segunda-feira, 5 de março de 2012

O significado de ateu - (Arthur Virmond de Lacerda Neto)

Por:Arthur Virmond de Lacerda Neto

O vocábulo ateu apresenta três acepções:
1ª) Em sentido corrente, ateu é quem não crê na existência de um ser superior, tal como o concebem as religiões teológicas, ou seja, no que se chama de "deus", criatura onipotente (ele pode tudo quanto quer), onisciente (ele sabe tudo), onipresente (ele acha-se em toda a parte), onimisericordioso (é dotada de infinita bondade) e criador do universo e do ser humano. Neste sentido, todo positivista é ateu pois nenhum positivista acredita na existência de tal ser.
2ª) Ateu é quem nega a existência de deus. Enquanto no primeiro sentido, o ateu apenas não crê na sua existência, é incréu, caracteriza-se pela ausência de uma convicção, nesta segunda acepção ele caracteriza-se por uma afirmação, a de que deus não existe.
Há duas formas de negação: a) a negação relativa, em que se nega por falta de prova em contrário, ou seja, por jamais se haver demonstrado faticamente, com base na observação, a existência da divindade, b) a negação absoluta, em que o ateu afirma a inexistência de deus, mediante a confutação dos argumentos que pretendem provar-lhe a existência ou mercê da formulação de outros, que demonstram a impossibilidade desta existência.
A negação relativa corresponde a uma certa indiferença à idéia de deus; a negação absoluta, a uma atitude ativa, de caráter negador. Na primeira, o indivíduo aguarda que os deístas provem a existência de deus, na segunda, empenha-se em negá-lo. A primeira é o que se chama também de agnosticismo (e então, é-se agnóstico), enquanto que na segunda, é-se ateu em sentido ativo, ateu "militante" ou "praticante".
Algumas pessoas declaram-se agnósticas, porque indiferentes à existência de deus, da qual não cogitam nem para afirmá-la, nem para negá-la. Para estas pessoas, a idéia de deus simplesmente não interessa, sob aspecto nenhum. Alguns positivistas declaram-se agnósticos, outros, ateus militantes.
3ª) Ateu é quem, rejeitando as soluções da teologia, ocupa-se das suas questões.
Teologia é a área do pensamento humano relacionado com deus, que lhe afirma a existência, que pretende provar, e da qual deduz a política, a moral, a cosmogonia, a religião, as explicações da origem dos fenômenos etc. São questões teológicas, por excelência, a indagação das causas primeiras e das causas finais. As causas primeiras consistem em averigüar-se a origem do mundo, pela indagação: quem fez o mundo? As causas finais consistem em averigüar-se a finalidade do mundo: por que se fez o mundo? As causas também indagam porque os fenômenos acontecem: por que a maçã que se desprende da macieira, cai para baixo ao invés de tomar outro rumo ?
A teologia responde a tais questões com base em deus: ele criou o mundo, para a sua glória, ou para o seu divertimento, ou por desfastio etc. A maçã desloca-se para baixo, porque a este movimento corresponde a vontade divina, porque deus quer.
Ateus, nesta acepção, são os pensadores que formulam as mesmas indagações relativas às causas primárias, finais e dos fenômenos, rejeitando, porém, a solução teológica (a idéia de deus).
Eles caracterizam-se por uma nota negativa, a ausência de divindade nas suas especulações, e por uma positiva, a de especularem sobre as questões teológicas.
Neste sentido, nenhum positivista é ateu pois o Positivismo não se ocupa da investigação das causas primárias, finais e dos fenômenos. Ele ocupa-se de averigüar como os fenômenos se produzem, e não o porque desta produção; ele empenha-se em descobrir as leis naturais que constituem a ciência e que, permitindo a previsão dos fenômenos, é útil ao homem, sob a forma de tecnologia; ao passo que o ateu, neste sentido, especula sobre questões a cujo respeito pode-se pensar, porém jamais conhecer, ou seja, pode-se alcançar conclusões derivadas do puro pensamento embora inverificáveis pela experiência, ou seja, conclusões metafísicas.
Augusto Comte censurou o ateísmo da terceira acepção e para evitar a confusão entre ela e os positivistas, em que se chamasse os positivistas de ateus (na terceira acepção, que não lhes cabe), adotou o termo emancipados, como sinônimo de ateus nas primeira e segunda acepções (que lhes cabem). Emancipado é quem libertou-se da tutela mental da teologia, é aquele que rejeita a concepção de deus e tudo quanto se lhe relacione. Todo positivista é emancipado; todo aquele que rejeita deus também o é.
No primeiro significado, há incredulidade pura e simples; no segundo, há incredulidade por ausência de verificação da divindade, pela negação dos argumentos que lhe afirmam a existência ou pela afirmação dos que a negam; no terceiro, há a especulação em torno dos temas teológicos, sem a solução da teologia (é a metafísica).
Em nenhum dos três casos comparece a idéia de deus e os seus desdobramentos.
Os positivistas são ateus, sempre, no primeiro caso; são-no em o segundo, sob a forma de agnosticismo ou de ateísmo militante, dependendo das convicções de cada qual; jamais o são no terceiro.
18.VIII.2003
Arthur Virmond de Lacerda Neto é positivista ortodoxo.

