sexta-feira, 6 de março de 2015

Saiba quem são os políticos investigados na Lava Jato



Supremo Tribunal Federal liberou na noite desta sexta-feira os nomes dos supostos beneficiários de propina citados pelos delatores do petróleo



Ministro Teori Zavascki durante o julgamento do mensalão, em 05/12/2012 (Carlos Humberto/SCO/STF/VEJA)


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zawaski divulgou na noite desta sexta-feira a lista de políticos citados pelos delatores do petrolão e que serão investigados criminalmente como beneficiários do esquema de desvio de verbas da Petrobras. Confira abaixo a lista de nomes e a decisão do ministro quanto a cada um deles.


Abertura de inquérito

PMDB
Renan Calheiros (PMDB-AL)
Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
Aníbal Ferreira Gomes (PMDB-CE)
Roseana Sarney (PMDB-MA)
Edison Lobão (PMDB-MA)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Fernando Baiano
PP
João Roberto Pizzolatti (PP-SC)
Benedito de Lyra (PP-AL)
José Otávio Germano​ (PP-RS)
​Roberto Sérgio Coutinho Teixeira (PP-PE)
Simão Sessim (PP-RJ)
Arthur Lira (PP-AL)
Aguinaldo Ribeiro (PP-PB)
Aline Corrêa (PP-SP)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Luiz Argôlo (PP-BA - filiou-se ao Solidariedade)
Eduardo da Fonte (PP-PE)
Carlos Magno Ramos (PP-RO)
Nelson Meurer (PP-PR)
Dilceu João Sperafico (PP-PR)
Gladison Cameli (PP-AC)
Jeronimo Pizzolotto Goergen (PP-RS)
João Felipe de Souza Leão (PP-BA)
Waldir Maranhão Cardoso (PP-MA)
Luiz Fernando Ramos Faria (PP-MG)
Sandes Junior (PP-GO)
Afonso Hamm (PP-RS)
José Linhares da Ponte (PP-CE)
José Olimpio Moraes (PP-SP)
Lázaro Botelho Martins (PP-TO)
Luiz Carlos Heinze (PP-RS)
Mário Negromonte (PP-BA)
Pedro Correa (PP-PE)
Pedro Henry (PP-MT)
Renato Delmar Molling (PP-RS)
Renato Egígio Balestra (PP-GO)
Roberto Pereira de Britto (PP-BA)
Roberto Sergio Ribeiro Coutinho Teixeira (PP-PE)
Vilson Luiz Covatti (PP-RS)
PT
Lindbergh Farias (PT-RJ)
Cândido Vaccarezza (PT-SP)
Humberto Costa (PT-PE)
Gleisi Hoffman (PT-PR)
José Mentor (PT-SP)
Antônio Palocci (PT-SP)
Vander Luiz Dos Santos Loubet (PT-MS)
João Vaccari Neto (PT)
Inquéritos já instaurados
PTB
Fernando Collor de Mello (PTB-AL)
PSDB
Antônio Anastasia (PSDB-MG)
PTB

Arquivamento
PMDB
Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN)
Alexandre José dos Santos (PMDB-RJ)
PSDB
Aécio Neves (PSDB-MG)
PT
Delcídio do Amaral (PT-MS)


Lista do petrolão reúne cúpula do Congresso e 5 partidos

Ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de inquéritos para investigar políticos citados na Operação Lava Jato da PF

Por: Laryssa Borges, de Brasília

Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Fernando Collor e Gleisi Hoffmann(Agência Brasil/Sergio Lima/Alan Marques/Folhapress)

Depois de uma semana de muita tensão em Brasília, o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou na noite desta sexta-feira a temida lista dos políticos que serão investigados por suspeita de envolvimento com o propinoduto que sangrou os cofres da Petrobras. Zavascki determinou a abertura de 21 inquéritos contra 49 pessoas, sendo 22 deputados federais e 12 senadores. Todos eles serão investigados no Supremo no âmbito da Operação Lava Jato da Polícia Federal.


Zavascki também seguiu a recomendação da Procuradoria-Geral da República e determinou o arquivamento das denúncias contra os senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e Aécio Neves (PSDB)-MG) e o ex-presidente da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) por avaliar que as menções encontradas eram frágeis.

