quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

PORTARIA REAJUSTA CONTRAPARTIDA DO GOVERNO NOS PLANOS DE SAÚDE DOS SERVIDORES


Tabela é ampliada para 10 faixas, com valores entre R$ 82 e R$ 167, conforme a idade e a renda

A partir de 1º de janeiro, será reajustado o valor pago pelo governo federal como reembolso nos planos de saúde dos servidores públicos federais e seus dependentes. De acordo com a Portaria 625, publicada no Diário Oficial da União de 24/12, os valores per capita no custeio da assistência à saúde suplementar ficarão entre R$ 82,83 e R$ 167,70.

A variação se dá conforme a idade e a remuneração do servidor, ou seja, quanto mais elevada a faixa etária e menor a renda, maior é a contrapartida da União. Assim, a maior contribuição do governo é destinada os servidores (ou dependentes) na faixa com 59 anos ou mais e com remuneração até R$ 1.499. Já os mais jovens e com maior renda receberão menos. O menor reembolso vai para quem ganha mais de R$ 7.500 e tem até 18 anos.

A nova tabela foi ampliada para 10 faixas etárias e o reajuste obedeceu ao mesmo processo de equidade que rege a concessão do benefício: privilegiou as faixas etárias mais altas e os servidores com menores salários. Estes últimos tiveram aumentos de até 30% em relação à tabela anterior, cujos valores variavam entre R$ 72 e R$ 129.  

O benefício da saúde suplementar é regido pela Portaria Normativa SRH nº 3, de 30 de julho de 2009 que estabelece orientações aos órgãos e entidades do SIPEC sobre a assistência à saúde suplementar do servidor ativo, inativo, seus dependentes e pensionistas.

Reforma dos Códigos deve ser democrática e pluralista


Colunas

2janeiro2013
DIREITO COMPARADO

Reforma dos Códigos deve ser democrática e pluralista

Por Otavio Luiz Rodrigues Junior
Otavio Luiz Rodrigues - 20/06/2012 [Spacca]
O movimento da codificação foi característico do século XX. Nascida como símbolo do “despotismo esclarecido”, ainda no século XVIII, como se observa do Código Civil da Áustria, a codificação foi capturada pelo liberalismo no alvorecer do Oitocentos. Napoleão Bonaparte fez-se arauto desse movimento, que passou a confundir civilização com codificação. Promulgar códigos, ou decretar a vigência do Code Civil de 1804 nos países conquistados, era um ato revolucionário de grande significado político.