Corrupção na ILHA.

Por Mário Augusto Jakobskind
 
Cuba vive há mais de 50 anos sob um bloqueio sem precedentes na história contemporânea. Os prejuízos totalizavam 975 bilhões de dólares em fins de 2010, segundo o governo cubano. Raúl Castro, que a mídia de mercado se refere apenas como o “irmão de Fidel”, como se ele não tivesse vida própria e ocupasse o cargo de presidente em função dos laços familiares, está conduzindo o processo revolucionário cubano, que na fase atual tenta se inserir no mercado mundial. Segundo analistas, Cuba se adapta ao mundo e não como era antes, quando Cuba queria que o mundo se adaptasse a Cuba.
Independente do bloqueio de mais de 50 anos, hoje Cuba enfrenta também outro perigo, tão ruim ou pior, nas palavras do Presidente Raúl Castro, do que o criminoso bloqueio estadunidense.

Raul Castro está preocupado com a corrupção do tipo colarinho branco, que provoca grandes danos ao Estado, consequentemente ao povo cubano. Burocratas de colarinho branco agem de forma perniciosa e acumulam grana em detrimento do povo. O próprio Fidel Castro, que continua a acompanhar os acontecimentos em Cuba e no mundo com suas reflexões, mesmo não ocupando mais a Presidência, já havia advertido em discurso para estudantes em 2005 que fenômenos internos negativos ameaçam a revolução socialista cubana.

Agora, ao discursar no encerramento do VIII Período Ordinário de Sessões da Assembleia Popular, no último dia 23 de dezembro, Raul Castro foi incisivo e não deixou dúvidas ao afirmar que “estou convencido que a corrupção é hoje um dos principais inimigos da revolução, muito mais perniciosa do que a atividade subversiva e de ingerência do governo dos Estados Unidos e seus aliados dentro e fora do país”.

Nesse sentido, vale lembrar o que se passou em determinado momento no Vietnã, quando dirigentes socialistas advertiam sobre os malefícios que a corrupção provocava ao povo. Indignados com o que acontecia nessa matéria alertavam que se os vietnamitas tinham conseguido derrotar militarmente o imperialismo da potência hegemônica estadunidense, não poderiam perder a batalha contra a corrupção praticada até mesmo por alguns “companheiros” colocados em postos importantes.

No discurso de fim de ano, Raul Castro citou o exemplo das “fraudes nos produtos agropecuários nos mercados da capital, que não existiram, nem se cultivaram, gerando um desfalque de mais de 12 milhões de pesos devido à atuação de diretores, funcionários e outros trabalhadores de empresas estatais que praticam o comércio, bem como de pequenos agricultores que se prestaram como testas de ferro”. E a todos eles, acrescentou Raúl Castro, “serão exigidos responsabilidades administrativas e penais, de acordo com a gravidade dos fatos”.

Cuba, em suma, não é nenhum paraíso, como entendem os áulicos e acríticos da revolução socialista. Não é nenhum inferno como dizem os setores radicais de direita cubano-americana. É apenas um país da face da terra com qualidades e defeitos. Quando a chamada mídia de mercado ataca o regime cubano,  o motivo de um modo geral é mais pelas qualidades do regime do que por seus defeitos.

A ilha caribenha tem um grande capital que nos dias de hoje vale muito mais do que qualquer cotação na bolsa de Wall Street. É a questão da segurança. Ao contrário do que acontece no México, no Brasil, na Venezuela e agora mesmo em países europeus que enfrentam grave crise, em Cuba o visitante circula com a maior tranquilidade, mesmo por ruas pouco iluminadas. Não corre riscos como nos países mencionados.

