quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Safra de grãos do país deve aumentar 5,1% em 2013



Rio de Janeiro – A safra de grãos brasileira deve crescer 5,1% de 2012 para 2013, segundo estimativa divulgada hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, a expectativa é que haja uma produção total de grãos de 170,9 milhões de toneladas.

O crescimento deve ocorrer principalmente na Região Sul, já que, de acordo com o IBGE, há a expectativa de não haver os problemas climáticos que ocorreram neste ano. Em relação a 2012, é esperado aumento de 20,8% na safra da região no próximo ano. A área colhida deve crescer 2,5%.
Segundo o IBGE, a soja deve registrar crescimento de 5,7% na área plantada em todo o país. A expectativa é que a produção aumente 21,5% e chegue a 79,7 milhões de toneladas em 2013.
A primeira safra do milho deve ter aumento de 3% na área plantada e de 4,7% na produção. Já para o arroz, apesar de ser esperada uma redução da área plantada de 1,2%, há uma estimativa de crescimento da produção de 0,4%.
O feijão deve ter crescimento de 22,7% na produção de sua primeira safra, enquanto o algodão herbáceo deve ter queda de 7,8% no ano.
Vitor Abdala - 
Agência Brasil - 
Edição: Lílian Beraldo

Banco do Brasil tem lucro líquido de R$ 2,7 bilhões



Brasília - O Banco do Brasil (BB) registrou lucro líquido de R$ 2,728 bilhões, de julho a setembro, queda de 9,3% em relação ao trimestre anterior. Na comparação com igual período do ano passado (R$ 2,891 bilhões), a queda foi 5,6%.
Segundo o balanço do banco, o BB ultrapassou, em setembro, a marca de R$ 1,1 trilhão em ativos, evolução de 16,2% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 5% em relação ao segundo trimestre de 2012. “A expansão da carteira de crédito foi o fator mais relevante para esse crescimento”, diz o banco.
A carteira de crédito ampliada, que inclui títulos e valores mobiliários e garantias prestadas, chegou a R$ 532,3 bilhões, crescimento de 4,7% em relação ao trimestre anterior e 20,5% em 12 meses.
Segundo o BB, após o lançamento do Programa Bom pra Todos, mais da metade dos negócios realizados nas linhas de crédito veículo, crediário e crédito consignado a beneficiários da Previdência Social foi concretizada com clientes que não possuíam nenhuma operação de empréstimo pessoal ou financiamento no BB. Mais de 3 milhões de clientes contrataram crédito dentro do programa.
A carteira de crédito para pessoas físicas, sem considerar as operações do Banco Votorontim e carteiras de crédito adquiridas pelo BB, cresceu 24,3% em 12 meses, atingindo saldo de R$ 108 bilhões em setembro.
O crédito para as empresas fechou setembro de 2012 com saldo superior a R$ 198 bilhões, alta de 21,2% em 12 meses. As operações com micro e pequenas empresas ficaram em R$ 80 bilhões, crescimento de 28,4% em 12 meses.
O crédito imobiliário finalizou o terceiro trimestre de 2012 com saldo de R$ 10,8 bilhões, expansão de 70,9% em 12 meses.
O BB manteve a participação de 62,7% no Sistema Financeiro Nacional de crédito rural. O saldo da carteira de crédito ampliada do agronegócio atingiu R$ 98,4 bilhões, expansão de 17,4% em 12 meses. Do total de R$ 15 bilhões desembolsado para a safra 2012/2013, R$ 9,6 bilhões foram destinados para o custeio agropecuário.
O índice inadimplência (operações vencidas há mais de 90 dias) ficou em 2,17%, em setembro.
 Kelly Oliveira - Agência Brasil - Edição Beto Coura 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

OAB-SP critica paralisação de juízes federais e trabalhistas



A Ordem dos Advogados do Brasil, Seção São Paulo (OAB-SP), criticou nesta quarta-feira a paralisação dos juízes federais e trabalhistas que ocorre hoje e amanhã. A categoria reivindica reajuste salarial de 28,86% sobre a remuneração inicial hoje de R$ 21,8 mil. A OAB-SP consente que os magistrados tenham direito de reivindicar melhorias na carreira, mas lamenta o prejuízo das atividades jurídicas.

"A interrupção das atividades prejudicará as vidas de milhares de cidadãos com ações nas Justiças federal e trabalhista e de seus advogados com audiências agendadas, provocando atrasos e agravando o acúmulos de processos e a morosidade da Justiça, que impede o jurisdicionado de chegar a uma solução para o conflito que trouxe ao Judiciário", diz a nota da associação.

A paralisação da categoria foi organizada pela Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe). Além do reajuste salarial, a categoria pleiteia um adicional de função quando o magistrado assume atividades administrativas e outros cargos extras, e um adicional por tempo de serviço - os juízes ressaltam a diferença de 5% (R$ 800) entre as remunerações final e inicial na magistratura da União.

