segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Luciano agradece ao governador Casagrande após ser eleito em Vitória


Leandro Nossa
Do G1 ES
Luciano Rezende comemora eleição em Vitória (Foto: Reprodução / TV Gazeta)
Luciano Rezende comemora eleição em Vitória
(Foto: Reprodução / TV Gazeta)
Em sua primeira entrevista após ser eleito prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS) agradeceu os votos dos eleitores e disse que pretende unir a cidade em seu mandato. Acompanhado do seu vice Waguinho Ito e de lideranças partidárias, o novo prefeito também fez questão de agradecer ao governador Renato Casagrande. Luciano recebeu 98.937 votos, totalizando 52,73% dos votos válidos.
"Nós vamos trabalhar unindo essa cidade, nós precisamos de parceria com o governo estadual. O governador Casagrande me recebe amanhã às 12h30. Vou agradecer ao governador por toda a serenidade, postura de grandeza que ele teve nesse processo, respeitando todas as candidaturas. Vamos começar a conversar e a juntar forças para essa tarefa", disse Luciano.
O prefeito eleito agradeceu à população de Vitória e reforçou que ela terá participação direta em seu mandato. "Nós vamos fazer uma gestão participativa, democrática, formada por técnicos e uma equipe profissional, mas ouvindo a população. Estaremos muito perto do povo através de instrumentos de gestão participativa, conselhos e montando uma equipe que trabalhe com o que existe de efetivo na prefeitura, evitando aquela coisa da nomeação partidária, de carteirinha partidária, fazendo com que as pessoas possam se mover por capacidade técnica", explicou.
Luciano Rezende também falou sobre o seu adversário Luiz Paulo e disse que, agora, o momento é de somar forças. "Nós temos que fazer agora uma reflexão, juntar todas as forças, embora tenhamos uma proposta diferente que a cidade apontou na nossa direção. Volto a dizer, liderar é ter serenidade. Como sempre fiz, vou agora me dedicar para que a cidade possa ter orgulho do prefeito Luciano. Nós temos no processo de segundo turno em todas as capitais votações parecidas. São Paulo foi dessa forma, disputa de capital é assim mesmo, disputa de projeto. E nós temos que ao terminar a eleição, deixar a eleição para trás, nós temos agora a grande responsabilidade de administrar Vitória", frisou.
Sobre a nova composição da Câmara de Vereadores, Luciano disse não ter nenhum tipo de problema. "Nós temos uma relação excelente com a Câmara de vereadores, muitos têm relação pessoal comigo. E nós acatamos o resultado das urnas, a cidade de Vitória montou essa Câmara de Vereadores, não tenho problema algum", concluiu.
Luciano Rezende comemora a eleição em Vitória (Foto: Reprodução / TV Gazeta)
Luciano Rezende comemorou com eleitores
(Foto: Reprodução / TV Gazeta)
Eleição com 52,47%
Luciano Rezende (PPS) foi eleito prefeito de Vitória neste domingo (28), em segundo turno. O resultado foi confirmado às 17h48. Com 100% das urnas apuradas, o candidato do PPS teve 52,73% dos votos válidos. Luiz Paulo (PSDB) teve 47,27% dos votos válidos.
Após o resultado, Luciano falou sobre o que pretende para Vitória. "Primeiro, eu quero agradecer à Deus e ao morador de Vitória.
Teremos a repsonsabilidade de liderar e unir essa cidade. Liderar não é forçar, não é usar nenhum tipo de argumentação que não seja motivação e tocar o coração das pessoas. Nós vamos agora nos juntar, juntar todas as forças para estabelecer o detalhamento do plano de governo, nesse momento de transição que começa nos próximos dias", afirmou Luciano.
Biografia
Com 50 anos de idade, Luciano Rezende é natural de Cachoeiro de Itapemirim, na região Sul do estado. Pós-graduado em medicina esportiva, participou da delegação brasileira em jogos olímpicos. Iniciou a carreira política como vereador em 1993. Exerceu o cargo por quatro mandatos.Foi Secretário Municipal de Saúde e de Educação quando o então prefeito era o seu adversário do segundo turno, Luiz Paulo.
Arte Vitória (Foto: Arte/G1)
Em 2008, Luciano se candidatou a prefeito de Vitória pela primeira vez, quando ficou na segunda colocação no primeiro turno do pleito vencido por João Coser, do PT. Em 2009, assumiu a Secretaria de Estado de Esportes e em 2012 lançou candidatura para a prefeitura de Vitória.
Campanha
Luciano Rezende pautou toda sua campanha no termo "mudança". No primeiro turno, se consolidou na segunda colocação nas pesquisas de opinião, mas no resultado final acabou ficando na primeira posição, à frente de seu adversário Luiz Paulo.


