O STF (Supremo Tribunal Federal)
atendeu a um pedido do Banco do Brasil e enviou cópia do processo para a
instituição. Após análise do material o departamento jurídico poderá formular
uma ação para tentar reaver recursos desviados pelo esquema.
De acordo com os autos do mensalão,
R$ 73,8 milhões da cota do banco no Fundo Visanet foram repassadas para o
operador do esquema Marcos Valério. Parte dos recursos, de acordo com o STF,
foram usados para a compra de apoio parlamentar no primeiro governo de Luiz
Inácio Lula da Silva.
A cópia do processo foi enviada ao
Banco do Brasil em três DVDs.
Um pastor evangélico portando uma Bíblia e uma mala cheia de
dinheiro, mala essa que àquela altura ainda tinha o seu conteúdo desconhecido, adentra
num cafofo que está a venda num dos morros pacificados do Rio de Janeiro. Analisando
cômodo por cômodo do imóvel eis que o santo homem chega à sala. Sentadas à
mesa, quatro inocentes velhinhas jogam carteado enquanto saboreiam taças de vinho, fumam suas inocentes cigarrilhas e entre uma talagada e outra sonoras
gargalhadas recordam os tempos em que ainda eram moçoilas, dos amores e
desamores vividos, quando de repente são severamente repreendidas pelo puritano
e volumoso senhor.
- “Isso é coisa do
canhoto, e vocês estão repreendidas em nome do Senhor”. As quatro octogenárias
senhoras não entenderam nada, mas a conduta do gorduroso fez com que elas o
fitassem de imediato, foi quando duas daquelas senhoras, apesar da avançada
idade e do vinho já bebericado naquela adorável tarde não titubeassem em aponta-lo
como sendo o autor de um assalto que elas sofreram há alguns dias. De imediato
o pastor, e agora também acusado de assalto vendo não haver outra alternativa,
disparou:
- “Vocês estão certas
irmãs, mas fui preso e já paguei os meus pecados, e tenho que agradecê-las,
pois foi atrás das grades pagando por meus erros que eu conheci Jesus, e agora
estou aqui para dar-lhes o testemunho”, foi quando instintivamente uma das
quatro senhoras disparou: “O que é isso moço, você está me dizendo que até Ele foi
preso?”.
Criticado por juristas como Celso
Bandeira de Mello e Dalmo Dallari por ter conduzido de forma ilegal e
arbitrária as primeiras prisões da Ação Penal 470, o presidente do Supremo
Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, é resgatado mais uma vez por Veja, que o
transforma em sinônimo da própria lei; é mais um capítulo de uma marcha
perigosa que tenta transformar um herói atual da publicação – que, no passado,
teve registrado seu passado de agressor nas páginas da própria revista – em
plenipotenciário da Justiça no Brasil, nem que, para isso, seja necessário
suprimir direitos e garantias constitucionais.
247 - Há poucos dias,
intelectuais, representantes da sociedade civil e juristas de peso, como Celso
Bandeira de Mello e Dalmo Dallari, assinaram um manifesto contra Joaquim
Barbosa, questionando seu preparo e sua boa fé (leia aqui).
O motivo: na visão dessas pessoas, o presidente do Supremo Tribunal Federal
cometeu ilegalidades ao executar as primeiras penas dos condenados na Ação
Penal 470.
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