quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Royalties: Dilma reafirma que contrato firmado não será descumprido


A presidente Dilma Rousseff aproveitou o discurso de balanço dos trabalhos do governo em 2012 para defender a manutenção de contratos já assinados e o investimento em educação. 
O recado carrega nas entrelinhas uma mensagem para o Congresso, que discute a derrubada dos vetos à redistribuição de royalties de poços de petróleo licitados e à destinação de 100% desses recursos para a educação. 


A fala foi veiculada em rádio e tevê às 20h30 deste domingo (ontem). A presidente Dilma Rousseff defendeu novos investimentos do governo na educação e afirmou que a atenção ao setor é um fator chave para aumentar a competitividade da economia brasileira. 
“Só se enfrentará o desafio de superar a pobreza e aumentar o poder competitivo do Brasil investindo em educação, que gera oportunidades para os cidadãos e melhora a qualificação da força de trabalho”, afirmou. 

O discurso ainda trouxe a promessa de que o governo respeitará contratos e se empenhará na construção de novas parcerias entre os setores público e privado nos próximos anos. 
Enquanto o Planalto defende a destinação de 100% dos recursos originados da exploração do petróleo para a educação, estados produtores e não produtores se engalfinham no Legislativo por um quinhão maior na repartição dos royalties.

Para estados produtores, a divisão mais igualitária entre as unidades da federação acabará representando a quebra de contratos firmados com empresas petroleiras. 
“Este é um governo que confia no seu povo, nos seus empresariado, que respeita contratos e está empenhado na construção de novas parcerias entre os setores público e privado”, enfatizou Dilma, em seu pronunciamento, sem fazer menção direta à batalha travada no Congresso. 

Ao falar da necessidade de se elevar a competitividade da indústria brasileira, a presidente chamou atenção para a medida provisória que, segundo ela, garantirá a redução no valor da conta de luz doméstica e de empresas a partir do início do próximo ano. 
“A redução na conta de luz é fundamental para que as indústrias brasileiras possam produzir a custos mais baixos, ganhar mercado e continuar gerando emprego”, disse Dilma. 
Com informações do Correio Braziliense 

VEJA inclui 4 deputados do ES entre os 20 melhores de 2012


VEJA desta semana inclui quatro dos dez deputados do ES, entre os 20 que mais trabalharam em 2012. 

Não é pouca coisa, considerando que entre os 513 parlamentares, é difícil conseguir espaço sendo de um estado pequeno e com uma bancada desunida. 

VEJA só pesquisou quem tem ficha limpa e mais trabalhou em 2012 por um Brasil mais moderno e competitivo. 

A surpresa foi Dr. Jorge, médico do PDT que tem trabalhado como mineiro na Câmara,"em silêncio". 

Para um parlamentar de primeiro mandato ele mostrou competência porque os nove critérios de VEJA são rígidos. 

A escolha de Rose de Freitas era previsível. A deputada do PMDB é a mais atuante da bancada, além disso é a vice presidente do Poder. 

César Colnago foi escolhido mais porque é vice líder do PSDB, e Lelo Coimbra (PMDB) pelo trabalho em comissões. 

Do Senado nenhum capixaba foi relacionando. Para ver a lista completa www.veja.com.br
AGENCIA CONGRESSO 

Confiança da indústria avança 1,1% em dezembro


O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas cresceu 1,1% em dezembro, passando de 105,2 pontos no mês anterior para 106,4 pontos. O índice manteve-se acima da média histórica recente pelo terceiro mês consecutivo.


 De acordo com a FGV, a alta apurada em dezembro foi influenciada principalmente pela melhora das perspectivas em relação aos meses seguintes.

O Índice de Expectativas (IE) subiu 1,9%, para 106,2 pontos, o maior patamar desde junho de 2011, quando havia atingido 106,5. O indicador de produção prevista foi determinante para o crescimento do IE, já que o índice de emprego previsto manteve-se estável, em patamar inferior à média, e o de tendência futura dos negócios acomodou-se após alta nos meses anteriores. A proporção de empresas que esperam uma produção menor diminuiu de 15,5% em novembro para 4,1% em dezembro, enquanto a parcela das que prevêem maior produção, passou de 42,4% para 39,4%.