A temida lista elaborada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, atinge em cheio a base a presidente Dilma Rousseff no Congresso, envolvendo políticos dos três principais partidos governistas: PT, PP, PMDB, além do senador aliado Fernando Collor, do PTB. Da oposição, o senador Antonio Anastasia, do PSDB de Minas Gerais, foi relacionado. Tanto no caso de Collor, investigado por lavagem de dinheiro, quanto no de Anastasia, os inquéritos já estavam abertos e diligências foram autorizadas.

As duas principais autoridades do Congresso Nacional integram a lista: o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A relação de senadores contém dois importantes ex-ministros do primeiro mandato de Dilma Rousseff: Edison Lobão (PMDB-MA), que comandava a pasta de Minas e Energia, e Gleisi Hoffmann (PT-PR), ex-chefe da Casa Civil.

A presidente Dilma Rousseff foi citada nas investigações, mas o procurador-geral da República informou que não tem competência para investigá-la, conforme determina a Constituição. Dilma foi citada no mesma investigação na qual aparece o ex-ministro Antonio Palocci Filho, cujo caso foi remetido ao juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato em Curitiba. O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que não possui mandato, também é investigado.

Ao descrever a "organização criminosa complexa" nos pedidos de investigação, Janot fatiou o petrolão em quatro núcleos: 1) político (parlamentares que indicavam e mantinham funcionários de alto escalão da Petrobras, em especial os diretores, recebendo vantagens indevidas pagas pelas empresas); 2) econômico (empreiteiras cartelizadas contratadas pela estatal); 3) administrativo (funcionários de alto escalão da petroleira indicados pelos integrantes do núcleo político); e 4) financeiro (operadores do recebimento das vantagens indevidas).

A maior parte dos indícios contra parlamentares suspeitos de se beneficiarem do assalto à estatal foi recolhida a partir dos depoimentos do doleiro Alberto Yousseff e do ex-diretor de Abastecimento da petroleira Paulo Roberto Costa. Os dois fizeram acordos de delação premiada e colaboraram com os investigadores em troca de benefícios judiciais. O fato da dupla ser ligada ao Partido Progressista explica porque a maioria dos nomes corresponde a políticos da sigla.

Inflação oficial alcança 1,22% em fevereiro

Nielmar de Oliveira - Repórter da Agência Brasil

O IPCA é o índice oficial de inflação utilizado pelo governo e serve de referência para o plano de metas - Agencia Brasil

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de fevereiro alcançou 1,22%, resultado próximo ao de 1,24% de janeiro. Considerando os dois primeiros meses do ano, o índice situa-se em 2,48%, acima do percentual de 1,24% registrado em igual período de 2014. O IPCA é o índice oficial de inflação utilizado pelo governo e serve de referência para o plano de metas fixado pelo Banco Central.

O IPCA mede a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias, com rendimentos de 1 a 40 salários-mínimos, independentemente da fonte de rendimentos. O IPCA é usado pelo Banco Central como medidor oficial da inflação do país. O IPCA serve portanto como referência para verificar se a meta estabelecida para a inflação está sendo cumprida.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica. Indicam que - nos últimos doze meses - a taxa chegou a 7,70%, a mais elevada desde maio de 2005, quando atingiu 8,05%. Em fevereiro de 2014, o IPCA ficou em 0,69%.

No mês o destaque individual foi a gasolina, cujos preços subiram 8,42%. Refletindo aumento nas alíquotas do PIS/Cofins, que entrou em vigor em 1º de fevereiro, a gasolina exerceu um impacto de 0,31 ponto percentual no IPCA do mês, sendo responsável, sozinha, por um quarto do IPCA, ou seja, 25,41%. Sob esta pressão, os gastos com transportes subiram 2,20%, grupo que apresentou o mais elevado impacto no mês: 0,41 pontos percetuais.

Ainda no grupo transportes, houve aumento também nas alíquotas do PIS/Cofins para o óleo diesel, que apresentou alta de 5,32%. Já os preços do etanol subiram 7,19%. Além dos combustíveis (7,95%), outros gastos importantes com transportes também apresentaram elevação: trem (3,10%), automóvel novo (2,88%), ônibus urbano (2,73%), metrô (2,67%), ônibus intermunicipal (1,68%), táxi (1,21%) e conserto de automóvel (1,20%).

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