quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Petrobras confirma existência de petróleo leve em novo poço na Bacia Sergipe-Alagoas


A Petrobras confirmou hoje a existência de petróleo leve no Bloco SEAL-M-426, localizado em águas ultraprofundas da Bacia Sergipe-Alagoas, na Região Nordeste. A descoberta ocorreu durante a perfuração de um poço a 2.720 metros de profundidade.
Segundo a Petrobras, operadora do bloco, com 60% de participação, já foram perfurados mais de 5,5 mil metros e o trabalho continuará até os 6 mil metros. O poço está a 109 quilômetros do município de Aracaju e a 21 quilômetros da acumulação de Barra, onde já havia sido feita a primeira descoberta significativa de gás em águas ultraprofundas na Bacia Sergipe-Alagoas.
A empresa vai continuar com as análises de rocha e fluido obtidos nesse poço. A partir daí, será apresentado o Plano de Avaliação de Descoberta para a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Demóstenes é afastado do Ministério Público de Goiás


Corregedoria-geral abriu processo para apurar 'violação de deveres funcionais', em razão do envolvimento do ex-senador com Cachoeira

O Ministério Público (MP) de Goiás determinou nesta quarta-feira, 10, o afastamento do ex-senador Demóstenes Torres (GO) da função de procurador estadual que ele voltou a exercer desde que teve o mandato de senador cassado, há três meses. A medida, imposta pelo corregedor-geral Aylton Flávio Vechi, decorre da abertura de processo administrativo disciplinar, instaurado para apurar "violação de deveres funcionais" em razão do envolvimento do ex-senador com o esquema investigado pela Operação Monte Carlo e comandado pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira.

O processo, que correrá em caráter sigiloso, pode resultar em punições que vão da advertência à demissão do cargo. Nesse caso, Demóstenes será aposentado compulsoriamente e ainda pode sofrer ação posterior para perda da aposentadoria. Para o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, o afastamento é um ato indevido e com viés político, mas ele ressalvou que não é mais defensor do ex-senador desde que ele retornou ao MP goiano.

Flagrado em escutas telefônicas comprometedoras e acusado de pôr o mandato a serviço da organização comandada por Cachoeira, Demóstenes foi cassado em 11 de julho por quebra de decoro. No dia seguinte, ele reassumiu o cargo de procurador em Goiás, do qual estava afastado há 13 anos. Desde então, tem enfrentado a rejeição dos colegas. A Corregedoria-Geral instaurou a seguir a primeira reclamação disciplinar para coletar "elementos de prova" e apurar "eventual infringência do dever funcional", necessários à abertura do processo.

A Corregedoria trouxe para análise os autos do processo de cassação que tramitou no Senado e da ação penal que corre na Justiça Federal contra o esquema de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e exploração de jogos ilegais, comandado por Cachoeira. "Tal apreciação revelou a necessidade de instauração de processo administrativo disciplinar", anotou o corregedor-geral. O afastamento de Demóstenes se dará enquanto durar o julgamento.

Selic a 7,25% dá vantagem à poupança


Novo corte da taxa reforça o desempenho da caderneta na comparação com os fundos de renda fixa, em especial a poupança antiga

O novo corte na taxa básica de juros anunciado nesta quarta-feira pelo Banco Central reforçou ainda mais o bom desempenho da poupança na comparação com os fundos de renda fixa.

A poupança antiga - cujo rendimento permanece em 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR) - continua com a rentabilidade preservada em 6,17% ao ano e bate todos os investimentos em fundo de renda fixa, de acordo com levantamento da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

Já a nova poupança - atrelada a 70% da Selic - vai passar a ter um rendimento de 0,4138% ao mês (ou 5,08% ao ano mais a TR) e, mesmo assim, mantém rendimento superior a boa parte dos fundos de renda fixa. A nova poupança só vai perder para os fundos de renda fixa com taxas de administração entre 0,5% e 1% (ver ao lado). Com a Selic em 7,5%, a aplicação tinha um rendimento de 5,25% ao ano.

Na prática, se a Selic permanecer estável em 7,25% ao ano, um montante de R$ 10 mil aplicado na poupança antiga vai render R$ 617 no período. Na nova poupança, esse mesmo montante vai render R$ 508.

