quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Ondas de cinco metros afundam barcos em Fernando de Noronha


Ondas de cinco metros de altura atingiram o arquipélago de Fernando de Noronha, em Pernambuco, na madrugada de hoje (16). Com as enormes ondas, cinco embarcações afundaram e o Porto de Santo Antônio foi danificado. De acordo com a Capitania dos Portos de Pernambuco, não há vítimas, mas o arquipélago está sendo monitorado por uma equipe de inspeção naval.


A Marinha informou que as ondas foram provocadas por um fenômeno denominado swell, gerado pela propagação da energia de tempestades oceânicas. O fenômeno pode se repetir e, por precaução, a Marinha está mandando para Fernando de Noronha o navio-patrulha Goiana para apoiar o resgate de embarcações à deriva. O navio chegará ao arquipélago amanhã (17) pela manhã. As informações são da Agência Brasil

No Porto de Santo Antônio, as ondas danificaram a escada do píer, a boia de sinalização e alguns barcos que estavam na areia da praia. Entre os barcos que naufragaram, dois eram de pesca e três de passageiros: J. Pelassa (7,9 metros de comprimento), Mardamonia (11,20 metros) e Juca II (6,1 metros). Mais quatro embarcações ficaram à deriva, e já foram resgatadas.

Fernando de Noronha, considerado um paraíso turístico, foi um território federal até 1988. Atualmente, pertence ao estado de Pernambuco. É formado por 21 pequenas ilhas que ocupam uma área de 26 quilômetros quadrados (km²). A ilha principal tem 17 km²e se situa a 545 quilômetros da capital do estado, Recife.

Funpresp é solução para futuro da Previdência, diz ministro


O déficit da Previdência ficará dentro do esperado em 2013, disse hoje (16) o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho. Segundo o ministro, o início da operação da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo (Funpresp) ajudará a mitigar o problema recorrente do déficit previdenciário.

"O Funpresp é solução para o futuro da Previdência.  Sem o Funpresp, a previdência pública no Brasil  não teria condições de enfrentar os dias futuros. Seria pior do que o que está acontecendo na Europa", disse o ministro. Garibaldi deu as declarações ao chegar para uma reunião no Ministério do Turismo.

O Funpresp começa a funcionar em 1° de fevereiro e irá administrar planos de benefícios previdenciários para complementação de aposentadorias e pensões concedidas pelo regime de Previdência da União a novos servidores federais. A fundação terá o aporte inicial de R$ 50 milhões e autonomia administrativa e financeira. As informações são da Agência Brasil


Temer diz que governo está avaliando aumento no preço da gasolina e do diesel


O vice-presidente da República, Michel Temer, reconheceu hoje (16) que o governo está avaliando a possibilidade de aumento de preço da gasolina e do diesel. “Estamos examinando, estudando”, disse hoje a jornalistas.


Minutos antes da declaração, Temer estava reunido com a presidenta da Petrobras, Graça Foster. Questionada sobre o aumento, Graça disse que não comentaria o assunto.

No fim do ano passado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo aumentaria o preço dos combustíveis "no momento certo". Na ocasião, Mantega negou que houvesse demanda da Petrobras para que o reajuste fosse de até 15%.

Temer e Graça Foster conversaram sobre os fluxos de comércio de gás do Brasil com outros países. Ao deixar a reunião, a presidenta da Petrobras disse que não há risco de desabastecimento de gás no país. O gás é utilizado, por exemplo, para alimentar as usinas térmicas, que são ligadas para complementar o sistema elétrico quando os níveis dos reservatórios das hidrelétricas estão baixos, como acontece neste início de ano. 

