quarta-feira, 24 de outubro de 2012

PT já inicia disputa interna por cargos em eventual gestão de Haddad


Além de petistas, PC do B e PMDB movimentam-se por espaço em caso de vitória do petista em São Paulo; candidato e Lula tentam barrar assédio



Confiantes na vitória do candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, integrantes de várias correntes do partido já se movimentam para ocupar cargos caso ele seja eleito no domingo, 28. A articulação provocou a contrariedade não só de Haddad, mas também do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ordenou a suspensão do assédio e desautorizou as indicações.

Se vencer a disputa contra o candidato do PSDB, José Serra, Haddad pretende montar um secretariado com perfil mais técnico do que político. Deputados e vereadores do PT perceberam a tendência e, nos bastidores, começam a reclamar, dizendo que Haddad quer formar um governo "da academia", referência à origem do candidato, ex-ministro da Educação e professor licenciado da USP.

Na lista dos nomes que os petistas dão como certos em eventual equipe de Haddad estão Ana Odila de Paiva Souza e Vladimir Safatle. Ela foi a principal colaboradora do programa de governo na área de transportes. Vladimir é professor do Departamento de Filosofia da USP e ajudou na plataforma de Cultura.

O comentário de integrantes das correntes Construindo um Novo Brasil (CNB), Novo Rumo, PT de Lutas e de Massas e Mensagem ao Partido é que Haddad não cederá cadeiras estratégicas, como Saúde, Educação, Finanças e Desenvolvimento Urbano para ocupação política. O vereador Antonio Donato (PT), coordenador da campanha, é citado no partido tanto para a Secretaria de Governo como para Relações Governamentais.

Haddad se recusa a falar do assunto, sob o argumento de que ainda não ganhou a eleição. Lula usou o comício do candidato, no sábado, para mandar um recado aos petistas que estão de olho em cargos. Depois de dizer que tem lido notícias sobre disputas por espaço antes da abertura das urnas, ele não escondeu que age para barrar esse movimento.

"Ninguém pode querer comer o angu antes de estar pronto. É preciso deixar esfriar", afirmou o ex-presidente. Lula concluiu o discurso dirigindo-se a Haddad: "Você, se Deus quiser, será o prefeito de São Paulo, mas falta uma semana (...) Jamais vou te pedir um cargo na Prefeitura."

O PMDB de Gabriel Chalita, que foi derrotado no 1.º turno e agora apoia Haddad, e o PC do B de Nádia Campeão, vice na chapa, também se articulam para obter assentos na equipe. Nesse cenário, Nádia tem chance de acumular a vice com a Secretaria de Esportes, hoje com orçamento e obras de R$ 1,3 bilhão.
Dirigentes do PC do B querem ficar responsáveis, ainda, pela organização da Copa. Entre os seus objetos de desejo estão não só Esportes como a manutenção da cadeira na Secretaria de Articulação da Copa, comandada pelo PC do B na gestão de Gilberto Kassab (PSD). Eles também reivindicam a SPTuris, empresa de capital misto responsável por movimentar R$ 150 milhões por ano em contratos de publicidade.

"Se nós ganharmos, faremos essa conversa (para a composição de secretarias). Uma hora nós também temos de ocupar outras funções. Não somos um partido ligado só ao Esporte", disse Nádia. O Estado apurou que os comunistas gostariam de cargos na Secretaria de Habitação.

Vera Rosa e Diego Zanchetta, (O Estado de S.Paulo)


Governo prorroga IPI reduzido para carros até o dia 31 de dezembro


Medida foi anunciada pela presidente Dilma no Salão do Automóvel. Prazo terminaria no dia 31 de outubro



SÃO PAULO - A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta segunda-feira, 24, a prorrogação da alíquota reduzida do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o setor automotivo, que venceria em 31 de outubro. Agora, o benefício irá vigorar até 31 de dezembro. O anúncio foi feito no encerramento do discurso de Dilma no Salão do Automóvel de São Paulo, principal evento do setor na América Latina. Assim que fez o anúncio, foi muita aplaudida pela plateia composta por empresários do segmento.

A presidente destacou que o Brasil terá que ser um lugar que gere cadeias produtivas sustentáveis. "Por isso, acredito que o novo regime automotivo é fruto desse novo momento", afirmou. Segundo ela, o Brasil seguirá importando veículos, mas não será, sobretudo, um importador. "O País não é uma montadora só e deve gerar elos de uma cadeia sustentável. Não é possível que a gente ache que não podemos gerar conhecimento na indústria (automotiva)".

Segundo Dilma, o novo regime automotivo incentivará o crescimento destas cadeias e vai significar para o País um aumento na capacidade de inovar neste setor. "Temos que nos integrar às economias emergentes, mas temos que produzir. Temos no Brasil uma indústria automobilística razoavelmente avançada", disse Dilma, salientando que o mercado interno é muito atraente.