À noite, nas ruas pouco iluminadas de Havana,  o visitante pode ter a certeza que nada lhe acontecerá em matéria de assalto à mão armada ou sem arma. Pode até tropeçar ou cair numa falha do asfalto imperceptível no escuro. E só. Dirigindo automóvel pode parar em sinal a qualquer hora, pois estará certo que nada lhe acontecerá. E isso hoje em dia na América Latina é de grande valor.

As reformas estão presentes e merecem análise mais aprofundada.   Para muitos os resultados não tardarão. E tudo está sendo feito com a máxima cautela, para evitar que amanhã ou depois Cuba se veja atropelada pelos fatos.

Muita coisa que era proibida em décadas anteriores, hoje é absolutamente legal. Por exemplo, cubanos possuírem moedas estrangeiras e assim sucessivamente. Recentemente, o governo cubano permitiu a compra e venda de moradias e veículos. O número de trabalhadores por conta própria já supera os 350 mil, sendo que 80% deles optaram por se associarem a Central dos Trabalhadores Cubanos (CTC).

Assim, em síntese, caminha a ilha caribenha nesta nova fase de adaptação ao mundo atual. A direita golpista e terrorista em vários quadrantes continua furiosa e utilizando os valores da época da Guerra Fria quando diziam que Cuba era satélite da URSS. Como a URSS já era, a direita velhaca passou a utilizar outros adjetivos, que tentam induzir a opinião pública a repudiar o regime cubano.  Querem Cuba como nos velhos tempos de prostíbulo do Caribe. Este tempo acabou em 1 de janeiro de 1959.
 
Artigo pescado no blog Solidários. 
Titulo Original: Cuba 2012
 

Donos de animais têm coração mais saudável


Portadores de doenças crônicas que possuem mascotes parecem ter corações mais saudáveis do que aqueles que vivem sem um animal de estimação – seja de pelos, penas ou escamas, diz um novo estudo japonês.

Na pesquisa publicada no American Journal of Cardiology, os cientistas que estudaram quase 200 pessoas descobriram que aqueles que tinham um pet contavam com mais variabilidade do ritmo cardíaco do que os que não tinham um animal.

Isso significa que seus corações respondem melhor às exigências das mudanças corporais, como bombear sangue mais rapidamente em situações de estresse. Uma variabilidade reduzida está associada ao maior risco de morrer por problemas do coração.

“Entre os pacientes com doença coronária, os donos de mascotes mostram uma sobrevida um ano maior do que os que não têm bichos, diz o autor, Naoko Aiba, da Universidade de Kitasato, no Japão.

No estudo, a equipe avaliou 191 pessoas com diabetes, pressão arterial elevada ou colesterol alto durante 24 horas usando um monitor cardíaco durante todo o tempo. A faixa etária estava entre 60 e 80 anos.

Os pesquisadores também perguntaram sobre as atividades diárias e sobre se tinham ou não animais domésticos. Nos donos de pets, cerca de 5% das batidas do coração diferiam em 50 milésimos de segundo em extensão, contra 2,5% dos que não tinham animais. Isso significa que o ritmo cardíaco mudava menos.

Até agora, não se sabe o que causa a diferença. Pode ser em função dos animais, ou pode ser que haja diferenças entre os que escolhem ter pets e os que não querem bichos.

“Suponho que os mascotes são uma forma de apoio social, e por isso reduzem o estresse e podem satisfazer algumas necessidades de companhia”, dizem os Judith Siegel, da Faculdade de Saúde Pública da UCLA, que não participou do estudo.

“Não creio que ninguém tenha uma boa referência sobre essas discrepâncias”, acrescentou. Os autores ressalvam que eles seguiram os voluntários apenas por um dia e que outros fatores deveriam ser levados em conta, como diferenças potenciais entre os tipos de animais.

Erika Friedmann, da Escola de Enfermagem da Universidade de Maryland, considera que o estudo dá um passo em algo já conhecido – a conexão entre ter um mascote e saúde. “Estamos entrando na vida diária da pessoa, e isso é emocionante”, disse ela, que não participou da pesquisa.

Fonte: Agência Estado

Operadoras são obrigadas a dar software para medir qualidade da banda larga

Usuários poderão medir a qualidade de sua conexão à internet por meio de um programa disponível nos sites das prestadoras Oi, Net, Telefônica, GVT, CTBC Telecom, Embratel, Sercomtel e Cabo Telecom.

A medida consta da Resolução Anatel nº 574, de outubro de 2011, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que aprovou o Regulamento de Gestão da Qualidade do Serviço de Comunicação Multimídia (RGQ-SCM).


