domingo, 13 de janeiro de 2013

Gaspari vê Don Corleone no comando do PT


E a prova da retórica mafiosa seria o recado enviado pelo deputado André Vargas (PT-PR) ao ex governador gaúcho Olívio Dutra
Don Vito Corleone dá as cartas no PT? Segundo Elio Gaspari, sim. E a evidência seria a reação de André Vargas (PT-PR) ao pedido de Olívio Dutra, ex-governador gaúcho, para que José Genoino (PT-SP) não tomasse posse como deputado federal. Leia abaixo:

Don Corleone orienta o comissariado
Num momento luminoso para o PT, o companheiro Olívio Dutra, fundador do partido, ex-prefeito de Porto Alegre e ex-governador do Rio Grande do Sul, disse ao deputado José Genoino: “Eu acho que tu deverias pensar na tua biografia, na trajetória que tens dentro do partido. Eu acho que tu deverias renunciar. Mas é a minha opinião pessoal, a decisão é tua. Não tenho porque furungar nisso.”
Dias depois o comissário André Vargas, secretário de Comunicação do partido, disse que Olívio fora “pouco compreensivo”. E mostrou a faca: “Quando ele passou pelos problemas da CPI do Jogo do Bicho, teve a compreensão de todo mundo. (...) Ele já passou por muitos problemas, né?”
Engano. Durante o governo de Olívio Dutra, o PT gaúcho foi apanhado numa maracutaia, mas ele nunca foi acusado de envolvimento direto no caso. Processo judicial, nem pensar. Genoino e seu colegas foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal.
Olívio Dutra é de um tempo em que petistas rachavam apartamento em Brasília (seu parceiro era Lula). Quando deixou a prefeitura voltou a ser um bancário. Com seus bigodes e uma bolsa tétrica, anda de ônibus. Passou por problemas, mas nunca passou pelas soluções dos comissários de hoje.
A resposta do André Vargas indica que no PT 2.0, uma pessoa com a biografia de Olívio é um estorvo, tornando-se necessário colocá-lo ao alcance de qualquer suspeita.
Via 247 

Guru de Aécio, Malan ataca economia de Dilma


Aos poucos, o time aecista começa a entrar em campo. Neste domingo, o ex-ministro Pedro Malan critica duramente as regras para o setor energético e questiona se haverá investimentos futuros na geração com as novas regras e a redução das tarifas em 20%. Em seguida, ele ataca também o PT. "Vimos, recentemente, a tentativa de um partido de se apropriar do monopólio da ética na política. Deu no que deu", afirma



O time econômico do senador mineiro Aécio Neves começa, aos poucos, a ensaiar seu discurso. Neste domingo, o ex-ministro Pedro Malan, um dos conselheiros do time aecista, critica duramente o modelo econômico do governo Dilma. Ele questiona especificamente as regras do setor elétrico, que inibiriam investimentos futuros, e a suposta ineficiência da Petrobras – segundo ele, a única empresa do mundo que perde dinheiro quando vende gasolina. Malan também questiona o maniqueísmo do debate público e a divisão dos analistas em escolas de pensamento que, diz ele, perderam o sentido. Leia abaixo seu artigo originalmente publicado no Estado de S. Paulo:
O tempo dirá. Ou não 

PEDRO S. MALAN
Coincidência ou não, vale o simbolismo: o governo federal escolheu dois 7 de Setembro (2009 e 2012), dias de nossa Independência, para anunciar mudanças importantes nos regimes de concessão nas áreas de petróleo e energia elétrica.

No caso do petróleo, como notei em artigo anterior, "deixemos de lado uma pergunta fundamental: era mesmo preciso mudar totalmente a Lei do Petróleo de 1997 apenas para aumentar a fatia do governo no pré-sal?". (Algo que o regime de concessões, adaptado já permitiria, dizem especialistas, por meio de aumento da "participação especial"para os novos campos.) Mas a questão relevante, após a controvertida decisão da mudança de regime, passou a ser a viabilização dos investimentos para a empreitada, principalmente com a Petrobrás tendo de assumir a posição de operadora, com pelo menos 30% de todos os campos do pré-sal a serem explorados.

