quinta-feira, 21 de maio de 2020

Deixem ele curtir seu jetski sossegado


Dag Vulpi 10/05/20
Afinal, o "mito" já nos confortou com vários de seus belos discursos.
- "É só uma gripezinha!"
- "Um resfriadozinho!"
- "Brasileiro precisa ser estudado, não pega nada.Pode pular no esgoto que nada acontece!"
- "E daí?"
- Ele "é "messias" mas não faz milagre."
- Ele "não é coveiro."
- Ele "é a constituição."
"CALA A BOCA Oquei!!!!"
Não tem nada demais "ele" brincar de fake news como no caso do falso churrasco só para fazer um punhado de jornalistas de idiotas. Afinal, durante a campanha ele fez toda uma nação de idiota valendo-se desse mesmo expediente.
Os críticos do bolsonarismo não estão criticando o "mito" somente pelo fato de ele passear de jetski exatamente no dia em que o país que ele governa quebra o triste recorde de dez mil mortes em decorrência da Covid-19. Nem por ele brincar de Fake News. O problema está no descaso com o qual ele trata seu povo. Com a falta de sensibilidade com os familiares que perderam seus entes queridos para essa pandemia. As críticas estão no seu boicote diuturno ao isolamento social. Está na forma como comete os mesmos erros que prometeu combater quando em campanha eleitoral. Está na volta da maldita e velha política do toma-lá-dá-cá com os políticos mais rastaqueras desse país. Está na demissão de ministros que teriam sido escolhidos a dedo e por critérios exclusivamente técnicos. Como nos casos do Mandetta e do Moro. Mas, que acabaram sendo exonerados exatamente por estarem fazendo o que deles se esperava. Um cumprindo as determinações da Organização Mundial da Saúde e das demais instituições internacionais da área, já o outro, por cumprir os ditames das leis e em acordo com o que determina a Constituição do país.
É incompreensível essa forma incondicional com a qual 'alguns' bolsonaristas seguem o seu líder. Apoiaram o então juiz Sérgio Moro durante toda a lava jato e festejaram sua indicação para o ministério da justiça. Porém, bastou ele fazer uma crítica ao "mito", para que todos se voltassem contra ele.
A estória de que ele é "messias" mas não faz milagre é conversa pra boi dormir. Ele faz milagre sim. Ou conseguir transformar bandido em santo e santo em bandido não é milagre?

ARREPENDIMENTO



Dag Vulpi 05/05/20

É mais que compreensível, diria até esperado, que a pessoa se arrependa por cometer um erro.

Se por um lado o equívoco é um erro, por outro, o arrependimento é uma virtude que nos leva a mudar de opinião ou de comportamento em relação ao erro acontecido.

As consequências decorrentes dos equívocos cometidos são as balizadoras do nível de arrependimento. Quanto mais danosas as consequências, maior será o nível de arrependimento.

Tomemos por exemplo alguns equívocos trágicos, ocorridos ao longo da história e que "cobraram", um aínda cobra, um preço muito alto da humanidade.

"Apesar de suas enormes diferenças, Hitler, Mussolini e Chávez percorreram caminhos que compartilham semelhanças espantosas para chegar ao poder. Não apenas todos eles eram outsiders com talento para capturar a atenção pública, mas cada um deles ascendeu ao poder porque políticos do establishment negligenciaram os sinais de alerta e, ou bem lhes entregaram o poder (Hitler e Mussolini), ou então lhes abriram a porta (Chávez)."

["Como as democracias morrem" de Steven Levitsky]

"Dito" isso, com o intuito de alertar meus leitores da gravidade de um equívoco e a proporção que nosso ARREPENDIMENTO poderá atingir, trago abaixo uma ilustração para minhas considerações.

Confira:

"Surgira uma séria disputa entre o cavalo e o javali que viviam num mesmo pasto. E, como o javali a todo momento destruía a relva e turvava a água, o cavalo tomou a decisão de vingar-se. Então, o cavalo foi a um caçador e pediu ajuda para se vingar. O caçador concordou, mas disse: “Se deseja derrotar o javali, você deve permitir que eu ponha esta peça de ferro entre as suas mandíbulas, para que possa guiá-lo com estas rédeas, e que coloque esta sela nas suas costas, para que possa me manter firme enquanto seguimos o inimigo. ” O cavalo aceitou as condições e o caçador logo o selou e bridou. Assim, com a ajuda do caçador, o cavalo logo venceu o javali, e então disse:“ Agora, desça e retire essas coisas da minha boca e das minhas costas.” “Não tão rápido, amigo”, disse o caçador. “Eu o tenho sob minhas rédeas e esporas, e por enquanto prefiro mantê-lo assim.”

[“O javali, o cavalo e o caçador”, Fábulas de Esopo]

Moral: Assim, muitas pessoas, movidas por uma cólera irracional, caem elas mesmas submissas a outrem, por desejarem vingar-se dos inimigos.

Passadores de pano.


Dag Vulpi - 12/05/20
Ao mesmo tempo em que passam pano para os erros do "mito", essas mesmas pessoas execram outros políticos por terem cometido crimes assemelhados ou idênticos.
Oras bolas. Porquê o político dessas pessoas pode, porém, quando o erro é cometido por outro elas ficam tão indignadas?
Precisamos ser coerentes com o que defendemos. Justos nas nossas avaliações e honestos com nossos princípios.
Nunca tive problemas com isso, muito ao contrário, sempre foi muito fácil criticar os erros cometidos nos governos Collor, FHC, Lula, Dilma, Temer e agora continua sendo fácil criticar o do Bolsonaro. E sabem porquê pra mim foi fácil? Muito simples. Eu não tenho político corrupto de estimação!