A paralisação também servirá como boicote à Semana Nacional de Conciliação, organizada pelo Conselho Nacional de Justiça de 7 a 14 de novembro para tentar dar vazão à enorme quantidade de processos acumulados em todas as áreas da Justiça.

Via Terra

Os cinco desafios de Obama em seu segundo mandato


Presidente tem pela frente a resolução de problemas antigos, que já rondaram seu primeiro mandato

WASHINGTON - Antes que o presidente reeleito dos Estados Unidos, Barack Obama, possa relaxar e comemorar a conquista de um novo mandato, ele talvez deva considerar alguns dos desafios que tem pela frente. Os problemas não são novos e já estão na agenda do presidente. O grande desafio agora é solucioná-los.

Veja cinco questões cruciais que Obama terá de enfrentar:

1. Uma economia ainda em dificuldade 
Os EUA estão lentamente saindo de sua pior crise desde a Grande Depressão, em 1929. O desemprego caiu, mas permanece insistentemente alto, em 7,9%, e a criação de vagas continua lenta demais para absorver os milhões de americanos desempregados ou com subempregos. O crescimento econômico também permanece vagaroso - 2% no terceiro trimestre. Um pequeno choque já poderia derrubar a economia novamente.
Entre os muitos problemas enfrentados pelos EUA estão a crise de dívida na Europa e seu impacto sobre o comércio global, as dificuldades que persistem no mercado imobiliário, incertezas sobre a política fiscal do governo no curto prazo e preocupações com a divisão política em Washington.

Apesar de tudo isso, os americanos tiveram algumas boas notícias nas últimas semanas -o emprego cresceu, ainda que de maneira modesta, há uma retomada do PIB, mesmo que lenta, sinais de que o mercado imobiliário está finalmente começando a se recuperar e uma alta na confiança do consumidor que sugere que os americanos podem finalmente estar prontos para abrir suas carteiras. Se, como alguns analistas acreditam, há uma economia vibrante pela frente, Obama sem dúvida vai reivindicar o crédito pelo bom desempenho.

2. O abismo fiscal e, depois, o déficit no orçamento
A partir de 1º de janeiro haverá aumento de impostos e cortes nos gastos do governo que irão afetar praticamente todos os americanos e podem devastar a já fraca economia - a não ser que o Congresso tome alguma medida.
O chamado abismo fiscal não é um acidente de política ou finanças. Foi criado deliberadamente em um acordo feito em 2011 entre Obama e o Congresso como um incentivo para que concordassem com um plano para reduzir o déficit no orçamento no longo prazo. A ideia era que os democratas e os republicanos agiriam para evitar cortes em defesa e programas sociais sensíveis para ambos os lados, assim como o fim de um corte temporário de impostos e de redução de impostos da época do governo de George W. Bush. Esse acordo foi transformado em uma lei que deveria ser temporária, mas o Congresso tem demonstrado pouca inclinação em deixar que expire.
Economistas dizem que a combinação de cortes de gastos drásticos e aumento de impostos poderia jogar a frágil economia americana de volta à recessão. Espera-se que um acordo que tire os EUA do abismo fiscal também aborde o déficit, que neste ano chegou US$ 1,1 trilhão. Para isso, o presidente e o Congresso terão de lidar com programas sociais em rápida expansão, o orçamento de defesa de US$ 651 bilhões e a estrutura de imposto de renda.

3. Irã 
O Irã está presente em diversos desafios da política americana: reduzir a presença dos EUA no Afeganistão, garantir a estabilidade do Iraque, promover a resolução do conflito entre Israel e os palestinos, lutar contra o terrorismo, garantir acesso livre a energia e impedir a proliferação nuclear. Os EUA continuam determinados a evitar que o Irã fabrique armas nucleares. O Irã afirma que seu programa nuclear tem fins pacíficos, e seus líderes prometeram resistir às crescentes sanções internacionais que estão enfraquecendo sua economia. "Os EUA e o Irã estão essencialmente em um estado de guerra fria", diz Karim Sadjapour, analista no Carnegie Endowment for International Peace, em Washington. Sob o regime do supremo líder Aiatolá Ali Khamenei, o governo iraniano definiu seus interesses nacionais em oposição aos EUA, diz Sadjapour.
Outro fator que Obama tem de considerar é a ameaça de um ataque militar de Israel contra a infraestrutura nuclear do Irã - e a promessa iraniana de retaliar. A chave para Obama será lidar com as ambições nucleares do Irã sem recorrer à força militar, diz Sadjapour. Para o analista, uma ação militar no Irã poderia exacerbar todos os outros problemas que os EUA enfrentam no cenário internacional e iniciar uma guerra regional.