Opiniões à parte, são fatos que a mudança de regime atrasou o processo, que há quatro anos não há licitações de nenhuma área e que a Petrobrás, como notou Adriano Pires, é a única grande empresa do mundo que, apesar do petróleo a mais de US$ 100 o barril, perde dinheiro quando vende gasolina (cujo consumo aumentou 60% de 2008 a 2012), porque paga mais caro pela gasolina que importa do que recebe pela gasolina que vende, já que seus preços estão controlados por decisão do acionista majoritário. E isso certamente afetou a sua capacidade de investimento. Investimentos que passariam de US$ 174 bilhões (2009-2013) para US$ 225 bilhões (2010-2014 e 2011-2015) para US$ 236 bilhões (2012-2016). Haja Tesouro.
No dia 7 de setembro de 2012, a presidente Dilma Rousseff anunciou mudanças na legislação sobre o setor elétrico. O governo federal temo direito, estabelecido em lei, de renovar ou não as concessões de geradoras de energia quando os seus contratos terminarem. Era sabido que vários contratos de concessão importantes expiravam em 2015-2017. O governo, buscando o objetivo meritório de reduzir o custo de energia, decidiu propor a renovação antecipada (para 2013) das concessões às empresas de geração e de transmissão que aceitassem reduzir desde logo (2013) as tarifas aos níveis desejados pelo próprio governo.

De novo a questão fundamental, como no caso do petróleo, é: as novas regras contribuirão ou não para aumentar o grau de confiança dos investidores no setor de geração de energia? Em particular, e para usar outras palavras, as novas tarifas (20% mais baixas), tal como estabelecido, permitem às empresas cobrir os seus custos de operação e manutenção - além de efetivar os investimentos necessários à expansão de seus negócios? Há quem diga que sim. Há quem diga que o governo federal terá, cedo ou tarde, de capitalizar as geradoras da Eletrobrás, que seguiu a orientação de seus acionistas controladores de reduzir em mais de 20% a sua receita. E há novos riscos. Haja Tesouro...

Os casos do petróleo e da energia elétrica não são isolados. Problemas assemelhados existem em outras áreas, como portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, trens-bala, saneamento, abastecimento de água. O papel do Estado e o do setor privado continuam sendo tema de infindável controvérsia na própria sociedade e, certamente, no âmbito do próprio governo, no qual convivem diferentes posições sobre o tema. Que contribuem, talvez, para confirmar o chiste de Luís da Câmara Cascudo: "O Brasil não tem problemas, apenas soluções adiadas".

Em momentos como este, é fundamental um esforço para melhorar a qualidade do debate público. Apenas quatro observações a esse respeito.

Primeiro, não deveria existir uma política macroeconômica de esquerda, progressista e desenvolvimentista, à qual se contraporia uma política macroeconômica de direita, monetarista, conservadora e "neoliberal". Na verdade, em cada contexto há um espectro de políticas macro mais ou menos adequadas do ponto de vista de sua consistência intertemporal. E um legítimo debate profissional sobre o grau de responsabilidade, de coerência e de credibilidade de uma dada política.

Segundo, não deveria existir, a meu juízo, quando se está discutindo, de boa-fé, na prática, a eficácia de uma política pública específica numa área definida, seja educação, saúde ou segurança, uma posição de esquerda, ou progressista, ou desenvolvimentista em oposição maniqueísta a uma outra posição de direita, ou fiscalista, ou "neoliberal".

Terceiro, há claros limites para a expansão acelerada dos gastos governamentais, ainda quando justificáveis como fundamentais para reduzir injustiças sociais e mitigar efeitos cíclicos de crises econômicas. Como escreveu Luiz Felipe de Alencastro, "a idéia de que se pode alcançar a justiça social às custas das ações do Estado chegou ao limite. É preciso buscar novos caminhos e mobilizar a sociedade em um ambiente onde também atuem mecanismos de mercado".