Ela lembrou que o novo regime automotivo prevê uma série de regras a serem cumpridas pela indústria que melhorarão a eficiência energética do setor. "Vamos buscar maior segurança e eficiência para a nossa indústria e um ponto crucial é a matriz energética", destacando que o regime prevê a produção de veículos mais econômicos e com menor consumo de energia no futuro. "O Brasil pode dar contribuição para sustentabilidade do meio ambiente", afirmou.

Depois de falar sobre a manutenção do IPI reduzido e sobre os benefícios do novo regime automotivo, a presidente cobrou que a indústria se apoie em um tripé que preveja para os veículos preço, prazo e qualidade. Dilma afirmou que as metas para o novo regime automotivo são "factíveis e realistas e que o País terá de ser um lugar que gere cadeias produtivas sustentáveis".

Clásse média
A presidente Dilma afirmou que a distribuição de renda no Brasil, nos últimos anos, fez a diferença e criou um mercado de consumidores que tem uma demanda reprimida. "Somos um País com praticamente 200 milhões de habitantes, que tem uma riqueza fantástica e um mercado vigoroso".

Ela destacou que o Brasil deve ser um país de classe média e comparou esta classe ao de países desenvolvidos. "A classe média está sendo destruída nos mercados desenvolvidos", disse a presidente. Ainda segundo ela, o Salão do Automóvel de São Paulo reflete o sucesso da indústria automotiva no Brasil e cria perspectivas extraordinárias ao setor, diante da ascensão dos milhões de brasileiro ao crédito.

Gustavo Porto e Francisco Carlos de Assis, Agência Estado

Casagrande vai a SP vender o Espírito Santo a empresários paulistas


Empresários de São Paulo conheceram, na terça-feira (23), as oportunidades de investimento no Espírito Santo.

Reunidos em torno do seminário do Grupo de Líderes Empresariais, eles receberam informações sobre os projetos de investimento previstos para o Estado, que ultrapassam os R$ 100 bilhões até 2016.

Foi o governador Renato Casagrande quem apresentou o ES aos empresários. Ele mostrou os grandes projetos em instalação no Estado e apresentou a evolução econômica e social que o Estado vem alcançando nos últimos anos.
“O Espírito Santo cresce acima da média nacional há alguns anos e continuamos avançando. Temos oportunidades em diversas áreas e uma carteira de projetos que ultrapassa os de R$ 100 bilhões até 2016, o maior investimento per capita do Brasil, e isso nos credencia para receber novos investimentos para continuarmos avançando econômica e socialmente”, avaliou.

O empresário João Dória, presidente do Grupo Lide e moderador do debate, elogiou os avanços do Espírito Santo no que diz respeito ao desenvolvimento econômico e social.
“O governador Casagrande trouxe informações que mostram a clara evolução do seu Estado. Os capixabas ainda têm desafios a superar, mas mostram que com políticas públicas eficazes estão no caminho".

O Grupo de Líderes Empresariais (Lide) visa a fortalecer o pensamento, relacionamento e princípios éticos de governança corporativa no Brasil.
Formado por líderes empresariais de corporações nacionais e internacionais, o Lide promove a integração entre empresas, organizações e entidades privadas, por meio de programas de debates e fóruns de negócios.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento, Márcio Félix, o seminário foi uma excelente oportunidade de mostrar os potenciais capixabas.
“Trouxemos para a capital paulista uma amostra das nossas muitas oportunidades e os avanços que estamos alcançando. É muito importante poder divulgar essas informações para um público seleto e esperamos que isso gere novas conquistas para os capixabas”, avaliou.

Para o empresário Juan Quirós, empreendedor do segmento imobiliário, a apresentação do governador reforçou a imagem de um Estado moderno e que está em franco desenvolvimento.
“A explanação nos impressionou pela objetividade e franqueza do governador e também nos dá confiança para continuar investindo no Espírito Santo, certamente vamos continuar olhando o Estado com muito carinho nas nossas decisões de investimento”.
O evento contou com a participação de diversos empresários e executivos de grandes empresas, além do ex-governador Paulo Hartung.
Da equipe de Governo também estiveram presentes o secretário da Fazenda, Maurício Duque; o secretário de Projetos Especiais e Articulação Metropolitana, José Eduardo Azevedo; o presidente do Bandes, Guerino Balestrassi; o diretor-presidente da Aspe, Luiz Fernando Schettino.

Foto M.Rosetti/ Casagrande e Hartung juntos no Senado
Com informações da Assessoria de Imprensa do governo do ES 

Ministra recebe apoio para Vale Cultura


Marta e Marco Maia estiveram nesta segunda-feira (22), em Canela, Rio Grande do Sul, onde participaram da Festa Nacional da Música 2012, ao lado de deputados que foram homenageados por trabalhar pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Música.

Agora, a PEC da Música precisa ser aprovada no Senado para isentar de impostos CDs e DVDs com obras musicais de autores brasileiros. O objetivo é reduzir o preço dos produtos ao consumidor, desestimulando a pirataria.

A PEC também contempla os suportes materiais ou arquivos digitais que contenham essas produções. Se a isenção for efetivada, vai assegurar ao setor fonográfico benefícios fiscais já concedidos a livros, revistas e jornais.