O Índice da Situação Atual (ISA) alcançou 106,5 pontos, alta de 0,3% em relação a novembro, igualando-se à média histórica recente. O indicador de nível de demanda (especialmente a externa) foi o que mais contribuiu para o aumento do ISA. Houve, em dezembro, alta de 1% em relação a novembro, passando para 104,6 pontos, patamar ainda inferior à média histórica recente, de 106,5. A parcela de empresas que consideram a demanda fraca caiu de 13,5% para 10,1% e a proporção das que a avaliam como forte diminuiu de 17,1% para 14,7%.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) passou de 84% em novembro para 84,1% em dezembro.
Agência Brasil 

Negociadores retomarão discussões sobre mudanças climáticas no início de 2013

Nos primeiros meses de 2013, os negociadores internacionais retomarão as conversas em busca de acordos globais sobre mudanças climáticas que levarão a uma proposta comum a ser fechada até 2015. O acordo refere-se à  Plataforma Durban - em substituição ao segundo período do Protocolo de Quioto -, que estabelece os compromissos dos países desenvolvidos para a redução das emissões de gases de efeito estufa e estende as responsabilidades às nações em desenvolvimento.


Há consenso entre os países signatários da Convenção do Clima das Nações Unidas, que se propõem a definir os novos compromissos no prazo máximo de dois anos. O rascunho ficará pronto até o fim de 2014.

“Podemos esperar muitos avanços em 2013. Os países acertaram várias discussões ao longo do ano sobre os elementos desse novo acordo”, disse o secretário de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Carlos Klink.

Os negociadores brasileiros não escondem o otimismo em relação às novas negociações, mesmo em meio aos resultados tímidos alcançados na última Conferência das Mudanças Climáticas, a COP18, em Doha, no Catar, no início do mês. Para os brasileiros, os resultados da COP18  foram aquém do esperado.

“A gente esperava mais de alguns temas, mas, pelo menos, conseguimos mantê-los na agenda, como por exemplo a questão de financiamento novo para os esforços dos países”, disse Klink, admitindo que alguns pontos “deixaram a desejar”.

No que se refere ao aporte de recursos para financiar medidas de adaptação, como obras de infraestrutura para enfrentamento de enchentes e inundações, a falta de ambição por parte dos países desenvolvidos foi justificada pela crise mundial que afeta muitas economias. “Ainda assim, vários países europeus mostraram boa vontade, alguns inclusive trazendo recursos novos. Não é o que gostaríamos, mas é uma sinalização”, acrescentou Klink.

A aposta dos negociadores é que, com a divulgação dos novos relatórios científicos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, a sigla em inglês) a partir do ano que vem, indicadores sobre a emergência do problema do clima sensibilize as nações ainda resistentes. Organismos internacionais, como o Banco Mundial, publicaram advertências ao longo do ano.

Porém, a mensagem parece não ter surtido o efeito que os cientistas esperavam produzir nos debates que asseguraram o novo período do Protocolo de Quioto, único tratado internacional para o clima. Além de metas tímidas, como apontaram observadores que acompanharam as negociações, nações que nunca ratificaram o tratado, como os Estados Unidos, mantiveram-se fora do acordo. Há poucas semanas, o governo canadense reiterou o anúncio de que não participa mais do protocolo, sob forte críticas de partidos da oposição que consideraram a decisão “uma vergonha” na história do país.
Agência Brasil 

Tardígrado, espécie considerada por cientistas a mais resistente do planeta


Fotografia mostra detalhes do Tardígrado, espécie considerada por cientistas a mais resistente do planeta, que tem apenas 1 milímetro de altura. O animal minúsculo de oito patas supera as condições mais inóspitas e consegue sobreviver no fundo do mar à variação de temperatura, superar os altos níveis de radiação do Sol e, inclusive, se reproduzir em um ambiente sem oxigênio, como o vácuo que há no espaço 




Tardígrado, o animal mais resistente do planeta

Pensa que já viu de tudo? Conheça o pequeno Tardígrado.
Imortal? Quase. Não seria exagero dizer que esse pequeno animal é de outro mundo. Seu nome? Tardígrado, também chamado de urso d’água ou leitões do musgo. Essas criaturas são na verdade artrópodes aracnídeos (da classe das aranhas), possuindo oito patas, cada pata possui de quatro a oito pequenas garras e seu corpo varia de 0,05 a 1,25mm. Vivem entre os musgos e liquens, podendo ser fortemente pigmentados, indo do laranja avermelhado ao verde oliva.