Quarto, é desonestidade intelectual, além de falta de ética no debate público, imputar a indivíduos, e a supostas escolas de pensamento a que pertenceriam, o descaso com o desenvolvimento econômico e a inclusão social, porque essa "preocupação" teria sido já apropriada e transformada em monopólio de autointitulados "social-desenvolvimentistas". Vimos, recentemente, a tentativa de um partido de se apropriar do monopólio da ética na política. Deu no que deu. O enfrentamento dos difíceis desafios à frente seria mais efetivo se pudéssemos perder menos tempo, talento e energia com falsos dilemas, dicotomias simplórias, diálogos de surdos, pregações dirigidas aos já convertidos e rotulagens destituídas de sentido, exceto para militantes ansiosos por palavras de ordem.
O Brasil merece algo melhor em termos de qualidade de debate público. E acho que, apesar das tentativas em contrário, estamos avançando. As informações são do 247

Espírito Santo registrou 464 transplantes de órgãos e tecidos em 2012


saude  Transplantes Espírito Santo registrou 464 transplantes de órgãos e tecidos em 2012Espírito Santo registrou 464 transplantes de órgãos e tecidos em 2012, um aumento de 11% em relação a 2011, quando foram contabilizados 416 procedimentos. O destaque ficou para o transplante de rim: houve aumento de 46,5% – no número de procedimentos de doador cadáver, recorde dos últimos 10 anos – e de 20% de doador vivo.
Os transplantes de fígado também cresceram em um ano, chegando a 55%. Foram realizados também sete transplantes de coração e oito de ossos. Já as córneas registraram pequena redução em relação ao número de transplantes do ano passado. Isso porque as doações foram maiores do que o quantitativo de pessoas que necessitavam de transplante e a fila de espera foi zerada.
“Temos uma demanda de, no máximo, 20 transplantes de córneas por mês no Espírito Santo, enquanto recebemos uma média de 25 doações. Por isso, no ano passado, enviamos 64 córneas para outros estados”, explica a coordenadora da Central de Captação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Rosemery Erlacher.

As notificações de óbito por morte encefálica, que possibilitam captação de múltiplos órgãos, cresceram 17%. Segundo Rosemery, para aumentar o número de doações, um trabalho de reestruturação e fortalecimento das Comissões Intra-Hospitalares de Doação (CIHDOTTs) vem sendo feito no Estado, com visitas aos hospitais e cursos de capacitação.

Com o objetivo de contribuir para o aumento do número de identificação e notificação de potenciais doadores, 617 profissionais foram capacitados. Durante o ano, ocorreram dois cursos de coordenadores das CIHDOTTs e um terceiro, voltado para médicos intensivistas que atuam nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs).

Além da capacitação das equipes dos hospitais, a coordenadora destaca a importância de manifestar o desejo de doar os órgãos ainda em vida, conversando com os familiares, já que são eles que autorizam a doação de órgãos e tecidos. “É importante conversar com a família sobre o desejo de ser um doador, facilitando assim o processo de doação”, ressalta.

Novidades para 2013
Neste ano, o acesso a transplantes de rim/pâncreas conjugado e ossos será ampliado com o credenciamento de hospitais para esses serviços. Há expectativa de o Estado também começar a realizar transplante de pulmão.
– Transplante de pulmão: a capacitação profissional de toda a equipe cirúrgica do Hospital Meridional já começou. Ainda não há data para iniciar as atividades.
– Transplante de Ossos: Hospital Meridional já habilitado, aguardando início das atividades. Obs: Atualmente, o Hospital Evangélico já realiza esta atividade.
–Transplante de Rim/Pâncreas conjugado: Hospital Meridional já habilitado.
– Transplante de Pâncreas Isolado: hospital Vitória Apart está credenciado, mas por enquanto está com os serviços de transplantes suspensos.

Mais ações
– Para o segundo semestre deste ano, está prevista a implantação de duas equipes de Organização de Procura de Órgãos (centro-norte e centro-sul do Estado) para cuidar de toda a logística e procedimentos dando apoio aos hospitais notificadores.
– Lançamento da Cartilha Técnica de Doação de órgãos, para profissionais de saúde. Prevista para setembro, durante a Semana do Doador de Órgãos.

