sábado, 20 de outubro de 2012

Exportações de produtos manufaturados caem para 0,73% entre 2005 e 2011


Brasília – As exportações brasileiras perdem espaço na proporção das vendas mundiais, principalmente os produtos manufaturados, de maior valor agregado. No período entre 2005 e 2011, esse tipo de exportação caiu de 0,85% para 0,73%.



O país só mantém a estabilidade no ranking de maiores vendedores internacionais por causa do crescimento das exportações de produtos básicos (commodities). É o que revela estatística do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) sobre números da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Ao analisar dados de 2005 a 2011, o Iedi constatou que, depois da crise financeira de 2008, coube ao Brasil o papel de “mercado dinâmico” para as vendas de países que souberam preservar condições de agressividade como exportadores. De 28º no ranking dos países que mais compraram, em 2005, o país evoluiu para o 21º lugar no ano passado, quando importou o equivalente a US$ 237 bilhões, passando de uma participação de 0,72% para 1,3% das compras totais do mercado mundial.

Enquanto isso, o Brasil manteve patamar similar, de 23º para 22º lugar no ranking das exportações globais, com vendas de US$ 256 bilhões no ano passado, o que correspondem à participação de 1,4% das vendas totais, contra participação de mercado de 1,3% em 2005. O nível foi mantido com o aumento de vendas de produtos básicos – agropecuários e minerais, principalmente – enquanto as exportações de produtos manufaturados caíram, no período, de 0,85% para 0,73% na participação mundial.

Em contrapartida, as importações manufaturadas mais que dobraram  no período em análise. O Brasil comprava apenas o equivalente a 0,69% das vendas mundiais de máquinas e equipamentos, em geral, e, no ano passado, essa participação aumentou para 1,37%. De 31º no ranking dos países que mais importavam produtos manufaturados, em 2005, o país evoluiu para 21º e, de 27º lugar dentre os  países que mais vendiam tais produtos, naquele ano, caiu para 30%.

A análise técnica do Iedi ressalta que a inserção brasileira no comércio mundial está atrelada a mudanças na concorrência internacional, que ficou mais restritiva depois de 2008. Somado a isso, fatores domésticos como a valorização do real e outras condicionantes da baixa competitividade brasileira concorreram para o aumento das importações e redução da posição nacional no mercado externo.

O Iedi destaca a importância das medidas que o governo vem adotando para a proteção do câmbio, para a redução de impostos e diminuição de custos, como a anunciada redução da tarifa de energia elétrica, investimentos em logística e facilidades de financiamento. As ações são relevantes e precisam ser mantidas, segundo o Iedi, pois seus efeitos só se farão sentir a médio e longo prazo.

Stênio Ribeiro (Agência Brasil)  Edição : Fábio Massalli

"A melhor arma da sociedade é a alienação e a nossa melhor arma é a sabedoria."


Por Raquel Santana* 
Assistir na TV que a Presidente Dilma adiou toda o seu compromisso ontem a noite, por conta do último capítulo da novela Avenida Brasil, pela imprensa internacional, é ter uma real ideia do "respeito" que essa nação "pão e circo" tem fora das terras tupiniquins!

Não vou falar explicitamente contra novelas; sempre soube que elas fazem parte da vida do brasileiro. Eu mesma tenho minhas novelas inesquecíveis como "A Escrava Isaura", "O Casarão", "A Sucessora" e tantas outras que sempre assistia quando POSSÍVEL assistir!

Não me lembro de uma única ocasião sequer, reprogramar ou adiar compromissos por conta de uma novela, mesmo sendo um último e revelador capítulo!
Com o passar do tempo, com o "nível" das atuais telenovelas, me afastei por completo dessas tramas e enredos que na sua maioria apenas serve de atraso nessa nação, já tão repleta de naturais atrasos no seu crescimento, por conta da nossa realidade social e política!

Jamais criticaria quem ainda gosta de sentar em frente a sua TV para assistir alguma novela da atualidade; cada um tem seu direito sagrado de liberdade.
O que me causa espanto e indignação., é ver uma nação inteira parar por conta de uma BOBAGEM TÃO GRANDE!!!

Eu nunca nem suporte em andar em transporte coletivo, e ao meu lado alguém comentar sobre cenas de novelas!

Falam com uma veracidade e preocupação como se as cenas comentadas modificassem algo nas suas vidas literais!

Imaginem então ver toda uma nação falar sobre essa novela que foi ao fim ontem à noite!

