontre um concesso na Comissão dos Royalties, para que seja
levado ao plenário um projeto de acordo entre os estados produtores e não
produtores.
“Claro (que) não dediquei ainda a olhar a matéria com mais afinco, mas a
impressão ouvindo dele é de que é possível ter um bom acordo aí. Não um
acordo total, mas um acordo de boa maioria para votar os royalties. Então eu
acho que é o tema próximo, é o tema da hora”, afirmou Maia.
A próxima reunião da Comissão acontece no dia 8 de maia, terça-feira. A
deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), vai apresentar ao grupo uma nova
proposta, já que o texto apresentado por Zarattini na última reunião não
agradou aos membros da Comissão.
"A proposta é muito ruim, houve um retrocesso no debate. O ES perde
bastante com a proposta. Precisamos refazer os cálculos, vamos apresentar uma
contra-proposta para ser discutida na próxima reunião do grupo", disse a
deputada Rose de Freitas.
Via - Agência Congresso
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