Os números

Procedimentos20112012%
Transplantes de Córneas292287-2%
Transplantes de Rim/Cadáver588546,5
Transplantes de Rim/Vivo242920
Transplantes de Fígado223455
Transplante de Coração37133
Transplante de Osso-8800
Medula Óssea Autólogo1714-18
Total41646411

Total de transplantes ano a ano:

2012 – 464
2011 – 416
2010 – 306
2009 – 261
2008 – 234

Lista de espera (até 08 de janeiro 2012)

Órgão/tecidoAtivos
Córnea1
Coração4
Fígado22
Rim880
Total907

  Disponibilização de órgãos para outros estados
Órgão/TecidoQuantidade
Córnea64
Rim12
Fígado8
Total84
(ESHOJE)

Servidor da Câmara de Vitória terá que ter ficha limpa


capixaba politica  fabricio gandini na camara dayana souza 6 Servidor da Câmara de Vitória terá que ter ficha limpa Os servidores da Câmara Municipal de Vitória terão trinta dias, contado desta sexta-feira (11), para apresentar documentação que comprove a probidade para que possa ser nomeado para o cargo ou função. O ato não abrange aos servidores que prestam serviço por meio de terceirização, pois quem responde pelos funcionários é a empresa contratada por meio de licitação.
Os documentos necessários para assumir o cargo são certidões negativas da Justiça Federal, Eleitoral, Estadual e Militar. Serão penalizados aqueles servidores que apresentarem problema com a justiça no prazo de cinco anos que antecedem a posse.
De acordo com o ato, após o prazo de trinta dias a Câmara fará o recadastramento dos servidores exigindo a documentação. A não apresentação dos mesmos pode gerar exoneração do cargo e dispensa do servidor que estiver envolvido em: crimes contra a administração pública, hediondos, formação de quadrilha ou bando, crimes eleitorais que privem a liberdade, lavagem de dinheiro e bens, abuso de autoridade resultante em perda de cargo e trafico de drogas ou entorpecentes.
A medida, segundo o presidente da Casa, Fabrício Gandini (PPS), é um modo de fazer com que a população enxergue a Câmara de maneira compromissada com a fiscalização. “Importante baixar um ato como esse. É um sinal que o servidor público tem que está compromissado com o que faz”, declarou.
Departamento de fiscalização
Segundo Gandini, a próxima ação do Legislativo municipal será a criação do Departamento de Fiscalização. O projeto já este em discussão entre os vereadores e será apresentada para a sociedade civil no mês de fevereiro. “O papel de fiscalizar da Casa é frágil, o objetivo é intensificar a fiscalização na educação e na saúde”, explicou.
O presidente disse ainda que será realizado um concurso público destinado para o Departamento, para que as atividades não se tornem partidárias ou descontinuadas com a troca de mandato. “Serão criadas 14 vagas para o concurso que acontecerá ainda este ano”, anunciou.
Posse
Luiz Paulo Amorim (PSB) tomou posse na tarde desta sexta-feira (11). O socialista entrou na vaga de Max da Mata (PSD), que assumiu a pasta de Transportes em Vitória. “Farei base individual. O que o prefeito fizer de bom para o município faremos coro”, declarou Amorim. (ESHOJE)