Como podem se preocupar em saber quem raios matou Max, com milhares de brasileiros MORTOS todos os dias por conta dessa assombrosa e real violência?
Como podem se preocupar tanto com alguma "Avenida Brasil" e seus moradores; enquanto os CORRUPTOS passam o "rodo" nessa nação, levando o NOSSO dinheiro???
A grande questão não assistir uma novela!

O grande e real problema, é NÃO VEREM A VIDA PASSAR SOB SUAS VISTAS!
Enquanto param para assistirem alguma novela, os corruptos, ladrões e assassinos desse país, estão em TOTAL E CONSTANTE MOVIMENTO NAS SUAS ATIVIDADES CRIMINOSAS!

A energia consumida ontem no horário da novela, grande parte do dinheiro pago por quem vai pagar sua próxima conta, será ROUBADO dos cofres públicos! 

Como fazer essa MASSA DE ALIENADOS ENTENDER ISSO???
Se a "Chefe Maior" da nação...

ADIOU SEUS COMPROMISSOS ONTEM À NOITE PARA NÃO PERDER O ÚLTIMO CAPÍTULO DA NOVELA???

" Deu" no Times!

Cada povo tem realmente o representante que MERECE!!!

FALA SÉRIO!!!

ACORDA BRASIL!!!

Titulo de Vítor Figueiredo Leite
Texto de Raquel Santana* - Retirado do fórum do facebook

Portugal: Crise econômica pode levar à greve geral nas empresas de comunicação




Lisboa - Em Portugal, quatro dos principais grupos de comunicação do país – veículos públicos e privados – ameaçam entrar em greve, por período indeterminado, devido às medidas de austeridade adotadas pelo governo. As autoridades portuguesas adotaram as medidas na tentativa de conter os efeitos da crise econômica internacional que atingem o país, afetando a economia com aumento da inflação e do desemprego.

O movimento ocorre a menos de um mês de uma paralisação geral que atingirá não só Portugal, como a Grécia e a Espanha. Sindicatos de vários setores profissionais, que atuam na área de comunicação, marcaram para o dia 14 de novembro a data para uma greve ampla em protesto contra as medidas de austeridade adotadas como meio de reagir à pressão econômica.

Os jornalistas da Agência Lusa, que é a empresa pública de notícias de Portugal, decretaram paralisação temporária até amanhã (21). Os jornalistas protestam contra o corte de 31% da dotação orçamentária a ser paga pelo governo no próximo ano pelos serviços prestados pela agência (de capital misto, 51% do Estado).

Também em greve, os profissionais de imprensa do jornal público protestam contra a recente demissão de 48 empregados – 28 jornalistas de um total de 120. Funcionários, incluindo jornalistas e radialistas, da estatal Rádio e Televisão de Portugal (RTP) observam com desconfiança as sinalizações das autoridades em privatizar as emissoras públicas de comunicação – oito emissoras de TV e 16 de rádio.

Os veículos estão preocupados, inclusive, quanto à possibilidade de privatizações. Há desconforto também no jornal Diário de Notícias. O Sindicato dos Jornalistas de Portugal acompanha as negociações da suposta venda do veículo (do grupo português Controlinveste) para um grupo angolano cujo nome é preservado em sigilo.

“Estamos acompanhando com o maior interesse, mas não sabemos se está concretizado”, disse à Agência Brasil o presidente do sindicato dos jornalistas portugueses, Afonso Maia. Segundo ele, o processo não tem sido transparente e nenhum grupo privado estrangeiro assumiu ter feito proposta de compra. “Não aceitamos que passe a ser de um capitalista sem rosto.”

Porém, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), que monitora os meios de comunicação, não confirma a negociação entre o comando do Diário de Notícias e os angolanos.
Para Afonso Maia, os veículos de fato passam por dificuldades econômicas e financeiras. Além da crise, que enxuga o Orçamento do Estado e reduz os anunciantes (especialmente nos veículos impressos), há uma série de mudanças estruturais em curso.

Em Portugal, os jornais passam por mudanças de leitura – os leitores estão migrando para o noticiário online – e de gestão, causadas por falhas nas estratégias de distribuição dos impressos (com perda de assinantes e venda em banca) e por convergência de mídia (falta de retorno dos custos operacionais para funcionamento dos veículos na rede).

O presidente do sindicato observa, no entanto, que as demissões de jornalistas em Portugal é seletiva e afeta mais aos jornalistas mais antigos (com salários maiores). “Isso é uma perda irreparável”, lamentou. “Uma importante capacidade de trabalho está sendo descartada. As redações [dos meios de comunicação] devem ser intergeracionais [relativo às relações entre gerações]”, defendeu.