Inicialmente, a medição será apenas um teste. No entanto, a partir de outubro, as operadoras poderão sofrer sanções caso não cumpram requisitos de qualidade das conexões estabelecidos pela Anatel.


A aferição dos internautas poderá ser feita apenas em conexões fixas. A partir de outubro, também as conexões móveis terão que contar com um programa para medição, que deve ser diferente deste.


O regulamento da agência estabelece padrões de qualidade para o serviço, "de forma a promover a progressiva melhoria da experiência do usuário em aspectos relacionados ao atendimento e ao desempenho das conexões de banda larga fixa".


A Anatel obriga operadoras fixas e móveis a entregar aos assinantes um percentual mínimo da velocidade de conexão contratada – esse índice aumentará gradualmente. Atualmente, muitas empresas garantem apenas 10% da taxa de download - ou seja, se o plano é de 10 Mbps, entregam 1 Mbps.


O regulamento diz que as operadoras de internet fixa e de celular são obrigadas a oferecer no mínimo 20% da velocidade contratada a partir de novembro de 2012, 30% em 2013 e 40% em 2014.


O software de medição é gratuito e deve estar disponível para os usuários, em local de destaque, nos sites das prestadoras com mais de 50 mil acessos em serviço. As avaliações poderão ser realizadas pelo próprio usuário, "o que lhe proporcionará transparência e controle sobre as condições de fruição do serviço contratualmente previstas", diz o comunicado da agência.


As operadoras devem ainda liberar uma cartilha informativa contendo a descrição dos parâmetros de qualidade medidos, bem como instruções sobre a correta utilização do software.


O programa permitirá que o usuário tenha acesso aos resultados de cada medição, os quais deverão apresentar, no mínimo, os seguintes parâmetros de sua conexão à internet:

• data e hora da medição
• localização da medição
• velocidade instantânea
• latência bidirecional
• variação de latência (jitter)
• taxa de perda de pacotes

UOL

sábado, 3 de março de 2012

O REFÚGIO SECRETO - Assista o Filme, e Baixe o Livro em PDF



Baixe o Livro em PDF (aqui)

O REFÚGIO SECRETO


Esta é a história emocionante de uma mulher que enfrentou os horrores da perseguição nazista aos judeus, sem perder a fé e a esperança.
A história da humanidade tem algumas páginas manchadas de sangue que a maioria das pessoas prefere esquecer. Mas justo dessas páginas despontam certas pessoas que precisam ser lembradas e conhecidas por todos.
Corrie ten Boom é uma delas.
Vivendo na Holanda, durante a Segunda Guerra Mundial, Corrie livrou vários judeus da perseguição nazista e da morte, escondendo-os em um quarto secreto na casa de sua família. Mas pagou um preço altíssimo por isso, Foi presa junto com sua irmã e
seu pai, e sofreu todo tipo de dor, injustiça e humilhação.
Você vai se emocionar intensamente com a vida de Corrie ten Boom: as lembranças da infância, a vida pacata no interior da Holanda, seu trabalho na relojoaria do pai, suas atividades no movimento de resistência holandesa quando o país foi ocupado pelo exército alemão. Vai viver juntamente com ela o medo de que a qualquer momento a polícia descobrisse os judeus em sua casa, os horrores dos campos de concentração, a perda de parentes e amigos queridos.
Mas uma coisa: Corrie não perdeu sua fé em Deus e a certeza de que, apesar de tudo, seu Pai Celestial estava no controle de sua vida e da história.
Você será profundamente tocado com o exemplo dessa mulher que mostrou que podemos enfrentar as piores situações quando temos em Deus o nosso refugio secreto.