No segundo turno, foi alvo de ataques e questionamentos sobre sua parceria com o senador Magno Malta. Os questionamentos feitos por Luiz Paulo levaram a campanha de Luciano à Justiça, conseguindo um direito de resposta no programa do tucano. Também foi alvo de interpelação na Justiça Eleitoral por dizeres proferidos contra o candidato Luiz Paulo em um debate.

Propostas

Luciano Rezende tem como uma de suas propostas lutar junto ao governo federal pelo fim das taxas de Marinha em imóveis da capital. Para a mobilidade urbana da cidade, o candidato também manifestou apoio ao projeto do governo estadual de construir corredores exclusivos para ônibus.
Veja o resultado completo da eleição em Vitória
VOTOS VÁLIDOS (excluindo brancos e nulos)
Luciano Rezende (PPS): 98.937 (52,73%)
Luiz Paulo (PSDB): 88.687 (47,27%)
OUTROS RESULTADOS
Brancos: 5.074 (2,53%)
Nulos: 8.060 (4,01%)
Abstenção: 54.609 (21,38%) 

Repórter do 'CQC' diz ter sido agredido por militantes do PT

Oscar Filho, humorista e repórter do programa da Band, alega ter levado socos de admirados de José Genoíno
Foto: Tonny Campos/Futura Press

Por meio de seu perfil oficial no Twitter, o humorista Oscar Filho, um dos repórteres do programa CQC, da Band, criticou a postura adotada pelos candidatos José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT) na campanha eleitoral para prefeito de São Paulo e relatou supostas agressões durante a votação do ex-presidente do PT José Genoino neste domingo (28).

"Acabei de tomar dois socos dos militantes do José Genoíno! Parabéns! O PT lutou tanto pela democracia que quando consegue se perde no meio dela. Dois socos na boca! Genoíno, um dos pilares do mensalão, se escondendo atrás de fanáticos petistas que querem sangue da imprensa", escreveu humorista.

Segudo os relatos, durante a votação de Genoíno no E.E. Alberto Torres, localizado na zona oeste da capital paulista, militantes do PT ainda teriam trancado Oscar Filho em uma sala de votação, de onde ele saiu para ser atendido em uma enfermaria local.

Torcemos que Haddad não seja subprefeito do Lula, diz tucano

vereador eleito Andrea Matarazzo (PSDB-SP)

O vereador eleito Andrea Matarazzo (PSDB-SP) ironizou na noite deste domingo a eleição de Fernando Haddad (PT-SP), que teve 55,57% dos votos contra 44,43% do tucano José Serra. Na sede do partido, localizado no edifício Joelma, no centro da capital paulista, Matarazzo atacou o adversário.

"Temos que torcer para que Haddad não seja subprefeito do Lula", disse em referência ao padrinho político do prefeito eleito, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Isso porque foi o ex-presidente quem bancou a candidatura do ex-ministro da Educação.

O ex-secretário de Cultura do Estado também defendeu que, apesar da derrota, "ninguém" vai conseguir tirar a "história política" de Serra. "Serra se sai bem (desta eleição) e tem uma história política muito importante. Isso ninguém tira dele. O Serra sempre teve um papel importante na política nacional e continuará tendo", disse.

Matarazzo ainda negou que o PSDB precise de renovação depois de perder as eleições na capital paulista. Segundo ele, os tucanos não carecem de novos líderes na cidade. "O partido vem se renovando, você vê pela grande quantidade de vereadores e prefeitos eleitos no País. Eu acho que isso mostra que o PSDB continua forte, se renovando e atuante. Naturalmente vem se renovando em São Paulo. Pega o (vereador) Floriano Pesaro. Você tem gente nova que vai crescendo no partido", opinou.

Campanha vê Serra chateado com Haddad e assume erro do 'kit gay'

Edson Aparecido, coordenador-geral da campanha do candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra,

O coordenador de campanha do tucano José Serra, Edson Aparecido, fez um balanço da derrota do ex-governador para o petista Fernando Haddad nas eleições municipais de São Paulo. O deputado federal afirmou que a campanha "perdeu uma semana" falando sobre o polêmico "kit-gay" e admitiu que Serra ficou chateado com a atitude do futuro prefeito da capital paulista Fernando Haddad nos últimos momentos da disputa.