Ministério da Educação estuda oferecer na internet vídeos com aulas de universidades


Brasília – O Ministério da Educação estuda disponibilizar na internet vídeos com palestras e aulas de universidades públicas federais. O projeto, chamado Universidade Livre, visa distribuir o conteúdo ao público em geral. A expectativa é que comece a funcionar ainda no primeiro semestre deste ano, de acordo com ministro da Educação, Aloizio Mercadante.
“Desta forma, você poderá assistir a aula de qualquer professor em qualquer universidade do Brasil. Se quer um tema específico, entra lá e assiste a palestra. Serve para complementar o curso que está fazendo e isso vai multiplicar a capacidade pedagógica de aprendizagem. A iniciativa não substitui a universidade, não substitui a certificação que é o diploma, mas ajuda a reforçar o processo de aprendizagem”, explicou o ministro. As informações são  da Agência Brasil
Mercadante explicou que as universidades terão autonomia para decidir se querem participar do projeto. O assunto, segundo ele, já foi discutido com reitores e foi recebido com “simpatia”.
O ministério promoveu hoje seminário sobre educação digital, que teve a participação do professor norte-americano Salman Khan, autor de mais de 3,8 mil videoaulas na internet, com 200 milhões de acessos. No evento, Khan defendeu o uso da educação digital como forma de democratizar o acesso ao ensino de qualidade. “O conteúdo ao qual o filho dos mais ricos tem acesso pode ser dado aos menos servidos de educação. Queremos tornar a educação, não em algo escasso, mas em um direito humano que todas as pessoas possam ter”, disse.

Graduado pelo renomado Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT, sigla em inglês) e com MBA pela Universidade de Harvard, Khan trabalhou no mercado financeiro antes de se tornar conhecido no mundo virtual por postar aulas sobre matemática, física, biologia, química e outras disciplinas, o que o levou a criar uma organização acadêmica. Na avaliação de Khan, ferramentas tecnológicas otimizam o tempo dos professores e contribuem para ampliar o contato entre aluno e professor e estimulam o aprendizado individualizado.

Cerca de 400 aulas do professor foram traduzidas para o português pela Fundação Lemann, organização sem fins lucrativos. O material deverá integrar o conteúdo dos tablets a serem distribuídos, este ano, pelo Ministério da Educação (MEC) aos professores do ensino médio, informou Mercadante. As aulas podem ser acessadas gratuitamente na internet.

“É mais uma opção que o professor tem para ver boas aulas, práticas didáticas exitosas e isso vai enriquecer o repertório dele. Se o professor e a rede municipal ou estadual tiverem interesse de utilizar de uma forma mais intensa, o MEC está disposto a apoiar, não só essa plataforma, mas outras similares”, explicou o ministro.

Eleição de deputado e vereador pode passar a ser majoritária


A adoção do voto majoritário para a eleição de vereadores e deputados distritais, estaduais e federais é tema de proposta pronta para exame em Plenário. Se a PEC 54/07 for aprovada, as vagas nas casas legislativas passarão a ser ocupadas pelos candidatos com maior quantidade absoluta de votos, como nas eleições para cargos no Executivo e para senadores.
Dornelles: candidatos inexpressivos se  
elegem “na esteira” dos bons de voto
Atualmente, o sistema utilizado é o do voto proporcional, em que as vagas são distribuídas de acordo com a votação obtida por cada partido ou coligação no confronto com o total de votos válidos.
A PEC foi apresentada por Francisco Dornelles (PP-RJ), com o apoio de 29 colegas e foi aprovada pela CCJ em maio de 2010. O senador argumentou que o voto majoritário evitará situações que ele considera “paradoxais”. Hoje, um ­candidato com poucos votos pode ser eleito devido à forte votação de um companheiro de legenda, enquanto outro muito votado pode não se eleger se a votação global do partido tiver sido muito fraca.
Insatisfação
No relatório, o ex-senador César Borges argumenta que o sistema proporcional tem sido motivo de insatisfação crescente. Segundo ele, o eleitor “não entende e ­desconfia” de um sistema que exclui ­candidatos representativos nas suas comunidades, elegendo outros com pouca votação e “méritos próprios”, ­beneficiados pelo coeficiente partidário.
A PEC deverá passar por dois turnos de discussão e votação em Plenário. Se aprovada, seguirá para a Câmara dos Deputados. - Via Jornal do Senado

Economia fraca já afeta mercado de trabalho


Em 2012, a concorrência por vagas foi mais acirrada e os salários subiram em ritmo menor, mostram novos indicadores Catho-Fipe

Existe apenas um termômetro para medir a temperatura do mercado de trabalho? 


