sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Rui confirma ação contra declarações de Gilmar


Presidente do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão cumpre a promessa e interpela o ministro Gilmar Mendes, que acusou militantes e simpatizantes do PT de terem cometido o crime de lavagem de dinheiro, ao doar recursos para José Genoino e Delúbio Soares; "percebe-se que o interpelado extrapolou os limites da razoabilidade, tentando transformar a corrente de solidariedade em crime de lavagem de dinheiro", diz Falcão; ele afirma ainda que "há real possibilidade de se aferir a prática de crime de calúnia, difamação ou ambos, dependendo do que declarar o interpelado"; leia a íntegra do documento

MP-AM pede a prisão de prefeito acusado de abuso sexual infantil

O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) pediu a prisão preventiva do prefeito de Coari, Adail Pinheiro (PRP), à Justiça amazonense. O prefeito é acusado de, entre outras coisas, abusar sexualmente de meninas e de formação de quadrilha. Além de Pinheiro, o Ministério Público denunciou ao Tribunal de Justiça do Amazonas mais seis pessoas cujas identidades ainda não foram divulgadas – durante entrevista coletiva, hoje, foi confirmado apenas que entre elas há agentes públicos.

Segundo o procurador-geral de Justiça, Francisco Cruz, a prisão preventiva do prefeito e dos outros suspeitos é necessária para “garantir a ordem pública, evitar que novas vítimas sejam molestadas e que testemunhas sejam ameaçadas”.

Peritos vão analisar imagens de TV e roupas do cinegrafista ferido no Rio


As investigações sobre o artefato explosivo que atingiu o cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes, durante a manifestação de quinta-feira (6), no centro da cidade, seguem duas linhas periciais, além dos depoimentos das testemunhas, disse hoje (7) o chefe de Polícia Civil, Fernando Veloso. Santiago está internado, em estado grave, no Hospital Souza Aguiar, aonde chegou com afundamento de crânio e passou por uma cirurgia durante a madrugada.

Os peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli receberão todas as imagens coletadas pela polícia, inclusive as feitas por emissoras de televisão, para tentar elaborar um desenho em que conste o local exato onde estava o cinegrafista e a possível trajetória que o artefato fez antes de atingi-lo.

Cinegrafista ferido em protesto continua internado em estado grave

Permanece em estado grave o cinegrafista Santiago Idílio Andrade, da TV Bandeirantes, que foi atingido nesta quinta-feira (6) por explosivo, durante protesto no centro do Rio de Janeiro. O jornalista chegou em coma ao Hospital Municipal Souza Aguiar, passou por uma cirurgia nesta madrugada e está no centro de terapia intensiva.

De acordo com informações publicadas nas redes sociais do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, a autoria do ataque não foi confirmada. “Mas se sabe que o profissional não tinha equipamentos de segurança que a empresa deveria garantir, como capacete”.

Rio de Janeiro - Protesto contra o aumento da passagem de ônibus. Policiais e manifestantes entraram em confronto dentro da Estação Central do Brasil Fernando Frazão / Agência Brasil
Na noite de ontem, dirigentes do sindicato estiveram no hospital Souza Aguiar, acompanhando o caso. A informação é que ele foi atingido no ouvido e nuca e chegou à unidade com afundamento de crânio. Além de Andrade, mais seis pessoas foram levadas para o hospital depois do protesto contra o aumento da passagem de ônibus de R$ 2,75 para R$ 3.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) emitiu nota ontem repudiando o ataque e confirmou que este é o terceiro jornalista ferido em manifestações em 2014. Em São Paulo, o repórter Sebastião Moreira, da Agência EFE, foi agredido por policiais militares e o freelancer Paulo Alexandre sofreu agressões de guardas civis, em janeiro.

Ministério da Justiça inicia processo para pedir extradição de Pizzolato


O Ministério da Justiça já iniciou o processo para pedir ao governo italiano a extradição do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado na Ação Penal 470, do mensalão. No final da tarde de ontem (6), o ministério protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um aviso da abertura do processo.

Segundo nota divulgada hoje (7) pelo ministério, o objetivo da iniciativa é dar ciência ao Supremo da abertura do prazo de 40 dias para que a Corte “manifeste interesse na instalação da extradição e encaminhe os documentos necessários” para formalização do pedido ao governo da Itália.

Considerado foragido desde novembro do ano passado, Pizzolato foi preso pela polícia Italiana na última quarta-feira (5) em Maranello. Ele fugiu para a Itália em setembro do ano passado e teve o nome incluído na lista de procurados pela Interpol, a polícia internacional, em mais de 190 países.

Pizzolato foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 12 anos e sete meses de prisão, pelos crimes de lavagem de dinheiro, peculato e formação de quadrilha.


Da Agência Brasil

MPF quer manter punição ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra

Marli Moreira - Repórter da Agência Brasil
O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) solicitou que o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) reverta a decisão da Justiça Federal em São Paulo, que impede a punição de Carlos Alberto Brilhante Ustra e Alcides Singillo por considerar prescrito o crime de ocultação de cadáver do estudante de medicina Hirohaki Torigoe, morto no dia 5 de janeiro de 1972. 

O coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, comandante do Destacamento de Operações Internas (DOI-Codi) de São Paulo, no período de 1970 a 1974, e o delegado aposentado Alcides Singillo, que atuou no Departamento de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops-SP), foram denunciados pelo MPF em abril do ano passado e obtiveram, em maio, parecer favorável da juíza Federal titular da 5ª Vara Criminal, Adriana Freisleben de Zanetti.


Para ela, trata-se de um crime permanente. Porém, em janeiro deste ano, o juiz Federal Fernando Américo de Figueiredo Porto, substituto da 5ª Vara Federal Criminal em São Paulo, declarou extinta a punibilidade dos réus. Para o magistrado, o crime de ocultação de cadáver seria instantâneo de efeitos permanentes, e não crime permanente, como defendido pelo MPF.

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