De acordo com Aparecido, o petista fez duras críticas a Serra, por volta das 18h, em uma entrevista cedida a uma rádio da cidade, quando, segundo o próprio coordenador da campanha, Haddad já estava praticamente eleito prefeito de São Paulo.

"Ele estava muito chateado com o Haddad porque, de forma desnecessária, ele voltou a fazer críticas ao Serra já no final da apuração. Praticamente eleito prefeito, foi socar o porrete no Serra. Ele atacou de novo o Serra hoje de tarde. Falei com Serra umas 18h e ele disse que o Haddad foi para a rádio atacar de novo. O gesto de quem ganha a eleição deve ser de unir a cidade, gesto de grandeza. O prefeito eleito não desceu do palanque, que é o estilo do PT administrar, dividindo a cidade. É uma pena, mas não sei se ele (Serra) ligou para o Haddad", afirmou.

Aparecido afirmou que Serra e o PSDB foram atacados pelo PT a todo momento e que os tucanos buscaram sempre fazer uma campanha "propositiva". "(Haddad) Disse que o Serra tinha feito campanha desonesta. Fomos atacados o tempo todo e no último debate também. Só sei que ele ficou chateado e que talvez esperasse do Haddad um gesto de grandeza", completou.

A respeito dos erros durante a campanha, o deputado federal ressaltou a insistência no tema "kit-gay", que são os kits anti-homofobia voltados para escolas públicas, criados pelo petista e pelo tucano. "No segundo turno, talvez perdemos uma semana decisiva onde podíamos ter entrado na questão do bilhete único e apontado o fim das Organizações Sociais proposta pelo PT. Patinamos uma semana discutindo um assunto que não era da nossa campanha, que foi o chamado 'kit gay', que virou personagem da campanha. Ele veio de fora e entrou no debate da cidade. Não era um assunto da nossa campanha", afirmou.

Mudanças
Edson Aparecido falou ainda sobre renovação e disse que o PSDB não pode ser um partido "apenas em época de eleição". Para ele, a legenda precisa ter mais vida.
"O principal desafio do PSDB é esse. Temos que ter vida partidária e vida na sociedade. Não pode ser um partido que se mobiliza só na época da eleição. Temos um monte de gente nova no PSDB. Escolhemos o melhor candidato do partido. Só ele conseguiria unir a aliança que fizemos. Uniu Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab. Pela experiência, história e pela preparação para administrar a cidade ele era o mais preparado", afirmou.

A ideia do tucano é fazer uma avaliação nacional e estadual e estudar, com detalhes, onde o partido errou durante as campanhas. Para o deputado federal, o PSDB tem que fazer prevalecer a oposição na prefeitura da cidade.

"Aqui em São Paulo deixamos de ganhar prefeituras e alianças importantes porque o PSDB cometeu o erro de lançar candidatura própria, como em Mauá, Santo André, Diadema. O grande desafio no Estado é aprofundar os seus vínculos com a sociedade. Do ponto de vista do partido, fazer essa discussão das bandeiras, mas ter uma organização mais viva. O partido é muito cartorial na cidade e no estado. Agora somos oposição na cidade e se a gente não tiver partido com vida, não dá. Não podemos fazer oposição só na Câmara. Precisamos ter coragem de estar na sociedade", completou.

'Faltou luta política', diz senador sobre campanha de Serra




O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), que fez parte da coordenação da campanha de José Serra, admitiu neste domingo que faltou "luta política" na corrida pela prefeitura de São Paulo. O tucano perdeu a disputa para Fernando Haddad, candidato do PT, que teve 55,57% dos votos na capital paulista. "Eu acho que talvez tenha faltado luta política. Nós sabemos o que foi a terra arrasada que nós encontramos, a gestão do Kassab é altamente positiva para São Paulo. Teve uma guerra política e precisamos reconhecer que perdemos. Nós lutamos muito. Não (é hora de fazer autocrítica) porque saio da eleição com orgulho de ser companheiro do José Serra", afirmou.

Segundo Nunes, a gestão do atual prefeito Gilberto Kassab (PSD-SP), principal aliado de Serra na campanha, foi "subestimada". "A gestão de Kassab é profundamente subestimada, se você comparar com as eleições do PT, em todos os itens é o melhor", defendeu.

O senador tucano também negou que o PSDB precise renovar seu quadro partidário. "Não reluto coisa nenhuma. O PSDB tem quadros novos em todo o lugar. Um partido para viver tem que estar sempre se renovando. Mas você se renova mantendo as pessoas que sempre foram referências no partido", disse.