Esses animais possuem uma anatomia complexa, são recobertos de quitina e não existe sistema circulatório e nem aparelho respiratório, as trocas gasosas são realizadas de forma aleatória em qualquer parte do corpo. A grande maioria se alimenta sugando o conteúdo celular de bactérias ou de algas. São encontrados em todo o planeta, desde o fundo oceânico ao alto do Himalaia. Das mais de 600 espécies conhecidas, cerca de 300 foram descritas no Ártico e na Antártica, também foram catalogadas 115 espécies na Groenlândia.

Em Setembro de 2007, a Agência Espacial Européia realizou uma pesquisa utilizando os tardígrados, colocando-os em uma cápsula espacial, a Foton-M3, e os enviou ao espaço. Resultado? Os bichinhos não só sobreviveram aos raios cósmicos, radiação ultravioleta e falta de oxigênio, mas ainda foram capazes de reproduzirem num ambiente tão inóspito. Para ter uma noção, no espaço, os raios ultravioletas são cerca de mil vezes mais intensos do que os encontrados na Terra. Ainda é um mistério sem explicação ou teoria para o motivo pelo qual estes animais conseguiram sobreviver por tanto tempo sem oxigênio e sendo bombardeado com altas doses de radiação cósmica.



Longevidade é uma das grandes características; podem viver até os 120 anos, um recorde para um animal com um tamanho tão pequeno. Como se não bastasse possuírem fantástico poder reparador, os Tardígrados simplesmente “desligam” seu metabolismo quando existem condições adversas como extrema seca. Possuem também a inacreditável capacidade de reparar o seu DNA de danos causados por radiação. Achou pouco?

Mais de 75 mil atmosferas é a quantidade de pressão que ele suporta, isso equivale a dezenas de vezes a pressão enfrentada pelos animais dos locais mais profundos do oceano, nas zonas abissais. Suportam também imersões durante alguns minutos em temperaturas de 200 ºC (duas vezes mais quente que a água fervente da sua chaleira). Solventes como o álcool etílico a 96% ou éter não fazem nem cócegas neles.



Se os seres humanos forem expostos a 100 grays de radiação, ocorre à morte devido à falência do sistema nervoso central, o que resulta em perda da coordenação motora, distúrbios respiratórios, convulsões, estado de coma e finalmente a morte que pode ocorrer em cerca de um ou dois dias após a exposição. Já os “imortais” tardígrados suportam nada mais e nada menos que 5700 grays de radiação. Dá para acreditar?

Todo mundo que passou pelo segundo grau, certamente sabe o que é o zero absoluto ou ao menos ouviu falar. É a temperatura na qual não existe movimentação de nenhuma molécula. É uma temperatura teórica porque é extremamente baixa, -273,15ºC, o que equivale ao zero na escala Kelvin e, apesar de os cientistas não terem alcançado esse valor, chegaram muito próximo.

Os tardígrados são realmente especiais. Algumas universidades americanas fizeram pesquisas com tardígrados, congelando-os em uma temperatura super próxima do zero absoluto, cerca de -271 ºC. Os cientistas não ficaram surpresos quando “reanimaram” os animais colocando apenas água e descongelando-os. Não se esperaria que nenhum animal sobrevivesse após terem sido congelados nesta temperatura, mas os tardígrados realmente provaram que são completamente diferente de todo o tipo de vida conhecida no nosso planeta.



2013 pode ser o ano da recuperação financeira no mundo e da descoberta científica


A zona do euro fracassou em resolver uma crise que está jogando a Grécia "na idade da pedra econômica", nas palavras de um banqueiro central, uma paralisia das vidas que muda um país em uma geração. Os protestos na praça Tahrir do Cairo contra Mohammed Mursi, o presidente que é produto da revolução "democrática" do Egito há menos de dois anos, e que agora concedeu a si mesmo poderes para bloquear qualquer contestação constitucional, representam uma reprovação daqueles que aplaudiram a Primavera Árabe. E 2013 ainda pode ser o ano em que o Irã obterá uma arma nuclear.
 