Após a queda do imperador dos franceses e a reação das monarquias vitoriosas no Congresso de Viena, codificar tornou-se elemento integrante das políticas de Estado de nações que se pretendiam “liberais” — em oposição ao absolutismo e ao direito divino dos reis — e também um ato fundacional de países recém-unificados ou cuja independência acabara de ser assegurada, ao exemplo da Itália e dos jovens Estados balcânicos, liberados do domínio otomano. Possuir um código, mais especificamente um código civil, era uma espécie de senha para ser admitido no rol das nações civilizadas e cultas.
A Alemanha, graças à influência teórica de Friedrich Karl Freiherr von Savigny, resistiu até 1896, quando foi promulgado seu famoso código civil (Bürgerliches Gesetzbuch – BGB), em vigor a partir de 1900. Outra causa desse retardo histórico estava na ciosa manutenção das prerrogativas das monarquias que compunham o Reich. Lembre-se que, a despeito da unificação presidida por Otto von Bismarck, no ano de 1871, os antigos reis, príncipes e duques dos territórios alemães mantiveram seus tronos e gozaram, até o final da Primeira Guerra Mundial, de “status” político e de autonomia legislativa consideráveis. O imperador (Kaiser) não o era “da Alemanha”, mas “dos alemães”. Uma sutileza linguística que demarcava sua condição de “primus inter pares” em face de seus “colegas” dentro do Reich. Nesse sentido, a Saxônia, a Baviera e a Prússia, ainda no século XVIII, possuíam codificações (ou consolidações). A preservação desse espaço normativo parece ter influído na tardia codificação nacional alemã.
O século XX assistiu ao nascimento de algumas codificações importantes, como foi o caso da italiana (1942) e da portuguesa (1966), que substituíram antigos diplomas do século XIX. No geral, contudo, muito se falou de um movimento de descodificação, a ponto de Natalino Írti haver celebrizado a expressão “a idade da descodificação”, em artigo homônimo.[1] A irrelevância dos códigos civis, em razão do aumento crescente de legislações emergenciais ou conjunturais, deu espaço a que Ricardo Luís Lorenzetti, fazendo uso de uma bela metáfora, comparasse os códigos civis aos antigos centros das grandes cidades: esvaziados, envelhecidos e substituídos pelas alternativas de lazer, comércio e serviços públicos encontráveis nos bairros, esses últimos correspondendo ao que também se convencionou chamar de “microssistemas”, especialmente no final do século XX.[2]
Áreas inteiras como a legislação trabalhista (a primeira a ser subtraída dos códigos civis, que regulavam os vínculos entre patrões e empregados nos “contratos de locação de mão de obra”), as leis do inquilinato (com forte caráter protetivo ao locatório), os estatutos da criança e do idoso, os códigos de proteção ao consumidor, as leis autônomas de direitos autorais e de propriedade industrial são exemplos clássicos da perda de espaço normativo dos códigos civis.
Independentemente disso, no final do século XX e início da atual centúria, aprovaram-se novos códigos civis, como são exemplos os da Holanda, do Quebec, do Equador e do Brasil. Na Alemanha, em 2002, o BGB foi profundamente alterado pela Lei de Modernização do Direito das Obrigações. Na França, o anteprojeto de reforma do Código Civil de 1804, sob a regência do hoje falecido professor Pierre Catala, é um exemplo de uma onda de “recodificação” ou, de modo menos ambicioso, de “atualização” dos códigos civis, algo que também se almeja em Portugal e Espanha. No caso europeu, há forte influência das diretivas, que têm causado grande impacto nos modelos normativos locais. A tal ponto que hoje se tem defendido a tese de um movimento de “europeização” do Direito Internacional Privado na Europa, como afirma (de modo pioneiro e brilhante) Augusto Jaeger Junior.[3]
O movimento de codificação é surpreendente. Mesmo quando foi tido como historicamente ultrapassado, ele parece ressurgir de tempos em tempos, como que a provar a utilidade desse modelo de racionalização normativa, concebido pelos iluministas e posto em prática no século XIX por uma heterogênea comunidade de estudiosos, compreensiva de pandectistas, exegetas e historicistas, que pouco ou nada tinham em comum, seja em termos filosóficos, seja em questões ideológicas.[4]
Mais do que uma narrativa dos sucessos e insucessos do movimento da codificação, esta coluna fere uma questão extremamente atual: a onda codificadora (ou de reforma de códigos) em curso no Brasil.
Em tramitação no Congresso Nacional, encontram-se os projetos de Código Penal, Código Comercial, Código de Processo Penal, Código de Processo Civil e de reforma do Código de Defesa do Consumidor. As críticas e as eloquentes defesas apresentadas a essas iniciativas têm seu espaço apropriado em outro lugar. Evidentemente, há paixões, interesses acadêmicos (ou mesmo de prestígio intelectual), boa vontade e desejo de aprimorar a legislação em cada um desses grupos de reformistas e antirreformistas.

Cavaco Silva pede que tribunal julgue constitucionalidade do Orçamento do Estado para 2013

Lisboa - O presidente da República de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, anunciou na noite de ontem (1º), em mensagem de Ano-Novo na televisão, que pediu ao Tribunal Constitucional que julgue a constitucionalidade do Orçamento do Estado para 2013.

“A execução do Orçamento irá se traduzir em uma redução do rendimento dos cidadãos, quer por meio de um forte aumento de impostos quer por meio de uma diminuição das prestações sociais. Todos serão afetados, mas alguns mais do que outros, o que suscita fundadas dúvidas sobre a justiça na repartição dos sacrifícios”, disse no pronunciamento.

Apesar de acionar o tribunal, Cavaco Silva, promulgou o Orçamento, proposto em outubro pelo gabinete do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho e aprovado no fim de novembro pela Assembleia da República (Congresso Nacional). Segundo o presidente, se o Orçamento não fosse promulgado e não entrasse em vigor, Portugal ficaria sem o “mais importante instrumento de política econômica de que dispõe, e as consequências para o país no plano externo seriam extremamente negativas”.

