segunda-feira, 17 de junho de 2013

Dilma acompanha onda de protestos e diz que manifestações pacíficas são "legítimas"

A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que considera as "manifestações pacíficas legítimas", em meio à onda de protestos nas principais cidades do país.


A ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Helena Chagas, afirmou que "a presidente considera que as manifestações pacíficas são legítimas e são próprias da democracia e que é próprio dos jovens se manifestarem". A mensagem foi transmitida pela ministra a jornalistas no Palácio do Planalto a pedido de Dilma.
A presidente reuniu-se com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para receber um relato sobre o quadro de manifestações no país, segundo a ministra.

Manifestantes atravessam Terceira Ponte em protesto de Vitória

Organização do protesto previa uma passeata até a praça do pedágio.
Vão central da via tem 70 metros de altura e é proibida passagem a pé.


A Terceira Ponte foi bloqueada pelos manifestantes, que seguiram para a casa do governador Renato Casagrande. O grupo saiu da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), na noite desta segunda-feira (17). A via, que tem 70 metros de altura no vão central, liga a capital Vitória até a cidade de Vila Velha. Inicialmente, a organização do protesto previa uma passeata até a praça do pedágio. Durante todo o trajeto, a Polícia Militar apenas observou a ação do grupo. A estimativa é de que mais de 5 mil pessoas tenham aderido ao movimento.
De acordo com os organizadores, o manifesto, que acontece em outras capitais do país, é contra a criminalização dos movimentos sociais, a corrupção, a favor da tarifa zero do transporte público.

Pelo menos duas pessoas são presas durante protesto em Brasília

Prisões foram após manifestantes jogaram água em PMs no Congresso.

Pelo menos duas pessoas foram presas no início da noite desta segunda-feira (17) durante manifestação em Brasília contra os gastos do pais com as copas das Confederações e do Mundo e em apoio aos protesto em São Paulo contra o reajuste das tarifas do transporte público.
A prisão ocorreu depois que parte dos manifestantes entrou em confronto com a Polícia Militar. Os manifestantes jogaram água do espelho d'água do Congresso nos policiais que faziam um cordão de isolamento em frente à rampa que dá acesso ao edifício. Os PMs revidaram com spray de pimenta e golpes de cassetete.

O protesto em Brasílai teve início às 17h. Os manifestantes saíram do Museu da República em direção ao Congresso Nacional. No trajeto, eles chegaram a fechar as seis faixas do Eixo Monumental. Depois de bate-boca e empurra-empurra com policias, os manifestantes liberaram duas faixas da via, para que o trânsito fluísse.
O protesto ocorre simultaneamente em 11 capitais brasileiras. Os manifestantes usam cartazes e faixas e afirmam que pretendem fazer um ato pacífico.

Manifestantes incendeiam carro e picham prédio da Alerj no centro do Rio

A parte dos manifestantes que participaram do protesto hoje (17), no centro da capital fluminense, depois que a passeata chegou à Cinelândia, se deslocou para o Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), na Rua 1º de Março. No local, eles entraram em confronto com policiais militares ao tentar invadir o prédio da Alerj.
Um grupo fez pichações, destruiu cobertura de pontos de ônibus, fachadas de agências bancárias, ateou fogo a um carro e fez uma fogueira e dança em volta do fogo. Policiais do Batalhão de Choque estão posicionados em frente ao prédio da Alerj, que está com as luzes apagadas. Eles chegaram a lançar bombas de gás para dispersar os manifestantes, mas sem sucesso.
A Avenida Rio Branco continua fechada no sentido Cinelândia há mais de duas horas, para evitar que os motoristas tenham seus veículos depredados pelos manifestantes. As Avenidas Almirante Barroso e Presidente Antônio Carlos também permanecem fechadas ao tráfego, além da Rua 1º de Março, em frente à Alerj.

Protesto no Rio em frente a Alerj continua incontrolável


A situação permanece incontrolável no centro do Rio por mais de duas horas após o início dos confrontos entre manifestantes e policiais. Praticamente todas as agências bancárias próximas da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) tiveram vidraças quebradas e foram invadidas. Apesar da violência, a Polícia Militar (PM) evitou intervir diretamente, evitando ficar no em torno do protesto.
Bombas de gás lacrimogênio foram disparadas diversas vezes, mas mesmo assim as ruas foram tomadas por fogueiras feitas pelos manifestantes com latas de lixo e as grades, usadas inicialmente pela PM para isolar a Alerj, foram usadas no protesto para fechar as ruas.

O povo marcado, finalmente, rompe a porteira


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