Afonso Maia acrescentou ainda que a maioria dos trabalhadores do setor de comunicação deverá cruzar os braços em novembro. No próximo dia 14, está prevista uma greve geral de trabalhadores em Portugal, na Grécia e Espanha – países mais afetados pela crise econômica na zona do euro.

Além dos problemas do setor, a mobilização se somará a uma série de protestos iniciados ainda no primeiro semestre em Portugal contra as medidas fiscais exigidas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Central Europeu (BCE), e a União Europeia (UE).

Ao longo deste mês, o governo foi criticado em mais de um ato público por ter encaminhado à Assembleia da República (Congresso Nacional) uma proposta orçamentária que aumenta impostos em várias faixas de contribuição.

Gilberto Costa* Correspondente da EBC em Portugal
*Colaborou Renata Giraldi, de Brasília
Edição: Talita Cavalcante

Bolsa Família: benefícios aumentam mais de quatro vezes em nove anos




Brasília - Implantado em janeiro de 2004, com orçamento de R$ 3,2 bilhões para beneficiar 3,6 milhões de famílias pobres ou em situação de pobreza extrema, o Programa Bolsa Família aumentou a capacidade de atendimento e contabiliza, este ano, orçamento de R$ 20 bilhões para beneficiar 13,7 milhões de famílias em todo o país.

O programa, criado pela Medida Provisória 132, completa hoje (20) nove anos e é o resultado da junção do Bolsa Escola, do auxílio-gás e do Cartão Alimentação em um só benefício. Atualmente, o O Bolsa Família integra o Plano Brasil Sem Miséria, que tem como foco os 16 milhões de brasileiros com renda familiar per capita inferior a R$ 70 mensais.

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mais de metade (51,1%) dos beneficiados do Bolsa Família se concentra na Região Nordeste. A Região Sudeste aparece em seguida, com 24,7%. O Norte fica com 11,1% dos atendidos, o Sul, com 7,8%, e o Centro-Oeste, com 5,4%.

Até o final de 2011, os estados com mais atendimentos de famílias eram Bahia (1,75 milhão), São Paulo (1,21 milhão), Minas Gerais (1,16 milhão), Pernambuco (1,12 milhão) e Ceará (1,08 milhão).

Para receber os recursos do Bolsa Família, os beneficiados devem cumprir algumas exigências. Na área de saúde, por exemplo, eles devem acompanhar o cartão de vacinação e o crescimento e desenvolvimento das crianças menores de 7 anos. Na educação, todas as crianças e adolescentes entre 6 e 15 anos devem estar devidamente matriculados e com frequência escolar mensal mínima de 85% da carga horária. Já os estudantes entre 16 e 17 anos devem ter frequência de, no mínimo, 75%.
Da Agência Brasil - Edição: Talita Cavalcante

Em SP, manifestantes fazem protesto em frente a prédio onde mora acusado de tortura durante a ditadura


São Paulo – Movimentos sociais, liderados pelo Levante Popular da Juventude, fizeram hoje (20), na região da Avenida Paulista, no centro de São Paulo, uma manifestação para expor publicamente um ex-militar reformado acusado de ter comandado sessões de tortura e homicídios durante a ditadura militar. O tipo de manifestação é inspirada em ações similares feitas na Argentina e no Chile chamadas de Escracho.

Cerca de 60 pessoas, segundo a Polícia Militar, fizeram uma pequena caminhada pela Avenida Paulista até a Rua Manoel da Nóbrega, endereço onde vive atualmente o ex-militar Homero César Machado, que chefiou equipes de interrogatório no antigo DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna) entre os anos de 1969 e 1974.

“O que fazemos aqui é reivindicar a memória das pessoas que lutaram contra a ditadura militar e também reivindicar o presente, porque hoje vemos esses torturadores impunes. Este torturador [Machado] vive tranquilo em sua casa, não foi julgado e nem condenado, vive com aposentadoria paga com dinheiro público. O que ficou impune na ditadura dá carta branca para que esses crimes continuem acontecendo”, disse Paula Sacchetta, da Frente de Esculacho Popular.
Durante a caminhada, manifestantes colaram, em postes e latas de lixo, cartazes com fotos de pessoas que teriam sido torturadas por Machado na época da ditadura militar e distribuíram folhetos para a população informando que “um torturador mora neste bairro”.

