segunda-feira, 1 de abril de 2013

Adiada reunião de líderes para discutir permanência de pastor na presidência da Comissão de Direitos Humanos

A reunião do Colégio de Líderes da Câmara dos Deputados para discutir a permanência do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) à frente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), marcada para amanhã (2), foi transferida para a próxima semana. O adiamento ocorreu porque o presidente da Casa, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ficará em repouso esta semana devido a uma operação de hérnia abdominal, feita na última quinta-feira (28), em São Paulo.
Depois de o presidente da Casa ter fracassado na tentativa de convencer Feliciano a deixar o cargo, os líderes vão tentar demovê-lo da ideia de permanecer na presidência do colegiado. Na semana passada, as lideranças discutiram a possibilidade de esvaziar a CDHM como forma de pressionar Feliciano a renunciar.
No entanto, como o número de evangélicos na comissão é suficiente para deliberações, os líderes decidiram que vão tentar o diálogo com o pastor para mostrar que ele não tem condições políticas de exercer o cargo. Marco Feliciano é acusado de homofobia e racismo por ter postado em redes socais comentários ofensivos a gays e negros.
Mesmo antes de sua eleição para a presidência da comissão, o parlamentar vem sendo alvo de protestos de grupos defensores dos direitos dos homossexuais, dos negros, artistas e políticos. O pastor pediu desculpas pelos comentários.

Estudantes negros têm maior probabilidade de insucesso na escola, dizem pesquisas


Brasília – Duas pesquisas da Universidade de São Paulo indicam que alunos negros têm maior possibilidade de fracassar na escola do que os brancos. Para os pesquisadores o menor êxito dos negros é resultado de condições socioeconômicas. Contribuem também fatores culturais. Um deles é o preconceito desenvolvido por professores. Pequena parte deles acredita que os alunos negros terão, naturalmente, desempenho pior do que os brancos.
Foto do site: Instituto de Educação
O conjunto de fatores determina que, quando os estudantes chegam ao 6º ano do ensino fundamental, 7% dos alunos brancos tenham mais de dois anos de atraso escolar, e entre os negros, o indicador chega a 14%. Os números são apresentados no artigo Fracasso Escolar e Desigualdade do Ensino Fundamental da pesquisadora Paula Louzano, publicado no relatório De Olho nas Metas de 2012, lançado pelo movimento Todos pela Educação.
O artigo é baseado no questionário socieconômico da Prova Brasil 2011, aplicada nacionalmente e respondido por 2,3 milhões de alunos do 5º ano. Dos alunos que responderam à questão de reprovação ou abandono da escola, um terço havia passado pela situação de insucesso na escola. Desses, 43% se autodeclararam pretos, 34% pardos e 27% brancos, segundo a denominação adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Paula Louzano afirma que os números gerais são alarmantes e o cenário se agrava mais para alguns grupos sociais. “A chance de isso [repetência ou abandono] acontecer não é distribuída igualmente entre grupos. Alguns tem processos mais tortuosos, o que está ligado também ao nível socioeconômico. A desigualdade que marca o Brasil se reproduz no sistema de educação”, diz a pesquisadora.

A CORAGEM DE ASSUMIR SEUS ATOS

Pedro Lobo de Oliveira em foto de Lucas Lacaz Ruiz

“Fomos lá e matamos Charles Chandler com vinte tiros. 
Era o justiçamento de um capitão norte-americano que estava no Brasil pra ensinar tortura e havia cometido crimes horríveis no Vietnã. 
Explodimos o Quartel General do Ibirapuera. 
Invadimos o hospital militar do Cambuci. 
Tomamos dinheiro dos bancos, na marra, é claro. 
Pusemos uma bomba no consulado dos Estados Unidos, outra na Sears. 
Era uma forma de propaganda para nossa luta. 
Só na minha casa tinha um estoque de 480 quilos de dinamite.”

     No último dia 19 de março, Pedro Lobo de Oliveira se apresentou à Comissão da Verdade para fazer um relato de sua atuação na luta contra a ditadura implantada no Brasil a ferro e a fogo a partir de 31 de março de 1964. 

   Em seu depoimento, o ex-sargento — cuja vida está retratada no livro Pedro e os Lobos - Os Anos de Chumbo na trajetória de um guerrilheiro urbano — revelou sua militância no Partidão de Luís Carlos Prestes, no Movimento Nacional Revolucionário e na Vanguarda Popular Revolucionária, organização clandestina que abrigou o Capitão Carlos Lamarca.

   Por fim, Pedro contou como foi preso, barbaramente torturado e, depois de cumprir ano e meio de cadeia, banido para a Argélia na troca por um embaixador. (conheça a vida de Pedro em detalhes acessando www.osanosdechumbo.blogspot.com.br).

    “Fiz minha obrigação como brasileiro", diz o ex-guerrilheiro. "Narrei para a Comissão toda a participação que tive na luta contra os militares, porque foram ações em defesa da pátria e eu me orgulho delas". 

    Resta agora saber se os algozes do ex-sargento, e todos aqueles que, a serviço do Estado, prenderam, torturaram, mataram e sumiram com centenas de presos políticos, terão a coragem de fazer o mesmo.

    Só assim, vamos poder virar de vez a página deste que foi um dos períodos mais conturbados de nossa História.

    Se você quiser conhecer a fundo os Anos de Chumbo, narrados sempre pela ótica da guerrilha, e saber de todas as dezenas de ações que Pedro Lobo e seus companheiros de armas fizeram, compre o livro Pedro e os Lobos com 20% de desconto pelo e-mail:
laque@ibest.com.br.  

Via blog do Laque

Comer chocolate com moderação faz bem à saúde


Período de maior consumo de chocolate no país, a Páscoa é para muitos sinônimo de excessos. Chocólatra assumida, Milena Roças da Silva, come o doce todos os dias. “Pelo menos um bombonzinho”, contou. “Evito comer outras coisas para ter essa dose diária de chocolate”, disse, ciente que não é aconselhado em uma dieta saudável. Entretanto, o chocolate pode fazer muito bem e, inclusive, pode ser ingerido todos os dias se tiver pelo menos 70% de cacau, segundo o nutrólogo Mohamad Barakat.
“Dentro do cacau existem elementos, chamados polifenóis, que são fundamentais para estabilizar a membrana de todas as células. São poderosíssimos antioxidantes, corrigem os radicais livres que danificam os tecidos. O chocolate com 70% de cacau, o amargo, tem quase o triplo de polifenóis que o chocolate ao leite”, explicou o médico. Barakat informou que a maioria dos chocolates ao leite têm menos de 10% de cacau.

Outro conselho para uma Páscoa sem culpas é a moderação. “Indico ao meus pacientes 30 gramas diárias de chocolate para proteção cardíaca e para gerar saciedade", disse.
Comer em doses pequenas para Milena é um conselho que dá para seguir, já o chocolate amargo: “Já experimentei. É ruim, é forte. Não consigo comer esse, não”.
O nutrólogo admitiu que o gosto do chocolate amargo não agrada a todos. “Um exercício que dou aos meus pacientes que não estão habituados ao chocolate amargo, mas querem mudar seu estilo [de vida], é que comam todos os dias um pedacinho de chocolate amargo misturado com uma uva passa, um damasco, uma castanha e vão comendo, misturando cada um deles, adocicando”, orientou. “Ao habituar o cérebro e as papilas a esse sabor, passamos a ter prazer”.
Barakat lembrou que o cacau também tem cafeína, tiramina e teobromina, estimulantes que melhoram o funcionamento do cérebro, aprimorando o raciocínio.
Agência Brasil

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