"A poupança antiga continua imbatível e a nova poupança, como não cobra taxa de administração, ganha na maioria das situações dos fundos de investimento", diz Miguel de Oliveira, vice-presidente da Anefac. Ele recomenda que o investidor sempre avalie a taxa de administração cobrada para obter o melhor ganho na aplicação. "Se a taxa for superior a 1% ao ano, o investidor deve avaliar a aplicação porque o fundo deve estar perdendo da poupança", afirma.
Mais pesquisa

As seguidas reduções da taxa básica de juros - a de ontem foi a décima seguida - tiraram da zona de conforto o investidor acostumado com o ganho fácil do juro alto. Agora, na avaliação dos especialistas, um ganho maior pode ter como contrapartida mais risco e menor liquidez. "É natural que o investidor comece a enfrentar essa situação de baixo ganho e passe a ter mais risco e diversificação no portfólio", diz Michael Viriato, professor do Insper. Entre as alternativas, ele sugere, por exemplo, aplicação na Bolsa de Valores ou em fundos imobiliários.

Para aplicação em Bolsa de Valores, o professor do Insper recomenda que o investidor descubra qual o seu perfil: mais moderado ou arrojado. "De acordo com esse perfil, se o investidor for mais moderado, por exemplo, sempre que ele fizer uma aplicação, deve alocar um porcentual escolhido para a Bolsa. Se fizer sempre isso, o investidor vai comprar tanto em momentos favoráveis como nos desfavoráveis", afirma.

Na avaliação de Viriato, a diversificação no portfólio de investimento já deveria ter sido iniciada pelos investidores, pois as sucessivas quedas dos juros deixaram o investimento em renda fixa pouco atrativo há bastante tempo.

Para Keyler Carvalho Rocha, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), uma possibilidade de investimento pode ser em títulos indexados à inflação. "É uma possibilidade que o investidor fica garantido com a inflação. Num prefixado, corre o risco de a inflação subir e o rendimento ficar negativo", afirma ele, para quem "há um risco muito grande de a inflação voltar a subir no ano que vem".
No longo prazo, apesar do espaço mais curto para uma queda da taxa de juros nas próximas reuniões do BC, o cenário dos investimentos não deve ser muito alterado.
"A tendência é de uma estabilidade daqui para frente", afirma o vice-presidente da Anefac.

Pesquisa põe Haddad à frente de Serra na disputa pela Prefeitura


Petista aparece com 47% das intenções de voto, contra 37% do tucano, no 2º turno da eleição

A primeira pesquisa do instituto Datafolha no segundo turno da eleição em São Paulo mostra o petista Fernando Haddad à frente, com 47% das intenções de voto, contra 37% do tucano José Serra. No primeiro turno, Serra teve 30,75% dos votos válidos, e Haddad, 28,98%.

A rodada decisiva da eleição será realizada no dia 28. Na próxima segunda-feira, 15, será reiniciada a campanha na televisão, com dois blocos diários de 20 minutos no horário eleitoral fixo, além das inserções distribuídas ao longo da programação das emissoras. Cada candidato terá direito a 50% do tempo de exposição.

O Datafolha ouviu 2.100 eleitores entre terça-feira, 9, e quarta-feira, 10. A pesquisa, contratada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela TV Globo, foi registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo SP-01851/2012. A margem de erro máxima do levantamento é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

Em visita ao Brasil, ativista indiano alerta para a necessidade de erradicação do trabalho infantil.