4. Custos do Medicare 
O Medicare, o enorme programa de saúde do governo para americanos com mais de 65 anos ou deficientes, deve ficar sem dinheiro em breve. Com quase meio século, o programa é considerado uma das conquistas dos democratas, mas sofre com pressões de dois lados: o crescente aumento dos custos de um sistema de saúde ineficaz e a iminente aposentadoria da geração do baby-boom. O programa de seguro de internação do Medicare deve ficar sem dinheiro em 2024. O programa de consultas médicas e medicamentos com receita vai crescer de 2% do PIB no ano passado para 3,4% do PIB em 2035.
Segundo Don Berwick, ex-administrador dos centros de serviços do programa, o desafio pela frente é muito mais complicado do que simplesmente mudar a estrutura de financiamento do Medicare. Segundo ele, o sistema de saúde inteiro precisa de mudanças.

5. Atuação com o Congresso
Obama se encontra mais uma vez rivalizando com um Congresso dividido que viveu em impasse nos últimos quatro anos, quase sem conseguir aprovar qualquer legislação mais polêmica. A maioria dos analistas prevê que o Congresso continuará dividido, com os republicanos com o controle da Câmara dos Representantes e os democratas mantendo uma pequena margem de vantagem no Senado.

Pelo menos no curto prazo, nada sugere que os republicanos, que controlam a Câmara e têm número de votos suficiente no Senado para bloquear propostas, terão mais disposição de entrar em acordo com os democratas do que no primeiro mandato de Obama.

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Era só o que faltava: açaí pode elevar número de mortes por tumores

A pesquisa concluiu que, apesar de os nutrientes do açaí trazerem melhorias em relação ao perfil anti-inflamatório  eles não são eficientes para combater o estresse oxidativo e ainda podem levar ao crescimento do tumor

saude  aca Era só o que faltava: açaí pode elevar aumento de mortes por tumores
Altamente nutritivo, o açaí caiu no gosto dos brasileiros. A fruta possui propriedades antiinflamatórias em sua composição natural, além de antioxidantes naturais benéficos à saúde. Contudo, é preciso ficar atento à forma como a fruta é consumida, pois as bebidas comercializadas que têm o açaí como matéria-prima recebem a adição de xarope de glicose, o que leva à perda dos ganhos metabólicos dos nutrientes.

Essa foi a primeira conclusão de uma pesquisa realizada na Universidade de São Paulo, o açaí. Depois dessa primeira constatação, os pesquisadores substituíram o xarope de glicose por mel orgânico, que tem propriedades antiproliferativas.

Marília Seelaender, coordenadora do estudo, explica que as análises comprovaram que tanto animais sadios quanto aqueles com tumores que consumiram o suco de açaí se beneficiaram de suas propriedades antiinflamatórias, o que reduziu a expressão da citocina pró-inflamatória no organismo.

A equipe analisou, ainda, a ação do açaí no tratamento da caquexia (inflamação crônica nos órgãos que causa a desnutrição e a perda excessiva de peso), que leva à morte 20% dos pacientes com câncer. A intenção dos pesquisadores era determinar se a suplementação com suco de açaí e mel reduziria o estresse oxidativo relacionado à caquexia.

Os resultados mostraram que a ingestão do composto diminuiu a concentração de malondialdeído (elemento pró-oxidante) apenas nos animais sadios. Naqueles que possuíam tumores, o consumo do suco gerou um aumento significativo na massa tumoral.

Assim, a pesquisa concluiu que, apesar de os nutrientes do açaí trazerem melhorias em relação ao perfil antiinflamatório do organismo, eles não são eficientes para combater o estresse oxidativo e ainda podem levar ao crescimento do tumor.
(Fonte: Diário da Saúde, 06 de novembro de 2012)

Comissão do Senado aprova mudança no valor de aposentadoria por invalidez



Brasília - Os aposentados por invalidez, inclusive os afastados por tempo de serviço, pela Previdência Social poderão ter aumento nos valores de seus benefícios. A Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) aprovou, em caráter terminativo, projeto de lei que estabelece que o benefício para esses aposentados terá como base 110% do valor do salário de benefício somado a mais 2% por ano de contribuição do segurado.
O projeto original, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), previa que os benefícios pagos aos aposentados por invalidez corresponderiam a 100% do salário de benefício ou igual ao último salário (se este for maior).
O relator da proposta, senador Paulo Bauer (PSDB-SC), destacou, entretanto, que o cálculo com base no último salário poderia acarretar “desrespeito” à Constituição. Ele ponderou que “o benefício poderia ficar vinculado ao salário do empregado, e não aos valores de suas contribuições, ainda que respeitado o teto previdenciário.”
Marcos Chagas - Agência Brasil - Edição: Carolina Pimentel

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