terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Filha do rei da Espanha é acusada novamente por desvio e lavagem de dinheiro


Blog Dag Vulpi – A filha do rei espanhol, Juan Carlos, a infanta Cristina de Bourbon, foi acusada pela Justiça do país de desvio de fundos e lavagem de dinheiro. Ela será ouvida pela Justiça no dia 8 de março. A acusação está no âmbito de uma investigação sobre as atividades do marido de Cristina, Iñaki Urdangarin.

O processo conduzido pelo juiz José Castro foi divulgado hoje (6), em um documento de 227 páginas. Esta é a segunda vez que a infanta é acusada no caso. Em abril de 2013, Cristina foi citada no processo, que foi suspenso depois de um recurso.

Black blocs agora adotam ações solidárias contra críticas de vandalismo

Pela internet, adeptos da tática já fizeram doação de sangue e organizaram ajuda para vítimas de enchentes

Em vez do tradicional Papai Noel, jovens mascarados e vestidos de preto entregando presentes para crianças e distribuindo alimentos para famílias carentes. Foi assim que alguns adeptos da estratégia black bloc passaram a véspera do Natal em São Paulo, na Praça da Sé, região central da cidade. Taxados de violentos, os adeptos da polêmica estratégia de manifestação, que consiste em destruir símbolos do capitalismo e do Estado durante os protestos, têm organizado e apoiado ações solidárias para ajudar as classes menos favorecidas. Consequentemente, parecem tentar romper com as críticas de que são apenas “vândalos”, segundo a professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Esther Solano Gallego.
“Acho muito relevante o assunto das ações sociais. É interessante ver como tentam se posicionar perante a sociedade de outra forma, tirar o estigma de ‘vândalos-depredadores’”, explica a pesquisadora, que foi em inúmeros protestos e entrevistou vários dos adeptos dessa estratégia.
Dario Oliveira/Futura Press
Black blocs entregam presentes na praça da Sé em São Paulo

Dilma defende 'governança internacional representativa'


Em artigo publicado na edição de janeiro da revista francesa L'Humanité Dimanche, presidente afirma que em 2014 participará de três eventos multilaterais que resultarão em significativa contribuição à democratização das relações internacionais; sobre a governança da internet, declarou que "as recentes revelações sobre espionagem eletrônica exigem respostas de toda a comunidade internacional"

Blog do Planalto - A presidenta Dilma Rousseff afirmou, em artigo publicado na edição de janeiro da revista L'Humanité Dimanche, que em 2014 participará de três eventos multilaterais que resultarão em significativa contribuição à democratização das relações internacionais: a IV Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), a Cúpula do BRICS e a Reunião Multissetorial Global sobre o Futuro da Governança da Internet, os dois últimos sediados no Brasil. No artigo, intitulado CELAC, BRICS e Governança da Internet, Dilma defende uma governança internacional representativa e transparente, capaz de dar respostas aos desafios do século XXI.

João Paulo Cunha deve se entregar à PF no início da tarde


Blog Dag Vulpi – Condenado a seis anos e quatro meses de prisão no regime semiaberto, pelos crimes de corrupção e peculado, o deputado e ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) deve se entregar hoje (7), por volta das 12h, à Polícia Federal, em Brasília.

Segundo a assessoria do parlamentar, ele já está na capital federal aguardando apenas ser notificado da prisão. Ontem, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, negou os recursos apresentados pelos advogados de defesa de Cunha, e encerrou Ação Penal 470, o processo do mensalão, para João Paulo.

A decisão vale para as penas de corrupção e peculato, que somam seis anos e quatro meses e para as quais não cabe mais recurso. Para determinar a execução das penas, Barbosa considerou protelatórios os recursos referentes às penas de corrupção passiva e peculato. Pelo crime de lavagem de dinheiro, Cunha recebeu pena de três anos de prisão, mas ainda pode protocolar recurso.

Da Agência Brasil

30 frases clássicas sobre as mulheres


A lista faz um passeio por nacionalidades e épocas e mostra a evolução do tema mulher entre pensadores, escritores, cineastas, reis, filósofos e poetas — do século 15 aos dias atuais. A autenticidade de cada frase foi checada para não incorrer no risco das falsas atribuições em meio a profusão de textos apócrifos e equívocos relativos à autoria. Ao longo da história, opinaram sobre o tema nomes como Dostoiévski, Napoleão Bonaparte, Oscar Wilde, Pirandello, Charles Chaplin, Miguel de Cervantes, Nietzsche, Pablo Picasso, H. L. Mencken, François Truffaut. Irônicos, politicamente incorretos, lascivos ou apaixonados, os aforismos apresentados nesta seleção são, sobretudo, uma homenagem às mulheres, e as verdades contidas neles — boas ou ruins — apenas reforçam a célebre frase de Jean-Jacques Rousseau: “As mulheres constituem a metade mais bela do mundo”.

“Em matéria de mulher, há um tipo cem por cento: desquitada, analisada e com apartamento.”
Luis Fernando Verissimo

15 filmes que são diamantes para o cérebro

Por  - Advogado, crítico de música e literatura.

Recentemente, o jornalista Euler de França Belém, ao elaborar uma lista com sugestões de livros para o Natal, defendeu a tese de que bons livros são, na verdade, “diamantes para o cérebro”. Acredito que essa premissa — com a qual concordo inteiramente — possa ser estendida também para o cinema. Talvez com muito mais razão para o cinema, forma de expressão que, posto que goze de amplo apelo popular, tem perdido progressivamente a pretensão do “fazer artístico”, a privilegiar-se a lógica da produção em escala industrial de blockbusters. Com isso, cada vez mais temos cinéfilos autodeclarados que desprezam a leitura da Pauline Kael (às vezes, nunca ouviram falar dela), mas não hesitam em cultuar bobagens infantis. O resultado é o declínio da inteligência do público que, perdido no meio de tantas referências esparsas, ou simplesmente influenciado por críticos de cinema de pouca credibilidade intelectual, passa a absolver a pobreza narrativa fílmica, entretido com efeitos especiais mirabolantes, muitos dos quais a causar uma sutil, porém agressiva, paralisia cerebral.
Essa introdução serve para justificar a presente lista. Trata-se de uma tentativa de orientar o leitor da Bula — por certo, alguém que preza pelo que há de mais refinado no campo da cultura — no mar de referências cinematográficas. Como sói acontecer, a lista é estritamente pessoal: ela elenca obras que agradam ao meu gosto estético na arte cinematográfica. Basta pensar que, tivesse outro autor assinado a lista, as referências decerto mudariam (talvez ele viesse a público afirmar que “Curtindo a Vida Adoidado”, do diretor John Hughes, é superior aos filmes do Godard, opinião que eu nunca endossaria). A lista também é limitada: são apenas 15 filmes, o que incontornavelmente deixará de fora muitas obras relevantes (inclusive procurei misturar obras canônicas, sempre referidas, a outras mais atuais, como sugestões incomuns ao leitor da Bula). O que importa é que são quinze bons filmes que, da mesma maneira que os bons livros, podem muito bem servir como generosos diamantes para o cérebro.

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