A promulgação do Orçamento para 2013 (publicada no dia 31 no Diário da República) e a consulta ao Tribunal Constitucional já eram esperadas pelos portugueses. A decisão do presidente de questionar a legalidade do Orçamento não cria uma crise institucional entre os Poderes, explica o jurista e professor de direito do trabalho do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL) Antònio Monteiro Fernandes.

“Falar de conflito entre o político e o Judiciário, neste caso, não me parece correto. O Tribunal Constitucional não é um órgão judicial ordinário, é uma instância política a quem compete dar sentido concreto às normas constitucionais”, disse o especialista à Agência Brasil que espera que o tribunal (como fez em 2012) decrete a ilegalidade de parte do Orçamento.

Na mensagem de Ano-Novo, Cavaco Silva lembrou que uma das finalidades do Orçamento do Estado para 2013 é honrar compromissos. “Visa a cumprir o objetivo de redução do déficit acordado com as instituições internacionais que nos têm emprestado os fundos necessários para enfrentar a situação de emergência financeira à que Portugal chegou no início de 2011.”

A execução do Orçamento implica em aumento de impostos, diminuição de aposentadorias e pensões, além da redução de benefícios de proteção social. Pedro Passos Coelho ainda quer reduzir em 4 milhões de euros as despesas do Estado para 2013 e 2014, o que pode aumentar a desigualdade social em Portugal e criar uma expectativa ruim entre os portugueses.

“Acho que 2013 vai ser um ano perigoso. Ninguém sabe muito bem o que vai acontecer. As pessoas vão tomar um susto quando virem qual é o nível fiscal e a forma que isso vai afetar seus rendimentos”, observa Camilo Lourenço, analista econômico e autor de um dos livros mais vendidos em Portugal: Basta! O que fazer para tirar a crise de Portugal.

Segundo ele, medidas restritivas (como estabelecidas pelo Orçamento) são necessárias, mas ponderou: “Austeridade não é mais que ajustar as nossas despesas ao rendimento que a gente tem. O mal está naquilo que fizemos nos últimos 15 anos.”

Contra a austeridade, a oposição ao primeiro-ministro Pedro Passos Coelho quer aumento de salários. Está prevista para sexta-feira (4) a votação na Assembleia da República de um projeto de resolução que recomenda ao governo o aumento imediato do salário mínimo, considerado o mais baixo da zona do euro.

O valor bruto atual do salário mínimo português é 485 euros, cerca de R$ 1,3 mil. De acordo com o partido de oposição Bloco de Esquerda – que propõe aumento para 515 euros neste mês janeiro e para 545 euros a partir de julho próximo –, o valor real do mínimo (após o desconto da taxa social única) é 431,65 euros, o que corresponde a R$ 1.163.
EBC em Portugal

Inflação medida pelo IPC-S fica em 0,66% em dezembro e acumula alta de 5,74% no ano


São Paulo - O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), fechou o mês de dezembro com variação de 0,66%. A taxa é 0,07 ponto percentual menor do que a registrada na apuração anterior. No acumulado do ano, de janeiro a dezembro, o indicador acumula alta de 5,74%.

Quatro das oito classes de despesa que compõem o índice tiveram decréscimo nas taxas de variação. A maior queda ocorreu nos preços relacionados à educação, leitura e recreação, de 0,92% para 0,64%. O destaque nesse grupo foi o item passagem aérea, que passou de 18,02% para 12,58%.

Em seguida, estão as despesas com habitação, que apresentaram variação de 0,42%. A taxa é 0,22 ponto percentual menor que a registrada na última apuração (0,64%). A maior baixa foi registrada no item móveis para residências (de 1,87% para 0,05%).

Também tiveram taxas inferiores os grupos vestuário (de 0,80% para 0,60%) e alimentação (de 1,31% para 1,26%). Nessas classes de despesa, tiveram maior destaque os preços relacionados a roupas (de 1,04% para 0,73%) e alimentos prontos congelados (de 2,31% para 1,60%), respectivamente. O item comunicação, por sua vez, foi o único a ficar estável, com variação de 0,03%.

O grupo com a maior variação positiva foi o de despesas diversas, que passou de 1,24% para 1,60%, uma diferença de 0,36 ponto percentual. O destaque nessa classe foi o preço dos cigarros (de  3,12% para 3,85%).