Na frente do prédio onde Machado mora, parentes de Virgílio Gomes da Silva, que foi morto e torturado durante a ditadura militar, seguraram um megafone para dizer aos vizinhos que ali “mora um torturador”. Uma coroa de flores foi depositada em frente ao prédio e gritos e faixas lembravam um dos lemas do movimento: “Se não há Justiça, há esculacho popular”. 

A viúva de Virgílio Gomes da Silva, Ilda Martins da Silva, acompanhou a manifestação de hoje com seu filho, Virgílio Gomes da Silva Filho e uma neta. “Ele [Virgílio Gomes da Silva] foi morto e torturado [na ditadura militar] e está desaparecido há 42 anos”, disse ela. Ilda foi presa no dia seguinte com três de seus quatro filhos.

“Quando eu fui presa, ele já estava morto. E eu não sabia. Fiquei presa com meus três filhos. Levaram eles para o Dops e, de lá, para um juizado. Ofereceram eles [meus filhos] para doação. Fiquei presa por nove meses, quatro deles incomunicável, sem poder ver meus filhos. Fui torturada tanto fisicamente quanto psicologicamente”, disse.

O filho de Virgílio tinha 6 anos na época. “O que sabemos são relatos de companheiros que estavam presos na época. Sabemos que no dia 29 de setembro de 1969, ele foi preso numa emboscada. Levaram ele para o Dops [Departamento de Ordem Política e Social] e bastaram seis horas de tortura para conseguirem matá-lo”, disse Silva Filho. Segundo ele, Homero César Machado foi um dos torturadores de seu pai.

A família de Vírgilio Gomes da Silva disse esperar pela condenação judicial dos torturadores da época. “Espero sim [condenação]. Não importa o tempo que dure para a justiça chegar”, disse o filho.

O ato chamou a atenção de vários moradores da região. Vários deles apenas espreitavam a manifestação pela janela, mas alguns desceram de seus apartamentos para saber o que estava ocorrendo. “Cumprimento o cara [Machado] há anos e nunca imaginei. Fiquei com nojo. Quando vi as fotos [dos torturados estampadas nos cartazes] e li as histórias, fiquei mesmo revoltada”, disse Sandra Gaui, moradora de um prédio próximo.

“Acho esses escrachos fundamentais porque, não é coisa dos atingidos ou das famílias. É coisa da sociedade, principalmente de jovens que abraçaram essa causa. É um pessoal que diz que a violência policial de hoje é fruto do passado e que os desaparecidos precisam ser localizados para se acabar com a impunidade”, disse Ivan Seixas, da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos.

Segundo Seixas, o capitão Homero “era um dos militares mais furiosos nas torturas”. Para ele, movimentos como esse contribuem para se fazer uma condenação moral dos torturadores, enquanto a condenação judicial ainda não ocorreu.

A Agência Brasil não conseguiu falar com Machado. Um dos funcionários do prédio informou que Machado não estava no local no momento do ato. Uma vizinha de apartamento disse que há 15 dias ele não se está no prédio. “Ele sempre foi muito gentil e educado. Até tomei um susto agora com essas informações. Ele não está aí. As correspondências dele estão na mesinha do lado do nosso corredor”, disse Fernanda Teixeira de Carvalho Souza.
Elaine Patricia Cruz  Edição:  Fábio Massalli (Agência Brasil)

Governo britânico espera receber 10 mil estudantes brasileiros nos próximos quatro anos


O governo britânico espera receber nos próximos quatro anos 10 mil estudantes brasileiros, por meio do Programa Ciência sem Fronteiras, segundo o embaixador do Reino Unido no Brasil, Alan Charlton. Ele participou hoje (20) das atividades da 9ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e fez palestra para estudantes interessados em estudar no Reino Unido.

Segundo o embaixador, aproximadamente 130 universidades britânicas participam do programa para receber estrangeiros. “A internacionalização das universidades é importante para nossa economia”, disse o embaixador. Ele destacou que, por meio do programa, é possível haver trocas de conhecimento e conexão entre pessoas de diversos países na universidade. Além disso, destacou que os estudantes estrangeiros ajudam a economia local das cidades onde ficam.

O governo britânico tem feito palestras em várias cidades do país para divulgar aos estudantes brasileiros a oportunidade de estudar no exterior.

Até 2015, a expectativa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), é que 101 mil brasileiros estudem em universidades de todo o mundo, por meio do Ciência sem Fronteiras.

Kelly Oliveira Edição: Talita Cavalcante  (Agência Brasil)

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