Cúpula tucana fecha com Aécio e tira poder de Serra


Na construção da candidatura do presidenciável Aécio Neves, o comando do PSDB emplacará o senador mineiro como novo presidente do partido ao mesmo tempo em que deve minimizar o espaço do ex-governador José Serra na nova direção partidária e aumentar a participação do governador Geraldo Alckmin (SP).
Em maio, o PSDB elege a nova Executiva. Hoje, a maior parte da direção está fechada com a candidatura de Aécio à Presidência da República, projeto que tem o apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do presidente do partido, Sérgio Guerra — em dezembro, os dois lançaram o senador como pré-candidato ao Palácio do Planalto.
O espaço na Executiva é visto como fundamental para o grupo serrista, que voltou a colocar na pauta a discussão sobre prévias para escolher o presidenciável.
O ex-governador Alberto Goldman comentou as missões do PSDB em seu blog na semana passada, quando aliados de Serra disseram que ele deixaria o partido por estar isolado.
— Neste ano, o PSDB tem duas tarefas essenciais pela frente: renovar a sua Executiva Nacional, usando os seus melhores quadros e garantindo que todos se sintam representados e organizar sua proposta política.
Parte da direção viu na manifestação do ex-governador uma tentativa de valorização diante das negociações sobre a nova Executiva.
Os tucanos defensores do projeto Aécio avaliam que o comando do maior partido de oposição é um passo imprescindível no caminho ao Planalto.
A princípio, Aécio tentou resistir à indicação por avaliar que a função causaria desgaste, inclusive com potenciais partidos aliados. Articulou até plano alternativo que envolvia outros nomes. Mas Guerra e FHC já haviam abraçado a tese.
No final de 2012, em jantar com integrantes da bancada de deputados, o mineiro ouviu o pedido para que assumisse o comando o partido, como forma de mostrar real comprometimento com o projeto - volta e meia a disposição dele de se candidatar é questionada por tucanos.
Neste mês, Aécio se encontrará com Alckmin, FHC e Serra para discutir a nova Executiva. Além da presidência do PSDB, estarão em jogo outros três cargos: a vice-presidência, a secretaria-geral e a presidência do Instituto Teotônio Vilela (ITV), centro de pesquisas e estudos do partido, com orçamento próprio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. As informações são do R7


Zé Dirceu ataca tese do “domínio do fato” e diz que todos correm risco


Tendo em vista a tradição do Judiciário, a aceitação da tese da PGR, na AP 470, da teoria do “domínio do fato” foi um casuísmo contra o PT e os partidos da base de apoio a Lula e Dilma? 

José Dirceu: Não se trata de casuísmo, mas sim o recurso que o Supremo encontrou para me condenar mesmo sem provas. A teoria do domínio do fato exige que se prove a culpa do mandante. Esta tese jamais poderia ser aplicada contra mim, nenhuma prova foi apresentada em meu desfavor, dezenas de testemunhos estão juntados no processo, atestando minha inocência. 

O poder que procuradores e magistrados passam a ter com a tese do “domínio do fato” pode ser acusado de arbitrário? 

José Dirceu: A mesma injustiça poderá ser cometida contra qualquer cidadão Brasil afora. O exemplo do uso de uma teoria estrangeira para suprir a falta de provas poderá atingir outras pessoas inocentes, o que é muito preocupante. 

Em uma nota em seu blog, o senhor desenvolve a tese de que a sua condenação seria um ataque às prerrogativas do direito de defesa. Por que, tendo em vista esta preocupação, a sociedade organizada em geral não tem mostrado a mesma preocupação?

José Dirceu: Não há dúvidas de que o julgamento da Ação Penal 470 flexibilizou garantias fundamentais da Constituição e comprometeu nosso direito de defesa.

Mas a sociedade não está quieta e há meses já se manifesta contra as decisões do STF.

A prova disso é que em setembro, quando ficou claro o ritmo de condenações no STF, mais de 300 formadores de opinião, entre intelectuais, artistas, acadêmicos e lideranças sociais e políticas, publicaram manifesto preocupados com a espetacularização do julgamento, promovido pelos grandes veículos de comunicação. 

Também alertaram para o risco de se exigir e alcançar condenações por uma exemplaridade falsa e forçada. Os abaixo assinados repudiavam ainda o linchamento público e defendiam a presunção de inocência. 

Em poucos dias, mais de 4 mil pessoas assinaram o manifesto em todo o país, porém a notícia passou longe da grande imprensa. 
De lá pra cá, cresce a cada dia o número de artigos de juristas e professores de Direito preocupados com o rumo que o Supremo tomou, quebrando jurisprudências, aplicando indevidamente teorias como a do domínio do fato e elevando o tom político, o que demonstra cada vez que se trata de um julgamento de exceção. As informações são da revista Ampliar.

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