A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE traz, todos os meses, informações sobre a oferta de mão de obra. E se o outro lado, o das vagas disponíveis (ou seja, a demanda das empresas), for analisado? Nesse caso, a conclusão é que a situação do emprego no País segue favorável, mas não vive seu melhor momento como sugerem as últimas taxas de desocupação. É um sinal de que a economia fraca já afeta o ritmo das contratações.

Esse é o resumo de três novos indicadores do mercado de trabalho, que a Fipe e o site de currículos Catho lançam nesta quarta-feira, 16. "Quando você analisa qualquer mercado, é importante ter informação dos dois lados, o lado da oferta e o da demanda. No caso do mercado de trabalho, até hoje a gente não tinha muita informação sobre a demanda", diz Eduardo Zylberstajn, coordenador do trabalho.

Uma das maneiras de analisar a demanda no mercado de trabalho que Zylberstajn cita é o índice Catho-Fipe de Vagas por Candidato (IVC). Quanto maior esse indicador, mais favorável o mercado está para o trabalhador. Em 2012, ele fechou com uma média de 0,75, ou seja, 0,75 vaga por candidato, resultado pior que em 2011 (0,77) e 2010 (0,95). Assim, é possível estimar que a concorrência por uma colocação foi mais acirrada em 2012 que nos dois anos anteriores. "Com o IVC, a gente consegue saber que a relação candidato/vaga não está no pico. Nessa análise, não é o melhor momento para o mercado dos últimos 10 anos (como mostra a taxa de desemprego)", afirma.

Em dezembro, porém, o IVC já dá sinais de uma melhora (ficou em 1,08). Desconsiderando os efeitos sazonais, o dado representa uma alta de 6% ante novembro e de 20% em relação a dezembro de 2011. "Em 2010, no pico de atividade da economia, esse indicador estava bem alto e desde então vem caindo. A partir do segunda metade de 2012, contudo, já há algum sinal de recuperação", afirma Zylberstajn.

Salários
Outro índice, o de Salários Ofertados, também ajuda a acompanhar esse momento do emprego. Nos últimos três anos, os salários ofertados cresceram em ritmo menor que os de fato contratados (média de 20,5% contra 33,6%, com dados até novembro de 2012).

Mas isso é uma tendência que está mudando. De novembro de 2011 a mesmo mês do ano passado, por exemplo, o salário oferecido pelas empresas subiu 14,1%, enquanto o de contração avançou menos: 13,7%. Assim, é possível dizer que o mercado não está tão aquecido como se supõe, o que diminui o poder de barganha do trabalhador.

O indicador compara a evolução dos salários oferecidos com a evolução dos salários efetivamente contratados, disponíveis nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Desemprego
A Fipe também vai calcular a partir de agora uma espécie de prévia da taxa de desemprego, embora a sua metodologia seja diferente da usada do IBGE.

A base de dados é prioritariamente composta por informações colhidas na internet. Uma das fontes são as buscas do Google. Um crescimento súbito na procura pelo termo seguro-desemprego, por exemplo, é indicativo de que as empresas estão demitindo. É um tipo de método batizado de "nowcasting" (em tradução livre, "prevendo o presente"), já usado no exterior para identificar tendências tão distintas como novos focos de gripe suína ou áreas onde há risco de calote nas hipotecas imobiliárias.

Além disso, a Fipe utiliza os dados do site Catho, que conta com 300 mil currículos e 300 mil vagas, e traz informações sobre vagas, candidatos e contratações.

Para o mês de dezembro de 2012, a Fipe estima que a taxa calculada pelo IBGE fique em 4,4% - se confirmado, será o menor nível de desocupação da série histórica do indicador. Como não é a taxa oficial, recebeu o nome de taxa de desemprego antecipada. Ela será divulgada todo último dia do mês, antes do índice do IBGE. "Em momentos de crise, por exemplo, será possível saber com mais antecedência como o mercado de trabalho está reagindo", afirma.
Via Estadão.com.br

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