Mas muitas tendências estão transformando o modo como os países são governados e melhorando as vidas de milhões de pessoas. Algumas até mesmo são decorrentes do colapso financeiro de 2008. Quatro anos depois, nós finalmente estamos tirando proveito de uma boa crise.
 
Aqui estão 10 problemas que podem melhorar daqui um ano.   

1. A democracia se sairá melhor   

Estes têm sido anos difíceis para a democracia: a economia aponta para um caminho que os políticos com esperança de serem reeleitos temem trilhar. Apesar da economia argumentar a favor de permitir uma maior migração de trabalhadores, ou deslocar o apoio aos velhos para os jovens, essas ideias são politicamente tóxicas. "É um problema de pesadelo", diz David Miliband, o ex-ministro das Relações Exteriores do Reino Unido.
 
É claro, não é a primeira vez que as sociedades ocidentais enfrentam dívida alta e déficits. O que difere dos anos 30, entretanto, é que suas populações são mais idosas. O número de pessoas aposentadas e que usam serviço de saúde público está crescendo, enquanto um número menor de pessoas está disponível para pagar impostos. Os governos sabem que não podem bancar o acordo com os eleitores em vigor desde a Segunda Guerra Mundial – para bem-estar social, saúde e educação.
 
Alguns se perguntam se a democracia está à altura da realização de reformas duras. No Japão, que teve seis primeiros-ministros em seis anos, os governos têm fracassado em melhorar a economia após duas "décadas perdidas" de estagnação. Nos Estados Unidos, a hostilidade entre os republicanos e os democratas durante o primeiro mandato do presidente Barack Obama resultou na menor aprovação de legislação desde a Segunda Guerra Mundial.
 
O motivo para permanecer esperançoso é que os eleitores sabem que o mundo mudou e estão preparados para deixar seus líderes seguirem a trilha desconfortável se for por uma boa causa. Veja a chanceler alemã Angela Merkel, que está em alta nas pesquisas apesar de resgatar a Grécia, uma política tão odiada que o jornal "Bild" perguntou: "Será que a Grécia quebrará nossos bancos?" Não causaria surpresa se os alemães se rebelassem por bancarem a Grécia. Mas não se rebelaram.
 
No Reino Unido acontece o mesmo, até certo ponto. A frase "nós todos estamos nisso juntos" costuma ser associada à reputação do ministro da Fazenda, George Osborne, uma exortação destinada a provocar escárnio sempre que ele a tentava. E os conservadores permanecem cerca de 10 pontos percentuais atrás dos trabalhistas nas pesquisas. Mas os protestos em relação à austeridade foram surpreendentemente contidos diante da escala das mudanças, e a coalizão sobreviveu, contrariando muitas previsões.      

2. A recuperação do crescimento americano     

Um segundo argumento é a força da recuperação dos Estados Unidos, e a capacidade do país de mudar. Alguns anos atrás eu escrevi um livro, "In Defense of America", contestando as previsões de declínio americano após o fiasco da Guerra no Iraque. Está ficando mais fácil defender esse argumento.
 
Eu reconheço que os Estados Unidos enfrentam problemas imensos. A dívida pública americana de US$ 11,5 trilhões paira sobre todo o debate político. Apesar da reforma da saúde de Obama ter dado um passo popular para conceder cobertura de saúde a quem não tinha, ela evitou a dor do corte dos benefícios. Enquanto isso, o centro desapareceu da política no Capitólio, muito mais do que entre o eleitorado.

Sobre o Blog

Bem‑vindo ao Blog Dag Vulpi!

Um espaço democrático e apartidário, onde você encontra literatura, política, cultura, humor, boas histórias e reflexões do cotidiano. Sem depender de visões partidárias — aqui prevalecem ideias, conteúdos e narrativas com profundidade e propósito.

Visite o Blog Dag Vulpi