Aloysio Nunes discordou, ainda, que o eleitorado paulista tenha optado por um nome novo já que esta é a primeira eleição da qual Haddad participa. "Não é preciso, necessariamente, ter rosto novo, é preciso ter ideias novas. Eu não tenho o rosto novo, mas considero que estou em pleno vigor da minha capacidade intelectual e física. Não faltaram ideias novas, além de reafirmar o valor das conquistas que nós tivemos nesses oito anos na prefeitura. Não vejo nada de novo na campanha Haddad", argumentou.

SP: ex-governador, Lembo diz que tempo de Serra já passou


Após vencer no primeiro turno, Serra foi derrotado por Haddad com mais de 600 mil votos de diferença
Foto: Léo Pinheiro/Terra
O ex-governador paulista Claudio Lembo (PSD) avalia que o tempo de José Serra (PSDB) "já passou" e que o próprio candidato foi culpado pela derrota para o petista Fernando Haddad na disputa pela Prefeitura de São Paulo neste domingo. "O candidato não mostrou aquilo que é fundamental numa eleição: simpatia, sorriso, capacidade de captar a vontade popular e, acima de tudo, foi excessivamente agressivo. Isso é mal. O brasileiro não gosta de agressividade", diz.
"Os tucanos vão preservar espaço pra ele, porém ele sofreu uma avaria muito grande", diz. Claudio Lembo assumiu o governo do Estado de São Paulo em março de 2006, depois que Geraldo Alckmin (PSDB) renunciou para concorrer à presidência. Ele acredita que o PSD, seu atual partido, pode "dialogar" com o prefeito eleito. Enquanto as alianças eram formadas, o PT chegou a flertar com o PSD, criado pelo prefeito Gilberto Kassab, mas a coligação não vingou.

Mais cauteloso, o vice-presidente do PSDB Alberto Goldman evitou críticas ao desempenho de Serra. Ele afirmou que a vitória de Haddad foi "indiscutível", apesar da "votação bastante expressiva" conquistada pelo PSDB. "Temos de repensar, fazer o máximo possível para trazer novos quadros para o partido e misturar com os experientes", disse, emendando uma comemoração pelo desempenho dos candidatos tucanos e coligados nas regiões Norte e Nordeste.

"Dentro das condições que nós trabalhamos aqui - com um enfrentamento muito pesado com o ex-presidente Lula e com a presidente Dilma Rousseff entrando pesado na campanha - nosso resultado foi positivo", avalia o ex-governador de São Paulo, que assumiu o cargo em abril de 2010, após Serra renunciar para concorrer à presidência.

Ao desejar sorte ao prefeito eleito na noite deste domingo, José Serra disse que sai "revigorado" dessa eleição. Não é o que pensa o cientista político Marco Aurélio Nogueira. Para o professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o tucano terá "muita dificuldade para se reinserir no novo quadro que deve abrir dentro do PSDB". Nogueira lembra que em 2010, após perder para a atual presidente Dilma Rousseff (PT), Serra teve esse problema e encontrou resistência interna na escolha do candidato à Prefeitura este ano.

No entanto, Nogueira é cauteloso quanto à afirmação da militância petista de que essa derrota significa o "sepultamento" da carreira política de Serra. "A gente nunca pode enterrar os políticos antes da morte física. E mesmo depois, eles seguem vivos no plano simbólico. No entanto, acredito que esse golpe foi muito pesado na trajetória do Serra, levando em conta que ele não é uma pessoa jovem. Ele não tem mais muita energia e vitalidade para recuperar essa derrota", diz.

Para o professor, na campanha do PSDB em São Paulo "faltou muita coisa". Ele argumenta que, apesar da alta taxa de rejeição, Serra poderia ter sido um bom candidato. "Foi uma campanha de muito má qualidade do ponto de vista político e democrático e que não conseguiu se contrapor à campanha do PT, que também não foi extraordinária, mas que acabou se beneficiando muito dessa insistência na mudança, no fato novo, na rejeição do Serra", diz.

Oposição
O vice-presidente do PSDB Alberto Goldman garante que o partido adotará uma postura de cobrança frente ao novo governo municipal. "Vamos cobrar do novo prefeito Haddad que cumpra todas aquelas fantasias que ele apresentou no processo eleitoral", afirma. "Ele vai ter muita dificuldade de por em pé todas aquelas coisas que ele apresentou", diz Goldman.


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