Destaque – Foi no Congresso de abertura da Festa, início da noite, que Marta e Marco Maia fizeram destaque para a importância de também aprovar o Vale Cultura, que visa beneficiar com R$ 50, por mês, trabalhadores com carteira assinada, que recebam até cinco salários mínimos.

“Liguei uma única vez para a ministra Marta, para convidá-la a vir aqui (a Festa Nacional da Música) e ela disse: – ‘vou lá’ e continuou: – ‘quero participar desse momento da nossa música’. Agradeço sua presença, ministra. A aprovação da PEC da Música e do Sistema Nacional de Cultura – que a ministra foi relatora no Senado – não foram fáceis.


Sua vinda aqui é muito simbólica”, falou Marco Maia, que, em seguida, se comprometeu a fazer todo esforço para aprovar o Vale Cultura, na Câmara dos Deputados.

“Marta, se tudo correr bem, vamos aprovar ainda este ano o Vale Cultura na Câmara dos Deputados. Vamos trabalhar duro, para que isto se transforme numa realidade”, concluiu Marco Maia.

A ministra comentou para a imprensa que “tendo o interesse do presidente da Câmara e a postura de anunciar tal intenção, é difícil não acontecer a aprovação do Vale Cultura”. A ministra se colocou à disposição para dar todos esclarecimentos aos deputados federais e deverá começar este trabalho já na próxima semana.

Se aprovado este ano na Câmara, a proposta do Vale Cultura, no ano que vem, poderá tramitar no Senado.

A ministra é otimista quanto a aprová-lo também nesta Casa. “Vai ser muito bom contar com o Vale Cultura no momento da Copa. Este é o momento do Brasil, da Cultura e de a gente se expor”, falou a ministra.

Festa – No final da noite, a ministra, o presidente da Câmara dos Deputados e parlamentares que apoiam a música prestigiaram a abertura da Festa Nacional da Música, edição 2012, no Hotel Laje de Pedra, com homenagens a João Bosco, Fernando & Sorocaba, Jorge Aragão, Emílio Santiago, entre outros.

Com informações do Ministério da Cultura.

Deputados enforcam mais uma semana de trabalho




O Poder Legislativo perde mais uma semana de trabalho - a última do mês de outubro - devido ao 2º turno da eleição municipal que ocorre em apenas 50 cidades do país, sendo 17 capitais.

Na terça (23) às 15h30, somente 47 deputados estavam presentes na Câmara. Entre eles, nenhum capixaba.

No Senado apenas a senadora Ana Rita (PT) estava presente. Lá a situação é a mesma da Câmara; não haverá votações essa semana.

A decisão da presidência da Câmara de tornar não deliberativas as sessões de terça a quinta-feira, oficializou a gazeta eleitoral.

Além dessa semana morta no Congresso, semana que vem será o feriado de Finados que vai encurtar a primeira semana de novembro.

De fato o Congresso só voltará a funcionar mesmo dia cinco de novembro. Assim mesmo por um período pequeno, porque dia 18 de dezembro entrará em recesso.

Fonte: www.agenciacongresso.com.br


Cotas sociais: Mercadante cobra política de acolhimento e diz que assistência estudantil é desafio


O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, cobrou hoje (24) de reitores de universidades federais a elaboração e adoção de políticas de acolhimento para estudantes selecionados por meio da nova Lei de Cotas. Entre as alternativas citadas por ele estão o reforço pedagógico e a atividade de tutoria.

Durante abertura da reunião plenária do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub), Mercadante se referiu à assistência estudantil para alunos beneficiados pelas cotas sociais como um desafio. Segundo ele, a pasta também estuda formas de complementação de renda por meio de bolsas de estudo. “Se não, não há como assegurar a permanência”, disse.

O ministro garantiu que o governo tem recebido apoio por parte dos reitores na implementação da Lei de Cotas. “Podemos fazer uma política que vai, sobretudo, valorizar o ensino médio”, disse. Ele lembrou que, em 1997, cerca de 0,5% dos 20% mais pobres do país tinham ensino superior enquanto o índice era de 22% entre os 20% mais ricos.
“Viemos de um passado de educação tardia. Nosso ensino superior é muito tardio e de difícil acesso para as camadas mais pobres”, disse.

Atualmente, dados do MEC indicam que 4,2% dos 20% mais pobres frequentam ou frequentaram universidades. Entre os negros, o índice é 20% contra apenas 4% registrado em 1997. “No entanto, estamos longe de ter um certo equilíbrio”, completou.

A Lei de Cotas prevê que as universidades públicas federais e os institutos técnicos federais reservem, no mínimo, 50% das vagas para estudantes que tenham cursado todo o ensino médio em escolas da rede pública, com distribuição proporcional das vagas entre negros, pardos e indígenas. A lei determina ainda que metade das vagas reservadas às cotas sociais – ou seja 25% do total da oferta – sejam preenchidas por alunos que venham de famílias com renda de até um salário mínimo e meio per capita.

Paula Laboissière* (Agência Brasil)
* A matéria foi alterada para correção de informação às 15h36 // Edição: Lílian Beraldo

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