Prefácio
Durante todo o tempo em que fizemos nosso trabalho de pesquisa para o livro O Contrabandista de Deus, um nome despontou várias vezes: Corrie ten Boom. Essa extraordinária mulher - que estava com seus setenta e cinco anos quando dela ouvimos pela primeira vez - era o melhor "companheiro de viagem" do Irmão
André. As histórias fascinantes que este nos contou a seu respeito, no Oriente - onde era conhecida pelo honroso nome de "Velha vovó" - e em outras partes do mundo, vinham à tona com tanta freqüência, que afinal erguemos os braços pedindo-lhe que cessasse com aquela torrente de recordações.
"Ela não vai poder figurar neste livro", dissemos. "Ela sozinha é um livro!"
São estas coisas que a gente diz sem querer insinuar nada.
Em maio de 1968, estávamos na Alemanha, e fomos assistir
ao culto em uma certa igreja. Um senhor estava narrando os horrores que sofrera em um campo de concentração nazista. Sua expressão facial era ainda mais eloqüente que suas palavras; os olhos guardavam a lembrança da dor; suas mãos tremiam - mãos que não conseguiam esquecer... Sucedeu-o no púlpito uma mulher de
cabelos brancos, grande e forte, usando sapatos grossos, cujo rosto, em contraste, irradiava alegria, paz e amor. Ela relatava os mesmos fatos. Também ela estivera em um campo de concentração, presenciara as mesmas cenas brutais, sofrera as mesmas perdas.
Enquanto os sentimentos dele eram perfeitamente compreensíveis, os dela davam o que pensar.
Encerrado o culto, deixamo-nos ficar para falar com ela.
Assim que principiamos a conversa, percebemos logo que se tratava da Corrie ten Boom de que André nos falara.
O maravilhoso ministério de consolação e aconselhamento de Corrie ten Boom se iniciara no campo de concentração, onde ela encontrou um "esconderijo contra o vento... refúgio contra a tempestade... sombra de grande rocha em terra sedenta". Ali
também aprendera a verdade de que, quando o pior acontece, o melhor ainda está para vir.
Em palestras posteriores, chegamos a conhecer bem esta admirável mulher. Com ela visitamos a casa estreita, tipicamente holandesa - apenas um cômodo na largura - onde, até os cinqüenta anos, ela levara uma vida pacata de uma solteirona, consertando relógios e cuidando da irmã mais velha e do pai idoso, sem nem ao
menos sonhar que um mundo de aventuras e desventuras estava lhe batendo à porta. Visitamos aquela casa do sul da Holanda, em cujo jardim a jovem Corrie entregou a Karel o coração, e também a espaçosa mansão de Haarlem, onde, em plena guerra, Pickwick serviu café de verdade aos amigos.
E em meio a tudo isso, tivemos a forte impressão de que não olhávamos para o passado, e, sim, para o futuro. Era como se aqueles lugares e aquelas pessoas estivessem nos falando, não sobre fatos já acontecidos, mas sobre o mundo que nos aguardava, na década de 70. Já nos descobrimos, algumas vezes, pondo em prática os segredos espirituais que com ela aprendemos a respeito de:
• como suportar uma separação;
• como contentar-se com pouco;
• como sentir-se seguro em meio à insegurança;
• como ter forças para perdoar;
• como Deus usa as fraquezas;
• como lidar com pessoas problemáticas;
• como encarar a morte;
• como amar os inimigos;
• o que fazer quando o mal é vitorioso.
Mencionamos para ela o fato de que tudo que nos contava era muito prático, e que essas lembranças do passado estavam lançando luz sobre alguns dos nossos problemas atuais.
"Mas é para isso que o passado serve", respondeu. "Cada experiência que Deus nos concede, cada pessoa que passa pela nossa vida, faz parte de nossa preparação para um futuro que somente ele vê."
Cada experiência, cada pessoa... o pai, que era o melhor relojoeiro da Holanda, mas que sempre se esquecia de mandar a conta dos consertos. A mãe, cujo corpo tornara-se uma prisão, mas cujo espírito vagueava livremente. Betsie, que com três batatas e um bocadinho de folhas de chá já usadas, sabia organizar uma festinha.
Ao fitar os olhos brilhantes daquela mulher forte, quase desejamos que essas pessoas tivessem feito parte de nossa vida também.
Depois, naturalmente, vimos que elas fizeram...