Cerca de 200 milhões de crianças no mundo estão perdendo a infância por causa do trabalho infantil. O alerta é do ativista indiano Kailash Satyarthi, indicado ao Prêmio Nobel da Paz em 2006. “Por ano, cerca de 1 milhão de crianças são vítimas do tráfico para fins de escravidão. São tratadas como animais e, muitas vezes, vendidas mais barato do que animais. Cada um desses números tem por trás uma face humana que necessita de proteção e cuidado. E isto é para agora”, disse.
Satyarthi, fundador-presidente da Marcha Global contra o Trabalho Infantil e da Coalização Sul-Asiática sobre Escravidão Infantil, atua diretamente em ações de resgate de crianças exploradas. Ele já libertou mais de 60 mil crianças do trabalho infantil na Índia e no Nepal. Satyarthi participou da abertura de um seminário sobre a exploração do trabalho infantil promovido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília.
“O mundo não é tão pobre assim. O mundo gasta mais de US$ 1 trilhão com armamentos militares; 16 bilhões bastariam para resolver boa parte dos problemas da educação no mundo”, disse o indiano após contar caso de uma criança de 11 anos, por ele resgatada, que era obrigada a atuar como soldado em conflitos armados no Sudão.
Satyarthi defendeu a necessidade de um pacto global para a erradicação do trabalho infantil, com ações voltadas para a promoção da educação e a eliminação da pobreza. Ele disse não ser mais admissível que a pobreza e fatores culturais possam ser usados para justificar o trabalho infantil. "Não é a pobreza que perpetua o trabalho infantil, mas o trabalho infantil que perpetua a pobreza", ressaltou.
O indiano defendeu a necessidade de um trabalho mais articulado por parte das agências das Nações Unidas. Para Satyarthi, esses mecanismos de cooperação internacional não conseguem trabalhar lado a lado e desenvolvem programas isolados que acabam tendo pouco resultado efetivo.
A punição para quem explora a mão de obra infantil também foi apontada pelo ativista como um desafio a ser encarado. Para o indiano, em muitos países, o Judiciário não dá a atenção devida ao tema. “O trabalho infantil é crime, e como tal precisa ser abordado pelas autoridades policiais e judiciais. A falta de punição aliada à dificuldade das pessoas terem acesso ao Judiciário beneficia os criminosos”, disse.
Na opinião de Satyarthi, o Brasil é uma exceção, pois vem fazendo um bom trabalho ao conjugar as ações de diferentes ministérios e reforçar a parceria com outros atores como o Judiciário e o Ministério Público. Ele considera que o Brasil, a Rússia, Índia e China têm papel fundamental na definição de uma nova agenda global voltada para a promoção dos direitos das crianças e dos adolescentes e na erradicação do trabalho infantil.
Em 1999, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) promulgou a Convenção 182 que trata das piores formas de trabalho infantil, ratificada por 154 países. Entre elas se destacam o trabalho escravo ou análogo à escravidão, a exploração sexual comercial, produção de pornografia ou atuações pornográficas de crianças e adolescentes, a utilização e ou recrutamento para atividades ilícitas, particularmente para a produção, tráfico de drogas, e o recrutamento forçado de crianças e adolescentes em conflitos armados.

Força Sindical quer mais rapidez na diminuição da taxa básica de juros

A Força Sindical defende maior rapidez na diminuição da taxa básica de juros (Selic), manifestou a entidade, por meio de nota, ao comentar a nova redução da Selic, de 0,25 ponto percentual, anunciada hoje (10) pelo Banco Central.
“O governo precisa agir com mais rapidez e reduzir os juros ainda mais para facilitar o crescimento da economia e reduzir a dívida pública, estimular a produção industrial que se encontra estagnada, aumentar o consumo e gerar empregos de qualidade”, disse o presidente da central sindical, Paulo Pereira da Silva.

Já Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) considerou positiva a redução dos juros. A entidade, no entanto, critica a posição dos bancos em manter alto os seus juros. “Com isso, os bancos emperram as iniciativas do governo e da sociedade na perspectiva do desenvolvimento econômico e social", declarou o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro.
“Juros mais baixos são fundamentais para expandir o crédito, incentivar a produção e o consumo e aquecer a economia, como forma de gerar mais empregos, distribuir renda, combater a miséria e garantir inclusão social”, completou.


Fecomercio-SP diz que novo corte dos juros resultará em economia para o governo

Para a Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio-SP), o novo corte na taxa básica de juros (Selic), anunciado na noite de hoje (10), é positivo e significará uma economia de R$ 5 bilhões para o governo. “Com a taxa de juros no nível atual, o país poderá continuar crescendo sem correr o risco de impulsionar a inflação”, diz o comunicado da entidade.
A Fecomercio-SP ressaltou, no entanto, considera mais importante continuar com as ações para pressionar a redução dos juros bancários. “Ação que tem estimulado por meio da concorrência entre os bancos públicos [Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal] - onde o governo tem poder para definir uma taxa de juros menor - e os bancos privados”.
A entidade acredita que essas medidas devem “alavancar a capacidade de consumo das famílias e, ao mesmo tempo, reduzir o nível de inadimplência”.

Fiesp considera acertada decisão do Copom de manter diminuição da taxa básica de juros

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse que o Banco Central acerta ao diminuir pela décima vez consecutiva a taxa básica de juros (Selic).
“Não é hora de mudar os sinais da política econômica, sob pena de abortar o processo de retomada e, em 2013, o país crescer menos que o mundo e que a América Latina, como ocorreu em 2011 e ocorre novamente em 2012”, ressaltou Skaf por meio de nota.
Com o corte de 0,25 ponto percentual anunciado hoje (10) a taxa fica em 7,25% ao ano.

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