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Senado vota nesta semana projeto que reduz transparência em campanhas



Proposta que muda legislação eleitoral é o primeiro item da pauta da próxima terça-feira (17). Especialistas dizem que projeto dificulta a fiscalização de eventuais irregularidades

O Senado deve votar nesta semana um projeto de lei, já aprovado pela Câmara, que pode reduzir a transparência e dificultar a fiscalização de eventuais irregularidades em campanhas eleitorais, segundo especialistas e parlamentares ouvidos pelo G1 e pela TV Globo.

A proposta, que muda a legislação eleitoral, a lei dos partidos e outras regras, é o primeiro item da pauta de votações da Casa desta terça-feira (17). Parlamentares favoráveis ao texto têm pressa na análise do projeto, para possibilitar que as novas regras valham já para as eleições de 2020.

Pelo princípio da anualidade, alterações nas regras eleitorais precisam ser sancionadas pelo menos um ano antes do próximo pleito eleitoral. Por isso, a proposta deve ser votada com rapidez e sem alterações em relação ao conteúdo aprovado pelos deputados.

Na semana passada, senadores tentaram colocar a proposta em votação com urgência, mas houve resistência e a análise foi adiada para esta semana.

Inicialmente, o projeto alterava apenas regras para a remuneração de funcionários de partidos políticos. No entanto, o texto foi transformado em uma minirreforma eleitoral.

Entre os pontos do projeto que dificultariam a fiscalização – por parte dos tribunais eleitorais – de eventuais irregularidades em campanhas, estão a prorrogação de prazos para a prestação de contas; a possibilidade de utilização de quaisquer sistemas de contabilidade disponíveis no mercado; e mais tempo para a correção de dados.

Com informações G1

A sorte está mudando: 'Bolão' da liderança do PT leva prêmio de R$ 120 milhões da Mega-Sena


Cada um dos vencedores vai ganhar cerca de R$ 2,5 milhões

A aposta vencedora da Mega-Sena desta quarta-feira, 18, saiu para uma aposta coletiva feita por funcionários da liderança do PT na Câmara dos Deputados. O "bolão" acertou sozinho o prêmio de R$ 120 milhões. Os números sorteados foram: 04 - 11 - 16 - 22 - 29 - 33. O grupo é formado por 49 pessoas entre assessores e funcionários da Câmara.

De acordo com dois vencedores, que pediram anonimato, cada um deles apostou R$ 10. Cada um dos vencedores vai ganhar cerca de R$ 2,5 milhões.

Assim que saiu o resultado, o grupo saiu comemorando pelo corredor chamando a atenção de quem passava. De acordo com um dos vencedores, eles apostam há mais de dez anos, em todos os sorteios.

Além do grupo, 406 apostas acertaram a quina (cinco números) e vão levar R$ 19.407,24 cada uma. Na quadra (quatro acertos) foram 24.366 apostas ganhadoras, que receberão R$ 461,96 cada uma.

O prêmio dos petistas é o terceiro maior prêmio acumulado neste ano e um dos 20 maiores da história. O maior foi sorteado em maio, para um sortudo que apostou pela internet e levou R$ 289 milhões.

Reação
O deputado Aliel Machado (PSB-PR) brincou com o resultado. "Fiquei sabendo que agora há uma orientação no PT contrário a taxar as grandes fortunas", afirmou o parlamentar. Outro deputado, não identificado, pegou o microfone para pedir ao presidente Jair Bolsonaro que entregue um cheque simbólico para o partido.

Lula livre?



Um ótimo achado. Um texto que certamente irá ao encontro de o que boa parte da esquerda, não petista, pensa.

"O PT cobra que a maior pauta da esquerda nesse país seja Lula Livre. Sem Lula Livre não se discute nada. Não se fala de conjuntura, não se discute alternativas. Está terminantemente proibido o pragmatismo com o qual o PT governou por mais de uma década. Agora ser pragmático é traição, oportunismo, abandonar Lula à própria sorte. O PT quer sentar na fila da frente de qualquer evento e estender a faixa Lula Livre. Quem não gostar é porque não quer Lula Livre e se converteu à direita.

Mas o que o PT está fazendo, objetivamente, pra soltar Lula? O PT está articulando grandes passeatas populares com essa pauta? As centrais estão articulando uma greve geral por Lula? O que o PT tem feito nesse sentido além de exigir que qualquer articulação tão pragmática quanto os seus governos foram só seja permitida com a sua bênção e nos seus termos? O PT trabalha pra ir além do acampamento em Curitiba e das caravanas que só dialogam com quem já quer a liberdade de Lula? O partido pretende transformar o Lula Livre em uma movimento político ou seguirá sendo basicamente um movimento estético e cultural?

O PT quer que o país pare por Lula, mas o PT para pelo ex-presidente? Ou só quer parar quem não para? O PT pratica o que prega ou segue subindo no palanque de Eunícios enquanto xinga quem conversa com Kassabs?

E se Lula não for solto, como provavelmente não será? O plano é mais uma candidatura petista em 2022, com Doria captando os votos dos descontentes com Bolsonaro? Basta o Haddad estar lá e ele garante a transferência de Bolsonaro para Doria automaticamente. Isso se chama antipetismo e constatar sua existência não é ser antipetista. É Lula Livre ou Nada, mas perguntamos: é Jair Nada Bolsonaro ou João Nada Doria? Deu super certo em 2018, não?

Não aceite chantagem emocional. Lula Livre, sim. Hegemonia petista a qualquer custo, não."

Pescado no Facebook - Autor desconhecido

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