- John e Elizabeth Sherrill


Três Maneiras de Aplicar a Mensagem Deste Livro à Sua Vida
O segredo da vitória de Corrie ten Boom não está no fato de que tenha sido uma pessoa excepcional, pois, ela própria dizia ser uma pessoa "muito fraca e bem comum". As verdades que ela descobriu podem ser aplicadas à vida de qualquer um de nós. O processo de aplicação destas verdades é muito simples: basta substituir os detalhes da história dela pelas situações particulares de cada um, sejam problemas de família, de emprego, ou outros obstáculos e oportunidades que Deus nos permitir enfrentar.
Eis alguns exemplos de como isto pode ser feito:
1. Deus controla tudo, até mesmo as ocorrências que nos parecem cruéis ou sem objetivo. Escreva abaixo os seus problemas "mais difíceis".
Talvez você se pergunte por que as crianças têm que sofrer com a guerra, ou como um Deus amoroso pode permitir a violência de um furacão. Escreva todas as suas dúvidas pessoais, tais como: doenças na família, um acidente de carro, uma falência comercial, etc.
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Agora, tome-as uma a uma e transfira o fardo para Deus.
"Senhor, eu não sei qual é a solução para estas coisas, mas não quero crer que não haja solução para elas. Tu sabes por que elas ocorrem, Senhor, e quando eu estiver forte bastante - e for sábio, e tiver amor - tu me mostrarás."
Nas linhas abaixo, registre o seguinte: (1) respostas parciais ou totais, às perguntas acima (colocando a data de cada uma); (2) o aumento de liberdade, força e energia conseguido ao se enfrentar os outros problemas.
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2. Deus dá graça para as necessidades presentes; juntamente com tristezas e dificuldades, ele dá forças. Como fez o pai de Corrie naquela viagem para Amsterdam, Deus só nos entrega a passagem no momento de subirmos ao trem.
Escreva abaixo, dez causas atuais de ansiedade (sono perdido? preocupações?)
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Agora, releia a lista tendo em mente a seguinte pergunta:
quantas dessas situações realmente pertencem ao dia de hoje? Em quantas delas estou tentando passar à frente de Deus?
3. Deus quer que demos graças em todas as circunstâncias.
Nosso louvor e gratidão a Deus abrem, de maneira misteriosa e estranha, o caminho para que ele nos abençoe como deseja. Nas linhas abaixo, escreva cinco fatos pelos quais você está grato a Deus. 
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Faça pausas durante o decorrer do dia para agradecer a Deus por estas bênçãos, e verá que seu próprio senso de justiça e amor aos outros - e principalmente do amor de Deus – se desenvolvem gradualmente.
Nestas linhas, escreva cinco situações atuais pelas quais você não está absolutamente grato.
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Agora, discipline-se e dê graças a Deus por estas coisas também e veja como ele toma esta sua nova atitude diante destes fatos, para mudá-los completamente.

Duas histórias, dois destinos...


1ª História 
Certa vez um garoto entrou na sala de emergência de um hospital depois de ter sido atropelado. O motorista que o socorreu, ao ser interpelado para efetuar o depósito necessário ao atendimento, informou que não possuía, naquele momento, dinheiro ou cheque que pudesse oferecer em garantia, mas certamente, se o hospital aceitasse, poderia efetuar o depósito na primeira oportunidade.

O atendente, na impossibilidade de liberar o atendimento, mas, com a vantagem de ter um dos diretores do hospital, que também era médico, de plantão naquele momento, resolveu consultá-lo.
Todavia, por não ter dinheiro nem garantias para o tratamento, não liberou o atendimento, fato que levou a criança atropelada a falecer.

O diretor, novamente chamado para assinar o atestado de óbito do garoto, ao chegar para o exame cadavérico, descobre que o garoto atropelado era seu filho, que poderia ter sido salvo, se tivesse recebido atendimento.

2ª História
Antônio, um pai de família, certo dia, quando voltava do trabalho, dirigindo num trânsito bastante pesado, deparou-se com um senhor que dirigia apressadamente.
Vinha cortando todo o mundo e, quando se aproximou do carro de Antônio, deu-lhe uma tremenda fechada, já que precisava atravessar para a outra pista.

Naquela hora, a vontade de Antônio foi de xingá-lo e impedir sua passagem, mas logo pensou:
- Coitado! Se ele está tão nervoso e apressado assim... Vai ver que está com um problema sério e precisando chegar logo ao seu destino, pensando assim, foi diminuindo a marcha e deixou-o passar.

Chegando em casa, Antônio recebeu a notícia de que seu filho de três anos havia sofrido um grave acidente e fora levado ao hospital pela sua esposa.

Imediatamente seguiu para lá e, quando chegou, sua esposa veio ao seu encontro e o tranqüilizou dizendo:
- Graças a Deus está tudo bem, pois o médico chegou a tempo para socorrer nosso filho.
Ele já está fora de perigo. Antônio, aliviado, pediu que sua esposa o levasse até o médico para agradecer-lhe.
Qual não foi sua surpresa quando percebeu que o médico era aquele Senhor apressado para o qual ele havia dado passagem!

DUAS HISTÓRIAS, DOIS DESTINOS...
- Esteja sempre alerta para ajudar o próximo, independentemente de sua aparência ou condição financeira;
- Procure ver as pessoas além das aparências;
- Imagine que por trás de uma atitude, existe uma história, um motivo que leva a pessoa a agir de determinada forma.
FAZER O BEM, SEM OLHAR A QUEM...

(recebido por e-mail)

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