Com acréscimos menores aparecem, em seguida, os grupos saúde e cuidados pessoais (de 0,44% para 0,50%) e transportes (de 0,30% para 0,33%). As principais influências nessas classes de despesas foram os itens artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,22% para 0,54%) e tarifa de táxi (de 6,26% para 8,54%), respectivamente.
Agência Brasil

Obama comemora a aprovação de novo sistema para evitar "abismo fiscal"


Brasília –  O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que a aprovação do novo sistema fiscal é uma promessa de campanha que evitará a crise orçamentária. A proposta foi aprovada às 23h de ontem (1º), em meio a debates e divergências entre republicanos e democratas. A Câmara dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil) aprovou a proposta por 257 votos a favor e 167 contrários. Para as autoridades norte-americanas, a iniciativa evitará o chamado abismo fiscal.


Obama disse que o acordo com o Congresso representa  “apenas um passo” em um contexto de um esforço mais amplo de fortalecimento da economia. Ao classificar o déficit do país de “demasiado alto”, o presidente disse estar  “completamente aberto” a um compromisso para reduzi-lo de forma equilibrada.

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou o acordo após receber sinalização para fazê-lo por parte do Senado. A proposta pretende evitar o aumento de impostos na classe média e aumentar as taxas sobre os rendimentos acima de US$ 400 mil para pessoas físicas e de US$ 450 mil para os casais.

Pelo acordo, há uma série de mudanças nos cortes nas despesas públicas, adiando até março, por exemplo algumas reduções. Um exemplo é o que ocorrerá com os US$ 24 bilhões relativos ao Departamento de Defesa e vários programas internos que deverão ser adiados por dois meses.
Agência Brasil

Presidente interino da Venezuela diz que Chávez está com “a força de sempre”


Após passar os últimos três dias em Havana, capital cubana, o presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, condenou as especulações em torno do agravamento do estado de saúde do presidente venezuelano, Hugo Chávez, internado em Cuba. Em entrevista concedida à emissora multiestatal de televisão, Telesur, e reproduzida pela agência pública de notícias da Venezuela e pela emissora estatal do país, Maduro disse ter encontrado Chávez “com a mesma força de sempre”.

Maduro: Vi a Chávez con la fuerza de siempre
Maduro informou ainda que o presidente venezuelano quis saber detalhes sobre a situação econômica e política do país. "O presidente tem uma força gigantesca e ele está enfrentando essa batalha com tal força, assim como o nosso povo."
Chávez foi submetido a uma cirurgia para a retirada de um tumor maligno na região pélvica, no último dia 11. Há poucas informações sobre o estado geral de saúde dele, mas as autoridades venezuelanas confirmaram que ele teve hemorragia durante a cirurgia, além de uma infecção respiratória, e que nos últimos dias houve um agravamento do quadro.

Porém, ontem (1º) informações não oficiais indicavam que Chávez havia piorado devido a uma febre incessante e a dificuldades em reagir ao tratamento pós-operatório, inclusive que estaria em coma induzido. No entanto, Maduro, que está em Cuba desde o dia 29, negou as informações e acusou a oposição de divulgar as especulações sobre o agravamento do estado de saúde de Chávez.

"Aquele que não conhece o respeito não tem limites. Essa direita local pensa que o povo [venezuelano] é descontrolado e quer converter o amor [do povo] em raiva a seu favor. Nós dizemos ao nosso povo para ter confiança no trabalho que está sendo feito. Temos fé e esperamos que o presidente vai continuar a evoluir", ressaltou Maduro.

O presidente interino da Venezuela acrescentou que Chávez tem consciência da complexidade do estado geral de saúde. "[O presidente Chávez] está ciente da complexidade do estado pós-operatório", ressaltou. "O comandante Chávez nos pediu expressamente para manter o povo informado sempre com a verdade, por mais difícil que fosse. O presidente está em tratamento e sabe que a situação é complexa. Nos últimos dias apresentou melhoras e momentos de estabilidade.”

Em 18 meses, Chávez foi submetido a quatro cirurgias em decorrência do câncer. Desde 2011, ele luta contra a doença e chegou a anunciar que estava curado. Mas, no começo de dezembro de 2012, veio a público para informar que o tumor havia reincidido e que era para a população venezuelana estar preparada. Também pediu apoio à eventual gestão de Maduro.

*Com informações da agência pública de notícias da Venezuela, da emissora multiestatal de televisão, Telesur,http://www.telesurtv.net/ e da emissora estatal de televisão da Venezuela.
Agência Brasil



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